pronto, chega!

Chegou à santa terrinha o último contingente de tropas nacionais vindas da Bósnia.
No aeroporto, um jornalista cumpriu a sua função de informar as massas perguntando aos magalas se sentiam saudades. De quê? - pergunta-se. De tudo e de nada.
Um dos interpelados respondeu à interessante pergunta com um "algumas... bastantes... muitas". A imagem mudou nesse momento e com isso prestou um mau serviço ao telespectador porque ficaremos sempre sem saber se o soldado continuou com um "imensas... montes... pilhas... bué!"

NOTA: nenhum dos soldados na fotografia é aquele de quem se fala neste texto
Millennium BCP: mais uma

Não tarda nada parece que eu tenho qualquer coisa contra o Millennium BCP atendendo à quantidade de textos que aqui deixo relativos a esse banco. A verdade é que, sendo cliente do grupo, tenho mais acesso à publicidade do dito. Não tenho dúvida alguma de que os defeitos que enquinam este grupo nacional também afectarão outros.

Dito isto, passemos à mais recente palermice do marketing do BCP.
Desta feita, a promoção consiste na oferta de fins-de-semana em hotéis de renome, com direito a popó (de prestígio, claro), para os clientes que derem as maiores ordens de bolsa numa determinada semana. Como eu, que sou um mísero investidor, dou ordens na casa dos €4000, pode-se imaginar, atendendo ao universo de clientes do BCP, o que serão as "maiores ordens". Estaremos, provavelmente, a falar de dezenas ou centenas de milhares de euros. Tal como nas ridículas promoções de Natal, mais uma vez se tenta aliciar as élites com prémios patetas. Um indivíduo que movimenta dezenas de milhares de euros numa só ordem de bolsa, precisa mesmo que lhe ofereçam uma porcaria de um fim-de-semana num hotel?

Se a ideia é levar o público médio a usar os serviços de corretagem do BCP, o tiro sai obviamente ao lado mal o cliente se apercebe de que nunca chegará a qualquer prémio, portanto...

Há coisas que não se percebem...
a fila da estupidez


Não há nada a fazer: o tuga é mesmo estúpido que nem uma porta. Incapaz de pensar por si mesmo, de analisar uma situação e chegar a conclusões próprias, espera muito simplesmente por se poder encostar a qualquer coisa na perspectiva de não ter de gastar os (poucos) neurónios a pensar no que fazer.


As fotografias que aqui estão foram tiradas no dia 3 de Março, a partir do edifício da reitoria da Universidade de Lisboa. O evento foi um concerto de música clássica (no caso, obras de Strauss). O senso comum (ou o preconceito comum) diria que num concerto deste tipo seria de esperar um público mais culto, mais intelectualmente capaz. Se necessário fosse mostrar a espíritos menos flexíveis que as etiquetas muitas vezes estão no casaco errado, as ditas fotos poderiam dar alguma ajuda.



Observe-se bem a situação: só uma porta estava aberta para o edifício. Naturalmente, formou-se uma bicha para entrar. A fila vai descendo os degraus da Reitoria e chega ao passeio. Este tem, pelo menos, seis metros de largura, mas a bicha, ao invés de o aproveitar (a bem do conforto de todos), continua em direcção à estrada.
Cada tuga que chega coloca-se atrás do anterior sem se preocupar minimamente com a posição. Somente quando chega à estrada é que a fila começa a fazer uma curva para que os "fileiros" possam ficar paralelos ao passeio (e à estrada) não a cortando. Pelo meio já estão os carros estacionados. Ao chegar ao fim da rua, nova estrada se depara. Aqui, sendo esta de maior movimento, a fila reentra no passeio (na sua parte mais estreita) para seguir calmamente por este.

Pelo meio, a enorme, a larguíssima calçada junto à Reitoria ficava absolutamente deserta porque os tugas faziam bicha na estrada! Estupidez? Incapacidade de pensar?

Depois, digam que a culpa é do Governo...


P.S. - ...e já não falo aqui daquela coisa de desatarem a bater palmas no início do Danúbio Azul. O maestro era um porreiraço: mandou parar a orquestra e agradeceu em Português. Depois, lá deixaram os músicos tocar.
cuidado com a vodafone!

Sou cliente do serviço de net móvel da Vodafone desde Dezembro de 2005. Na altura, existia uma promoção que me daria direito a 10GB de tráfego mensal e utilização ilimitada da 01:00 às 07:00. Tratava-se, repito de uma promoção. Para além da data de activação, a promoção implicava um contrato de fidelização de 12 meses.

Há alguns meses reparei que o tarifário da classe de acesso à qual estou ligado (Placa 3G/GPRS até 384Kbs) tinha baixado de €29,90 para €22,50.
Trocando emails com a Vodafone, é-me dito que, embora o preço tenha baixado, para manter as condições da promoção teria de continuar a pagar o preço antigo. Aqui, a coisa já não cheira bem mas ainda se deixa andar porque as diferenças no acesso são bastantes (10GB contra 1GB, "happy hour" contra... nada).


A Vodafone disponibiliza um software de nome "Vodafone Mobile Connect"

responsável pela gestão da placa e que tem uma função que nos permite ver o tráfego realizado. Este tráfego é indicado por mês (civil) e toda a publicidade da Vodafone usa simplesmente o termo "mês", nunca indicando qualquer pormenor do tipo "mês de facturação". Ora, qual não é o meu espanto - diria mais, o meu pasmo -, quando me chega o extracto/factura do serviço indicando que eu teria de pagar a "módica" quantia de €76,2 por comunicações de dados!!! E isto porque a Vodafone faz letra morta da questão do mês civil e vai somando a utilização entre dois meses.

Como se já não bastasse a péssima cobertura que eu tenho (vivendo em Benfica!) em que o 3G nunca passa do 2/5 (quando o serviço não está em GPRS!...), ainda por cima apresentam-me uma conta baseada numa abusiva interpretação do termo "mês".

Ao todo (serviço base + comunicações), uma factura de mais de cem euros para pagar!
dia diabólico

São 9:30 da manhã. Uma possível compradora de um objecto meu balda-se e não aparece para ver o dito.
Enquanto esperava pela criatura, coloco um outro anúncio na internet e tiro uma fotografia a uns discos. Para passar a foto do PDA para o PC, preciso de um driver e, pura e simplesmente, não o consigo arranjar na net. Desisto.

São horas de me ir embora porque é dia de médico: a consulta é às 10:30 mas começa às 11. Durante a consulta, fico a saber que tenho uma variz nos ditos, que devo ser operado e que não devo fazer um dos meus exercícios físicos favoritos. De igual forma, a médica, preocupada com alguns picos de tensão arterial, pede-me um exame, não comparticipado, que me deverá custar os olhos da cara. Receita-me também uns medicamentos por causa de uma micose.
A médica despede-se de mim com um ominoso "cuide bem de si" (ou coisa parecida).

Saio do centro de saúde, pego no carro e levo-o para o sítio onde costumo deixá-lo das poucas vezes que o uso. Há uma farmácia por perto e decido aviar uma receita. Quando vou pagar os €54,17, a transacção é negada. Vou a um MB próximo e vejo que tenho o saldo negativo. Seguro automóvel, electricidade, assinatura de revistas, etc. tudo resolveu ir-me à conta hoje. O banco também porque aproveitou para me cobrar uma taxa de descoberto. Tento levantar dinheiro com o VISA. Recebo a informação de que o meu saldo não me permitia semelhante operação! Lembro-me de fazer uma transferência interna usando a internet. Pego no PDA e ligo-me ao banco. Lento... O site bloqueia duas vezes após o login e não consigo aceder à área de transferências. €2,85 (!!!) depois, desisto da net por PDA.
É a segunda vez no espaço de uma semana que preciso de internet por móvel e não consigo (da outra vez, ao tentar aceder ao gmail, o telemóvel escrevia todos os toques de teclas na caixa de senha).

Meto-me no carro (nas últimas de gasolina) e vou ao trabalho para poder aceder à internet. Dou uma volta ao quarteirão e não consigo arranjar onde estacionar. A zona onde trabalho é uma daquelas onde a EMEL anda mais activa... Dou mais uma volta e deixo o carro num sítio disponível. Saio a correr e, quando chego à porta do trabalho, reparo num agente da EMEL na zona onde eu tinha o carro (sem talão). Também reparo que já havia um lugar vago mesmo junto ao prédio.

Entro no trabalho a correr, peço a um colega que me ceda o seu PC, acedo ao banco e... lentidão. Finalmente, consigo entrar na área de transferências e fazer uma entre as minhas contas. Consigo ter saldo para a farmácia. Vou a correr para o carro
e volto ao sítio da farmácia. Vou ao MB e tento levantar o dinheiro. Não dá, continua a dizer-me que não tenho saldo suficiente. Tento novamente o VISA e, entre este e o MB, consigo levantar o dinheiro para os medicamentos.

Ao chegar ao trabalho, reparo que o levantamento com VISA foi debitado na minha conta à ordem!!!

Passado um bocado, chamam-me à "contabilidade" para me mostrarem a conta da net móvel que a empresa me "paga" (ou desconta, sei lá). A Vodafone, apesar de eu ter um limite promocional de 10GB/mês resolveu cobrar-me mais de €75 por transferência de dados! E qual é a marosca? É que o software que acompanha a placa indica-nos a utilização do serviço num mês civil mas, para a Vodafone, o que contam são períodos de facturação!!!

O dia ainda não acabou mas já sei que não vai continuar bem porque, com tudo isto e mais uns atrasos, já vou ter de faltar a um treino à noite. Se calhar, ainda bem porque, de caminho, ainda se me acabava a gasolina...


IRRA!!!