planeta agostini: uma incompetência de... outra galáxia

Já lá vão mais de dois anos, esta editora italo-espanhola, especialista em encher os quiosques com colecções dos mais variados tipos, lançou uma colecção de 45 romances de Alexandre Dumas. Fan como sou dos clássicos do autor, comecei a juntar os ditos romances, a € 7,99 cada um (o honesto homem do quiosque tinha sempre o cêntimo de troco). A certa altura, i.e., ao fim de 29 semanas, o livro que comprei vinha com umas páginas trocadas. Prontamente o devolvi no quiosque e esperei que me dessem um em condições. Esperei, esperei, esperei... até que, passados meses, no quiosque me disseram que tinham deixado de enviar livros e que, não só não devolviam o que eu já tinha pago como também não podia comprar os que ainda faltavam para acabar a colecção. Mais algum tempo e dão-me a notícia de que tinham começado a reeditar os romances e que, portanto, seria de ir esperando até que chegasse a altura dos livros que nunca tinham sido enviados para o quiosque. Quanto ao volume devolvido, nada.

Meses e meses se passaram, passei a ir ao quiosque com grandes intervalos de tempo e as notícias eram sempre as mesmas, ia chegando algum livro (que eu comprava) mas nada de "A esfinge vermelha" (o livro devolvido).

A colecção chegou ao fim, e, no quiosque, a informação de que continuavam a ignorar os pedidos de devolução. Resolvi ser eu a tratar do caso: pedi os dados do vendedor e enviei um email para a Planeta Agostini. Fiz isto em Fevereiro de 2007. Não tive qualquer resposta (a não ser do servidor da PA indicando a recepção da mensagem). Em Março, envio nova mensagem com o mesmo resultado. Em Maio, começo a enviar todos os dias uma mesma mensagem, indicando a quantidade de vezes que já lhes tinha escrito. Quando já ia na 11ª mensagem (!), respondem-me à 7ª dizendo que tinham tido um problema de servidor, etc. (quem paga são sempre os computadores - já agora, o servidor não lhes dava as mensagens mas enviava-me o recibo das mesmas...).
Finalmente, a promessa de que os livros seriam enviados para o quiosque. Insisto pedindo um prazo. Uma semana, respondem-me. Pelo sim, pelo não, dou-lhes duas.

Chega então o dia em que, passados alguns três anos, eu espero ter completa a colecção de romances de Alexandre Dumas. Dirijo-me ao quiosque com aquela sensação de quem se vai ver livre de uma chatice. O vendedor reconhece-me à distância e faz-me sinal. Entrega-me os livros (o que faltava e o devolvido) e eu abalo, contente.
Ao chegar a casa, confirmo que o livro devolvido está em boas condições mas, ao reparar bem no titulo do segundo romance, vejo que se tinham enganado e não me tinham enviado o volume que faltava!

O que se passará no Planeta Agostini? Apetece fazer piadas do estilo "viverão na Lua?" mas, na realidade, a coisa já nem se presta a piadas. O mais engraçado é que eu já tinha sido avisado da péssima qualidade do serviço da PA.
Bastou-me uma curta pesquisa na internet para encontrar gente a queixar-se de colecções que ficam a meio, má qualidade dos conteúdos, etc. Já houve uma pessoa que levou a empresa a tribunal por ter sido deixada com um barco de montar incompleto (isto depois de gastar uma pequena fortuna). O consumidor ganhou, diga-se.

Para cúmulo, os romances parecem ser de pouco interesse (Dumas terá esgotado a "veia" nos clássicos) e, pelo menos uma das traduções é autêntico terrorismo cultural com gralhas em quase todas as linhas.

Da Planeta Agostini não volto a comprar nada! Serviu de lição, que esta incompetência é, verdadeiramente, de outra galáxia!

Irra!!!
uma questão de terminologia

O ensino do Português vai mal e podemos imaginar várias razões para tal. Uma delas, quanto a mim, é a insistência em confundir a disciplina com análise literária ignorando a muito maior necessidade de formar bons utilizadores da língua, com capacidade de expressão escrita e oral. Por mais brilhante que seja a prosa de Eça ou a lírica camoniana, é concerteza mais determinante para o sucesso individual escrever sem erros e saber dizer o que nos vai na alma sem causar um ataque de nervos a quem nos escuta. Mas os responsáveis pelo ensino da língua materna parecem estar preocupados com coisas mais importantes. No caso, perante a necessidade de revitalizar o ensino do Português, as mentes geniais escolhidas para descobrir a melhor forma de melhorar a aprendizagem da língua chegaram à conclusão de que era preciso mudar a terminologia da análise morfológica. Exactamente: num momento em que "yah, tipo, curto bué esta cena porque é o que eu gosto, percebestes?" será uma pálida amostra dos disparates que se ouvem no dia-a-dia, os nossos analistas concluiram que seria vital que a palavra "paciência" deixasse de ser denominada "nome comum abstracto" e passasse a ser chamada de "nome não contável e não massivo" ou que "peixe-espada" passasse a ser um "composto morfo-sintáctico coordenado" em vez de "palavra composta por justaposição".

Esta gente droga-se?
mais directo, é difícil


O Meetic é mais um daqueles sites de encontros que, idealmente, poderiam ser uma óptima ferramenta para que as pessoas encontrassem a sua cara metade. Digo "idealmente" porque:

1) é sabido que os homens procuram mulheres bonitas e a maior parte das raparigas à disposição estão longe de sê-lo (se o fossem, não tinham necessidade de andar por ali).

2) quando aparece alguma beleza ou tem problemas de cabeça ou anda ali para se exibir e ver quantos homens lhe enviam mensagens.

3) para falar com meninas é preciso pagar (e o Meetic abusa nisso!) e rapidamente se chega à conclusão de que vale mais gastar o dinheiro noutra coisa qualquer.

Apesar de tudo, os sites existem, têm utilizadores e, claro, procuram arranjar mais. Foi para isso que alguma mente prática resolveu colocar um anúncio no Google. O título diz tudo, é curto e directo. Palavras para quê? É mesmo assim!