a caixinha de pandora

E pronto, abriu-se a caixa de Pandora das recordações. Procura-se, encontra-se.

Esta criaturinha preversa, o Marco, punha-me sempre a chorar mais a porcaria da interminável busca pela mãe.

Aaahhhhh!!!!!

Juro que não meto mais nada aqui hoje. Chega!

Não tarda nada, estou à procura do Verão Azul...

Ó tempo, volta para trás

Aqui fica o genérico da série Dartacão. Essa engraçadíssima adaptação da obra maior de Dumas que, quer em livro, quer em desenho animado, nos enche a imaginação de aventuras.

Ó tempo, volta para trás...

o não de Santana


Santana Lopes (SL) é uma daquelas personagens que me inspira sentimentos contraditórios. Um pouco à imagem de Paulo Portas (não é à toa que estiveram "juntos" politicamente), SL é capaz de nos surpreender com tiradas absolutamente racionais e com as quais é difícil estar em desacordo para, logo de seguida se envolver em polémicas revestidas de populismo barato. Nunca atingindo sequer uma parte do brilhantismo intelectual de Portas (que até sobre cinema escreve bem), SL tem a vantagem de ser mais mediático e de ter por trás um partido maior e aproveita isto para potenciar a projecção da sua figura, alcançada em entrevistas, debates e jornais.

SL é sempre a vedeta esperada dos congressos do PSD, é a personagem cujo discurso é aguardado com ansiedade, é um íman para as câmaras.

Recentemente, uma das ideias defendida por SL ao longo dos anos foi posta, finalmente, em prática dentro do PSD: as eleições directas para a presidência. SL deve estar orgulhoso de tal. Tão orgulhoso como da sua intervenção no noticiário da SIC Notícias onde se recusou a continuar após ser interrompido para a exibição da chegada de José Mourinho a Portugal...

A SIC Notícias, a meio de uma entrevista, achou por bem interrompê-la para nos brindar com algo de absolutamente corriqueiro e que, conforme se provou, não apresentava qualquer interesse. Mourinho nem sequer falou aos jornalistas e tudo se resumiu a um "ali vem ele, ali vai ele". Na retoma da entrevista, SL, numa atitude digna de quem se sente, criticou, em directo, a estação de TV pelo que tinha feito. Fê-lo com toda a razão. Apenas falhou num tique elitista ao referir-se a "um treinador de futebol", num tom marcadamente perjorativo. SL, o político, não consegue perceber que "um treinador de futebol" possa ser mais importante do que ele. Mas pode...

José Mourinho é um daqueles portugueses que devia ser fabricado em série. Devia haver clones de Mourinho na administração pública, na política, nas faculdades, enfim, um pouco por todo o lado onde fosse necessário planear, ensinar e gerir.
Mourinho já transcende a simples qualidade de técnico desportivo de escol e assume-se como um símbolo do que todos gostariam de ser: eficientes, ricos, famosos e respeitados.
O até há pouco tempo treinador do Chelsea pode ser odiado por muitos - como Santana -, mas, se o é, é porque o seu êxito gera invejas. SL apenas consegue ser odiado pelas trapalhadas em que se meteu. É a maior das diferenças entre o "treinador de futebol" e o "político que já foi Primeiro Ministro". Mourinho conseguiu tudo à custa do seu enorme talento para fazer algo de concreto: vencer. SL sempre se afirmou em plataformas pouco estáveis, de forma passageira, nunca como um vencedor de guerras mas tão-somente de batalhas, de "combates" (como o próprio gosta de chamar às etapas políticas).

Mas, independentemente da "birra de classe" por parte de SL, o que convém não perder de vista é o choque entre o que se pode chamar "critérios jornalísticos" e o que se poderia muito simplesmente chamar "respeito". De facto, a chegada de Mourinho ao aeroporto não configurava um evento de especial interesse para o público, sobretudo se pensarmos que a "confusão" da demissão/despedimento do treinador já tinha sido há vários dias e que não havia a esperar qualquer novidade a ser declarada pelo special one. Foi (mais) um momento de mau jornalismo, cedendo a SIC Notícias ao (suposto) espectáculo da notícia que, neste caso, até se veio a revelar inexistente.

SL não gostou e, a julgar pelos comentários da maior parte das pessoas, tem o apoio geral. A SIC, pelo contrário, não reconhecendo o erro (algum jornalista o faz?) ainda colocou mais lenha no fogo ao associar a recusa de SL à sua propensão para deixar coisas a meio. Não só se tratou de um comentário cobarde como, pelo menos no caso da demissão do Governo por Jorge Sampaio, SL foi (bem?) impedido de continuar a exercer funções. Não foi, portanto, da sua responsabilidade o "corte".

No fundo, as partes envolvidas no caso estarão, ambas, contentes. A SIC Notícias conseguiu publicidade e Santana Lopes esteve na origem de mais um "facto", o que lhe permite (a SL) manter-se à tona.

E quem é que perdeu? pergunta-se. O bom senso, de certeza. Quanto ao público, acredito que prefira o circo à "chateza" de uma boa e séria discussão sobre política.



Este vídeo foi retirado do Rascunho Virtual
partilhar o que é bom

Quando encontramos uma coisa de que gostamos temos o dever de a partilhar com os outros. Neste caso, falo de um vinho, um Cabernet Sauvignon da Bairrada, datado de 1991, de seu nome Quinta do Poço do Lobo.

Não percebo de vinhos mais do que aquilo que o paladar me diz e, neste caso, diz-me que este vinho é bom, que sabe a fruta, que não me contento com um copo dele, que a cada ida ao hiper lá tenho de trazer duas garrafas... :)

Aparentemente, não estou só na apreciação da qualidade do néctar. Já encontrei listagens onde lhe atribuiam 17 valores (em 20 possíveis).
Gostava de ter uma garrafeira para a encher de garrafas deste bom vinho.

Coincidência ou não, a Bairrada parece produzir vinhos do tipo que mais me agrada: tintos, encorpados, com sabor a fruta. E a preços bem acessíveis. O Quinta do Poço do Lobo nunca chega a €5. Até o Continente tem uma "série" própria por pouco mais de €2 e que é muito agradável.

Já provei outros Cabernet Sauvignon (eram chilenos) e não me entusiasmaram. Será que, também no vinho, a nossa terra dá melhor fruto? Na fruta, isso é uma verdade incontestável. E a uva não é mais do que fruta...
tropeçar numa jóia

A internet tem destas coisas: andamos à procura de uma coisa e tropeçamos noutra. No caso, andando à procura de um filme, acabei a ver a ficha de outro, exemplo do "Cinema Novo" nacional, "Domingo à tarde". Esta obra de António de Macedo baseia-se no romance homónimo de Fernando Namora, história triste sobre um médico frio que acaba por se relacionar com uma doente sem esperança de cura.

Lembro-me de ver o filme, no seu preto e branco distante, Rui de Carvalho ainda jovem, Isabel Ruth interpretando a rapariga condenada pela doença. Perdida para a vida, perdida na vida...

O livro de Namora, lido depois de ver o filme, encheu-se das imagens da película e acompanhou-me, na sua curta duração, numa etapa de uma viagem pela Argentina. Deixei-o em Mendoza, na prateleira da minúscula biblioteca de uma hospedaria.

Alguém já o terá lido? Se o fez, não o denunciou. Mas espero que sim, espero que aquela edição de bolso da Europa-América tenha acompanhado mais alguém em horas de comunhão com a tristeza de duas pessoas desesperadas.

Até ao momento, foi a única obra de Namora que li. Assumo a injustiça. Após "Domingo à tarde", após as memórias longínquas da série de TV "Retalhos da vida de um médico", devia ter feito desígnio de abraçar a obra de um autor maior.

Hei-de fazê-lo...

Entretanto, fica aqui o link para um blog de alguém que sabe falar muito melhor de literatura: panorama-direitoliteratura.blogspot.com
não se pode exterminá-los? (parte 2)


Após dois meses de "descanso", a NextTravel voltou ao ataque com dois telefonemas. O primeiro foi imediatamente bloqueado mas, o segundo, teve origem num número "novo" que escapou ao programa de bloqueio de chamadas.

Assim sendo, para quem quiser safar-se deste lixo, deverá acrescentar o 961509255 à sua lista de números bloqueados.

No entanto, dado que já foram confirmados os números 961509252/5/6/8, é de pensar que, do 961509251 ao 961509259, é tudo a mesma porcaria.

Protejam-se: bloqueiem!!!
Falhanço

E pronto, a tentativa de criação de um "facto político" com uma petição online exigindo a chamada de Mourinho para a Selecção Nacional falhou.

Falhou porque se baseou no pressuposto de aproveitar contactos existentes para a criação de uma rede (cada um enviando para outros tantos). Alguns dos ditos bloquearam a mensagem com o link, não a retransmitiram e ainda me chagaram a cabeça.

Para esses (e para os outros, já agora) fica aqui a explicação do objectivo da petição...

Sei muito bem que Mourinho nunca viria para a Selecção agora: está em alta como treinador (e, agora, como "vítima"), sabe que terá um emprego milionário à sua espera, sabe que Scolari, provavelmente, já lixou a qualificação e não quer vir comprometer o seu prestígio numa batalha que parece perdida, sabe que treinar uma selecção não é a excitação que é o envolvimento diário num clube, etc.
Por tudo isto, esta ainda não é a altura de Mourinho se juntar às Quinas. Mas, dito isto, também nós sabemos que a Selecção Nacional precisa de levar um safanão e que o "perigo" de Mourinho talvez possa servir para espicaçar as equipas (a técnica e a desportiva). Só por isso (e pela piada de ver no que dava), resolvi tentar fazer alguma coisa. Falhei.

Felizmente não sou político, caso contrário já estavam a pedir a minha demissão... :)
faz lá...

Garanto que não ganho um tostão com a coisa mas as camisolas em
fazbic.freehostia.com são tão giras que merecem que as usemos. Mais dia, menos dia, lá vou ter de gastar uns euros para poder usar uma coisa tão engraçada.

Pode ser que tenha sorte...

Santos da casa fazem milagres

No dia 18 deste mês (Setembro, para quem ande perdido), os Paradise Lost actuaram no Cine-teatro de Corroios. Foi um concerto tripartido com os canadianos Neosonic e os alemães Eyes of Eden. Não vou aqui discorrer sobre a música que se tocou (isso é para os fans dos géneros presentes) mas sim sobre a organização do evento.

O espectáculo tinha sido originalmente marcado para o Paradise Garage, espaço de renome na zona de Alcântara (em Lisboa) mas devido a mais uma dessas compras e "descompras", aberturas e fechos, que abundam na "noite", teve de ser transferido para Corroios, na Margem Sul do Tejo.

Há que dizer que me faz um bocado de impressão ver uma banda de tanta qualidade a actuar num cine-teatro, numa rua das traseiras de um subúrbio de segunda categoria (poupem-me os locais aos seus impropérios - ninguém escolhe viver em sítios aqueles), mas essa sensação acabou por ser apagada pela informalidade da organização. É que, ao contrário do que sucede em praticamente todos os acontecimentos que envolvam mais do que cem pessoas, aqui não houve barreiras metálicas, revistas à entrada, detectores de metal, seguranças musculados e mal-encarados, nada! Simplesmente, mostrava-se o bilhete à entrada a um indivíduo (com uma camisola dos Xutos & Pontapés), um pouco mais à frente retiravam o respectivo talão de entrada e, pronto, era tudo nosso!
Entre o palco e o público havia um pequeno corredor por onde um vigilante podia passar e mais nada. Mesmo os dois indivíduos que se revezavam tomando conta do local eram fans da música e não deixavam de apreciar o concerto mantendo um mínimo de atenção a eventuais abusos (que não houve).

Ou seja, os organizadores do concerto de Paradise Lost em Corroios são, visivelmente, fans de Metal e, ao serem-no, percebem a (óptima) maneira de estar das pessoas e com isso contribuem para que os espectáculos sejam melhores e sem qualquer tensão. É um exemplo a ser seguido por quem queira estar à frente de espectáculos e que está a anos-luz do que tanta gente já viu em outros tempos quando, à saída do Pavilhão de Cascais, as pessoas eram "presenteadas" com a polícia de choque, totalmente equipada.

Tudo isto fez-me pensar se aqueles que defendem que a exibição da força é um convite ao confronto, não têm, realmente, razão.

Para finalizar, há que dizer que a acústica do Cine-teatro de Corroios é bem melhor do que a do Paradise Garage (ainda assim, aconselha-se sempre o uso de algodão), que as casas de banho estavam limpas e que a única coisa má foi mesmo ter de pagar €1,5 por uma imperial servida num copinho dos pequenos. Lá se foi a esperada bebedeira...
Mourinho à Selecção, já!

Já está no ar uma petição online a pedir a contratação de Mourinho para a Selecção Nacional, quanto mais não seja para a treinar nos quatro jogos que faltam no apuramento para o Europeu 2008.

Vamos todos assinar a petição (carregue aqui)!



Eis o texto completo:

Estamos em Setembro de 2007, a quatro jogos de acabar a fase de qualificação para o Europeu de 2008, organizado a meias entre a Áustria e a Suíça. Até agora, nada está perdido mas a situação está muito complicada tendo a Selecção Nacional de vencer os quatro jogos que restam por forma a conseguir qualificar-se. Esta situação não pode deixar de constituir uma surpresa para os adeptos que se habituaram a, nos últimos anos, ver a equipa portuguesa nos lugares cimeiros das competições onde tem entrado. Os jogadores são quase os mesmos, o treinador é o mesmo e, no entanto, estamos à beira de voltar aos tempos antigos das vitórias morais em que ficávamos sentados a ver passar os adeptos dos outros países rumo aos grandes estádios para apoiar as suas equipas. E porquê?

Poderá haver tantas explicações quanto as cabeças que pensarem no assunto mas salta à vista que, em diversos momentos, houve uma notória falta de empenho por parte dos jogadores, acrescida de manifesta falta de ambição por parte de um treinador que é, reconhecidamente, um bom líder de grupo mas que, do ponto de vista técnico, levanta muitas dúvidas a ainda mais gente.

Scolari definiu como estratégia para o apuramento conseguir empatar nos jogos fora e vencer as partidas em casa. Foi um passo em falso porque o treinador caiu no erro de confiar nos seus jogadores, esquecendo-se de que, como é hábito nos jogadores nacionais, baixar a fasquia ou aligeirar a pressão é um mero convite ao relaxamento e ao desbaratar de preciosos pontos. Como seria de esperar, os "azares" aconteceram e Portugal vê-se agora numa situação de aflição.

Para cúmulo, como se já não bastassem as más exibições e os piores resultados, o seleccionador nacional resolveu (ainda que com possíveis boas razões) tentar agredir um jogador da equipa adversária em pleno relvado conseguindo, com isso, criar uma situação embaraçosa para a Federação e gerar uma punição da UEFA que acaba de condenar Scolari a não comandar a equipa das Quinas nos quatro jogos decisivos do apuramento.

Se olharmos para o péssimo currículo da Selecção Nacional nos últimos 15 jogos (5 vitórias, 6 empates, 4 derrotas) somos tentados a cair no sarcasmo e dizer que a UEFA nos acaba de fazer um favor. Mas isso é demasiadamente fácil e pouco útil. Aquilo a que o país tem direito é ver a equipa de todos nós, se não a jogar bem, pelo menos, a ganhar e a apurar-se para o Euro 2008 onde temos a hipótese de praticamente jogar em casa, atendendo à enorme população portuguesa que habita na Europa Central. E, para que Portugal se apure, é absolutamente necessário que a equipa seja motivada e conduzida com brilhantismo e ambição, coisa que Scolari não parece estar em condições de conseguir.

Mais do que o resultado de um soco (que só conseguiu evitar uma discussão, essa sim importante, sobre o nosso mau percurso), a presente situação é fruto de consecutivos maus resultados que têm de parar já! Queremos Portugal no Euro 2008!!!, com ou sem Scolari, Ronaldo, Quaresma ou quaisquer outras vedetas de dentro ou fora do relvado.

Curiosamente, o destino parece-nos ter enviado uma bóia que, talvez, possa evitar que afundemos o prestígio nacional com mais uma polémica medíocre. No preciso dia em que Scolari é castigado pela UEFA, José Mourinho, o português que muitos consideram o melhor treinador do mundo, um homem cheio de títulos e espírito ganhador, abandona o Chelsea, clube onde venceu dois campeonatos da Liga Inglesa, uma taça de Inglaterra e duas taças da Liga em apenas três anos. Isto para além de um segundo lugar na Liga inglesa e duas presenças nas meias-finais da Liga dos Campeões.

Mourinho já manifestou, por mais de uma vez, o desejo de treinar a Selecção Nacional, apenas colocando a condição de o não fazer nesta fase da sua carreira. Pois bem, aquilo que aqui se defende é que Mourinho altere o seu calendário para tomar as rédeas da equipa portuguesa pelo menos até ao fim da fase de apuramento. O essencial é que Portugal se apure!

Cabe a todos nós convencê-lo de que não é preciso esperar mais 12 anos para poder treinar Portugal. Cabe a nós convencer a Federação Portuguesa de Futebol de que é preciso fazer algo e de que não podemos voltar às contratações de treinadores de segundo plano (não foi, diga-se em abono da verdade, o caso de Scolari). Queremos que Mourinho conduza Portugal ao apuramento e, se assim o entender, possa ser campeão da Europa com as Quinas ao peito.

Mourinho tem muito tempo pela frente. A selecção nacional, não.

Assine a petição (carregue aqui)!

povo à venda

Um belga, cansado dos problemas políticos e étnicos do seu país (a velha rivalidade entre Flamengos e Valões), resolveu colocar o seu país à venda no eBay. O anúncio acabou por ser retirado pelo site mas não deixou de estar no ar o tempo suficiente para ser falado.

A ideia deste belga gerou em mim outra: e se os tugas fossem postos à venda?

O anúncio seria qualquer coisa do tipo:

"Vende-se 2/3 da população de um país da Europa Ocidental com uma História grande, onde não há terrorismo, a guerra não é coisa comum e o crime é mais baixo do que noutros lugares, onde não há problemas étnicos, religiosos ou linguísticos, onde o clima é (dizem) muito bom e a natureza amiga, onde a bebida é óptima e a comida melhor, onde a música é bela, a língua harmoniosa e os escritores e poetas excelentes, onde as raparigas são bonitas, as artes tradicionais são de valor e o património abunda.
Em resumo, a vida é melhor do que em 95% dos outros países do mundo.

Desfazemo-nos desta corja de inúteis porque estão a estragar o ambiente com a sua maledicência e calanzice, poluindo o ar que se respira e deixando um profundo cheiro a caca que tende a propagar-se aos melhores sítios da nação.

Estamos dispostos a pagar as despesas de transporte desde que seja assegurado que nenhum destes elementos volte a pisar território nacional (Olivença incluída) nos próximos 50 anos (o que, na maior parte dos casos talvez seja tempo suficiente para os levar para o quinto dos infernos).

Convém esclarecer potenciais interessados nesta gente de que não servem para adubo já que, de tanto ácido que têm na língua, poderiam tornar estéril o melhor dos solos ao babarem-se. Ainda assim, alguma utilidade poderão ter desde que se use a imaginação:

- poderão servir de espantalhos, bastando, para os activar, dizer "governo";
- de tão calões que são, poderão servir para estacas delimitadoras;
- poderão ser bajuladores excelentes desde que lhes seja mostrada uma moeda;
- poderão servir de quiosques multilingues já que, para além da sua língua natal, ainda conseguem rosnar, cuspir e pedir em mais cinco;
- poderão servir de óptimos capachos;
- poderão servir de lastro a navios;
- poderão servir de bancos de jardim (desde que estejam ao sol);
- poderão servir de cinzeiros dado o seu hábito de viver de mão estendida;


Como se vê, desde que empenhada numa função passiva, esta cambada de mentecaptos pode ainda valer o ar que respira. À parte disso, por uma questão de ética de negócios, somos obrigados a confessar que não servem para mais nada. Eventualmente, se bem compactados, talvez possam servir para tapar buracos de minas a céu aberto mas convém isolar bem o local por causa da contaminação.

Vendem-se pela melhor oferta. Valor mínimo: 10 cêntimos (pode ser de Francos do Burkina Faso)"
deus a pilhas

Já sabíamos que as tradicionais velas de cera andavam, em muito boa igreja, a serem substituidas por velas eléctricas. A medida tinha as suas vantagens: evitava-se a poluição, o cheiro e o consumo de cera. A Igreja também beneficia com a troca porque o dinheiro que ia para os comerciantes de velas, agora, vai todinho para ajudar as almas.
Além disso, a cera deve ser mais cara do que a pouca energia eléctrica, o que aumenta a margem de lucro. Isto foi coisa de Jesuítas...

A substituição das velas não é, no entanto, geral. Em Fátima ainda podemos assistir a esse ritual com contornos "babilónicos" das piras a serem alimentadas com velas de todas as formas e feitios, atiradas pelos fiéis, de forma displicente, como quem atira milho aos pombos.

Alimenta-se a divindade com um gesto frio e mecânico, da mesma forma que se reza por rezar, pelo hábito de debitar ladainhas, fórmulas estabelecidas e tão banais que a qualidade do texto , de tão gasto, já não basta e obriga à multiplicação da prece por 5, por 10, pelas vezes que a crendice julgar necessárias a aplacar os males do espírito.

Agora, dizem-nos as notícias, os nossos irmãos italianos deram um novo passo no caminho da modernidade com a criação de terços electrónicos que poupam aos crentes o fastio de passar pelos dedos aquelas continhas herdadas dos muçulmanos. Rejubilemos com a boa nova.
E, como se esta graça concedida não fosse por si só suficiente, ainda temos à disposição vários destes terços hi-tech, cada qual com uma oração diferente (também há várias cores disponíveis).

Cada uma destas ferramentas com as quais podemos partir pedra na construção do caminho até ao céu, custa a módica quantia de EUR 29,50. Quem quiser a colecção completa pagará EUR 472.
Como, segundo os bons ensinamentos, é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha do que um rico entrar no reino dos céus, aconselha-se a compra de apenas um terço, não vão as finanças declarar-nos como ricos e lá se vai o paraíso (o celeste, que o terrestre é já ali, do outro lado da fronteira).

A próxima evolução do terço electrónico poderá ser a leitura de cartões de memória para que os fiéis possam mudar de oração com o mesmo aparelho. O valor que a empresa P.R.E.X. deixa de ganhar em quantidade de terços será compensado pela venda dos cartõezinhos (que poderão ter orações traduzidas para diversas línguas).



No meio disto tudo, esperemos que Deus não fique sem pilhas...

Ámen.
assim, vale a pena!

Quem tiver a gentileza de vir a este meu blog e aqui perder algum do seu tempo reparará, concerteza, na existência de publicidade. São coisas que aqui ponho, na esperança de que alguém se sinta interessado nos links exibidos e, ao aceder aos ditos, me faça ganhar qualquer coisa. Pois bem, o recente aumento de tráfego aqui no burgo permitiu-me amealhar, em apenas quatro dias, USD 0,03!!! Não, não é um engano, são mesmo três cêntimos de dólar americano, o que dá, ao câmbio actual, qualquer coisa como EUR 0,0216. Mantendo-se este estonteante cashflow (a pinta que o Inglês dá a estas coisas...), conto comprar um novo automóvel em segunda-mão daqui a exactamente 1.333.333 dias. Não é muito, pois não? :)

VRUUUUUUMMMMMMMMMM....
um soco no bom senso

O jogo Portugal-Sérvia do passado dia 12 só não acabou pior porque não perdemos!
Tirando esse (ainda assim importante) facto, tudo o resto correu mal. A nossa
equipa jogou mal, desperdiçou pontos inadmissivelmente e, ainda por cima, teve a pouca sorte de ter um treinador que, ao reagir a uma provocação, conseguiu dificultar ainda mais a nossa qualificação. Como? A polémica da agressão ao jogador sérvio, complementada pelas cobardes negações que se seguiram, conseguiram ofuscar a péssima prestação da Selecção Nacional e evitar (ou, na melhor das hipóteses, adiar) uma discussão que se tem como absolutamente imprescindível: o que fazer com esta equipa? Porque razão estamos a deixar a qualificação fugir? O que falta para por os nossos craques (porque o são) a jogar decentemente?

Pouco me importa o que o jogador sérvio disse da família de Scolari. Parece que o disse em Espanhol e nesta feia língua qualquer palavra parece um insulto mas isso é o menos porque, se alguém se sente insultado, é o público nacional por ver o tempo voltar atrás, à época em que as nossas equipas estavam recheadas de grandes jogadores mas não íamos a lado nenhum fruto de maus treinadores. E Scolari não parece, agora, ser o treinador de que precisamos. Quando digo "agora", refiro-me ao que é a opinião actual de muitos adeptos, não a minha. E isto porque Scolari nunca me entusiasmou.

Ao contrário de Camacho, que é adorado pela imprensa e adeptos, Scolari tem um vasto currículo e nome feito à custa dos seus êxitos mas... pura e simplesmente, não me convence: o Brasil ganhou o Mundial comandado por Filipão, é certo, mas era o Brasil e o torneio foi absolutamente bizarro, com várias das principais equipas a serem cedo eliminadas, reduzindo, assim, a qualidade dos adversários dos canarinhos. E, caso já se tenham esquecido, a qualificação para o campeonato também tinha sido tremida.

Já aos comandos da equipa das Quinas, o "sargentão" conseguiu o segundo lugar no Europeu, um Europeu jogado em casa, com um apoio monumental, onde perdeu duas vezes com a mesma equipa e, da primeira, com óbvias responsabilidades suas. A dúvida fica: foi Scolari que treinou bem a equipa ou tratou-se de uma questão de motivação por parte dos jogadores?

Luiz Felipe Scolari é conhecido por ser um bom líder e aí deve residir muito do seu segredo (a equipa nacional deixou transparecer que se recusaria a aceitar a demissão daquele...) mas isso não é suficiente para se singrar sempre.

Já no último Mundial, a prestação de Portugal foi enganadoramente boa. Uso este termo porque, se formos a ver, todos os resultados foram de uma lógica avassaladora: ganhámos a quem costumamos ganhar, perdemos com quem costumamos perder. A única excepção foi o jogo com a Alemanha (ironicamente, a nossa melhor exibição...) que costuma ser um adversário ao nosso alcance. Depois, bom, depois a coisa tem sido bastante má...

Os últimos 10 jogos de Portugal saldaram-se em quatro vitórias (2xBélgica, Brasil e Cazaquistão), 1 derrota (Polónia) e 5 empates!!! (2xSérvia, Polónia, Arménia e Koweit). Resultados que são uma vergonha para toda a gente menos para Scolari. Mas, se quisermos ir um pouco mais longe e contabilizar 15 jogos, acrescentamos a este negro cenário mais uma vitória (Azerbaijão), um empate (Finlândia) e três derrotas (Dinamarca, Alemanha e França), o que dá um triste total de cinco vitórias, seis empates e quatro derrotas (5V-6E-4D). Mau demais para quem se assume como uma equipa de topo.

É óbvio que existe uma crise na equipa das Quinas. A responsabilidade pelas péssimas prestações nacionais cabe ao treinador (que não parece ser capaz de por a equipa a jogar bem) e aos jogadores que, à boa maneira lusitana, funcionam por "momentos". O jogo com a Sérvia foi um bom exemplo disso, com a equipa a recuar por pura preguiça e falta de jeito e não tanto por qualidade ofensiva do adversário.

Estamos mal, estamos muito mal. E pior estamos quando uma amostra de soco dado por Scolari é mais importante do que esse enorme pontapé no cu que estamos prestes a levar... para fora do Europeu.

Sou do tempo em que se ficava a ver as equipas dos outros a jogarem nas grandes competições enquanto nós sonhávamos com uma qualificação que nunca chegava. Vi gerações de grandes jogadores nunca terem uma oportunidade de brilhar nas maiores competições do futebol de selecções e enerva-me sentir o fantasma do antigamente a pairar sobre nós. Habituámo-nos mal, nos últimos anos e vai tudo voltar à "normalidade"? Receio bem que sim...

Ao fim de sete minutos...

No Portugal-Polónia de Sábado, apesar dos muitos lugares vagos, tive o azar de levar
com uma família de quatro atrás de mim. Para além de estar sempre a ser atingido por aquelas bandeirinhas que a TMN oferece aos espectadores (já poucas pessoas levam a bandeira nacional para os jogos), e de quase ter ficado surdo do meu ouvido direito com os gritos lancinantes da mãe de família ("Vaaaiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii!!!!") ainda tive de ser brindado com o discernimento do cavalheiro que, pouco depois do jogo começar, declarou categoricamente: "Este árbitro é um palhaço!!! Ainda só passaram sete minutos e eu já percebi que ele é um palhaço!".
Nestes sete longos minutos que tinham passado, o perspicaz senhor já tinha gritado três vezes "a bola é quadrada na Polónia!", duas vezes "vão para a vossa terra" e mais uns quantos impropérios menores...

Não há dúvida: o árbitro era um palhaço!
agora, acredito em santos!

Depois de ir ver o Portugal-Polónia do passado Sábado, a minha (inexistente) religiosidade sofreu um abalo. A sorte daqueles polacos só pode ter uma explicação: lá em cima, no céu, o falecido João Paulo II (ou Karol, como preferirem) devia estar a treinar para a futura canonização e aproveitou para fazer um milagre em prol da sua terra. O segundo golo dos polacos é demasiadamente estúpido para ser "natural"!

Irra!

Que ninguém durma

No dia da morte de Luciano Pavarotti, fica aqui um vídeo do mesmo cantando aquela que, para mim, é a mais bela área de ópera alguma vez composta: "Nessun dorma", da ópera Turandot (Puccini). É difícil não nos arrepiarmos com o final...

Mas, para que comparações possam ser feitas, ficam mais três vídeos com outros intérpretes. Para ouvir sempre que nos apeteça.


Pavarotti





Mario del Monaco





Os Três Tenores (Pavarotti, Domingo, Carreras)





Andrea Bocelli