presente envenenado

Inscrevi-me num curso de Alemão, no IEFP. Fi-lo por puro gosto pela sonoridade da língua. Não preciso, para nada, de saber falar o idioma de Goethe, Beckenbauer ou Hitler. A música dos Rammstein vale por si indiferentemente do que as letras possam dizer. Os livros de Günter Grass são traduzidos. O futebol fala-se com os pés. O Metal germânico é cantado em Inglês...

Mas a língua tem uma classe que poucas partilham e foi com alegria que vi que o Estado se propunha oferecer-me um curso de um mês de Alemão. Sim, a palavra é mesmo "oferecer" porque apenas tive de pagar uma inscrição de €5 (cinco euros)!

Cinco euros por um mês com 3 horas por dia de aulas, direito a dossier, bloco de notas, caneta, material de apoio, lugar de estacionamento e... uma professora bonita. :)

Ora aqui é que a porca torce o rabo. É que eu acho que todas as professoras deviam ser feias. Professoras como a minha são boas para a assiduidade (quem é que quer faltar às aulas?) mas péssimas para a concentração. Ver uma bela rapariga andar de um lado para o outro, ajeitando os cabelos, expondo ocasionalmente um longo e alvo pescoço, distribuindo sorrisos enquanto vai dizendo "sehr gut!" (muito bem) e ter de conseguir prestar atenção à gramática é coisa que se aproxima da tortura...

Quando a esmola é muita, o pobre desconfia. O Estado presenteia-me com um curso que se aproxima de inútil (como tantos) mas que assenta que nem uma luva nos meus gostos culturais para, logo a seguir, me sujeitar à provação que é passar três horas diárias a domar as hormonas: "Quietas! Deixem-me estudar em paz!".

O que sofre um homem solteiro... ou, em Alemão, "Ein fraulos Mann"

ÚLTIMA HORA: indica-me um anónimo comentador que o termo para solteiro é "ledig". Seja! "Ein ledig Mann" ;)
o celibato sai caro

Um recente artigo na internet, no habitual estilo "está tudo mal", versava sobre as dificuldades por que passam as famílias. E, como celibatário forçado que sou, ocorreu-me que a vida dos outros, os que têm como melhor amiga a mão direita, talvez não seja muito melhor...

Ser celibatário é uma condição cuja razão depende de cada um. Uns são-no por escolha, outros por falta de oportunidade para mudar, outros porque calha. Mas, se as razões que levam quem vive sozinho a estar (e continuar) nesse estado podem variar de pessoa para pessoa, o certo é que as consequências de se ser solteiro e desacompanhado poderão muito bem ser notadas na maior parte dos elementos deste "estado civil". De todas, destacam-se as de nível sexual e económico. Eis uma pequena lista:


- A prestação da casa (ou a renda) cai-nos toda em cima.
- Água, luz, gás: é tudo por nossa única conta.
- Se tivermos um acidente de automóvel nunca temos testemunha porque estamos sozinhos.
- Se quisermos ir de férias, pagamos mais por irmos sozinhos.
- No cinema, os pares pagam meio-bilhete; os solteiros pagam bilhete inteiro.
- No ginásio, não há descontos de família.
- Nos impostos, não há descontos nem ajudas.
- No restaurante, somos os tipos que estão a ocupar uma mesa para vários - ou somos mal atendidos ou temos de levar com a má cara dos grupos que chegam e não têm lugar.
- Não há sexo (a menos que se pague). Se for esta a escolha (as prostitutas), o celibato ainda nos sai mais caro.
- Comemos mal - ou porque não sabemos cozinhar ou porque não dá gosto cozinhar só para um.
- A lida da casa tem de ser feita por nós. Podemos arranjar uma empregada mas isso implica ainda mais despesa.
- Se gostamos de crianças, isso é de desconfiar...
- Se falamos de mulheres é porque somos uns mulherengos incorrigíveis.
- Se já temos uma certa idade, então, somos maricas.
- Se o dia nos corre mal, só nos resta desabafar com as paredes.
- Se o dia nos corre bem, não temos com quem partilhar a alegria.


A lista continuava mas já estou suficientemente deprimido...
Pobres casais, que têm tantas dificuldades...
andam atrás de mim!

Por vezes vem-me à cabeça (ao pensamento, i.e.) uma velha canção dos Guns n'Roses, "Out ta get me", cujo refrão era assim: "They're out ta get me, They won't catch me" (eles andam atrás de mim mas não vão apanhar-me). E acontece semelhante fenómeno quando me ocorrem situações como a de há pouco - consultar o saldo bancário.

O HolmesPlace fez o favor de aumentar a mensalidade que pago em cinco euros e qualquer coisinha pelo serviço de toalha. Era oferta mas não me disseram quando é que a dita acabava...
(sabem, no entanto, enviar SMS com convites para actividades...)
Temos portanto uma situação em que ando a pagar vinte e tal euros a mais do que os meus colegas de trabalho. Só porque sim.


O MillenniumBCP aumentou-me, uma vez mais, a prestação da casa, em qualquer coisa como vinte e cinco euros (é um empréstimo pequeno). Também não avisa. Resultado: saldo negativo, logo, ainda mais uma taxa de dez euros a pagar!
(o MillenniumBCP envia publicidade, cartinhas a untar os clientes, emails com aviso de saldo, etc. mas não avisa ninguém sobre o aumento das prestações - para quê? que importância é que isso tem?)


O portátil precisa de uma nova bateria. A que tinha está morta há muito, o que me faz o feliz possuidor de um "portátil de mesa". Só encontrei uma bateria igual numa empresa de vigaristas cá do burgo (que nem sequer respondem aos emails), numa marca com representação em França e Alemanha (que também não responde a emails) e num site da Formosa. Este vende o precioso artigo mas cobrar-me-á qualquer coisa como USD 130. E ainda há que contar com as taxas alfandegárias...


O popó começou a fazer birra quando se mete a marcha atrás. Um dia depois, faz birra com qualquer mudança. O popó (um Opel Corsa B de 2000, que eu uso muito pouco) é um chulo que, regularmente, e sempre nas piores alturas (em termos de dinheiro) faz questão de ter uma avaria qualquer (o que, no caso dos automóveis, implica sempre umas dezenas de contos de despesa).
Mas, apesar da sua chulice, o popó ainda me avisou, ainda me disse, numa noite, que estava a apetecer-lhe fazer birra, e eu insisti com ele no dia seguinte...
O popó acaba por ser um chulo simpático e que, de alguma forma, dá sempre pré-aviso de greve apesar de eu não o tratar bem: ando pouco com ele, não lhe dou banho, não lhe dou oportunidade de ver pornografia, não lhe digo coisinhas fofas...
Hoje vou deixá-lo à porta do mecânico (se conseguir chegar lá...). Fica de castigo no fim-de-semana. Depois, é a vez de ele se vingar.

Vistas bem as coisas, o chulo do popó (o carro, não eu) até é um tipo simpático: já me levou um dinheirão em reparações mas parece ter mais consideração por mim do que aqueles a quem eu pago atempadamente por serviços de prestígio ou a quem dou a particular alegria de ser cliente (a acreditar na última carta do MillenniumBCP).


"They're out ta get me, They won't catch me"

(pelo menos, por agora)
planeta agostini: aleluia!

Cantam os anjos no céu, tocam os sinos nas igrejas, rejubila a minha alma pela ventura de, finalmente, ter conseguido acabar a colecção de romances de Alexandre Dumas editada pela Planeta Agostini. Mais de um ano depois de o último volume (da reedição da colecção !!!) ter sido lançado, meses depois de começar com reclamações constantes com dezenas de emails enviados (nos quais acabou por ser necessário recorrer a coisas próximas do insulto), a PA forneceu-me o livrinho que faltava. Mas a coisa andou torta até ao último momento...

Tal como eu esperava e dei conta num texto anterior, a funcionária da PA que ficou de me avisar da chegada do livro anotou realmente mal o meu email e, em vez de X.Y entendeu X Ponte Y. Exactamente, no pacote deixado na portaria do edifício do Campo Pequeno lá estava escrito "Ponte" entre o meu nome e o apelido. Não há palavras...

Depois de receber o pacote (verificando que era o livro correcto) já nem me preocupei com pormenores como a qualidade de impressão, páginas em falta ou fosse lá o que fosse. Acobardei-me e guardei o precioso item na mala. Já cá cantava e a novela tinha acabado.

Fica a lição: produtos da Planeta Agostini, nunca mais!
planeta agostini: ainda não foi desta

Em Junho coloquei aqui um texto contando a minha aventura com a Planeta Agostini no sentido de conseguir acabar uma colecção de livros de Alexandre Dumas (veja aqui). Em Julho, escrevi mais um texto sobre a continuação do caso e eis que, agora, em Outubro, me vejo forçado a continuar a história...

No dia 3 de Outubro, após dezenas de mensagens enviadas, sou informado pelo apoio ao cliente de que o livro que me faltava já tinha chegado. Aparentemente, teria sido necessário ir buscá-lo a Espanha. Como eu fazia questão de ir buscar o livro às instalações da PA, como forma de me assegurar de que o volume chegado era o correcto - para além da PA não cobrar, à cabeça, mais um livro ao homem do quiosque -, fui, então, às instalações que ficam perto do Campo Pequeno (Lisboa). Isto foi no dia 8.

Ao chegar e dizer ao que vinha, a recepcionista manifestou algum espanto. Não tinha nada em meu nome... Consultou emails e percebeu a situação. O livro, o tão aguardado livro tinha ido para as instalações da PA mas... em Alcochete.

Aproveitei para dizer que com aquela empresa nada funcionava direito mas contive-me de expressar o que me ia, realmente, na alma.

A recepcionista propôs mandar vir o livro, de Alcochete para Lisboa e avisar-me de tal quando a encomenda chegasse. É justo, pensei eu. Pediu-me um contacto e dei-lhe o meu email que é na forma X.Y@gmail.com - Vi, claramente, a rapariga escrever xPONT?y@gmail.com (onde o ? é a minha dúvida sobre se teria sido PONTO ou PONTE...).
Chamei-lhe a atenção para o facto, que estava a escrever por extenso o ponto mas olhou para mim como se não estivesse a ver bem do que é que eu falava...

Portanto, neste momento, não sei se a PA me vai conseguir avisar da chegada do livro porque suspeito que nem o meu email conseguiram anotar bem.

E, quando o livro que devia ter vindo para Lisboa mas foi para Alcochete chegar, ao fim de muitos meses, ainda é preciso que seja, realmente, o que me falta e não mais um engano (o quarto, parece-me) da Planeta Agostini.
E, se o livro for o correcto, é necessário que venha em Português.
E, se o livro vier em Português, é preciso que esteja em boas condições.

Ou seja, tenho cá a impressão de que isto ainda vai durar...
Para já, ao fim de cinco dias, a encomenda ainda não aatravessou, sequer, o rio. Ou, se calhar, atravessou mas, lá está, o email não está bem...

Não há palavras!
vamos a nado!

O blog Rascunho Virtual descobriu mais um traço de humor num serviço do Google. Bem... esperamos que seja humor mesmo e não uma brincadeira de mau gosto.

Desta feita, ao querermos estabelecer um itinerário entre a cidade brasileira de Belo Horizonte (belo nome, diria eu) e a cubana cidade americana de Miami, indica-nos o Google Maps, no passo 43, que devemos atravessar o Oceano Atlântico a nado até chegar a um determinado ponto da Florida (e não FlÓrida, como a maior parte das pessoas diz).

Se é uma piada, tem bastante graça. Se é a sério, então, é uma grande gralha. Mas a gente até lhes perdoa, não?
sorrir perante os problemas

A imagem que ilustra este texto é um bom exemplo de uma atitute muito americana baseada no bom-humor e que muito se vê na internet. Neste caso, perante um problema no serviço YouTube.com, o site informa-nos de que "uma equipa de macacos altamente treinados foi enviada para tratar do problema". Leu bem, "macacos". Não há nada de estranho nisto a menos que você seja uma daquelas pessoas que se leva demasiadamente a sério e que, caso fosse responsável pelo YouTube.com colocaria uma mensagem do tipo "Temos os melhores especialistas actualmente debruçados sobre o problema com vista a repor a qualidade do serviço o quanto antes." - convenhamos, transmitir-nos a ideia de uns macacos aos saltos por detrás de uns monitores, tentando resolver o problema, tem muito mais graça do que imaginar uns sorumbáticos especialistas informáticos às voltas com os bits e bytes da situação...

Viva o bom-humor, abaixo os chatarrões!
mate a fome mas não se mate a si mesmo

Existe um sítio no mundo onde, por maior que seja a fome com que se entra, à saída espera-nos uma dor de barriga. Não porque a comida seja má mas porque é MUITA...

O Restaurante Waldgeist em Hofheim (Alemanha) especializou-se em doses cavalares de comida, quantidades tão grandes que nas mesas até há papel de alumínio para que os clientes possam desistir da refeição e continuá-la em casa.

Ele são os hamburguers gigantes, ele são as salsichas gigantes, ele são os bifes panados gigantes... E, para que não se julgue que ali só se trinca em grande, também
há bebidas em doses XXL: 2 litros é a capacidade mínima dos "copos" e, para quem ache isto pouco, há sempre o "Der Bembel des Todes" (o copo do morto) que leva 5 litros de uma mistura à base de Bacardi e Cola.

Perguntar-se-á o leitor: "Se a comida é tanta, os preços devem ser enormes!". Não, não são. Aqui aplica-se na perfeição o paradoxo dos restaurantes finos onde quanto maior for o preço, menor é a quantidade. No Waldgeist, um bife panado do tamanho de uma pizza custa apenas €8,30. :)
calha a todas - ou talvez não

Vá-se lá saber porquê, as estrelas de TV/Cinema gostam de se fazer filmar a ter relações sexuais com os seus mais-queridos. É certo que eu já o fiz e não sou famoso mas também ninguém teria interesse em me ver a menos que fosse para ter a mesma reacção que eu tive: rir à gargalhada.

Bom, depois da Pamela Anderson, da Paris Hilton, da Elsa Raposo (alguém tem o vídeo? - isto começa a tornar-se uma lenda urbana), da Maria e da Chica, agora é a vez da Eva Longoria, essa amostra de gente que tanto espaço ocupa nas fantasias de muitos de nós.

Parece que a bela moçoila teria vindo engrossar as fileiras das celebridades que, não só se filmam em intimidades, como deixam que as gravações desapareçam para, depois, aparecerem na internet.

A existência de uma sex tape (isto é para que o blog apareça no Google) com a sensual actriz seria uma maravilha para os seus fans mas a verdade é que tudo não passa de uma brincadeira para um site do comediante Will Ferrell, de nome "Funny or Die".
adopte um animal - ganhe um amigo

A associação SOS Animal, mais conhecida pelas suas acções anti-tourada (com as quais eu até nem concordo porque reconheço a riqueza cultural da tauromaquia), promove no dia 5 de Outubro, no Terreiro do Paço (Praça do Comércio), em Lisboa, uma exposição de animais para adopção.

Entre as 11 e as 18 horas haverá bichinhos à sua espera para que lhes possa dar um lar (e o que vem junto com isso: ternura, comida, conforto). Se é daquelas pessoas que anda a pensar no assunto mas não há meio de se decidir, aproveite agora e vá ver os nossos amigos de quatro patas. Sexta-Feira é feriado e tudo!

No 5 de Outubro, dia em que se comemora a imposição da República a um país que, na sua maioria, não a queria, você pode optar por comemorar o dia de S. Francisco de Assis que chamava aos animais os seus "irmãos mais novos".

Entre a República e os animais, eu escolho os segundos. E você, porque não faz o mesmo?
seja smart - pague pouco

Quer andar um dia inteiro com um smart por 1 euro?

É preciso reservar e estar atento às condições, mas não deixa de ser uma ideia engraçada (e barata).

O aluguer na promoção €1/dia está limitado a 7 dias consecutivos; é preciso fazer um mínimo de 30km e não ultrapassar um máximo de 100km por dia; não se pode circular fora do distrito da cidade onde o carro foi alugado (controlado por GPS) e só se pode fazer 1 aluguer por mês nesta tarifa promocional.

Apenas disponivel em Lisboa e Cascais por enquanto.

Mais informação em http://www.s2rent.net

Esta notícia foi retirada do Rascunho Virtual
Eva, a destruidora

Já não nos bastava o satânico Dan Brown mais as suas fantasiosas teorias da conspiração acerca da linhagem perdida de Jesus Cristo, agora ainda temos a própria Igreja a dar uma machadada num dos mais belos momentos da Bíblia: Adão e Eva.

Todos fomos educados na crença de que Deus teria criado Adão e, de uma costela deste, teria nascido a preciosa Eva, a mãe de todas essas criaturas que ora nos afagam, ora nos rebentam com a paciência. E no verbo "rebentar" parece mesmo estar o busílis desta questão. É que, segundo as pinturas no tecto da Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, parece que Eva, a primeira, ao invés de nascer da adâmica costela mais se preocupou em escaqueirá-la, aplicando no nosso antepassado um potentíssimo pontapé ao mais puro estilo Kung-Fu.

Temos, portanto, duas revelações simultâneas: a primeira - Eva bateu em Adão e com isso deu origem aos casos de violência doméstica (ou, no caso, familiar já que, à letra eles não tinham casa - "domus"); a segunda - as artes marciais não tiveram origem na China mas sim no Éden.

São coisas a mais para o comum dos mortais. Dan Brown nunca veio a Linda-a-Velha mas se soubesse que em Inglês se diria Beautiful-the-Old Woman, talvez engendrasse uma qualquer ligação a Maria Madalena.

Fica-nos a esperança de ver os arredores de Lisboa como cenário de um novo romance...