apartheid canino

Andava eu a organizar as minhas fotos (tarefa hercúlea) quando deparei com uma bem engraçada tirada em Lausanne (Suíça) em Novembro de 2005.

Aparentemente, na bela cidade suíça (há alguma coisa que não seja bela naquele país?), existe uma atitude discriminatória relativamente aos cães de cor preta. Aqui, não se pode falar em raça porque há, por exemplo, Labradores de cor preta, amarela, castanha..., portanto, o problema das autoridades de Lausanne é mesmo a cor!

Se você tiver um cão preto, ele tem de andar de trela e no lado esquerdo do caminho (ou seja, no cimento). Se ele for branco, já pode andar sem trela e na relva fofinha. Como é que isto se pode admitir? E - pergunta-se -, a que regra estão sujeitos todos os cães que não caibam nesta visão maniqueísta de preto e branco?

Se isto se passasse na zona "alemã" da boa Helvécia, ainda se conseguia perceber (mas nunca aceitar). Agora, logo em Lausanne, a cidade tão intimamente ligada aos Jogos Olímpicos...

Pobres cães pretos de Lausanne...

1 comentário:

Anónimo disse...

E a culpa deve ser do Socrates de certeza...