
lá nos safámos...
Certo, a imagem que acompanha este texto é um bocado para o chulento (embora não desprovida de uma certa beleza simples) mas preferi-a a colocar aqui a cara de qualquer um dos jogadores na nossa Selecção Nacional (e muito menos alguém da equipa técnica). Eu "ispilico" (lembram-se do Chinesinho Limpopó?): eu queria ir ver a Selecção jogar a Leiria e, depois, ao Porto. Os dois jogos serviam como pretexto para uma semaninha de férias e um belo passeio pelo centro-norte da santa terrinha. Como quis comprar os dois bilhetes de uma só vez (manias) já só consegui para o jogo no Dragão. Há males que vêm por bem e isso permitiu-me alterar (com enorme vantagem) a minha rota. Fiquei sem conhecer (detalhadamente) Leiria mas poupei-me a uma chuchadeira de jogo. Vi-o sentado num café na Guarda, tentando aquecer as mãos geladas com um galão. Ganhámos, apesar de tudo e não me senti prejudicado.
O mal, bom, o mal foi o jogo no Porto. É que ir da Guarda ao Porto não é, propriamente, um passeio simples. Sobretudo quando se anda a cirandar e se dá conta de que a partida começa uma hora e tal mais cedo do que se julga. É prego a fundo numa autoestrada monte-acima, monte-abaixo, pelo meio do nevoeiro, sob chuva, com paisagens que, às vezes, "metem respeito", chegar ao Porto, andar às voltas, arranjar um lugar para deixar o carro, descobrir onde passa o Metro (aquele que parece um dos nossos eléctricos para Belém), esperar na bicha para os bilhetes, esperar que passe um comboio onde consigamos um espacinho muito apertadinho onde caibamos, chegar ao estádio, andar a correr feito parvo à procura do quiosque da Federação para levantar os bilhetes comprados na internet (não... não os dão na bilheteira - é estúpido, certo?), ir a correr para o estádio e chegar ao assento quando o hino já estava a ser cantado para, no fim, assistir a mais uma merdelosa exibição dos nossos "bravos" que dão tudo pelo seu país, que adoram o público, que amam a bandeira e sei lá que mais patacoadas que nos querem impingir... Bom, no fim da partida eu nem consegui comemorar. Aliás, muita gente sorria e não ia além disso. Não se esperava outra coisa desta equipa (que ainda podia ter ficado em primeiro lugar no grupo - se tivesse ganho) e a verdade é que a mediocridade foi o tom constante na "equipa de todos nós".
Scolari mostrou-se "irritado" com o facto de se apontar à equipa as péssimas exibições mas não tem razão. Compreende-se que o faça como defesa do seu trabalho mas isso não nos pode fazer calar. A Selecção está uma lástima! Pela primeira vez não senti absolutamente nada ao ver o meu "clube" apurar-se para uma competição. É certo que já começo a ganhar calo dado o bom desempenho da Selecção na era Madaíl mas, ainda assim, eu queria mais do que o apuramento - queria a excitação da vitória, a alegria de gritar golo, o orgulho na nossa superioridade dentro de campo. Não tive nada disso. Nem eu, nem milhões. Será que estamos todos errados?
Espero agora que alguém faça o favor de dar um abraço de despedida a Scolari. O Campeonato da Europa vem aí e já chega de más figuras.
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