A imagem que acompanha este texto é de, nada mais, nada menos, que uma folha de papel higiénico. Não se trata de um daqueles casos em que já não há nada mais sobre que falar e nos viramos para questões escatológicas, sempre fáceis de abordar, mas sim de um genuíno espanto ao verificar a existência das simpáticas criaturinhas na superfície das folhas às quais tenho vindo a limpar o meu [a cada um o seu adjectivo] traseiro.É verdade. Eu nunca tinha reparado nos fantasminhas sorridentes de todas as vezes que me limpei. Pode-se argumentar que nessas situações, o aspecto do papel pouco importa e é a sua suavidade que se torna crucial para uma operação agradável. Mas agora penso de outra forma. E, pelos vistos, na Renova também. Eu não sei se estes fantasmas são da família do outro, do que andava pelas lixeiras vestido de latex, se sofrem de uma qualquer perversão de carácter, se ignoram, pura e simplesmente, o que os espera quando os desenrolamos (ah doidos, todos ali ao molho!)... não sei nem me importa. No entanto, a partir de agora, cada vez que obrar vou olhar para eles de outra forma, tendo pena pelo trabalho de merda que têm mas, ao mesmo tempo, sorrindo-lhes de volta antes de lhes esfregar a cara no meu dito cujo.
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