Assim não!

Não sou um consumidor do tipo “exigente”, i.e., que espera serviços absolutamente impecáveis em troca do que paga. A concepção “moderna” de exigência chateia-me até porque, também eu, enquanto executante, não sou isento de mácula e tendo a ter com os outros a mesma paciência que espero que tenham comigo quando eu falho. Ainda assim, casos há em que apetece dar um murro na mesa tamanha é a desconsideração que por vezes se enfrenta. Neste Domingo (2007/12/16), no cinema Monumental, a bilheteira tardou a abrir. Nada do outro mundo diria eu: qualquer pessoa pode ter um contratempo e se a moça responsável pela venda de bilhetes não conseguiu chegar a tempo, paciência: o mundo não acaba por isso. Já da parte dos responsáveis pelas salas, será de perguntar se não seria de ter alguém capaz de, numa situação semelhante, dar uma mãozinha na venda dos bilhetes, sobretudo quando está uma sessão a começar e há várias pessoas à espera! Nunca lhes deve ter passado pela cabeça que a bilheteira (no caso, a vendedora de bilhetes) possa não chegar a horas...
Bom, mas isto não foi o pior. Como escrevi antes, sou tolerante com as falhas. Mas não com as faltas de respeito. É que, apesar do atraso na abertura da bilheteira, apesar de ser a primeira sessão do dia, apesar de – entre as sessões -, haver intervalos, apesar de haver várias pessoas a comprar bilhete para ver um filme, este começou a ser exibido exactamente à mesma hora, levando a que os primeiros a entrarem na sala (entre os quais, eu) perdessem nada mais, nada menos do que cinco a oito minutos do filme!!! (sim, porque, para variar mesmo, até nem houve a habitual exibição de 12 minutos de publicidade...).
Que explicação pode haver para isto? Nenhuma, parece-me...

Um consumidor exigente teria pedido o livro de reclamações e, aqui, “exigente” não seria sinónimo de picuinhas ou embirante mas tão-só de responsável. Porque reclamar é um acto de responsabilidade civil, por vezes, algo que pode fazer a diferença na melhoria dos serviços que nos prestam.

Pequei por não o fazer. Primeiro, porque queria ver um filme (e só após entrar na sala é que pude ver que me tinham roubado uma parte dele) e, depois da fita, porque estava ainda combalido pela falta de piada do “A história de uma abelha”, da responsabilidade de Seinfeld, um cómico americano universalmente idolatrado mas pelo qual eu, estranhamente (?), nunca consegui sentir qualquer simpatia ou achar qualquer piada. Coisas...

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