Passei o que seria um feriado (se não fosse num Sábado) a trabalhar no Banco Alimentar. Por esta altura costumam fazer uma campanha de recolha de alimentos e, deste vez, resolvi trabalhar pelo lugarzinho no céu, oferecendo-me como voluntário para trabalho de armazém.Lá compareci na Av. de Ceuta, às 11:00, pronto para dar o meu melhor por quem ainda pode vir a assaltar-me (eh... que frase reaccionária). À chegada, foi-me dado um formulário por uma senhora com um ar um pouco enjoado. Preenchi-o e entreguei-o a outra senhora com um ar um pouco menos enjoado. Deixadas as coisas no contentor que servia de bengaleiro, lá me fiz ao trabalho. O armazém de recolha e triagem estava cheio de gente, sobretudo adolescentes e imediatamente percebi que se não tivesse lá posto os pés ninguém ia sentir a minha falta. Fiquei um pouco desanimado mas entretive-me com a primeira tarefa do dia: abrir sacos de plástico. Terminada essa tarefa e chegados os alimentos, passou-se à triagem dos mesmos. A mim coube-me inicialmente a mesa do arroz. Umas miúdas tiravam da passadeira embalagens de arroz, juntavam-nas aos grupos de seis e eu e uma mulher arrumávamo-las numa grade. Deu para por à prova o corpinho.
Chegada a hora do almoço, lá me fui alimentar: uma espécie de puré de bacalhau (saboroso) com um pouco de alface. Para beber, um sumo. Como sobremesa, limitei-me a um café e a um biscoito. Outros se deleitavam a fazer colecção de bolos...
À tarde, fui tirar coisas da passadeira e passá-las para uma mesa. Trabalho maquinal, em grande velocidade, extremamente cansativo mas que me deu gozo (hoje, estou todo partido, como paga pela minha "solidariedade"). Tudo quanto fosse embalagem de feijão, grão e coisas quejandas, secas, era para ser embalado na minha mesa. Depois do lanche, fiquei com o encaixotamento e já não com a triagem (o que deu para descansar um pouco..).
Às 20:00, cansado e farto, abalei. Não tive paciência para aguardar pelo jantar.
Gostei? Não me fez mal nenhum e de certeza que ajudei bastante. Não fiz nenhuma diferença mas trabalhei concerteza muitíssimo mais do que muito do pessoal que por lá andava encostado às paredes. Não tivesse ficado todo partido (alguma vez terei trabalhado tanto?) e teria voltado hoje.
Para o ano que vem, talvez volte. E voltarão um pouquinho mais crescidos muitos dos miúdos que por lá vi, escoteiros ou não e que não deixam de nos fazer pensar que nem todos os adolescentes são necessariamente uns imbecis egoístas. Ainda bem que assim é.
Finalmente, uma pequena nota: não foi possível passar ao lado da ironia que foi, no 1º de Dezembro, ter levado com uma dose cavalar de música cantada em castelhano passada pelo disc jockey de serviço - Enrique Iglesias, Azucar Moreno, Manu Chao, Heroes del Silencio, Ricky Martin, Alejandro Sanz, Gipsy Kings e outros...
3 comentários:
já ofereci os meus préstimos....mas na área ke domino...até hoje nunca obtive resposta...entretanto já me chegou aos ouvidos...de ke os produtos ke oferecemos para kem precisa...muitos deles vão parar a casa das amigas de pessoal ke lá colabora...isto é pessoal ke não precisa....se já tinha muitas dúvidas...agora estão a dobrar...
Colaboro directamente com o Banco Alimentar Contra a Fome no Oeste sediado nas Caldas da Rainha e nunca me apercebi de factos como o relatado...
Nem sempre é verdade tudo o que nos chega aos ouvidos...
Mas estar atento e chamar a atenção no local próprio (que não é este)...pode evitar males maiores...
Ajudar faz sempre bem à alma, faz-nos sentir úteis, com um propósito!
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