Tinha um bilhete comprado para ver os franceses Nouvelle Vague na Aula Magna, em Lisboa. À última da hora, um compromisso de trabalho "atirou-me" para o Norte, mais precisamente para Braga. Duas semanas depos de lá ter estado em férias, eis que visito novamente a cidade dos arcebispos. Esperei mais de 30 anos para lá ir mas, agora, parece que vou ser cliente habitual... Bom, deu-se a feliz coincidência de os NV tocarem na cidade-berço (bonito nome para a belíssima Guimarães) e de eu até ter ficado hospedado nesta mesma cidade no dia do espectáculo. Por vezes (é raro, bem sei) as coisas acabam por correr como queremos. E, neste caso, tudo saiu certo.
A sala vimaranense São Mamede é um belo local, recentemente renovado (parece que tinha reaberto na noite anterior), confortável, bem decorada (até as casas de banho têm design...) e com uma acústica mais do que razoável. O único senão foi mesmo a localização do meu lugar: a segunda fila do segundo balcão. À frente há uns ferros de protecção que atrapalham um pouco a vista mas, sobretudo, é o facto (natural) de as pessoas que estão à frente se curvarem para melhor verem o palco que pode tornar um óptimo espectáculo em algo que, pura e simplesmente, não se vê. A quem lá for, aconselho vivamente a não se sentar antes da terceira ou quarta filas.
Apesar de tudo, consegui ver razoavelmente o palco (apenas "perdendo" a parte mais à minha esquerda).
Quanto ao concerto, foi excelente! Só conhecia o primeiro álbum dos Nouvelle Vague (um dos últimos CD's que comprei - ao tempo...) e, a partir daí, tinha ficado com a lembrança da sonoridade mas não o conhecimento dos novos temas.
A banda tocou muito bem, o público reagiu optimamente, houve momentos engraçados, outros a raiar o sublime e, no fim, toda a gente terá saído contente e com a sensação de ter assistido a um daqueles momentos que teimarão em não se perder nas memórias breves.
A repetir? Sem qualquer dúvida: em Lisboa, Guimarães, ou qualquer outro lugar.
Há males que vêm por bem e ter perdido a gravação do álbum ao vivo na Aula Magna apenas serviu para conhecer uma sala tão distante da Cidade Universitária quanto está o encanto de Guimarães da confusão e pretenciosismo da capital.
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