Estava tranquilamente a almoçar num posto da Galp quando a minha concentração nas favas é interrompida por uma notícia veiculada pela instalação sonora: "Imprensa francesa acredita que Sarkozy já terá casado com a modelo Carla Bruni".Ah bom! Eis uma coisa digna de transmissão. Só lamento que quem estivesse do lado de lá da porta (ou seja, na rua) não fosse mandada parar para poder ser informada do importante evento, ou antes, da importante suposição.
A "modelo Carla Bruni" (já não é modelo há anos... agora é cantora) arrisca-se a ser mais famosa por andar enrolada com aquele quiriquiqui (é assim que se escreve?) do que pela suas boas canções ou mesmo pelas suas boas formas. Mick Jagger deve estar verde de raiva por ver a sua antiga namorada nas mãos do baixote franciú! Esperemos que saia uma canção, e das boas!
Quanto a mim, ali fiquei, sem saber se devia ter uma paragem digestiva ou rir-me com o ridículo da "notícia". A primeira hipótese era defendida por essa incredulidade que sempre nasce em nós (homens) quando vemos uma bela moçoila acompanhando uma triste criaturinha; a segunda tinha como sua campeã a ironia matizada pelo calo de conhecer de gingeira a nossa "comunicação social".
Optei pela segunda hipótese com largo proveito da minha saúde. Afinal de contas, o Manuel Maria Carrilho casou com a Bárbara Guimarães, o Mick Jagger (lá está) namorou com a Carla Bruni, e todos nós temos antigas namoradas que, agora ou antes, se deitaram com tipos que nos provocam "aquela" sensação esquisita do tipo "não pode ser, vou vomitar". Já não é, portanto, caso para espantar a falta de gosto feminina ou a sua necessidade de protagonismo (a fealdade é sempre menor quando acompanhada de exposição pública ou dinheiro) e mais vale deixar a coisa passar.
Temos então que o actual presidente francês, após divorciar-se de uma mulher que até nem era nada de deitar fora, agora anda a passear-se com uma ex-modelo. Assaltam-me as cândidas imagens da Bruni a dobrar-se para dar um beijinho na testa do Sarkozy ou dele a por-se em bicos de pés para dar um repenicado ósculo na bochecha da "piquena". Ah, "l' amour"...
As favas não estavam más mas a estúpida da empregada cobrou-me mais do que devia. E ainda me serviu uma fatia de bolo-rei quase congelada.
Sem comentários:
Enviar um comentário