Alguém quer uma fatia?

O prestigiado (e prestigiante) Parque das Nações está bem diferente dos gloriosos dias da Expo 98. Há menos espaço, a construção civil avança, os carros já andam por todo o lado, há equipamentos vandalizados, a marina assoreou (ou seja, não serve para nada), etc. Talvez por isto, a Parque Expo resolveu dar a possibilidade aos visitantes de levarem para casa uma recordaçãozinha daquilo que ainda hoje é conhecido por "a Expo" (há sinalização de trânsito ainda dessa altura - já lá vão 10 anos...). À semelhança do que sucedeu em Berlim por ocasião da queda do muro, também os lisboetas podem levar consigo um pedaço de muro da Expo. O tijolo e estuque nacionais podem ter menos carga simbólica do que o cimento comunista mas não deixam de ficar bem num jardim.

Como se vê na foto anexa, um dos lados da "escadaria" que liga a zona do Pavilhão de Portugal (o tal edifício para o qual ninguém arranja utilização) à praça junto ao edifício Lisboa (o suposto centro de design...) está a ruir. Não há outra palavra. Quem quiser descer por ali para o parque de estacionamento, sujeita-se a levar com uma bela fatia de parede em cima. Igualmente basta que algum curioso resolva testar a resistência da obra fazendo força com o bico do pé e veremos aquilo tudo cair.

Para a Parque Expo, sempre às voltas com a especulação imobiliária na zona, o caso até pode ter pouca importância mas, no dia em que a comunicação social tiver um manjar com o ferimento de alguém (uma criancinha é mais pungente), aí, os administradores e os responsáveis pela manutenção dos equipamentos já se lembrarão de que não é suposto que as paredes estejam no estado daquela que aqui se mostra...

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