No cinema, há o hábito de mostrar uns écrans, antes de começar a sessão, onde é pedido às pessoas que desliguem os telemóveis. Devíamos ser mais ambiciosos e dizer também para os espectadores se absterem de falar durante a fita e pararem de dar pancadas na cadeira do desgraçado que está à frente. Bom, mas do mal, o menos. No teatro, também há direito a avisos respeitantes aos telefones. Só não percebo é porque razão, nos concertos de música clássica não se faz o mesmo (eu não tenho assistido). Estar a ver um espectáculo e ver quadradinhos azuis a aparecerem por todo o lado quando os artistas dão o seu melhor é irritante. Se esta gente quer andar a ver e enviar SMS, para que é que está na sala? E, claro, ocasionalmente, há o distraído que põe som no telelé e recebe uma chamada...Adiante...
Ontem, no Coliseu dos Recreios, assisti à minha segunda dose de Carmina Burana em pouco tempo. A obra é tão bela que até podia ir vê-la todas as semanas.
Desta feita, a noite foi dupla, i.e., uma primeira parte com Beethoven (ah, o Hino à Alegria...) e a outra com a obra-prima de Carl Orff.
O espectáculo foi bom e, embora o Coliseu estivesse longe de estar cheio, a casa mostrava-se composta. No fim, houve repetição do "O fortuna", esse tema "telúrico" cuja monumentalidade nos arrasa.
O público parece ter gostado, sobretudo se formos a analisar pela quantidade de vezes que quis bater palmas. Certamente ignorantes de como funciona esta coisa da música "erudita" e habituado à "Pop", em cada pausa, lá começa a gentinha a bater palminhas, para frustração de quem sabe quando o deve fazer e provável irritação do maestro que, amiúde, tem de mandar o público parar para poder continuar o seu trabalho. Aparentemente, o público em geral ainda não percebeu que, quando é para bater palmas, o maestro faz sinal...
Enfim...
1 comentário:
E falta falar das pipocas que além de barulhentas também servem de projécteis e das latas de cola que é sorvida ruidosamente...
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