que pena!

Nos dias 1 e 2 deste mês, a Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa e o Coro da Nova Orquestra Sinfónica de Lisboa, sob a direcção do maestro Albertino Monteiro, interpretaram na Aula Magna da Universidade Clássica de Lisboa, essa maravilha da música que é a cantata Carmina Burana, do alemão Carl Orff.

Desconheço como foi a afluência de público na noite de Sexta-Feira mas, no Sábado, a situação foi bastante triste com os músicos a perfazerem um terço das pessoas presentes no espaço. A zona dos bilhetes mais baratos estava razoavelmente preenchida mas, no resto do recinto, eram as cadeiras vazias que marcavam o tom.

Uma orquestra e largas dezenas de coristas a darem o seu melhor para tão pouca gente (ainda por cima, o espaço junto aos intérpretes era, precisamente, aquele onde havia menos público) é um exercício de disciplina a realçar.

Porque havia tão pouca gente? Era o facto de a orquestra ser nacional? Seria porque já tinha havido um concerto no dia anterior? Seria porque, ainda este mês, irá haver uma outra apresentação da obra (desta feita, no Coliseu, e pela mão de estrangeiros)?
Desconheço as razões mas sei que me senti triste pelo que via. Felizmente, o que ouvia fazia esquecer qualquer coisa. Tirando o exagero do som dos pratos no "O fortuna" e a falta de voz de Carlos Guilherme para o único tema que lhe cabeu, todo o concerto se pautou por uma grande qualidade (é certo que sou um leigo mas...).

Carmina Burana é daquelas peças que me acompanha desde a adolescência. Chega-se a ela através do "O fortuna", ouvido no velho anúncio da Old Spice ou nas aberturas dos concertos de Ozzy Osbourne e, depois, descobre-se o resto da obra. Maravilhas como "In trutina" e "Ave formosissima" fazem-nos querer voltar sempre mais uma vez à música de Carl Orff.

Dia 27, no Coliseu, lá estarei, para a repetição de um concerto anterior (ano passado?), com a primeira parte preenchida pela 9ª de Beethoven. A não perder.

2 comentários:

Anónimo disse...

por todos os deuses:será V.Ex.SURDO???

Assunção disse...

Cá por casa adoramos Carmina Burana... até o cão! Verdade! O meu Ice, sempre que a ouvia (agora está velhote e surdo que nem uma porta), lá vinha ele a correr, instalava-se frente às colunas e desatava a acompanhar com uivos que íam subindo de tom consoante a música! Simplesmente fantástico!
Fazia o mesmo com muitas obras de Wagner e com a música do genérico da série brasileira "Chica da Silva", vá-se lá saber porquê...