O festival

Lisboa já tem um festival de Flamenco. Não, não tem nada a ver com o queijo (que é "FlamenGo"). Antes tivesse, ainda assim. Apesar da sensaboria do famoso Limiano, há por aí muita bola vermelha que faz as delícias de quem a come. E o verbo "comer" vem a propósito porque, agora, temos de "comer" com um festival (com direito a palestras e tudo) de uma... digamos, "expressão cultural" estrangeira que não nos diz nada, que não está difundida nos gostos da nossa população e que, basicamente, serve (o festival) de testa de ponte da penetração espanhola cá no burgo. Desconheço quantas pessoas frequentarão os eventos e, dessas, quantas serão portuguesas (desconta-se as tias e os homossexuais) mas calculo que, por poucas que fossem, o dinheiro injectado pelas autoridades do país vizinho continuaria a afluir, por forma a encher a capital de cartazes e dar a impressão de que o Flamenco é coisa grande, por cá. Se há característica dos espanhóis é a aposta em massacres publicitários. Veja-se a loucura de gastos do Corte Inglês, os postes e paredes cobertos de panfletos de aulas de dança sevilhana, os "muros" de papel com anúncios de cursos de Castelhano...

Mas, se tudo isto é importante para reflectir, ainda mais será olhar para o Flamenco e tentar extrair dali coisa que se aproveite. É "arte" que consegue uma mistura esquisita: homens machões e mulheres que se vestem como travestis. Tirando a guitarra (cuja técnica consegue ser sublime), tudo o resto é feito de um minimalismo ridículo: gente a bater palmas, a fazer cara de má, a bater com os pés no chão e a urrar como se lhes tivessem a espetar uma faca. Mau demais. Imagine-se uma "canção" assim:

Aiiiiiiiii
O meu pai tá presoooooooooo
A minha mãe pariu um sapoooooooo
Aaaaaaaiiiiiiii, pobre de miiiiiimmm
(guitarra a fundo, seguida de pancadas no chão)
Olé!
Aaaaaaaaiiiiii, aaaaaaaiiiiiiiiiii
Que vida malditaaaaaaaaaaaaaa
(incentivos do resto da companhia)
Ninguém gosta de miiiiiim, só a desgraaaaçaaaaa
Olé! Olé!
(mais pancadas no chão, novamente a guitarra a fundo)
Se eu pudesse matava-me já à tua freeeeeeente
(Força!!! - diz uma parte do público)
Aaaaaiiiii, e levava-te comigooooooooo
Olé!!!

É uma graça mas não deve estar longe da verdade, tivesse eu percebido alguma coisa da letra gritada e cuspida das coisas que já ouvi.
Francamente, o Flamenco bem podia ser metido num saco juntamente com o Hip-Hop e o Rap e mandado para o mais fundo dos aterros sanitários ou, ainda melhor, colocado num daqueles depósitos para lixo nuclear. Qualquer sítio onde se evitasse sermos brindados com todo o mau gosto da "arte".

Já temos um festival!

Curtas (5)

Em Burgos (Espanha) descobriram os restos mais antigos de um hominídeo na Europa (1,2 milhões de anos). O DN publica uma caixa com o título "Mais velho era espanhol".

Sem palavras...

O masoquismo da Selecção

Alguém anda parvo na Federação Portuguesa de Futebol! Quem é o responsável pela calendarização dos jogos particulares da equipa das quinas? Quem?! O povo exige saber o nome da criatura que sujeita o país ao masoquismo de ver jogar a Selecção Nacional com equipas às quais não consegue ganhar! É demais. Quem é que teve a "fantástica" ideia de nos fazer jogar com a Itália, um país ao qual, pura e simplesmente, não conseguimos ganhar, seja nos AA, seja nos recém-nascidos? E quem foi o génio que se lembrou de por os "coxos" de Scolari a jogar contra a Grécia?! Então, não nos bastava ter duas "fatalidades" (Itália e França), ainda tinham de forçar a criação de uma terceira? Já não nos bastava a chacota de romanos e gauleses, agora também levamos com o carimbo de "derrotado à partida", por parte dos helénicos? E já nem falo nos quatro ou cinco euros que perdi ao apostar que os nossos rapazes conseguiam, pelo menos, o empate. Isso é o menos: falo de orgulho nacional. Não se põe a Selecção a jogar, nas vésperas de um Europeu, contra equipas que são autênticos muros para nós! Haja um mínimo de inteligência! Nós devíamos jogar contra a Inglaterra, a Alemanha... enfim, países aos quais conseguimos ganhar! Não é procurar "desforras" estúpidas de campeonatos perdidos em casa ou longas carreiras de derrotas, como se uma pírrica vitória tivesse alguma importância.

Irra! E agora? Vamos para o Europeu com uma equipa que é uma porcaria, mal treinada, e com a moral em baixo! Esta gente na FPF não se apercebe das consequências disto?

Não se pode exterminá-los? (3)

Actualização dos telefones da NextTravel (acabam de voltar à carga):

938231959, 969841839, 961509251, 961509252, 961509253, 961509254, 961509255, 961509256, 961509257, 961509258, 961509259

Já sabem, bloqueiem todos estes números se não quiserem ser chagados.

Visita ou investigação?

Andava eu contente pelo número de visitantes que este blog teve ontem quando reparei que a maior parte tinha vindo da PSP! É verdade, houve quatro visitas, com acesso a partir da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, onde foram gastos nada mais, nada menos do que 28 minutos lendo as páginas do "aos papéis".

Bom, se foi uma visita de cortesia, voltem sempre que são bem-vindos. Se foi uma investigação, eu só queria dizer o seguinte: NÃO FUI EU !!!!!!!!

Elogio

Há uns meses atrás cheguei à conclusão de que não valia a pena estar inscrito no ACP. Estava a pagar por serviços a que já tinha direito de uma ou outra forma. Fui a uma das lojas do clube e manifestei a minha intenção em desistir. Sem qualquer entrave ou má-cara, aceitaram o pedido. Isto foi em Fevereiro. Na mesma altura informaram-me de que, se por acaso a anuidade já tivesse sido cobrada, ma devolveriam por inteiro (!). Assim foi, o valor foi debitado "à queima" (eu é que tratei da coisa em cima do prazo) e pedi a devolução dos cerca de EUR 79 (que recebi ontem, por correio).

Há muitos, imensos exemplos de más práticas comerciais. No meio de tudo isso, a atitude do Automóvel Clube de Portugal é um oásis de "generosidade". O clube podia ter dito que só podia desistir para o ano que vem, podia ter-se recusado a devolver o dinheiro, podia ter exigido o cumprimento de prazos de aviso, enfim, podia ter dificultado a coisa, como faz a maioria das instituições. Mas optou por ter uma relação cordial e honesta para com os seus sócios.

Ao longo dos anos em que estive inscrito (porque me pagavam a anuidade) só tive razão de queixa por causa de uma publicidade que recebi "indevidamente" e de uma actualização de dados pessoais que tardou muito. À parte disso... tudo bom: aprendi a conduzir com um óptimo instrutor; das vezes em que precisei de ajuda, esta apareceu depressa; quando quis sair, "sorriram-me".

Parabéns ao ACP!!!

Pecados mortais

Nunca percebi bem esta coisa dos pecados mortais. Na minha inocência de ateu (embora oficialmente iniciado nos "mistérios da fé") sempre me pareceu que, pelo nome, seriam pecados que trariam a morte certa a quem os cometesse. Ora, se tal acontecesse, já poucos de nós restariam à face da terra e as igrejas estariam com ainda menos gente (desconta-se Braga, aqui) sentada naqueles desconfortáveis bancos corridos. Não parece então bom negócio que o Senhor crie faltas cujo castigo implique a perda da clientela, por isso, das duas uma: ou os pecados não são mortais (é um nome escolhido só para impressionar) ou Deus não existe. Existe uma terceira via que é o Todo Poderoso ser como os polícias e preferir olhar para o lado para não ter trabalho... mas não entremos por aí.

Os sete pecados mortais (o filme também é engraçado) foram, ao longo dos séculos, a Inveja, a Gula, a Ira, a Luxúria, a Avareza, a Preguiça e o Orgulho. Mas não contente com este septeto, o Papa Pio XVI resolveu criar mais sete:
Poluição ambiental, Manipulação genética, Acumulação excessiva de riqueza, Infligir pobreza, Tráfico e consumo de droga, Experiências moralmente debatíveis, Violação de direitos humanos. Como os tempos mudaram. Da simplicidade dos primeiros, ligados às emoções mais básicas, passámos a pecados que exigem mais do que uma palavra para serem indicados e que reflectem preocupações sociais e ambientais. Alguns deles, atingem mesmo uma elaboração de monta como em "Experiências moralmente debatíveis", por exemplo. Suficientemente vago para conter lá qualquer coisa e, ao mesmo tempo, permitir um florescente negócio de livros a debater o assunto.

Bom, temos que, por força da evolução da humanidade, os sete pecados são agora catorze. Se antes tínhamos um pecado por dia (podíamos variar), agora temos dois, o que permite combinações mais engraçadas e combater de uma forma mais eficaz o maior dos pecados que é, como toda a gente sabe, a monotonia. É certo que existe uma certa sobreposição de conceitos (Avareza + Acumulaçäo excessiva de riqueza; Ira + Violaçäo de direitos humanos) mas o espírito humano é grande e saberá reinventar a prática de modo a conferir novas cores aos pecados enunciados.

Dito tudo isto, devo aqui deixar, à guisa de saudosismo, uma pequenina lágrima pelo tempo em que os pecados eram singelos e simples na execução. É tão fácil enraivecermo-nos, exige tão pouco esforço recusar uma esmolinha ao imigrante romeno (que até nos alegra pedindo em Espanhol) enquanto abana, de forma displiscente, uma caixa à frente do nosso nariz... Mas os novos pecados exigem mais esforço, alguns deles pedem mesmo anos da nossa vida, perseverança nos objectivos. A acumulação excessiva de riqueza, a menos que o Diabo nos tenha abençoado com um 1º prémio num concurso da Santa Casa, não é coisa que se alcance de um dia para o outro, que raio!

Porque estou eu a preocupar-me? Não é de crer que vá ter condições para pecar na forma moderna. Ainda assim, como cidadão decente, faz-me alguma espécie que só agora tenha sido declarado pecado atentar contra o Ambiente. E isto faz-me perguntar: quem é o responsável pela "criação" dos pecados? É o Papa? É Deus? Quem se lembra primeiro? O funcionário católico dir-nos-á que Deus coloca na mente do Papa (após profunda oração) as suas vontades, para que o sucessor de Pedro as dê a conhecer ao mundo. Mmm... e o homem das barbas brancas (Deus, não é o Pai Natal) não podia ter-se lembrado de apelar à defesa do ambiente mais cedo? Digamos... há uns trinta anos atrás? Foi preciso esperar que o tema fosse moda e tanto disparate tivesse sido feito? Há qualquer coisa estranha aqui: se Deus não liga a modas, ligam os homens e, nesse caso, a ideia dos pecados vem inteiramente da germânica cabecinha papal (certo... ou dos seus assessores). A ser esta uma hipótese verdadeira, temos que é o Papa que decide o que é ou não é pecado (tal como o Inferno, que existia, deixou de existir e parece que está aí novamente). Isto não faz confusão às cabecinhas dos fiéis?

Oremos irmãos, pelo fim da fé.

Chiça!

Parecenças

De repente, este blog encheu-se de animais. Não faz mal, muito pelo contrário. Além disso, estes animais são daqueles que nos fazem bem e não dos outros... dos que nos lixam o dia-a-dia. Portanto, riamo-nos (vá lá, quantas vezes viu esta conjugação do verbo?) com algumas fotos bem engraçadas das semelhanças entre animais. :)

Ah! Estas e muitas outras fotos podem ser encontradas no blog Gato de Rua

Eles não têm lata...

Eles não têm lata para pedir... por isso, pedimos nós. É o mote de mais uma "campanha" da União Zoófila para angariação de alimentos para os animais que alberga. Como já fiz antes, deixo aqui o apelo. Custa tão pouco a comida para os animais (que não são esquisitos) e sabe tão bem saber que ajudamos todas aquelas criaturinhas simpáticas.

Vá lá, ajude!

Curtas (4)

Muitas vezes, olhando à minha volta, acho que devia haver uma espécie de subsídio ao suicídio.
Muita gente aproveitaria...

Curtas (3)

Segundo o responsável de uma discoteca lisboeta para homossexuais (masculinos), o "quarto escuro" não é uma coisa promíscua porque só lá vai quem quer.

Certo...

O coelhinho da Páscoa

Aparentemente, no famoso comboio para o circo, alguém se portou mal com os coelhinhos. Terá sido o Pai Natal ou o Palhaço?

Chinesices

A imagem que se vê aqui é de um concerto de Iron Maiden, no Japão. Observe-se não a natural alegria do público mas sim o facto de estarem sentados (!). É assim mesmo no país do sol nascente: concertos de todo o tipo mas sempre com muita ordem e disciplina. E há que admirá-los: ver um concerto de Heavy Metal sem se poder levantar o rabinho da cadeira, quase como se estivessemos numa sessão de cinema, é obra digna do mais estóico monge zen!

Enfim, "chinesices" ("japonesices" soava mal...)

Tiro ao alvo

Urinar é uma necessidade mas satisfazê-la não tem de ser apenas uma concessão à natureza e uma perda de tempo. Se é verdade que, quando a coisa aperta, o alívio pode até ser bem agradável (deixem-se lá de piadas sobre homossexuais), também não é mentira que há quem procure entreter-se naquelas longos segundos que a mijinha dura, fazendo desenhos imaginários no urinol, assobiando, tentanto acertar em qualquer coisa que esteja algures... E foi pensando nestes últimos que surgiram os urinóis com a mosquinha, ou com uma vela, para que possamos achar mais graça a verter águas.

Mas, há sempre quem passe da piada ao génio e nos brinde com grandes ideias... As fotos que acompanham este texto mostram a coisa mais engraçada que já vi posta num urinol: uma baliza de futebol. Qual é a ideia? É simples, acertar na bolinha pendurada na baliza! Recomenda-se aos goleadores que se abstenham de livres e remates de fora da área e se restrinjam aos penalties em nome da higiene possível numa casa-de-banho pública cá do burgo.

Melhor do que isto, só imagens de gente detestável (de boca aberta) impressas no urinol (esta ideia, eu ofereço - se for original...), acompanhadas de um detector que emitisse uma queixa sempre que acertássemos no meio. :)

Este é o tipo de coisa que devia ser obrigatória em todos os urinóis dos estádios de uns certos clubes, como forma de os adeptos se vingarem da falta de jeito dos jogadores da sua equipa e aliviarem a tensão, evitando-se assim muito insulto nas bancadas.

Curtas (2)

De acordo com o DN (2008/03/07), Portugal "(...) é o terceiro país europeu com mais mulheres nas prisões", com 7% da população prisional (os "outros" têm 5%). E então, pergunto, isso é mau porquê? Procura-se a igualdade, ou não?

Curtas (1)

Segundo o jornalista Davide (assim mesmo) Pinheiro, do DN (2008/03/07), o canadiano Bryan Adams estudou Português quando viveu (em pequeno) em Portugal. Isso permite-lhe "(...) que hoje se dirija às pessoas com um 'olá' de pronúncia perfeita."

"Olá", essas duas sílabas tão complexas...

Um doce libanês

Quanto mais cinema vejo mais parece cimentar-se em mim a convicção de que só neste país é que fazer um filme é encarado como uma espécie de missão quase divina de doutrinar os pobres de espírito espalhando sobre eles a luz da sabedoria humanista do realizador. Eu bem sei o que me custa usar a expressão "só neste país" (abomino-a!) mas, a verdade é que é difícil voltar de uma película proveniente de um país tão pouco provável como o Líbano e não fazer comparações com aquilo que por cá se faz.

"Caramel" (e porque não "Caramelo"?), é um filme de Nadine Labaki (uma mulher, portanto), passado em Beirute e que tem como centro um salão de beleza à volta do qual se cruzam histórias pessoais. É uma película cheia de sensibilidade cujas personagens oscilam entre a comédia e a tristeza, banhadas por uma luz dourada de fim-de-tarde com cores realçadas pela bonita fotografia. Há cristãos e muçulmanos, há Ocidente e Oriente, há vislumbres da Europa sofisticada de permeio com a desordem que se imagina (mal?) por aquelas paragens, há música boa, há mulheres bonitas...

No Líbano já alguém percebeu como fazer um filme maior sem ter de ceder a estéticas americanas nem, por outro lado, enveredar por argumentos pesados cujo único efeito é afastar das salas os espectadores. Que lição poderiam alguns dos nossos realizadores tirar de um filme como "Caramel". Como já disse, a fotografia é boa, o som também, o argumento é vivo, as personagens - credíveis, as situações - verosímeis, a banda sonora - existente e agradável, feita para realçar os momentos (clique aqui para a ouvir), o interesse - total.

Até quando teremos de esperar por um filme deste tipo, feito em Portugal?

A tourada à galinha

Aviso já que este texto é de indignação. E faço questão de mostrá-la usando todas as prerrogativas que me cabem, nomeadamente a utilização abusiva de vocabulário vernáculo. Ficam avisados...

Eu sei que, no fundo da página, está escrito, em letrinhas pequeninas, que aqui não se fala (entre outras coisas) do Benfica. Mas hoje faço uma excepção. E faço-a porque estou fulo com essa merda de clube. Como antigo benfiquista (curei-me da doença há muito tempo, num ano em que o "glorioso" foi afastado da Europa pelo Bordéus - essa potência do futebol mundial...), consigo hoje em dia olhar para o grémio da Luz com os olhos bem abertos e de forma fria. E, portanto, digo com toda a convicção que estou farto dessa porra que dizem ser o maior clube do mundo mas que, de há vinte anos a esta parte só faz é asneiras!

Esta noite, o glorioso SLB (até a canção das claques é roubada a outras) perdeu, em casa (!!!) com o Gatafe! Com o quem?! O Gatafe, uma equipa saída de um buraco neste deserto aqui ao lado e que veio passear-se até Lisboa para ganhar ao grandiosíssimo Benfica. Aliás, parece que, ultimamente, os motivos da alegria que as equipas pequenas tinham em jogar com o Benfica alteraram-se. Antigamente, era o prestígio e a bilheteira; hoje, é mesmo a possibilidade de ganharem uns pontinhos...
É que esta merda de equipa, comandada por um borrego de um espanhol que, como todo esse lixo, faz questão de cagar na língua que se fala nesta terra, terra onde está o patrão que lhe paga, esta equipa, dizia, não foi, sequer, capaz de aguentar metade do jogo sem comer logo do Gatafe... Podia ser o Real Madrid, o Barcelona, o Valência... mas não, foi o Gatafe... E o Gatafe, coitado, que ainda deve estar a pensar que Deus é espanhol (mais uma razão para eu ser ateu), não só levou consigo a vitória, como também me fez perder 5 eurinhos que eu tinha apostado em como a porra do Benfica ganhava ou empatava nos primeiros 45 minutos de jogo. Reparem que eu nem exigia que os encarnados (ou rosas, em homenagem ao lixo basofe que enxameia as suas claques) ganhassem o jogo. Gato escaldado, de água fria tem medo e com o Benfica já perdi uns trocos. Não, eu apenas pedia que aguentassem meio-jogo, irra! Mas nem isso. Nem de segurar um empate (que é como o jogo começa) aquelas animalárias incompetentes são capazes. E, depois, venham com a história da glória e da grandeza e do número de sócios e das camisolinhas cor-de-rosa e do Eusébio e do estádio e dos seis milhões e disto e daquilo. Eu quero lá saber! Um clube TÃO grande que elege à categoria de salvador da pátria um espanhol que nunca ganhou porra nenhuma (uma Taça de Portugal - uau!), que permite que a besta nos continue a brindar diariamente com aquela língua de trapos cuspida e escarrada, que contrata sistematicamente maus jogadores, que perde para os rivais os bons que ainda lhe vão bater à porta, que é mal treinado, mal dirigido e que, ainda por cima, é incapaz de reconhecer as suas falhas e nos impinge ano após ano a cantiga do desgraçadinho que é roubado por tudo e por todos (se são tão grandes, como é que permitem que os roubem?)... É que não há paciência! Não há paciência!

O Porto foi ontem eliminado após lutar e ganhar em casa. Foi eliminado por penalties e aposto que, imediatamente, os imbecilóides lampiões devem ter começado a festejar. Pois bem, hoje perderam em casa com o Gatafe! O Gatafe... foda-se! O Porto ganhou em casa a uma equipa alemã, o Sporting foi empatar a Inglaterra e, o Benfica, perde em casa com o Gatafe! Uma equipa de borregos venceu uma equipa treinada por um. Aliás, eu acho que esta coisa de andarem a contratar resmas de sul-americanos (entenda-se, hispânicos) deve ter a ver com uma tentativa desesperada de o Camacho se fazer entender. Mas nem assim... deve ser culpa das diferenças de pronúncia... É que o problema só pode ser dos jogadores porque o treinador é o melhor do mundo!

Apesar dos nervos com que estou (foram-se 5 euros e uma levei uma machadada no meu orgulho nacional), ainda consigo lembrar-me de algumas proezas do glorioso:

- Jardel: vinha para o Benfica, deixaram-no fugir para o Porto
- Jardel: prometeram contratá-lo, um presidente foi eleito à custa da treta e, depois, para não serem processados, contrataram o irmão do Jardel, que nunca jogou
- Deco: veio treinar mas não gostaram dele...
- João Pinto: era o menino de ouro mas a especialidade era insultar tudo e todos.
- Mantorras: dois bons jogos e o Record afirmava que era o "novo Eusébio" enquanto que "A Bola" escrevia "nasceu uma lenda". Viu-se... e nem foi preciso esperar pela lesão.
- Mourinho: não o seguraram, deixaram-no ir para o Porto e o homem tornou-se (ele sim!) o maior do mundo
- Simão Sabrosa: um dos poucos craques que o clube tinha. Foi-se...
- Artur Jorge: deixaram-no rebentar com uma equipa excelente.
- Vale e Azevedo: o único presidente preso até hoje. O Benfica à Benfica, que o elegeu e quase reelegia (não fosse a mentira sobre Jardel), acabou na prisão. Os sócios, claro, são inocentes...

E a lista de disparates cometidos para a Luz continuava por aqui fora. Com ou sem pinga, vigaristas ou não, o certo é que os presidentes do SLB, sempre coadjuvados pelos adeptos histéricos que permitem todo o tipo de merda e ainda gritam "viva", construiram de há vinte anos a esta parte uma verdadeira tragicomédia a que se poderia chamar "a galinha que queria ser águia". Muita parra e pouca uva, muito espectáculo, muita coisa mas, depois, no campo, são um asco!

O Gatafe!...

A vogal epentética

Ainda a manhã de trabalho estava a começar e já eu sentia o apetite a ser despertado pelos odores que entram na minha sala provenientes de um restaurante vizinho. Ah... umas febrinhas, que bem que iam...

Lembrei-me de já ter visto em vários restaurantes a palavra "fêveras" e resolvi procurar na net a diferença entre as duas palavras. Fui parar ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa onde me brindaram com o seguinte:

(...)A forma fêvera é uma variante em que a consoante oclusiva -b- se tornou uma fricativa bilabial ou labiodental, representada por -v-; além disso, inseriu-se uma vogal (chamada epentética), à semelhança do que ocorreu com Fevereiro, que tem origem em fĕbruārĭus, forma latina sem 'e' antes da consoante líquida representada por 'r'(...)


Ora bem, o mínimo que posso dizer é que o mundo nunca mais será o mesmo para mim. As febras são um prato importante na nossa gastronomia e esta é parte essencial da nossa cultura. Nos muitos anos que ainda espero que me restem, nunca mais poderei sentar-me à mesa para saborear aquelas tirinhas do santo bicho que é o porco, sem me lembrar da fricativa bilabial, da oclusiva, da epentética...
De todas as "monstruosidades" apontadas à febrinha, a única que ainda me pode merecer alguma simpatia é a consoante líquida que, pela sua natureza, é capaz de dar um acompanhamento interessante (desde que não consumida em excesso).

Ó amarga gramática!

P.S. - uma curiosidade: na Argentina, servem-se comummente febras "à portuguesa", nos restaurantes.

Uns pais lixados

Nos já distantes anos 80, numa cena desse "ícone" cinematográfico chamado "Top Gun", a personagem de Kelly McGillis perguntava à de Tom Cruise o seu nome. O jovem piloto respondia que se chamava "Maverick" (nome de míssil) e logo ouvia um "os teus pais não gostavam de ti?". Que dizer então dos pais do distinto Óscar Alho, aqui mostrado numa participação na Sic Notícias?

Há gente lixada...

Desta vez, ganhámos!

Vendem-nos constantemente a ideia de que a França é um país onde "estilo" e "luxo" fazem parte da alma nacional. Paris continua a ser a capital da moda (por mais que Milão lhe tente roubar o título), os vinhos franceses são os que (como conjunto) mais fama têm, vários dos locais mais "chiques" para férias estão em terras gaulesas, as revistas francesas ainda são o modelo do "jornalismo" sobre assuntos mundanos, enfim... um sem número de pequenas e grandes coisas que constroem a fama da pátria de Dumas, Eiffel e Hugo mas também de Gaultier, Saint-Laurent ou Channel.

Mas eis que, da terra dos sempre derrotados lusitanos (refiro-me sos confrontos futebolísticos com a selecção do galo ao peito), surge um campeão capaz de arrasar com o orgulho dos descendentes de Luís XIV: Cavaco Silva!

Observe o atento leitor a diferença existente entre os casais presidenciais francês e português e repare como o nosso Aníbal (num estilo um pouco à italiana - era Mastroiani) domina com o seu porte elegante, roupa cuidada, óculos escuros... por contraposição à figurinha do duende Sarkozy que nem a companhia de uma ex-modelo de nível internacional safa.

Ambas as fotos foram indecentemente roubadas de um jornal (daí a má qualidade) e ilustram as visitas que os dois presidentes fizeram a Petra, na Jordânia.

Para além das diferenças de estilo na política, dá para ver que, também a nível estético, o nosso PR dá uma goleada ao franciú. Eu só trocava a Maria pela Carla mas, isso, são gostos...

Chefe!

Onze e qualquer coisa da noite, acabada a sessão do desinteressante "Diário de uma nanny" (vá-se lá saber porque porra não é "Diário de uma ama", dirijo-me para uma das saídas do centro comercial Saldanha Residence quando sou chamado por um segurança com um "boa-noite, chefe", seguido da informação de que aquela porta para a qual caminhava já estava fechada.

A porta estar fechada não me faz espécie alguma mas aquele "boa-noite, CHEFE" irritou-me a ponto de quase ter chamado a atenção à criaturinha para a falta de educação da expressão. Não o fiz por ter a certeza de que iria esbarrar na estupidez do homem. Afinal de contas, por alguma razão ele está ali...

A seguir ao "chefe" virá o quê, o "pá"?

30% = 50%

Que existe um sério problema com a Matemática já toda a gente sabe. Mas gostamos de ser discretos na exibição prática da nossa embirrância com o tema. Esta loja das Amoreiras, no entanto, é livre de complexos e mostra ao mundo que, para ela (a loja), metade é exactamente o mesmo que 30%.

Para quem queira saber a origem do fenómeno, é aquela loja de malas coloridas que há na entrada virada para o Liceu Francês (sei lá o nome da dita!).

Ah! E o pormenorzinho das diversas línguas indicando saldos? Espera aí... onde está o Português?