O meu tempo é redondo
Cinza besta gorda, robusta, rotunda
Cheia de um silêncio onde ecoa um espesso enfado
Eu não me movo, cedo
Encosta-se o tempo a mim
E deslizo até à próxima posição da inércia
E assim, de imobilidade em imobilidade
Acho o sinuoso caminho do não ser
Não ser tido, achado ou vivo
1 comentário:
adorei :)
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