A libertação da mulher

Sábado à tarde, num daqueles restaurantes de centro comercial, sento-me para uma espécie de jantar. Reparo que, ao meu lado, está um casal a acabar de comer. Terminada a refeição, o rapaz levanta-se e deixa o tabuleiro no balcão. A rapariga sai e deixa as coisas na mesa. Logo de seguida, chega outro casal. Ela senta-se numa mesa (a dois metros do balcão) e ele fica a tratar das coisas: pagou a conta e teve de levar os dois tabuleiros para a mesa (um de cada vez). Saio do restaurante e vou para o teatro. Quando a sala já estava quase cheia, chegam dois casais para se sentarem exactamente no meio da primeira fila. Os homens, apercebendo-se de que o palco era baixíssimo (dá pelo nosso joelho) sobem ao dito e dirigem-se para os lugares. As senhoras, preferem obrigar toda a gente a levantar-se para lhes dar passagem...

E eu fico, nesta como em muitas outras situações, a pensar que a libertação da mulher, por mais cursos que tirem, por melhores empregos que arranjem, por mais parceiros sexuais que tenham, por menos filhos que param, nunca estará verdadeiramente completa enquanto se portarem como umas criaturinhas arrogantes e mimadas, desesperadamente necessitadas de dar nas vistas...

2 comentários:

Kiddo disse...

agora foi mauzinho

V disse...

Até estiveste bem :D

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