Torci por Portugal, ganhou a Alemanha; torci pela Turquia, ganhou outra vez a Alemanha; torci pela Croácia, passou a Turquia; torci pela Itália, passou a Espanha; torci pela Holanda, ganhou a Rússia... Irra! Hoje vou apoiar a Espanha (Deus me perdoe!) só para dar boa sorte à Rússia!

Curtas (15)

Hoje levei o carro à inspecção, mesmo junto à fronteira da cidade. Levei mais tempo para voltar a casa do que para me inspeccionarem a lata velha. É a crise...

Ora digam lá se o Ronaldo não fica muito mais bonito assim?

O primeiro "mata-mata"

Portugal joga hoje a sua continuação no Euro2008 contra os Alemães. Nada de mais. Entre os grandes mesmo grandes, a Alemanha é uma espécie de Portugal: capaz do melhor e do pior. Portanto, e dado o nosso historial com as germânicas criaturas, há que manter um optimismo moderado.

Entretanto, a Selecção Nacional (ela é composta pelas equipas A e B, não esqueçamos) já conseguiu três marcas nesta (ainda) curta competição:

1) Foi a única vencedora de um grupo que não ganhou os três jogos
2) Foi a única equipa com quem a Suíça pontuou (e ganhou!)
3) "Deu" aos Suíços a sua primeira vitória em fases finais do Europeu.

Enfim... nada de espantar nos nossos "heróis". Que hoje endireitem as costas (são os principais que jogam, ao menos isso...) e possam passar ao jogo seguinte.

E, para dar uma boa mostra dos argumentos a nosso favor, num comentário deixado no site do jornal Público, um adepto nacional brindou-nos com uma pérola de lógica e patriotismo: "Portugal vai vencer a Alemanha porque o Português é mais falado do que o Alemão e eles detestam que a gente lhes diga isso!"... Força Portugal! Adeptos destes merecem...
A nova versão (3.0) do popular navegador Firefox já está aí para quem a quiser experimentar/utilizar.

O grande rival do "velhinho" Internet Explorer pretende ser três vezes mais rápido do que a versão anterior (a continuar assim, chegaremos a um ponto em que as páginas carregam antes de as pedirmos...)


Ficam aqui os links: Windows / Mac / Linux

No canto superior direito deste blog está outro link para a interessante incorporação do Google com o Firefox. Vale a pena!

Ser benfiquista

Ser do Benfica é andar com erva na carteira? Muita coisa se explica, então...
Há ou não umas parecençazinhas por aqui?

Mulher objecto

A FHM deste mês vem confirmar o que há muito se afirmava à boca pequena: que a mulher é um objecto. Senão, que pensar do título do especial da revista, dedicado às "portuguesas mais sexy do mundo" ? Exactamente, "portuguesa" já não é uma nacionalidade, é... uma coisa que pode existir em qualquer terra... :)

Mas as calinadas da FHM não ficam por aqui. O site da revista, que se orgulha de ser actualizado diariamente (!), hoje, dia após a vitória de Portugal sobre a Rep. Checa, apresenta como destaque a vitória da Espanha sobre a Rússia! Palavras para quê?

Percebe-se logo de onde é que deve vir o ordenado da rapaziada, não? A detestada Grécia perde com a Suécia mas o que conta é o resultado da Espanha há dois dias, Portugal vence a Rep. Checa, mas o que interessa é o jogo dos robertos.


Entretanto, e para quem quiser explorar mais a fundo o teor da revista, fica aqui o link para a bomba mulata Micaela Reis.

Para quem queira ir anotando os resultados do Euro 2008 e ter as classificações actualizadas, pode clicar no link seguinte para puxar um ficheiro de Excel (já com alguns resultados preenchidos).

Ficheiro com os jogos do Euro 2008

Divirta-se a fazer contas :)

Quase mel...

Se a semana passada acabou bem, com a vitória nacional contra a Turquia (sim, escreve-se sobre futebol...), a semana actual começou ainda melhor (pondo a frieza de parte a natural emotividade patriótica). A odiosa Itália foi derrotada em toda a linha pela Holanda (3-0), uma selecção cujo ressabiamento relativamente aos transalpinos era ainda mais antigo do que o nosso (não ganhavam desde 1978) e a vitória do pessoal das tulipas só não se tornou uma coisa histórica para o mundo (para eles até deve ser...) porque a sorte, como sempre, bafejou os modernos romanos e impediu-os de sairem humilhados do campo. Bateram-se com vontade, diga-se em abono da verdade mas, por uma vez, os melhores ganharam.
Já a França, a segunda das nossas bêtes noires (lindo) empatou a zero com os draculinos romenos para grande gáudio de toda a comunidade mendicante de Lisboa e arredores. Ao que parece, os ciganos do país dos Cárpatos e que enxameiam a capital irão festejar o evento com um dia de descanso. Também precisam, os pobres.
Finalmente (no capítulo das coisas boas), os suecos arrumaram os gregos com dois no dito o que, a confiar nas fontes históricas, não seria necessariamente um problema para os helénicos. Ainda assim, o tempora, o mores, a julgar pelas caras dos herdeiros de Sócrates, a sua infame filosofia de jogo, desta vez, saiu-lhes cara. (a IKEA vai fazer algum desconto especial?)

Mas, como há sempre quem queira estragar a festa, os espanhóis, de tortos que são, resolveram ganhar o seu jogo. Aviaram a Rússia com 4-1 (nós demos-lhes 7-1, caso não se lembrem), à força de contra-ataques rápidos e eficazes e de muita sorte. Os russos mandaram uma ao poste, outra à trave e duas ou três a rasar o ferro. Foi pena... A minha esperança é que o Putin, na sua missão de recuperar o prestígio imperial russo, resolva castigar os robertos de forma exemplar. Uma bomba das grandes na praça de touros de Madrid talvez tivesse graça. Morriam os touros, é certo, mas eles já estão habituados...

Das gasolineiras, com amor

Não sei quem desenhou este boneco, mas sei quem mo enviou: foi o dono de uma "coisa" chamada Rascunho Virtual :)

Entretanto, que a população rejubile porque a Galp baixou o gasóleo em meio cêntimo! O que me faz expressar publicamente a minha incompreensão por este sistema de preços. É que a unidade monetária Euro não tem milésimos, apenas centésimos (os cêntimos, já se vê). Portanto, "meio cêntimo" não existe porque é um milésimo da unidade. Dizer "um euro vírgula quatrocentos e trinta e cinco cêntimos" é o mesmo que dizer "cinco euros e trinta e cinco cêntimos", certo? Certo!
curtas 014

Serei só eu a perceber que a tal Nereida que o Ronaldo anda a papar é uma agente do Real Madrid? Ou é apenas coincidência que as duas coisas - a mulher e os boatos de transferência -, tenham aparecido ao mesmo tempo?

O sumo do bloco

Outra vez as cerejas. Vou a um blog por causa de piadas sobre mulheres, vejo que o autor, para além de bloguista, parece ser "bloquista" e imediatamente me lembro de um sumo que bebi em Itália, numa visita à belíssima Bérgamo.

Na altura, comprei uma lata só para lhe poder tirar confortavelmente uma fotografia. A semelhança com o símbolo do Bloco é tão grande quanto o sabor da bebida e a maior parte das propostas políticas do partido. Eu explico: a coisa soube-me muito mal e quase me estragava a "faustosa" refeição composta por duas enormes fatias quadradas de pizza, comprada uma e oferecida a outra numa espécie de padaria e custosamente devoradas num jardinzinho plantado num recanto da zona antiga.

Quanto ao símbolo da vermelha e gasosa mistela, vejam como ele é alegre, vejam como irradia atitute positiva, vejam como ele salta e corre de felicidade enquanto grita "Tomatinhos, tomatinhos, já nos podemos casar!"

Como as cerejas

É a tal história das cerejas: uma vai puxando outra...
Nunca percebi porque razão escolheram este fruto em particular para ilustrar a forma como umas coisas se vão ligando a outras, até porque a verdade é que o mesmo se passa com os amendoins, o caju, as castanhas torradas, as cervejas, os pistachios, as batatas fritas, os bolinhos em miniatura, os bonbons, os tremoços, os copos de vinho tinto e sei lá que mais.

Na verdade, até sei: os blogs. Andava eu a ver as estatísticas de acesso ao meu, os quase inexistentes ganhos com os anúncios do adsense onde ninguém carrega, os locais improváveis de onde tenho visitantes... e saltei para o Rapsódia (semnadademomento.blogspot.com). Li algumas coisas (o estilo é giro) e percorri com o olhar os links para outros blogs. Parei num que dizia "não compreendo as mulheres". Como eu também padeço da mesma dificuldade (ver "As meninas da net" ), resolvi dar um salto até ao blog... Pois bem, este é daqueles casos em que dizer mal das mulheres e da sua tortuosa psique deixa de ser uma necessidade do tipo "desabafar para não rebentar" e passa ao capítulo da fina ironia, do humor iluminado, da "denúncia" desembaraçada. Por mim, fico cliente. E fica aqui também o link: Não compreendo as mulheres (naocompreendoasmulheres.blogspot.com).

Um abraço para Aveiro!
estacionamento em Lisboa 001

Palavras para quê? É um animal português.

Mais vale tarde do que nunca

Toda a nossa vida é gerida pela noção de que há um tempo para cada coisa, uma idade para descobrir, uma idade para trabalhar, uma idade para saborear... São horários, tabelas mais ou menos rígidas que o meio cultural que nos envolve estabelece de uma forma quase imperceptível, com a naturalidade imposta pela tradição e o passar dos anos. Não os procuramos necessariamente contrariar mas, muitas vezes, o nosso tempo parece ter uma cadência diferente, ora se acelera na ansiedade de chegarmos mais cedo - julgando poder dessa forma desfrutar de algo por um período maior (e inocentemente ignorando a corrosiva acidez do enfado), ora nos deixamos ficar onde estamos, cedendo mais ou menos involuntariamente a nossa vez na fila.

O primeiro beijo, a primeira cerveja, o primeiro grande desgosto… tempos que podem variar dramaticamente para cada um de nós no vai e vem das emoções.

Em 1988, uma banda para mim desconhecida de nome Queensrÿche, lançava um álbum ao qual deu o nome de “Operation: Mindcrime”. Para mim, a banda nasceu nesse dia e algumas incursões no seu repertório anterior apenas poderiam acrescentar um condescendente prefixo ao verbo. Da vida anterior da banda nada me interessa; da posterior, pouco me agrada. Mas aquele curto registo discográfico, aquela quase ópera, vale por uma vida, dá o nome a uma estrela, prenche uma carreira.

Vinte anos depois, e após o lançamento de um álbum de versões de outros artistas (aceitação da decadência?) os Queensrÿche lançam-se à estrada com um espectáculo longo e ambicioso: a execução integral (e teatralizada) de “Operation: Mindcrime” e da sua apagada (e desnecessária) sequela. A banda vem assim engrossar as fileiras daqueles artistas que, no desespero de não conseguirem manter-se à tona, se agarram à bóia de obras passadas (Fish, Roger Waters, Rodger Hodgson são bons exemplos disso).

Mas como a vida tem ritmos diferentes para cada um de nós, aquele que é um tempo de sobrevivência para o grupo norte-americano, é-o de primeiro encontro para o público português. Os Queensrÿche não vieram cá quando as luzes da ribalta os banhavam e mesmo a comunicação social se rendia ao seu trabalho (na “versão” mais suave de Empire) mas emendam a mão passadas duas décadas. Longa demais esta espera: o cabelo comprido de muitos já lá vai (em tantos casos, já não há cabelo para deixar crescer, sequer), a ganga azul foi traída pelo negro, a adolescência deu a vez aos trintas e até as cinzentas bancadas do ido Pavilhão de Cascais são agora substituídas pelas puídas mas infinitamente mais confortáveis cadeiras da formal Aula Magna; os matacões do culturismo perderam o trabalho para as empresas de segurança e, à saída, em vez do revoltante espectáculo da então “polícia de choque” fazendo alas, teremos o conforto dos carros e transportes públicos logo ali (nem a quase cómica aventura do sobrelotado combóio Cascais-Lisboa se repete).

1988 é um ano distante mas nem por isso parti com menos vontade para o concerto da primeira noite de Junho (uma data, à partida, fácil de recordar). Ao longo dos anos muitas foram as vezes em que dei por mim a ouvir a obra-prima dos Queensrÿche e que certamente merece estar no panteão dos melhores trabalhos que o Heavy-Metal já viu.

A banda de Geoff Tate não desiludiu e compensou os fans com uma excelente interpretação da sua obra maior, com poucas - e não necessariamente enriquecedoras -, alterações (o tom quase romântico de Emtpy Room, por exemplo), no que foi um concerto cheio de competência técnica onde a dificuldade de Tate atingir algumas das notas mais altas não chegou para colocar nódoa.

A segunda parte do espectáculo foi preenchida com o infinitamente inferior "Operation: Mindcrime 2", obra
porventura desnecessária, ao bom estilo das sequelas hollywoodescas que teimam em tentar prolongar o
filão original. Talvez por isso se tenha verificado uma maior intervenção dos "actores" que, por entre os
músicos, encenavam a história por detrás da música. No cimo do palco, num écran, eram projectadas imagens para complementar o resto.

Terminada a interpretação dos dois álbuns, o encore chegou com três temas de Empire (Jet City Woman, Empire e, claro... Silent Lucidity.
Dois deslizes de Tate, com um “gracias” e um “uno mas?” quase estragaram o quadro mas as soberbas interpretações dos temas pisaram as marcas da estúpida ignorância do vocalista da banda.

Em suma, foi um concerto brilhante.

Recorrendo a palavras de outros estilos musicais, se “dez anos é muito tempo”, vinte é mais do que um quarto da nossa vida mas, como diz ainda outra canção, “recordar é viver” e reviver os anos 80 e a sua fantástica produção musical é cada vez mais algo de essencial, se não por uma questão de saudosismo, pelo menos que seja para termos a consciência de que algo de muito bom se perdeu pelo caminho…