Quase mel...

Se a semana passada acabou bem, com a vitória nacional contra a Turquia (sim, escreve-se sobre futebol...), a semana actual começou ainda melhor (pondo a frieza de parte a natural emotividade patriótica). A odiosa Itália foi derrotada em toda a linha pela Holanda (3-0), uma selecção cujo ressabiamento relativamente aos transalpinos era ainda mais antigo do que o nosso (não ganhavam desde 1978) e a vitória do pessoal das tulipas só não se tornou uma coisa histórica para o mundo (para eles até deve ser...) porque a sorte, como sempre, bafejou os modernos romanos e impediu-os de sairem humilhados do campo. Bateram-se com vontade, diga-se em abono da verdade mas, por uma vez, os melhores ganharam.
Já a França, a segunda das nossas bêtes noires (lindo) empatou a zero com os draculinos romenos para grande gáudio de toda a comunidade mendicante de Lisboa e arredores. Ao que parece, os ciganos do país dos Cárpatos e que enxameiam a capital irão festejar o evento com um dia de descanso. Também precisam, os pobres.
Finalmente (no capítulo das coisas boas), os suecos arrumaram os gregos com dois no dito o que, a confiar nas fontes históricas, não seria necessariamente um problema para os helénicos. Ainda assim, o tempora, o mores, a julgar pelas caras dos herdeiros de Sócrates, a sua infame filosofia de jogo, desta vez, saiu-lhes cara. (a IKEA vai fazer algum desconto especial?)

Mas, como há sempre quem queira estragar a festa, os espanhóis, de tortos que são, resolveram ganhar o seu jogo. Aviaram a Rússia com 4-1 (nós demos-lhes 7-1, caso não se lembrem), à força de contra-ataques rápidos e eficazes e de muita sorte. Os russos mandaram uma ao poste, outra à trave e duas ou três a rasar o ferro. Foi pena... A minha esperança é que o Putin, na sua missão de recuperar o prestígio imperial russo, resolva castigar os robertos de forma exemplar. Uma bomba das grandes na praça de touros de Madrid talvez tivesse graça. Morriam os touros, é certo, mas eles já estão habituados...

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