Cães ou melgas?

Há coisas que, por mais que sejam desmentidas, por mais que se prove que não são verdade, por mais que se tente informar as pessoas, voltam sempre à carga, como aquelas moscas que não nos largam quando queremos estar sossegados. A história de uma ninhada de cães de raça Golden Retriever que estão prestes a serem abatidos a menos que umas quantas alminhas caridosas queiram ficar com eles é como as tais moscas. Volta e meia, vem-nos pousar em cima. Este assunto dos cães já me anda a enxamear a caixa de correio há anos! Mas, de quando em vez, lá há alguém que resolve enviar-me - em regime de urgência -, a mensagem com as fotos dos bichanos enfiados ao molho num cesto enquanto a angelical mãe os lambe um por um... Ó pachorra! Mas, será que ninguém pensa duas vezes para perceber que NINGUÉM mata Golden Retrievers ou Labradores ou outros cães destas raças que nos embevecem? Estes cães vendem-se! Nem é preciso dá-los. Mas não... "urgente! lê isto e passa a toda a gente, coitadinhos dos cães...".

Anos... há anos que isto anda a passear pela internet.
Ouvi dizer que até o Elvis Presley telefonou a perguntar se podia ficar com um... lá onde ele está.

Ute Lemper em Tavira

De vez em quando há grandes surpresas que nos animam. A presença da cantora alemã Ute Lemper em Tavira, no dia 2008/07/26, é uma delas. Concerto elegante, com bom som, numa amena noite algarvia, no largo junto à Igreja do Carmo, com um enquadramento de efeitos luminosos e um apoteótico final a cargo da Orquestra do Algarve, em "duelo" com o fogo-de-artifício, este foi um momento para saborear e lembrar. Venham mais assim!

O deserto eléctrico

Segundo a comunicação social (eu sei, é menina em quem não se fia...), surgiu, no seio da União Europeia, a ideia de utilizar o deserto do Sara para abastecer a Europa de energia eléctrica, através da instalação de enormes centrais solares naquela terra inútil. A iniciativa é, em princípio, de louvar: liberta-se terrenos provavelmente férteis e ocupa-se zonas inóspitas dando-lhes um nobre fim. Segundo um estudo, apenas 0,3% do sol que o deserto recebe daria para abastecer a Europa (ao ano? ao mês? - sei lá!) o que dá bem a ideia do potencial que ali está. Até aqui, tudo bem. O problema é que nós já vamos buscar o petróleo a países de pouca confiança, vamos buscar o gás a países de pouca confiança e, agora, também querem que vamos buscar a electricidade a países do mesmo tipo. E eu pergunto: podemos dormir descansados sabendo que toda a nossa civilização assente na tecnologia está dependente de países como a Argélia, Nigéria, Marrocos, Sudão, Líbia, etc.? Será uma medida destas (ou apenas a proposta) responsável? Não me parece. A menos que queiramos fazer como os americanos e partamos de armas e bagagens (talvez só de armas...) para aquela zona de África, de modo a garantir o abastecimento vital ao nosso continente.

Pensando assim muito de repente, que países produtores de petróleo são minimamente fiáveis? EUA, Noruega, Brasil... poucos mais, julgo. E de gás? Novamente a Noruega e...? A Rússia é (infelizmente) uma potência política, capaz de usar os recursos naturais como meio de chantagem, os árabes são o que se sabe, balançando entre o pragmatismo político e o radicalismo religioso, os eufemisticamente chamados "africanos" é mais o tempo em que estão preocupados em matarem-se uns aos outros e em enriquecerem os seus corruptos dirigentes do que aquele em que se viram para o progresso dos seus países... Que mais fica?

Parece-me que no primeiro dia após a instalação das centrais solares, já teria de estar a embarcar o primeiro contingente militar para o Sara. E, mesmo assim, era rezar para que os terroristas A ou os guerrilheiros B ou os separatistas C ou os esfomeados D ou os nacionalistas E ou sei lá quem não conseguissem sabotar as linhas de abastecimento e apagar o nosso continente.

Assim, por assim, instalem as centrais no sul de Espanha que aquilo já é um deserto... Ou então, no Alqueva, porque já se percebeu que para agricultura é que aquilo não vai servir...

O filme da vingança

O filme "Tropa de elite" é mais do que uma fita agradável de ver. É mais do que a rara oportunidade de vermos um bom produto cinematográfico na nossa língua. É mais do que hora e meia passada no descanso de uma cadeira de poltrona a beber imagens de forma passiva. O filme "Tropa de elite" é a vingança que todos nós queremos ter de um mundo de xicos-espertos agressivos, de gentinha de esquemas e prepotência, de criminosos impunes... No limite, naquela tela de cinema está a fila de gente que nós fomos acumulando na nossa contabilidade pessoal sob a categoria de "filhos da puta".
E estes, os filhos da puta, não se limitam, como nos vulgares filmes de polícias, a serem presos ou (em caso de pouca sorte) rebentarem dentro de um carro. Não, neste filme brasileiro, os "maus" são inapelavelmente mal tratados pelos "bons": são humilhados física e verbalmente, torturados, espezinhados, baleados, pontapeados, estrangulados... morrem com a naturalidade que o nosso espírito exige a quem não presta para nada e toda a película é um banquete cru onde as nossas frustrações encontram quem lhes dê satisfação.

Sem dúvida um filme a não perder pelo lado da acção, o "Tropa de elite" não fica, no entanto, pelo maniqueísmo simples de polícia x bandidos, expondo o degradante mundo da corrupção generalizada na sociedade carioca e das suas origens e consequências a nível social.

Mas, no fim, o que passa, o que fica, é a imagem dos polícias-soldados do BOPE a fazerem o trabalho que todos gostaríamos, uma vez ou outra, de poder fazer.

Caveira!


P.S. - já agora, em Português existe uma palavra equivalente à francesa élite: "escol". Ficam a saber...


Que legendas poderíamos imaginar para esta macaca foto?

"Ai que me matam!"

"Chega, vou-me embora!"

"Estou farto, demito-me!"

"Amigos, tenho um cancro!"

"Mamã, espera por mim!"

Tem tudo a ver

Antigamente, diziam que a culpa dos abortos "arquitectónicos" e do mau enquadramento era dos engenheiros e dos projectistas que assinavam os "bonecos". Hoje em dia, em que tudo tem de passar pela mão de um arquitecto, de quem é a culpa? Ah, já sei: é do Governo!

O presente caso dá-se na Rua Portugal Durão, em Lisboa. É uma rua sem qualquer beleza mas, ainda assim, marcada por uma certa homogeneidade. O responsável por esta coisa (não necessariamente feia mas deslocada) puxará do jargão da classe e dirá que se trata de uma "ruptura", aposto.
Manhãzinha... autocarro para o trabalho. Uma caboverdeana mulata conversa com uma amiga branca (com cara de pugilista). Não fazendo qualquer questão de guardar privacidade do que diz, toda a gente fica a saber o seguinte: tem 41 anos; 2 filhos (um de 21 e uma de 20); já é avó duas vezes; a filha casou-se este fim-de-semana mas só disse ao pai dois dias antes (e os pais foram os padrinhos de casamento!).

Questionada pela amiga sobre a festa que tinha feito, responde em tom indignado: "Eu?! Fazer festa p'ra pretos?!"

Onde está o Bloco de Esquerda quando é preciso? :)

O regresso dos matacões

A primeira vez que fui a um concerto de uma banda internacional foi no já longínquo ano de 1985...

O recente festival SuperBock-SuperRock fez-me ir ao baú da memória e comparar os tempos actuais com os anos 80...

Estes vinte e três anos de diferença são um período grande, marcado por enormes alterações na forma como se vive o mundo e, no caso em particular, a música.



Como é que se arranjava música e notícias?

Nos anos 80 não havia internet nem TV Cabo. A televisão passava telediscos (ainda não tinham sido renomeados "videoclips") mas o Metal, como sempre, estava arredado da exposição pública. Para remediar, havia o VHS, com coisas gravadas por quem tivesse parabólica e acesso à MTV.

O MP3 ainda não tinha sido inventado e os computadores ficavam-se por consolas de jogos. Quem queria andar a passear e a ouvir música, usava os Walkman carregados com cassetes gravadas por um amigo que já tinha aparelhagem.

Os discos de Metal, excepção feita aos melhores de entre os melhores, não tinham edições nacionais e quem os quisesse comprar ia à One Off (Amoreiras) ou à Motor/Bimotor na Praça dos Restauradores (fala-se de Lisboa). Eram os tempos do vinil e estas discotecas enchiam as suas paredes com álbuns alinhados como livros (imagine-se o seu número!).

Quem queria notícias tinha de comprar as caríssimas revistas anglo-saxónicas Kerrang! e Metal Hammer ou a francesa Hard, todas elas caras (cerca de 1.000$00 - €5). Como alternativa, ficava-se com as sobras dos colegas...



Os concertos...

A Portugal só vinham algumas (poucas) bandas e um dos negócios de então era a organização de excursões para ir ao país vizinho ver os espectáculos que teimavam em não serem feitos cá. No bolso levava-se a referência de lojas onde se compravam os álbuns a melhor preço.

Os bilhetes para os concertos que se faziam por cá eram pequenas obras de arte que se guardavam religiosamente e os preços que se pagavam por eles andavam na casa dos 1.500$00 (€7,5).

Ir a um concerto era uma espécie de aventura na qual, o mínimo que nos acontecia era ficar com um zumbido nos ouvidos durante dois dias. O pavilhão do Dramático de Cascais era o local eleito pelas empresas organizadoras para a realização de concertos (não só de Metal). Obra de cimento, sem conforto, onde qualquer tentativa de tocar boa música era sistematicamente sabotada pela falta de condições acústicas, o Pavilhão de Cascais era uma indigna catedral do Metal. Cá fora, enquanto se esperava para entrar, havia sempre distúrbios provocados pela acumulação mais ou menos desordenada de milhares de pessoas num espaço público que não estava preparado para o efeito. A segurança dos eventos era feita por praticantes de culturismo, naturalmente mal formados, que, de tempos a tempos, faziam incursões pela fila de espera para agredir alguém. Uma vez dentro do recinto, o ambiente não melhorava muito: o consumo de droga (haxixe) era omnipresente e a presença de indivíduos completamente desfeitos pelo álcool e droga era frequente. Começado o concerto, quem ficasse lá à frente tinha três preocupações: ver o espectáculo, não ficar surdo, e evitar ser agredido pelos seguranças. A brutalidade destes era tal que, num concerto de Iron Maiden, Steve Harris parou de tocar para se deitar no palco tentando chegar a um segurança que agredia um rapaz que tinha sido "atirado" por outros para o corredor que separava o palco do público. A questão resolveu-se com a substituição dos seguranças por pessoal da comitiva da banda!

Terminado o evento, era altura de outro espectáculo: o da saída e regresso a casa. Desde logo, quando as portas do pavilhão se abriam, era-se brindado com a visão de dezenas de agentes da polícia de choque, completamente equipados e alinhados em formação de "combate". Seguia-se para o centro da vila de Cascais e apanhava-se o (último) combóio para Lisboa. Era tanta a gente que muitos nem compravam bilhete. As carruagens vinham apinhadas e, ocasionalmente, alguém puxava o travão de alarme o que atrasava muito a chegada a Lisboa onde, com grande probabilidade, já não havia transportes a funcionarem.



Hoje...

Como se pode ver, os tempos mudaram bastante e, por maiores que sejam as críticas que se possam fazer às actuais organizações, estamos em níveis de conforto e qualidade a anos-luz dos que existiam há vinte e tal anos. Hoje em dia sentamo-nos em cadeiras, temos casas de banho minimamente limpas, os recintos são feitos com preocupações acústicas, há transportes para voltar a casa e os espectadores começaram a ser mais respeitados. Os preços aumentaram? Certamente. Mas, tirando a cerveja, que tem mantido os preços desde há imensos anos (imaginem o que seria dar 300$00 por uma imperial quando se era um adolescente nos anos 80/90), tudo tem visto os preços subirem.

E, no entanto, no último SuperBock-SuperRock, uma nota de preocupação veio estragar a minha festa... Chegar à entrada do recinto e ser recebido por uma fila de matacões (para além de outros que circulavam lá por dentro) fez acordar em mim o fantasma de uma das piores características dos velhos tempos. A existência desta gente - que não vi em duas vezes que fui à primeira edição do Rock in Rio Lisboa e que nunca vi no Pavilhão Atlântico -, é um afronta ao público pagante e ao cidadão em si mesmo já que constitui uma autêntica ameaça de agressão ("vê como sou forte - não te portas bem, levas porrada"). Não quero voltar a ver cenas como as que vi em Cascais onde, num concerto de Judas Priest, um rapaz chegou a desmaiar por bater com a cabeça no chão ao ser puxado (!) do público por um segurança que recebia toda a gente ao soco. Não quero aceitar que, à entrada de um espectáculo, eu tenha de ser olhado como uma porcaria que vai ali para arranjar problemas. Até porque, se há quem goste de arranjar problemas, é alguma da gente que se dedica aos negócios da "segurança".

No Coliseu, no Atlântico, no Cineteatro de Corroios não há mais seguranças destes, "à antiga". Em Corroios, inclusivamente, apenas um rapaz toma conta do estreito espaço que separa o público das bandas. E, diz-me a experiência, que raramente há algum problema e, quando ele acontece, é mais por causa da falta de compreensão do fenómeno musical por parte dos seguranças do que por excesso de "militantismo" por parte dos fans.

Aliás, não deixa de ser curioso reparar que, já durante a exibição dos Tara Perdida, houve uma cena de pugilato entre dois espectadores e nenhum segurança apareceu...

A recepção do SuperBock-SuperRock chocou-me. Gostava de ver os gloriosos anos 80 voltarem na força dos melhores álbuns dos Iron Maiden, Helloween, WASP e tantas outras bandas mas, no que diz respeito a concertos, deixem-me ficar no Séc. XXI, por favor!

Finalmente, fica uma nota para a PSP (sempre tão pronta a mostrar cara feia nestas alturas). Tive o desprazer de apanhar à entrada com um agente (rapaz novo) que não me revistou, olhou para a minha mochila e não ligou nenhuma aos volumes que eu lá trazia (duas caixas de óculos, uma caixa de binóculos e uma bolsa com máquina fotográfica) para focar toda a sua atenção numa caixa transparente com tampões para os ouvidos e - isto é de gritos! - nuns papelinhos que eu levava para por nos pára-brisas dos carros. "O que é isto? Isto é para quê? Para distribuir onde?" perguntava, revirando os papéis. Perante a minha mentira de que seria para distribuir no combóio, lá me deixou passar, com um gesto de "ponha-se lá a andar" e um comentário de "não sei se pode entrar com isto". De repente, mais do que nos anos 80, senti-me transportado por este "pidesco" mas jovem polícia para os anos 60 onde, aí sim, a a palavra era uma arma.
A RTP fez uma reportagem no bairro da Quinta da Fonte, em Loures, na sequência dos desacatos provocados por um tiroteio começado por um cigano que já antes se tinha entretido a bater na mulher. No bairro, habitado sobretudo por pretos e ciganos, parece que este tipo de situações é comum. Uma mulher "africana" (entenda-se "preta"), entrevistada pela branca repórter da RTP, acaba a explicação do que se passou e da possível rivalidade entre as duas comunidades com um "sabe, o cigano [os ciganos] não é bom de cabeça e nós temos o sangue quente...".

Ao que consta, o Bloco de Esquerda não vai acusar esta senhora de racismo e xenofobia...

Hoje, os Iron Maiden tocam em Lisboa (ou melhor, num quintal ao lado da capital).
Esta imagem é dedicada a todos aqueles que não vão lá estar porque engordaram e ficaram colados ao sofá ou se tornaram sérios e "respeitáveis" ou perderam a jovialidade ou já não sabem o que é boa música. Mas, muito particularmente, é dedicada ao meu amigo Zé que casou, ganhou pança, deixou de beber cerveja e já só ouve música em MP3... Devias ir, pá!
09:00 - desloco-me aos contentores da reciclagem para deixar um saco cheio de plásticos e uns papéis de publicidade. No local está uma mulher, daquelas que podia ser nossa mãe, olhando com ar de poucos amigos para os recipientes. Na mão tem uma garrafa de plástico de 1,5l. Tira a tampa e lança-a para dentro do contentor dos papéis. De seguida, continua a olhar para aquilo... Podia estar a ler as legendas, podia estar a ver os bonecos mas, ainda assim, aprestou-se a dar à garrafa o mesmo destino da tampa (porquê a dolorosa separação, já agora?). Chamo-lhe a atenção: "Está a por uma garrafa de plástico no sítio dos papéis!". Responde-me imediatamente com aquele ar mal-disposto que elas põem quando lhes apontam uma falha: "Então, e onde é que hei-de por?!" Indico-lhe o contentor das embalagens e exemplifico deitando para lá o meu saco. Viro as costas e continuo a ouvi-la a refilar. A esta altura, já todas as suas amigas sabem que um malcriadão com ar de maricas (não sou, mas dizem que pareço) se armou em sabichão com ela, uma senhora respeitável. No tempo do Salazar não havia nada disto... a começar pela reciclagem.

09:10 - sentado no autocarro, na primeira paragem, vejo um homem entrar. Mete conversa com o motorista (qualquer coisa de irem a casa dele mudar não sei o quê), e, de seguida, exclama "Eh pá, 'tou cá com uma bebedeira!". Como se a revelação, proferida bem alto, não pudesse, ainda assim, ter sido suficientemente esclarecedora, o passageiro continua: "É daquelas secas, sabe? [ou seja, não era uma bebedeira "húmida"...], 'tou aqui..., eh eh eh, ai mãe, que bebedeira!...". Chama-se a isto começar o dia com alegria.

Se pensarmos bem, o lógico seria que a estúpida mulher que é incapaz de distinguir os contentores da reciclagem estivesse bêbeda e que o homem ébrio, esse sim, estivesse mal-disposto por lhe irem a casa mudar não sei o quê... Mas o mundo é mesmo assim: tudo ao contrário!

O gato mágico

Ir na rua e encontrar um animal meigo é coisa que sabe bem. Igualmente o sabe quando se encontra uma pessoa do mesmo tipo (meiga) mas é um fenómeno menos comum. O gato da foto, um persa, entregava-se todo aos afagos que eu lhe fazia, autêntico peluche que parecia algodão ao tacto. Resolvi tirar uma fotografia ao bicho. Mas este, ao contrário do que é comum com os gatos (que caminham para a máquina, encostando a esta o seu nariz), retraiu-se e tive de ser rápido a disparar. Tão rápido fui que nem reparei na ilusão de óptica que estava à minha frente. Habituado que estou a ver mulheres serem cortadas ao meio, só ao "processar" a foto que aqui se mostra é que notei que tinha estado perante um gato que atravessa janelas... :)

Novo transporte

Não é que não me passe muita coisa pela cabeça. Não é que não haja imensa coisa de que falar. Não é que o Euro não tenha acabado com o pior vencedor que se podia arranjar (por motivos "políticos", entenda-se)... Não, não é nada disso. É só que não me apetece escrever, sei lá...

Mas, depois, penso assim: se eu não escrevo nada, julgam que morri e ainda alguém faz uma festa. Portanto, como não posso permitir semelhante comemoração, meto aqui qualquer coisa. No caso, deixo aos meus inestimáveis leitores uma fotografia bem curiosa tirada em Lisboa. Podia ser um novo tipo de transporte (se os chineses vêem isto...) mas é apenas uma coincidência engraçada.