Google Insights

O Google não pára de nos surpreender. A ferramenta "Google Insights for Search" não é nova (já vem de 2008) mas só agora a estive vendo bem. É, sem dúvida, uma óptima ajuda para os produtores de conteúdos, nomeadamente os generalistas.

O Google Insights permite-nos ver estatísticas relativas aos termos mais procurados na internet, por período, país, região. Enfim, é uma janela aberta para a descoberta do que são os interesses dos milhões de pessoas que usam o Google a cada momento.

Vale certamente uma visita e um cuidado estudo.

Isto é honesto?


Vinha eu guiando pela cidade quando, num sinal, me aparece esta imagem à frente. Não foi um sonho ou uma aparição, foi mesmo um grande cartaz publicitário, ali, à beira da estrada para que todos passem e possam distrair-se um pouco do carro que vai à frente.

E eu pergunto: publicidade desta é honesta? O que faço agora? Compro um biquini igual ao da Giselle Bündchen para vestir uma cadeira ou vou discretamente à casa-de-banho perder este sorrisinho palerma com que estou?

O blog da Jo-Ana

É oficial: o aospapeis.blogspot.com tornou-se o blog não-oficial da Ana Malhoa (brincadeirinha...) Eu não o esperava, eu não o queria mas a verdade é que o meu post sobre a possível aparição desnudada da cantora pimba nas páginas da Playboy PT converteu-se, até ao momento, no maior êxito editorial desta casa, a ponto de o primeiro lugar no Google para pesquisas por "Joana Malhoa" pertencer à minha imerecedora presença internética.

Repararam que eu escrevi "Joana Malhoa", certo? É que, aparentemente, há muita gente a fazer confusão com o nome...

A rivalizar com o citado post só mesmo outro relativo ao espancamento de Nuno Guerreiro.

Isto deixa-me a pensar, que raio... :|

Quantas por minuto?

Numa altura em que se fazem apelos gerais a uma maior produtividade, em que todos somos confrontados com uma nuvem de crítica à nossa maneira mais "descansada" de estar, é bom saber que há quem se preocupe em fornecer-nos ferramentas para medir objectivamente o nosso desempenho.

Neste caso, não se trata de trabalho mas sim de outra actividade ainda mais importante: sexo!

E porque é o sexo mais importante? Porque, basicamente, passamos a maior parte do tempo a sermos fodidos e a foder os outros, portanto, há que saber se somos mesmo bons na matéria e, se não formos, ficamos com uma indicação para treino...

O "Sex Counter Cock Ring" (em Português, qualquer coisa como "Anel contador sexual pichótico") permite-nos saber exactamente quantas "marteladas" por minuto damos quando nos entregamos aos prazeres de Afrodite (quem tem hipótese para isso...).

Com esta espantosa invenção à venda na Love Honey, podemos ter, finalmente, um indicador fruto de uma medição científica, algo de palpável, objectivo, com o qual possamos apresentar-nos perante candidatas a apaziguadoras da nossa líbido: "Sabes, dou 100 por minuto..."

Quando o mar é celestial

Clark Little é um fotógrafo americano, morador no Hawaii, a quem um dia a mulher pediu qualquer coisa para por na parede. Clark saiu para a rua, munido de uma máquina fotográfica, e começou a fotografar as enormes ondas das ilhas onde vive e dá corpo à paixão pelo surf. O resultado foi o início de uma carreira captando a enormíssima beleza das vagas do Pacífico.

São fotos que nos fazem entrar noutro mundo, as que Little tira. Qual delas a mais bonita?

Clique aqui para ver o site

Quem gostaria de ver na Playboy PT?



O assunto Playboy veio para ficar neste blog. Corações ao alto que a vida também tem de se fazer de coisas agradáveis.

Na sequência de mais um boato sobre quem irá ocupar a capa do próximo número da revista, comecei a pensar em quem é que eu gostaria mesmo de lá ver. A tarefa não é fácil porque, se há coisa que não falta nesta santa terra, é raparigas bonitas. Mas como não se pode ter tudo, há que fazer escolhas e convém que elas sejam de gente minimamente conhecida. Andar para aqui a dizer que gostava que a empregada do café onde vou aparecesse, como veio ao mundo, na revista do tio Hefner não diz nada a ninguém, quanto mais não seja por não saberem a que café vou. E escusam de pedir informações porque eu não as dou (tenho medo de sofrer um atentado quando estiver a morder um croissant).

Após pensar numas quantas "caras", resolvi escolher meia-dúzia delas e, por curiosidade, submetê-las à apreciação dos leitores do "aos papéis" (cada vez em maior número e ficando mais tempo mas continuando a não carregarem em nada... - ahem!...)

Uma apresentadora de televisão, duas actrizes, uma política, uma música e uma Manuela Moura Guedes compuseram o grupo a concurso. Aparentemente, houve quem não percebesse que a personagem da TVI estava aqui só para enganar e - pasmem-se os loucos -, a mulher conseguiu arrebatar o terceiro lugar nas preferências da multidão de 27 utilizadores que alinhou na brincadeira. Em tempos, também Edite Estrela foi considerada a parceira sexual com que os machos lusitanos sonhavam...

Catarina Furtado ganhou, conforme eu esperava, com 37% dos votos (10). Aquela a quem já chamaram a "namoradinha da nação", nunca me disse muito mas, como sou altruísta, resolvi pensar no próximo e incluí-la na lista. O próximo agradeceu e deu-lhe a vitória.

A segunda posição foi para a Alexandra Lencastre (22% - 6 votos). Não há muito a dizer aqui, também. É uma daquelas escolhas óbvias. Tão óbvias que nem nascem de um qualquer frisson. É um "tem de ser".

Saltamos a análise ao terceiro lugar de MMG porque daria pano para mangas discutir a atracção que cinco pessoas sentiram pelas grotescas bochechas da antiga cantora de "Foram cardos, foram rosas". Foi uma plástica e foi muito má...

E, finalmente, na segunda metade da tabela, surgem as minhas verdadeiras escolhas: Joana Amaral Dias (14% - 4 votos), Sílvia - mãe do céu! - Rizzo (11% - 3 votos) e, em último, o rouxinol de Odivelas, a Rita Redshoes (7% - 2 votos).

Não sabem o que é bom!...
Para que ninguém me acuse de facciosismo antilampião, fica aqui, também, uma proposta de emblema para o Porto.

Não falamos mais... disso

Nascessem crianças como nascem blogs e a padralhada andaria por aí esfregando as mãos na perspectiva de lhe irem parar umas quantas às mãos. O comentário é acintoso mas pior ainda é saber que, mais uma vez, em mais um país (Irlanda), se descobriu uma nova manifestação desse fenómeno aparentemente tão católico que é padres a enrabarem criancinhas.

O recém-nascido "Não falamos mais de cu" ( naofalamosmaisdecu.blogspot.com ) não podia vir mais a propósito, portanto. Adoptando como ponto de partida essa parte tão fascinante do corpo humano, bem como todas as elucubrações que à volta dele se constróem (isto leva acento?), os bloguistas de serviço convidam-nos a partilhar das suas ideias sobre as coisas com que se vão deparando no dia-a-dia e a forma mais ou menos dolorosa como se vão sentindo... Bom, não falamos mais disso!

Nasceu mais um blog. Visitemo-lo.

Ana Malhoa na Playboy?

Já se está a ver que todos os meses vai ser isto: quem - oh deus -, quem é que vai ser a capa da Playboy Portugal?

Desta feita, nos mentideros surge o nome da inenarrável Ana Malhoa, filha do cantor pimba José Malhoa, o que nos leva a perguntar: qual foi a pior coisa que o Zé colocou no mundo, os discos ou a filha? A resposta é: os discos. Porque, estes não servem para ouvir e têm capas horríveis enquanto que a Aninhas continua a não servir para ser ouvida mas, pelo menos, tem uma capa melhorzinha...

A fedelha que eu um dia vi na Feira Popular (vejam bem ao tempo...), vestida com uma roupa que era um cruzamento entre filme de ficção científica de baixo orçamento e roupa de carnaval de loja do chinês, aos saltos, gritando "vai!" (muito acabaram mesmo por se ir) enquanto cantava uma coisa qualquer perante o desinteresse geral, a fedelha, dizia eu cresceu e tornou-se, senão uma bela mulher, pelo menos um belo naco, dentro daquele estilo "com esta até eu conseguia".

Ocasionalmente, no sentido inversamente proporcional ao êxito da sua carreira, a Malhoa despe-se, para gáudio das multidões de machos deste lado da internet. Ela, lá do outro, saberá se a coisa resulta ou não...

Ora, o boato de que a cantora de... - ahem -, a cantora daquele tema... o... aaa... - bem, o boato de que a cantora possa ser a terceira estrela da Playboy PT tem, senão a credibilidade conferida pelo 24Horas, pelo menos o mérito de assentar em antecedentes. A moça já se despiu integralmente, ou seja, já se descascou, e, pelo seu estilo, não parece estar sujeita a grandes constrangimentos morais quando toca a mostrar-se. Será que é desta que não vai haver perninha à frente?... Talvez o editor discográfico da espampanante artista tenha uma palavra a dizer.

Se este "rumor" (é boato que se deve dizer) se confirmar, a maior dúvida residirá no tamanho do peito da modelo. Irá a rapariga de peito cheio, i.e., ainda mais cheio do que nas sessões fotográficas anteriores? É que aquilo, parece-me, é como a gasolina: de x em x tempo, aumenta, mas nunca diminui...

Outro ponto de interesse andará à volta das tatuagens. Terão os editores da Playboy PT o bom gosto de nos poupar à visão de todos aqueles rabiscos ou ainda levaremos com alguma tatoo (modernizem-se, agora diz-se assim) do tipo: "se estás a olhar é porque queres!" estrategicamente desenhada no fundo das costas?

Dúvidas, dúvidas...

Verdade seja dita que esta ideia de ver a Ana Malhoa numa revista que se assume como uma coisa com classe parece ser um paradoxo mas ainda mais verdade é que, quando a líbido se mete ao barulho, estilo e sofisticação são coisas para esquecer... A Diana chaves enquadrar-se-ia melhor com a revista mas, como se pode ver, a notícia anteriormente divulgada aqui não passava de uma mentira de 1 de Abril. Desta vez - à primeira vista -, o calendário não parece reservar nenhuma data marota. A ver vamos se há algum fundo de verdade nesta história ou se o nome da Playboy PT se está a tornar num meio para, mandando umas bocas, se chamar a atenção para quem precisa desesperadamente dela...

Fotos da catraia: carregue aqui e divirta-se!

Os privilégios da capital

Segundo a TSF, um qualquer estudo feito recentemente afirma que os combustíveis na zona de Lisboa são os mais caros do país. Como se isso não fosse suficiente, acrescento eu, Lisboa também é a zona do país mais distante da fronteira (logo, dos preços inferiores praticados no país vizinho). Açores e Madeira estão ainda mais longe mas a luta contra os "custos da insularidade" assegura-lhes valores mais simpáticos. Coisas...

De qualquer forma, se a questão dos preços se resumisse à alimentação do automóvel, eu até não me preocupava muito já que tenho o saudável hábito de usar pouco o carro. O problema é que não são só os combustíveis que põem à prova a carteira dos desafortunados lisboetas: é tudo!

Lisboa tem as casas mais caras do país e isto arrasta, desde logo, outras carestias: pagamos mais juros do que os outros, pagamos seguros de paredes mais altos e até a nossa vidinha tem de ter um seguro mais... caro. Mas isso talvez até faça sentido porque, como esta terra está numa zona de incidência sísmica, corremos mais riscos de morrermos soterrados pela nossa casa do que o resto dos nossos compatriotas. Se, por acaso, ainda não tinham topado o verdadeiro alcance disto, deixem-me esclarecer-vos: os seguros ficam mais... caros.

O IMI também deve ser mais alto. Vou sabê-lo quando a isenção acabar...

Quanto ao popó, para além dos combustíveis, também há o seguro. E, como Lisboa é considerada zona de risco maior, isso quer dizer que ter um carro em Lisboa sai logo mais caro do que tê-lo, por exemplo, na Guarda. Mesmo que a carripana esteja parada ou que nós sejamos os condutores mais conscientes do mundo...
Mas, se o veículo andar, como há mais engarrafamentos e mais pára-arranca, a máquina também se estraga mais do que noutros locais. Quando for para arranjar, já se está a ver que o mecânico vai, igualmente, cobrar mais...

Por sua vez, quem anda de transportes públicos, paga - adivinhem! - mais caro. Uma viagem de autocarro em Lisboa custa, pelo menos, o dobro do valor no Funchal.

Já chega? Não. A comida também é mais cara. Aliás, é tudo mais caro porque quem tem de pagar alugueres de lojas mais elevados, também vai ter de carregar nos preços. E, como em Lisboa há mais crime do que no resto do país, também é maior a necessidade de ter um seguro contra roubos. Não há problema, porque o que não falta são clientes para... pagarem.

É por estas e por outras que, quando ouço algumas alminhas vociferarem contra os privilégios que se dá à capital, só me apetece ir-lhes às trombas ou, pior, obrigá-las a mudarem-se para cá e a pagarem as despesas...

A religião e a imprensa



Ainda no post anterior eu batia no jornal Público (e, por extensão, na comunicação social) e eis que acordo hoje sob novo ataque do sensacionalismo jornalístico, desta feita na sua versão TSF. Longe vão os tempos em que a "rádio de palavras" era uma fonte credível. A estação da Av. de Ceuta é hoje apenas mais um veículo de disparates e manipulação da opinião pública. Senão, atente-se na seguinte notícia: "Comunidade muçulmana rejeita distribuição de preservativos nas escolas"...

"Comunidade muçulmana": só o termo já me põe em sentido, jogando imediatamente com os sempre presentes fantasmas da invasão cultural e religiosa, do fanatismo religioso, da intolerância de costumes. O pelo eriça-se-me imaginando-os como um todo com um fim comum: destruir a minha cultura e tomar de assalto a liberdade que a Europa e a civilização ocidental me dão. Na rádio, prosseguem os pormenores: o sheik (tempos modernos... antigamente dizia-se xeque) da mesquita de Lisboa disse aos microfones da rádio que a colocação de máquinas de preservativos nas escolas é um incentivo à prática de relações sexuais antes do casamento, o que o Islão condena.

Ah, tranquiliza-se a minha consciência: afinal de contas, foi só o xeque e o homem é um líder religioso, logo, não pode por de parte a cartilha ideológica da religão que professa. Portanto, não há um qualquer movimento de massas por parte dos muçulmanos, tentando impedir que os nossos adolescentes tenham acesso às salvadoras borrachinhas nas casas-de-banho dos liceus. Fico mais descansado. Afinal de contas, a tal "comunidade muçulmana" resume-se à opinião de um sacerdote.

O noticiário prossegue e passamos a saber a opinião do "líder da comunidade judaica". Mais uma comunidade... E, ainda por cima, uma que, supostamente, estaria à beira da extinção. Erro meu: se há alguns anos eles eram apontados como umas meras 600 almas, o milagre deu-se e passaram a ser 5000. Andamos nós a temer a explosão demográfica por parte dos seguidores de Mafoma e, no fim de contas, são os judeus que se multiplicam que nem coelhos. Ou talvez não...

Bom, para os Judeus (segundo o seu líder - mas quem é que elege estes tipos?!), não há problema algum e o assunto é pacífico. Jeová não tem nada a ver com este assunto...

Mas, para as suas Testemunhas, já tem alguma coisa. É que, segundo o líder (oh porra, mais um!) das Testemunhas de Jeová, sexo antes do casamento não pode ser (mais uma das suas ridículas proibições)! Ainda assim, as Testemunhas têm confiança nos seus jovens porque "eles sabem o que hão-de fazer" o que, presume-se, quer dizer que não "o" farão... e, portanto, mesmo que as máquinas sejam arrombadas no dia seguinte à sua instalação (cenário mais do que provável), mesmo que alguns espertalhões semeiem camisinhas de vénus pelos liceus deste país, as jovens Testemunhas dirão: sexo, não! Devem ser eles que ainda por aí a fazer balões com os preservativos...

Você que está a ler isto, talvez tenha reparado numa curiosidade: as Testemunhas de Jeová, apesar de serem cerca de 150.000 (assustador, certo?), não constituem uma comunidade... O que será uma comunidade, pergunto-me? Aparentemente, para alcançar essa designação, é preciso não se ser cristão.

E ficou-se por aqui a curiosidade da TSF. Muçulmanos, Judeus e Testemunhas de Jeová tiveram todos direito a pronunciarem-se sobre um determinado assunto que, como envolve sexo, só pode ter a ver com religião...

No meio desta confrangedora estupidez, um luminoso raio de discriminação impediu que fossemos atacados pelas opiniões da IURD, Igreja Maná e demais charlatães que andam para aí a catar o dinheiro aos pobres de espírito. Mas, a verdade é que eles teriam mais direito a fazê-lo do que as "comunidades" muçulmana e judaica já que, desgraçadamente, até contam nos seus rebanhos, mais ovelhas tresmalhadas da razão. Por uma questão de preconceito e de definição legal, podem abrir o bico mas os microfones não estarão lá...

Como seria de esperar, o desejo dos jornalistas foi realizado e imediatamente se estabeleceu a confusão entre pessoas e comunidade, entre opinião e dogma, dando azo às habituais catadupas de comentários boçais online, quase todos baseados no não-conhecimento do "outro", nos lugares-comuns, na imbecilidade...

Se os "líderes" das comunidades pensassem um pouco, passariam a olhar com enorme desconfiança qualquer indivíduo que lhes botasse um microfone junto à cara já que o aproveitamente das suas legítimas opiniões para promoção da desinformação é gritante. A pior coisa que os muçulmanos podem fazer é dar nas vistas e andar por aí a opinar. Como se vê numa consulta à internet, o cidadão comum não tem preparação intelectual para discernir religião de cidadania, tradição de imposição e para, equilibradamente, comparar ideias e maneiras de estar. Para as minorias, falar é a melhor maneira de ficarem mal-vistos.

Finalmente, e indo além da manipulação jornalística, há que perguntar, de forma muito fria, o seguinte: a opinião de "grupos" religiosos que, todos juntos, apenas encheriam um subúrbio de Lisboa, tem alguma importância para o país?

A Madeira pode ser independente?

Pode. E Gondomar, também. E a zona das Antas, igualmente. E qualquer outro local que um cacique resolva fazer seu feudo, pode, em qualquer altura, aspirar à independência. Miranda do Douro ainda mais e até tem uma língua própria (*).

A irresponsável manchete do Público (jornal cada vez mais sensacionalista) vem dar visibilidade a um não-assunto, conferindo-lhe uma credibilidade que advém da exposição mediática. Em Portugal, vive-se de factos políticos, situações geradas pela comunicação social para criar e alimentar polémicas onde elas não existem, provocando um cansaço na opinião pública, completamente soterrada sob milhentas irregularidades, diatribes, discussões que, fatalmente, acabam em nada, nunca se resolvendo as questões, nunca se apurando responsabilidades, nunca colocando um fim com sentido nos assuntos. A imprensa levanta lebres mas nunca as caça sendo que a única coisa que fica é uma sensação geral de que algo (porque não, tudo?) está mal e não há forma de melhorar. Promove-se a desconfiança, o derrotismo, a revolta interior...

A relação de amor-ódio entre a imprensa e Alberto João Jardim é tão mais intensa quanto a necessidade que ambos têm um do outro. Jardim necessita de estar constantemente nas bocas do mundo como forma de exercer pressão sobre o poder político central. As TV's e os jornais são o seu palco, o púlpito de onde ele promove a sua imagem irredentista. Aqueles, por sua vez, utilizam AJJ e os seus dislates para ter conteúdos... Jardim não se recusa a aparecer na comunicação social, por mais que esta, supostamente, o ataque e a imprensa não falha uma só oportunidade para dar ao presidente do governo regional o tempo de antena de que ele necessita. Porque, entendamo-nos, Jardim só existe na medida em que é visível. E qualquer que seja a "mensagem" que ele tenha para passar só pode ganhar adeptos com a divulgação feita pela imprensa nacional. A RTP-M tem pouca expressão ou nenhuma e os televisores madeirenses ocupam-se hoje com os canais da TV por cabo e das emissoras nacionais. Séries e novelas roubam a Jardim a preciosa exposição pública, portanto, há que ganhar os noticiários nacionais. E estes caem na ratoeira.

Tenho sérias dúvidas sobre o interesse que o homem comum possa sentir pelos disparates de AJJ. Vivemos numa sociedade de cidadãos ausentes, onde a pulsão consumista se impõe aos valores éticos, onde a noção de Pátria e bem comum ou está ausente ou é vista como uma herança de outros tempos que urge sacudir dos nossos ombros. Isto é uma vantagem para Jardim. Ele sabe que uma das maneiras de se vencer uma guerra é pelo cansaço e o português cansa-se rapidamente. As pessoas estão fartas de ouvir Jardim, riem-se mas, no fundo, preferiam que ele desaparecesse, acham-no um tipo incomodativo que só sabe exigir. Jardim agradece porque é essa a sua intenção: moer o país até ao ponto em que mais vale deixá-lo levar a bicicleta do que continuar ouvindo-o. Um pouco à imagem da actual geração de pais que, para que o filho se cale e pare com a birra, lhe dão tudo, também a sociedade portuguesa começa a não ter paciência para este homem. E isto é perigoso porque se a demissão do papel educativo por parte dos pais está na origem de futuros seres adultos cheios de defeitos e com claro défice de civismo, também a falha do poder central e das autoridades nacionais em domar Jardim virá a estar na origem de um sério problema de soberania.

Os partidos nacionais têm dificuldade em lidar com o ocupante da Quinta da Vigia. O PSD, desde logo, porque Alberto João é um êxito garantido da cor laranja para quaisquer eleições que se realizem no arquipélago, assegurando desde o 25 de Abril, o pleno de vitórias aos social-democratas; o PS, porque lhe falta gente com estatuto e garra para enfrentar Jardim no terreno e porque, dos seus "senadores", muitos estarão comprometidos com alguns dos princípios defendidos por aquele. Afinal de contas, não foi Mário Soares que declarou em tempos que se o Alentejo, um dia, quisesse tornar-se independente, teria todo o direito a isso? Quando a nossa maior figura política se exprime nestes termos, haverá pouco a esperar do Largo do Rato. Já os outros partidos políticos, não têm expressão local que lhes confira peso para influenciar as agendas nem vontade política para comprarem guerras com o furibundo Jardim. Este, verdade seja dita, demonstra uma apreciável capacidade para, aproveitando a displiscência alheia, se impor pela via "caceteira", ignorando todas as regras da contenção verbal, diplomacia política e respeito institucional.

O falhanço (por ausência de tentativa, até) em trazer AJJ para registos moderados na luta política atravessa horizontalmente as instituições da República. Desde a denúncia (sem efeitos práticos) de despesas e procedimentos administrativos de legalidade duvidosa ou eticamente reprováveis, até à subserviência de figuras de Estado como o Presidente da República, existe uma espécie de assobiar para o lado que, muitas vezes, se torna difícil de entender se tem as suas raizes em pura cobardia política (e física?), incompetência ou... cumplicidade.

Alberto João Jardim tem como única utilidade, para o conjunto da nação, servir de pior exemplo do que poderia ser uma espécie de balcanização do país caso algum dia a Regionalização triunfasse. A Esquerda democrática, a quem as políticas regionalizantes são caras, não pode, não quer ou não consegue reconhecer que, paradoxalmente, a governação de Jardim representa a derrota das suas ideias de cedência de poder do Estado para com entidades políticas intermédias (entre as autarquias e o Governo da República). Derrota, porque facilmente se percebe que Jardins haverá muitos, nascidos e por nascer em personagens mais ou menos denunciadas e que sonham poder crescer acima do seu clube desportivo, município ou grupo empresarial, utilizando como estratégia de afirmação o espectáculo do confronto com o sempre diabolizado "poder central".

Se o poder autárquico radica numa antiga e saudável tradição que remonta aos forais medievais, as autonomias e as regiões são algo morderno e contra-natura, entidades excessivamente "poderosas" que despertam, fatalmente, apetites políticos de demarcação do todo nacional. Os municípios, pelo seu tamanho e inevitável proximidade cultural e geográfica com os vizinhos, não têm capacidade para reivindicar "particularidades" que lhes permitam alimentar fantasiosas ideias de "diferença" e fazer destas estandarte unificador do eleitorado sob sua influência.

Portugal, pelo seu processo de formação - e posterior evolução -, sempre se assumiu como uma entidade homogénea onde mesmo a corrente migratória pós-independência das colónias africanas não conseguiu abrir brecha de monta. Racial, religiosa e linguisticamente, somos um bloco que terá a força que lhe quisermos (ou não) dar. O território que hoje habitamos é o que viu surgir os nossos antepassados (continente) ou aquele que colonizámos a partir do nada (ilhas). Não estamos, portanto, a ocupar nada que não tenha sido, de raiz, nosso.

Neste contexto de um povo uno habitando o seu território natural, quisquer pretensões bairristas, regionalistas, ou separatistas só poderiam merecer do todo da sociedade um perfeito desprezo, assente na consciente noção da inexistência de descontínuos culturais que permitam que as naturais diferenças entre territórios diversos e consequentes adaptações das populações aos mesmos surjam como elementos de rutura política.


este post continua mais tarde...


(*) O Mirandês é mais conhecido, lá fora, como Asturiano ou Asturo-Leonês.

Os livros da Anita (3)

Das novas aventuras da Anita, esta é, decididamente, uma das minhas preferidas.

Farta de ser vista como um mero objecto de prazer e determinada a mudar a sociedade, a boa da Anita resolveu abraçar uma nobre causa: a libertação do povo Basco. Vai daí, toca de criar em Cascais uma casa-segura onde todos os heróis anti-espanhóis possam descansar uns tempos antes de voltarem ao trabalho.

Mas, como o papel de anfitreã não lhe bastava, a Anita achou por bem começar a participar nos planos das operações...

Heavy Metal Happy Hour

Se há coisa que o Metal já mostrou várias vezes é ter capacidade para rir de si mesmo. Lembremo-nos, a título de exemplo, da obra-prima de Rob Reiner, This is Spinal Tap. O "Heavy Metal Happy Hour" é um espectáculo itinerante mas também uma longa série de vídeos disponíveis na net, protagonizados pelo "Metal Master", uma personagem de visual "Black Metal Norueguês" e dona de um humor absolutamente escabroso, violento e... absurdo.

Ver os vídeos da "Heavy Metal Happy Hour" pode ser um teste à paciência (tentando entender onde está a graça daquilo) ou um perfeito delírio. É ao gosto de cada um mas, acredito que qualquer fan de Metal encontrará nas piadas e nas canções adulteradas (sempre tocadas ao piano) boas razões para se deixar estar durante bastante tempo frente ao écran...



www.heavymetalhappyhour.com
ou
www.myspace.com/heavymetalhappyhour

Casadinha de fresco

Há pessoas que, decididamente, não sabem estar. Então não é que a Clara de Sousa, a "pivô" (também se chama isto àqueles dentes postiços que se atarracham nas gengivas), resolveu casar-se e não convidou o país para a cerimónia? A culpa deve ser do Figo com aquele casamento às escondidas... criou escola, já se vê.

Felizmente, existem órgãos de comunicação social - como o 24 Horas -, que cumprem o sagrado dever de informar. INFORMAR, meus amigos, que a informação é um direito inalienável que, se não está na constituição, devia estar, pelo menos. Podiam tirar aquela coisa do socialismo e por lá "Portugal é uma sociedade de informação e todo o cidadão tem como dever contribuir para o fluxo de notícias com, pelo menos, dois ou três casamentos públicos ao longo da vida". A Clara de Sousa já vai, parece-me, no segundo e, portanto, seria uma cidadã exemplar, se não fosse este deslize, esta gaffe de fazer as coisas à socapa.

Bom, vamos aos factos:

1) a vistosa pequena (muito melhor ao vivo) chama-se agora Clara Marques de Sousa Marques. Repararam na repetição do apelido? É chique, aposto.

2) Os filhos da Clarinha não assistiram ao casamento. Isto é bom porque permite especular sobre a aceitação do evento por parte das crianças. Dá para vender jornais, estão a ver?

3) O casamento foi em casa de um amigo. As vantagens são que se poupa "bué da dinheiro" e controla-se melhor as fugas de informação. Ou seja, em vez de os jornalistas andarem a rondar a igreja, manda-se alguém à cozinha entregar croquetes com mensagens dentro: "A Clara está radiante", "A Clara está a usar um vestido até aos pés", "O André [o noivo] deu-lhe um beijinho antes de tempo", "Os croquetes estão uma merda - não o comas depois de ler a mensagem"...

Ah, a informação...

Mais do bom

Mais um graffito de qualidade e, desta vez, com patrocínio institucional. Em boa verdade, trata-se de uma pintura mural e não propriamente de algo feito à socapa mas, ainda assim, insere-se um pouco no espírito de pintura urbana.

Este caso, à vista na Rua de São Bento (Lisboa), perto do Largo do Rato, mostra como é possível melhorar o aspecto de um prédio e, consequentemente, da sua envolvente, colocando arte numa parede que, de outra forma, seria apenas um obstáculo visual.

Já vi lá por fora belos exemplos desta solução, nomeadamente em Lyon (França).

Porque não fazer mais coisas destas?

Curioso é que tenha sido uma instituição absurdamente inútil (UCCLA - União das Cidades Capitais de Língua Portuguesa) - uma daquelas coisas que se fazem com pompa e circunstância só para justificar mais uns cargos -, a estar na origem desta pintura.

Curtas (18)

Publicidade na rádio:
O fashion adviser mostra-te a jean mais cool na fashion week


Mas... não se pode exterminar esta gente?

Vontade de chatear (6)

O ego dos tugas é, decididamente, uma coisa que ocupa muito espaço...

Se isto não é vontade de chatear os outros, é o quê?

Graffiti do bom!

Por norma sou contra os Graffiti. Não somente aqueles feitos de rabiscos mais ou menos elaborados mas todos os Graffiti. A ideia de alguém andar a impor os seus desenhos a toda a gente, sem respeito pelos proprietários dos imóveis ou pela sensibilidade estética dos passantes é-me repugnante. Quando chegamos a fenómenos como os Graffiti nos comboios, aí então, é puro vandalismo.

Mas, de vez em quando - muito de vez em quando -, cruzo-me com "bonecos" que, pelo enquadramento ou particular mestria no desenho, fazem-me parar e apreciá-los enquanto obra. Este exemplo que mostro aqui está "para visitas" na Rua de São Sebastião, em Lisboa, numas escadinhas que fazem a ligação à Rua Filipe Folque, junto a umas instalações da CML.

Aconselho a visita! ;)

Moda contra a gripe

Violência doméstica

A perturbante notícia que o ainda mais perturbante jornal (agora revista) "24 Horas" nos traz hoje é de nos deixar a pensar.

Nuno Guerreiro, o estridente vocalista do extinto grupo Ala dos Namorados foi brutalmente espancado pelo "amor da sua vida", a ponto de ir parar quatro dias ao hospital. Coisa feia, portanto, e que merece condenação geral, mesmo que a ideia daquela voz horrível não se ouvir durante alguns tempos seja algo de agradável para os meus ouvidos.

A situação aconteceu há cerca de um ano mas o músico escondeu o caso recorrendo a maquilhagem (desculpas, pá!). Agora veio, finalmente, cumprir o serviço público de divulgar o ocorrido, quiçá motivado por uma das frequentes campanhas contra a violência doméstica.

O Nunocas, que já não é virgem em cenas bas fond (já foi parar à esquadra algemado - oh, fantasias! -, devido a pancadaria numa pastelaria em Alcântara), queixou-se de falta de apoio dos seus antigos companheiros da "Ala". Compreende-se. Ainda devem estar a rir-se imaginando os fininhos "acudam-me" no meio da peixeirada.

Mas, este caso veio provar, à saciedade, várias coisas:

1) A violência doméstica do tipo físico é praticada quase exclusivamente por homens
2) Também há homens vítimas de violência doméstica
3) Ter cães pittbull não é sinónimo de segurança
4) Guerreiro, é mesmo só nome
5) O 24Horas mudou de formato mas continua um jornal tão nojento quanto antes
6) O João Gil fez bem em acabar com a Ala dos Namorados, com a Filarmónica do Gil e com a Catarina Furtado. Só fez mal em não acabar com o Nuno Guerreiro, também.

Quanto ao "amor da vida" de Nuno Guerreiro, já deve estar a ensaiar a sua defesa no programa da Fátima Lopes: "Eram os copos que ele insistia em partir... aqueles agudos, meu deus! Já não tínhamos louça!"

Mas Nuno, o Guerreiro (e cujo nome artístico vai passar a "Warrior" - upa, upa), não perdeu a pica e já anunciou que "(...)agora estou numa fase em que me apetece arrancar a camisa, rasgar-me todo(...)".

Depois, queixa-te...

Lá está ela...

Como todas as pragas, parece que também a pequenita Maddie (ou os pais dela) insiste em nos atormentar ciclicamente: ela são os seis meses, o ano, o ano e meio, os dois anos passados sobre o "rapto"...

Agora, para comemorar os dois anos do rapto, surgiu um novo retrato-robô, com uma personagem saída da banda desenhada que dá ares do Goebbels acabado de sair da cama e com um ataque de bexigas.

Entretanto, dizem as más línguas que, desde que o casal McCann reincidiu na presença no programa da ex-gorda Oprah, o fundo para descobrir a miúda (e que já estava depauperado) ficou bastante mais aconchegado. Isto é bom, convenhamos. A única coisa má no assunto é que parte do dinheiro servirá, de certeza, para fazer cartazes com a cara da pequena e voltar a poluir as ruas do Algarve.

(O que será preciso para ir ao programa da Oprah? Davam-me jeito uns tostões já que ninguém carrega nos anúncios do AdSense...)

Quanto à raptada/morta/eclipsada/fugida e mais não sei quê Maddie McCann, só me apetece dizer:

"Ó Maddie, vê lá se desapareces!..."

Pérolas do match.com (6)

Cada vez mais me convenço de que esta coisa dos sites de encontros é, mesmo, uma tanga, feita para levar alguns (homens, sobretudo) a pagarem pelo acesso a serviços que, depois, não lhes servem para nada porque, ou as meninas são muito finas (aparentemente, ainda não perceberam porque estão na net...) ou os perfis não passam de engodos colocados por brincalhões/vigaristas. Existe um terceiro caso que é o dos perfis colocados pelos próprios sites e que, parece-me, é bastante comum.

Mas, concentremo-nos nos perfis "difíceis". Escrevo "difíceis" porque há um grupo de meninas para quem, aparentemente, nenhum homem é suficientemente bom. Algumas delas estão no match.com há anos (!) e continuam a aceder a um ritmo diário, mantendo vivo o seu anúncio. Outras há que aparecem, desaparecem... e, ao fim de um mês, estão de volta. As primeiras pecarão por excesso de exigência, as segundas... por falta de jeito nas escolhas?

É claro que mulheres existem aos montes nestes sites (e homens, também) mas não deixa de fazer espécie que raparigas com bom aspecto não consigam desencalhar-se deste meio de tentar arranjar par. Como já escrevi anteriormente, é minha opinião que uma mulher bonita que recorra a meios como a internet para encontrar a sua cara-metade, é porque tem problemas mas até pode haver excepções, sei lá.

No match.com, as "montanhas" minhas preferidas são as seguintes:
Susana_348, mariebr, Ragazza_pt, kiki_lx, LUA_CRAVO, Luninha191072, marquessofia, fadangelical.

O tempo passa, passa e elas sempre por ali...

Playboy Portugal - nº 2

E ao segundo número, quase tudo na mesma...

À primeira vista, a capa com a loura Cláudia Jacques é de nos fazer estacar. "Eh lá, que isto melhorou!". A pose é desinibida - atrevida, mesmo -, e a imagem da bela quarentona domina a capa, quase como quem nos vai saltar para cima. Dá para ver que houve uma verdadeira reviravolta lá para a redacção da Playboy Portugal.

Alguém deve ter ouvido das boas...

Só que, depois, conferindo as fotografias disponíveis na internet (comprei o nº1 e chega), a montanha pariu um rato. É que, mais uma vez, a política da perninha à frente impôs-se, para desilusão de todos quantos esperam que uma revista "para homens", mostre mulheres em nu integral.

Certo, ela aparece, de facto, nua mas é como se não estivesse. Já aqui deixei esta ideia quando escrevi sobre o nº 1 da revista (ler o post) e mantenho-a. Afinal de contas, as "dançarinas" dos casinos também andam nuas mas ninguém nota, pois não?

Já mais fiel à natureza da revista esteve Margarida Gonçalves, não fugindo ao nu integral e frontal e arriscando mesmo uma pose a roçar o porno. Ninguém lho pedia mas também ninguém lho censura.

Curioso é notar a insistência na quase ausência de pelos púbicos. Como já é a quarta modelo, pergunto-me se é moda entre as beldades nacionais ou se se tratará de política da revista (esperemos que não!).

Como a canção do Marco Paulo, esta edição da Playboy Portugal tem dois amores: uma é loura, outra é morena.

Cabe a cada um decidir qual das beldades prefere. Por mim, ficava com as duas mas... como isso era capaz de levantar questões de ciúmes, fico antes à espera do nº3 para ver se aparece mesmo alguma coisa de arromba...