Os privilégios da capital

Segundo a TSF, um qualquer estudo feito recentemente afirma que os combustíveis na zona de Lisboa são os mais caros do país. Como se isso não fosse suficiente, acrescento eu, Lisboa também é a zona do país mais distante da fronteira (logo, dos preços inferiores praticados no país vizinho). Açores e Madeira estão ainda mais longe mas a luta contra os "custos da insularidade" assegura-lhes valores mais simpáticos. Coisas...

De qualquer forma, se a questão dos preços se resumisse à alimentação do automóvel, eu até não me preocupava muito já que tenho o saudável hábito de usar pouco o carro. O problema é que não são só os combustíveis que põem à prova a carteira dos desafortunados lisboetas: é tudo!

Lisboa tem as casas mais caras do país e isto arrasta, desde logo, outras carestias: pagamos mais juros do que os outros, pagamos seguros de paredes mais altos e até a nossa vidinha tem de ter um seguro mais... caro. Mas isso talvez até faça sentido porque, como esta terra está numa zona de incidência sísmica, corremos mais riscos de morrermos soterrados pela nossa casa do que o resto dos nossos compatriotas. Se, por acaso, ainda não tinham topado o verdadeiro alcance disto, deixem-me esclarecer-vos: os seguros ficam mais... caros.

O IMI também deve ser mais alto. Vou sabê-lo quando a isenção acabar...

Quanto ao popó, para além dos combustíveis, também há o seguro. E, como Lisboa é considerada zona de risco maior, isso quer dizer que ter um carro em Lisboa sai logo mais caro do que tê-lo, por exemplo, na Guarda. Mesmo que a carripana esteja parada ou que nós sejamos os condutores mais conscientes do mundo...
Mas, se o veículo andar, como há mais engarrafamentos e mais pára-arranca, a máquina também se estraga mais do que noutros locais. Quando for para arranjar, já se está a ver que o mecânico vai, igualmente, cobrar mais...

Por sua vez, quem anda de transportes públicos, paga - adivinhem! - mais caro. Uma viagem de autocarro em Lisboa custa, pelo menos, o dobro do valor no Funchal.

Já chega? Não. A comida também é mais cara. Aliás, é tudo mais caro porque quem tem de pagar alugueres de lojas mais elevados, também vai ter de carregar nos preços. E, como em Lisboa há mais crime do que no resto do país, também é maior a necessidade de ter um seguro contra roubos. Não há problema, porque o que não falta são clientes para... pagarem.

É por estas e por outras que, quando ouço algumas alminhas vociferarem contra os privilégios que se dá à capital, só me apetece ir-lhes às trombas ou, pior, obrigá-las a mudarem-se para cá e a pagarem as despesas...

15 comentários:

Miguel disse...

Perdão, mas isto que escreveu é um grande disparate.

catinga disse...

Não são disparates: são factos.
Ou seja, não é uma opinião, é uma constatação.

Pedro Monteiro disse...

Experimente viver no interior onde tudo é mais barato... inclusive os salários, ficam baratinhos, 70 por cento das pessoas ganham menos de 600€; onde um medico de família é um luxo, há um autocarro de manhã (ida)e outro à noite (vinda), os divertimentos máximos são levar com os incêndios no verão e com as enxurradas no inverno, onde paga a mercearia a peso de ouro, porque não compensa ir ao hipermercado que fica a quinze quilómetros, onde as estradas são próprias para cabras do monte (dá para tomar banho nos buracos), onde para ir a segurança social, finanças, tesouraria, banco, seguradora, hospital DE JEITO, oficina, biblioteca, cinema, etc... tem que ir à capital de distrito, que fica longe e pelas estradas que já referi. Onde o investimento público é ZERO e o poder central se limita a esperar que morram os últimos habitantes, para poder dar largas à especulação imobiliária e aos interesses de compadrio de "turismo rural", onde não há metro, nem 4 estádios de futebol às moscas, nem túneis do marquês nem ccb, nem paço de Belém,...
Tudo o que referi atrás é pago por todos nós, mas grande parte só vocês é que usufruem...

Agora diga-me lá, isto são factos ou constatações?

catinga disse...

Pedro Monteiro...

Depende. Você descreve-me o ambiente num qualquer lugarejo. Ou seja, pega num extremo para pretender ter razão. Eu não preciso disso. Basta-me pensar em cidades "de província" que conheço e, até, em aldeias.

Você não compreendeu que a minha comparação não é entre Lisboa e o "cu de Judas" mas sim entre Lisboa e as outras cidades (nomeadamente as capitais de distrito).

Anónimo disse...

Experimentem viver no vale do ave. Passou recentemente a ser considerada uma das zonas mais pobres da Europa.
Há dias ouvi uma comentário entre dois jovens com o 12º ano: "Ganhas 600€?!!? Que sorte!". Conto pelos dedos pessoas com contracto.
Para ir a um cinema são 20 kms. Eventos? Só em Lisboa mas se for uma coisa fraquinha ainda vem ao Porto.
E isto não é cu de judas.

catinga disse...

"(...)Passou recentemente a ser considerada uma das zonas mais pobres da Europa.(...)"

Acho que isto diz tudo quanto à bondade da comparação, não?

Pedro Monteiro disse...

"Segundo a TSF, um ... estudo ... afirma que os combustíveis na zona de Lisboa são os mais caros do país. Como se isso não fosse suficiente, acrescento eu, Lisboa também é a zona do país mais distante da fronteira"

Capitais de distrito junto a fronteira era o termo de comparação, ou eram sitios como Monção, Miranda do Douro, freixo de espada à Cinta, Vila Velha de Rodão??

"Açores e Madeira estão ainda mais longe mas a luta contra os "custos da insularidade" assegura-lhes valores mais simpáticos."

Esta é de rir, no sentido inverso eles podem dizer que Lisboa tem as vantagens da capital ao ter por exemplo o metro ou o Hospital Maria Pia.

"se a questão dos preços se resumisse à alimentação do automóvel, eu até não me preocupava muito já que tenho o saudável hábito de usar pouco o carro"

Pudera, tem metro autocarro comboio barco táxi... frequentes e todos os dias. Vá a Ponte de Lima e tente ir de autocarro até Viana do Castelo, veja quantos tem, e depois diga-me porque é que o pessoal que lá trabalha tem que ir e vir de carro

"nossa vidinha tem de ter um seguro mais... caro. Mas isso talvez até faça sentido porque, como esta terra está numa zona de incidência sísmica, corremos mais riscos de morrermos soterrados pela nossa casa do que o resto dos nossos compatriotas."

Como é normal, tal como os salários, os seguros sofrem variação consoante as variáveis. ainda assim, também prefiro um aumento nos segundos.


"E, como Lisboa é considerada zona de risco maior, isso quer dizer que ter um carro em Lisboa sai logo mais caro do que tê-lo, por exemplo, na Guarda."


tal como andar de metro é mais fácil em Lisboa do que na guarda. Se todos o pagamos ao menos aproveite-o, evita o para arranca, o mecanico e todos os males de que se queixa sobre o seu bolide. Ah, e se não andar de metro, paga tanto por ele como os habitantes da Guarda

"Por sua vez, quem anda de transportes públicos, paga - adivinhem! - mais caro"

Tem toda a razão, mas eles andam, e a horas, e ficam mais baratos do que andar de carro

"E, como em Lisboa há mais crime do que no resto do país, também é maior a necessidade de ter um seguro contra roubos. Não há problema, porque o que não falta são clientes para... pagarem."


Sabe perfeitamente que tem a ver com a analise de risco feita pelas seguradoras e elas, tal como voçe, não andam a trabalhar para ser otarias



"É por estas e por outras que, quando ouço algumas alminhas vociferarem contra os privilégios que se dá à capital, só me apetece ir-lhes às trombas ou, pior, obrigá-las a mudarem-se para cá e a pagarem as despesas..."

Ponha cá um hospital de jeito com medicos competentes, serviços publicos em qualidade e numero razoavel (já não peço mais), transportes públicos (pode ser só autocarros, deixe ficar ai o metro que precisa dele)frequentes e sem estar a cair aos bocados, estradas com um mínimo de buracos, saneamento publico (Barcelos, tal como outras cidades, ainda não tem toda a população coberta por este luxo), escolas de qualidade (as outras já temos,obrigado), salários mais elevados ao nível dos de Lisboa,um campito relvado para jogar aos domingos (escusa de ser como o campo do sporting benfica belenenses, pode ser mais modesto que a gente não precisa de 3 campos, nem voçes mas ok)

Resumindo, o cu de judas existe, é fora de Lisboa e em muitos casos em cidades vilas e aldeias que sofrem de desinvestimento publico e de não ser a capital dos tachos de Portugal.

PS - Não se pode ter tudo, era bom morar em Lisboa e ainda por cima pagar menos em tudo mas isso só em contos de fadas

catinga disse...

Pedro Monteiro,

Você enferma de um mal geral e que é achar que o país paga as coisas de Lisboa mas o contrário não acontece. Eu lembro-lhe de que a grande Lisboa já tem quase 3 milhões de habitantes. É praticamente um terço da população, percebe? Não são meia-dúzia de barrigudos tachistas a viver às custas do povo trabalhador.

Esse discurso da vitimização regional cai pela base quando se vai analisar o que cada um produz. Poupemo-nos mutuamente ao cansaço de ir por aí.

Mais uma vez, pelo rol que apresenta, se nota que você pega numa zona que julga estar mal (ou abaixo das suas expectativas) e apresenta-a como exemplo contrário ao meu texto. O "problema" está que o país não é todo assim. Não vale a pena fingir que nada aconteceu nos últimos 30 anos!

A ideia antiga da "província" como um local perdido está a desaparecer. Hoje, todas as capitais de distrito (para só falar nessas) estão a anos-luz do antigamente e perfeitamente capazes de oferecer uma vida digna. E muitas vilas haverá em igual situação.

Você fala de falta de transportes públicos. Já alguma vez conversou com alguém daqui? Talvez tenham opiniao diversa da sua, o que lhe mostrará como isto é relativo.

Por outro lado, a insistência nos cuidados médicos bate numa tecla quase "paranóica" da população. Quantas vezes por ano preciso eu de um médico? Uma? Se tanto. Por mim, trocava já a porcaria do hospital (deve julgar que é só bater-lhe à porta, não?) por muitas das vantagens de localidades mais pequenas.

Quanto aos Açores e à Madeira, posso dizer-lhe que tenho nove (9) familiares que já lá viveram e todos são unânimes em apontar a vida nos Açores como melhor... Agora, é preciso comparar situações comparáveis. Só assim se pode ser honesto.
Informe-se sobre as vantagens fiscais das ilhas, só para ter uma ideia.

Finalmente, no que diz respeito à mania dos tachos... os caciques autárquicos estão onde? Não é em Lisboa, parece-me...

Gil Espanhol Ferreira disse...

Se quer comparar o que é comparável, quer comparar Lisboa com a Área Metropolitana do Porto, e note que me refiro à AMP e não apenas há cidade do Porto que para mim e com muita pena minha não passa de uma cidadezinha cada vez mais abandonada por tudo e por todos (inclusive os locais).
Porque não fazer um racio do Rendimento per Capita de Lisboa e do ser custo de vida com outras capitais de distrito, garanto-lhe que vai ter uma surpresa.
E repare que não me queixo do que te Lisboa e não tem o Porto, por mim, dou graças por a capital ser Lisboa, mas se quer falar do pára arranca e do desgaste do automóvel, experimente viver num dos concelhos limitrofes do Porto (em especial a Sul) e tentar todos os dias entrar na cidade do Porto. Garanto-lhe que o pára arranca é exactamente igual á A5, segunda circular, entre outras.

catinga disse...

Olá Gil Ferreira,

Comparar Lisboa-M com o Porto-M não é o que eu pretendo. Aliás, é precisamente o contrário. O que eu quero é comparar LX com as cidades médias de "província".

Logicamente que o Porto sofre dos mesmos problemas que Lisboa (tirando a imigração) e, no que respeita ao trânsito, tem fama de ser bastante pior.

Agora, segundo informação que li, as casas são mais baratas... E todos sabemos a diferença que isso faz.

Todas as áreas metropolitanas são caóticas. Agora, diga-me: em Braga não há melhor qualidade de vida do que no Porto? Pelas vezes que lá fui, pareceu-me...

Eu conheço uma cidade no Algarve onde não há hospital, nem cinemas, nem grandes estradas e, no entanto, vive-se bem (tenho lá muita família). Porquê? Porque a pequenez permite mais tempo, mais calma, mais saúde. E os rendimentos, ainda que possam ser mais pequenos, dão perfeitamente!

E as casas têm o dobro do tamanho da minha... :)

Anónimo disse...

Em relação aos preços dos combustiveis nas ilhas, o IVA é mais baixo para compensar o preço base dos mesmos (que são na realidade mais caros que no continente), ou seja, para que se pague nas regiões autónomas o mesmo valor de imposto que no continente, uma vez que se trata de uma percentagem. O mesmo se aplica a uma série de outros produtos.

Pedro Monteiro disse...

"Mais uma vez, pelo rol que apresenta, se nota que você pega numa zona que julga estar mal (ou abaixo das suas expectativas) e apresenta-a como exemplo contrário ao meu texto. O "problema" está que o país não é todo assim. Não vale a pena fingir que nada aconteceu nos últimos 30 anos!"

Sim aconteceu, felizmente evoluímos, mas é um facto que ainda há cidades neste pais (e o país não tem só Lisboa, capitais de distrito e aldeias), que não tem saneamento básico e outros bens que já deveria ter à 30 anos. O "problema", tal como diz, não é algumas zonas, como Lisboa Porto Algarve e Madeira terem evoluído, é cidades vilas e aldeias como Guarda (que citou), Guimarães,Beja, Pombal, Bragança, Viana do Castelo, e muitas outras, não terem um investimento publico que lhes permita sair do marasmo histórico a que foram remetidas, e não usufruam de condições para se tornarem competitivas, ao nível do resto da europa.

"Esse discurso da vitimização regional cai pela base quando se vai analisar o que cada um produz. Poupemo-nos mutuamente ao cansaço de ir por aí."

Mostre-me dados que comprovem que o pais, tirando Lisboa, não produz o suficiente para merecer um investimento condizente. parece-me que virou o bico ao prego. Lembro-lhe que o resto do pais tem cerca de 7 milhões de habitantes. não são 7 milhões de barrigudos tachistas a viver as custas dos seus impostos.

"A ideia antiga da "província" como um local perdido está a desaparecer. Hoje, todas as capitais de distrito (para só falar nessas) estão a anos-luz do antigamente e perfeitamente capazes de oferecer uma vida digna. E muitas vilas haverá em igual situação."

Concordo plenamente, mal seria se assim não fosse, e são mais baratas do que Lisboa. porque não se muda para lá? afinal de contas se o resto dos portugueses tem direito a uma vida digna, você também tem.

Pedro Monteiro disse...

"Por outro lado, a insistência nos cuidados médicos bate numa tecla quase "paranóica" da população. Quantas vezes por ano preciso eu de um médico? Uma? Se tanto. Por mim, trocava já a porcaria do hospital (deve julgar que é só bater-lhe à porta, não?) por muitas das vantagens de localidades mais pequenas."

Ainda bem que goza de boa saúde, e espero que assim continue, para não ser como aquelas pessoas que tem o azar de ter insuficiência cardíaca (são poucas), diabetes, pouquissimas, parkinson (sem expressão), que precisam de consultas de três em três meses e urgências nos intervalos, mas que estão em lista de espera para a consulta no especialista e no medico de família. e repare que não falo de casos que exigem hospital central. Não é possível ter um hospital a cada esquina, tenho consciência disso. mas os que há nas vilas e cidades querem-se minimamente equipados com meios e pessoal, para que a população portuguesa tenha um acesso condigno à saúde (experimente sair do seu umbigo e verá que as pessoas adoecem, inclusive as portuguesas, e que quem não tiver cunhas,morre)

Eu sou seguido, no hospital de sto antónio, Porto e sou de vila real, faça a conta aos kms que faço para ter acesso a uma saúde decente

"Quanto aos Açores e à Madeira, posso dizer-lhe que tenho nove (9) familiares que já lá viveram e todos são unânimes em apontar a vida nos Açores como melhor... Agora, é preciso comparar situações comparáveis. Só assim se pode ser honesto.
Informe-se sobre as vantagens fiscais das ilhas, só para ter uma ideia."

Também tenho familiares no Pico, aquilo é bom para quem gosta de vida calma sim senhor, se é o seu caso, mude-se para lá

Você falou dos combustíveis e eu respondi:

no sentido inverso eles podem dizer que Lisboa tem as vantagens da capital ao ter por exemplo o metro ou o Hospital Maria Pia.


É mentira?

"Finalmente, no que diz respeito à mania dos tachos... os caciques autárquicos estão onde? Não é em Lisboa, parece-me..."

Carmona Rodrigues, João Soares, Pedro Santana Lopes são só três nomes ligados a casos que foram parar a tribunal e dos quais não se vê fim à vista. Isso há em todo o país, mas Lisboa tem o parlamento, são bento e a câmara por isso está em vantagem...

Resumindo...Não se pode ter tudo, você tem razões de queixa, o resto do país também tem, agora paternalismos ao nível deste

"É por estas e por outras que, quando ouço algumas alminhas vociferarem contra os privilégios que se dá à capital, só me apetece ir-lhes às trombas ou, pior, obriga-las a mudarem-se para cá e a pagarem as despesas..."

são próprios de quem cospe para o ar sabendo que está vento

catinga disse...

Essa do "porque não se muda para lá" já entra na vontade de irritar, mas eu até lhe respondo: precisamente por andar a pensar SERIAMENTE em que não me vale a pena viver em Lisboa e olhar bem para outros locais no país (nomeadamente aldeias na zona Oeste), é que eu me apercebo de que estou a pagar por um suposto luxo.

Quanto a essa história da competitividade, é conversa que já "cheira mal". A noção de que temos todos de andar atirados uns contra os outros "competindo" é óptima para uns mas, conforme se está a ver pela situação actual, devem ser mais od que perdem do que o contrário. Porque razão as cidades têm de ser competitivas e não apenas sustentáveis?

Os 7 milhões que sobram não vivem á custa dos meus impostos mas nós, aqui, não sofremos desse complexo de andar a sustentar inúteis. Tirando o caso da Madeira (por causa do AJJ), as pessoas aqui são muito abertas e, até, demasiadamente tolerantes para com aqueles que dizem mal da capital. Conforme dizia o "gato" Ricardo Araújo Pereira, uma das características dos lisboetas é que se estão lixando para quem diz mal deles... Por exemplo, nós não temos problemas nenhuns com o facto de o Porto já ter cinco - seis? - pontes.

Francisco Fernandes disse...

Olhe, eu moro em Viana do Castelo, lá em cima no Norte. Cá é mais barato mas, eu também ganho menos.
Assim, onde muito se ganha... muito se deve pagar... acho que é justo.