Questão de genealogia

A genealogia é importante, tão importante que um dos poucos programas que alguma vez comprei na vida foi, precisamente, um para tratar da minha árvore genealógica. Quando percebi que era fraquinho, pirateei outro melhor.

Bom, isto vem a propósito de um texto no PeopleWare onde se falava no país-irmão: o Brasil. Ora, isto está mal. Não só é uma imprecisão do ponto de vista genealógico como ainda coloca a rapaziada sul-americana num nível pouco recomendável se atendermos àquela parola mania de chamar "nossos irmãos" aos espanhóis.

Portanto, vamos lá por ordem na casa - ou antes -, na árvore: os brasileiros não são "irmãos", são "filhos". Passe-se à parte das óbvias piadas e reconheça-se que eles são nossos descendentes (por muitas misturas que a boa velha Europa lá tenha provocado), logo, são, no mínimo, filharada nossa.

"Irmãos" só temos uns, os galegos e mais nenhuns. Se do ponto de vista "genético" se pode argumentar, já em termos linguísticos, o parentesco é inegável.

Castelhanos e Catalães são primos. Os bascos nem sequer da família são.

Franceses e italianos são primos em segundo-grau, estão lá mais longe e os Romenos, esses, são aqueles parentes afastados que só cá vêm chatear de vez em quando.

Estamos esclarecidos?

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