Tanta falta de jeito...

Segundo as palavras de D. Duarte publicadas na capa de um jornal, o seu filho mais novo (que nos espreita com ar malandreco na foto ao lado), já lhe ganha ao xadrez...

Alguém se importa de dizer ao homem para não dizer nada antes de consultar os seus assessores?

Depois, não admira que a única coisa de que se lembrem para "promoverem" as suas ideias sejam brincadeiras de troca de bandeiras. O próprio "chefe" não percebe patavina de estratégia!

A "Causa Real", sempre na mó de cima, como se vê.

Munique em Lisboa? Só depois de muitas canecas! :(

Se você é daqueles que gosta de cerveja e cuja alminha rejubila ao ouvir falar da "lendária" Oktoberfest, em Munique, então, deve ter ficado perto do êxtase ao saber que Lisboa iria ser a mais recente cidade a ter uma versão da copiosa festa alemã. Sim, eu também fiquei entusiasmado.

Ora, como em tudo, não basta ficar "em pulgas", há que ir atrás delas e lá rumei mais umas pessoas até ao Campo de Santana onde, junto à estátua do santinho doutor milagreiro foi montado um palco rodeado de mesas compridas para os convivas e, a uma certa distância, mais uma zona de comes e bebes. Pelo meio, nada.

À chegada (a horas), a desorganização era evidente. Coisas a serem montadas, informação que não era muito certa. Estes alemães do sul devem ser diferentes, pensei eu.

Numa mesinha em jeito de recepção, várias canecas de tamanho respeitável abriam o "apetite". Olhámos para os menus (sim, aquilo vai por menus) e vimos que o mais caro (EUR 18) dava direito a uma caneca. O pessoal gostou da ideia. Olhou-se para os menus e procurou-se mesa. Informaram-nos de que a zona rodeando o palco era só para convidados. Pena.

Volta para aqui, volta para ali, chega mais alguém e vai sentar-se na zona para convidados. Em boa hora o fez porque acabámos todos por lá ficar. Afinal, parece que eram só algumas mesas. Ou não...

Dirigimo-nos à barraquinha das senhas para pagar os menus. Tudo estava a ser ainda preparado. Esperámos, esperámos... e a espera só não foi uma enorme seca porque a morenaça que ia vender as senhas era deslumbrante. Tão deslumbrante que nem me chateei quando, a meio da venda das senhas, ela descobriu que não tinha as do menu que eu queria e teve de ir não sei onde buscar as senhas. Tão deslumbrante que quando ela chegou com as novas senhas e descobriu que ainda não tinha trazido as que ia originalmente buscar, eu não consegui ficar irritado. Por mim, ficava a noite toda a vê-la passar...

Bom, vinte e sete euros depois (um menu de EUR 15 e outro de EUR 12) e já toda a gente sentada à mesa, foi altura de mais uma espera. Quase uma hora até termos uma cerveja na mesa. Pelo meio, os "convidados" a comerem e beberem, a banda a tocar e umas quantas personagens a fazerem discursos que ninguém ouvia porque nem um microfone havia. Honra seja feita ao nosso António Costa (o presidente da câmara) que, com a sua voz forte, se fez ouvir. Só é pena que à voz forte não corresponda um braço igualmente vigoroso e tenha sido uma dificuldade para espetar o sifão no barril cerimonial. À décima marretada, a cerveja lá escorreu...

Mais umas palavrinhas da praxe, os convidados a comerem e beberem e nós a vermos.

Finalmente chegam as cervejas. As canecas que tínhamos visto inicialmente eram para os VIP's e à gente comum estavam reservadas vulgaríssimas canecas de 0,5l com um autocolante (!) com o símbolo do evento. Como eu já me tinha apercebido disso aquando da compra do menu, não caí no erro de pagar três euros por aquilo. Como agravante, a cerveja servida em copos de plástico vinha gelada enquanto que a das canecas vinha morna. E foi assim toda a noite.

Mas, as primeiras cervejas a chegarem (três copos) foram oferta da empregada, em jeito de desculpa pelo atraso. Agradecemos e bebemos. Na mesa estavam mais dois convivas nossos desconhecidos e rapidamente se gerou ali um ambiente descontraído "alimentado" pelas críticas à desorganização. Chegam mais cervejas (as que faziam parte dos menus) e algumas das pessoas ficaram com uma caneca e um copo à frente, esperando pela comida. Como para mim, deixar morrer a cerveja é crime de lesa-pátria, fui bebendo.

Mais um tempão à espera e chega a comida. Mas ainda não foi a nossa vez porque, apesar de estar a haver uma ordem no serviço à mesa, a que estava depois de nós tinha rapazes bem-vestidos que não podiam esperar e a empregada saltou o nosso sítio. Reclamações, reclamações, os outros a comerem e nós a vermos. Ficou no entanto um prato na mesa, abandonado no meio porque os talheres, nem vê-los.

Ao olhar-se para o prato, a desilusão apoderou-se de toda a gente. Um pequeno-almoço no MacDonalds seria mais nutritivo do que aquilo... Um pedacinho de carne, triste, no meio de uma coisa de esferovite, com um niquinho de chucrute ao lado. Se o prato fosse de louça boa e estivéssemos num restaurante, ainda poderia consolar-me pensando que era uma dose à restaurante "fino", mas eu estava numa festa e, aí, espera-se ser bem servido ou, pelo menos, matar a fome. No entanto, parece haver uma ligação inevitável entre cerveja e má alimentação, ligação essa que se comprova pelos sistemáticos barretes que apanho nas cervejarias (Portugália, Trindade, Lusitana...).

Vem a empregada mais uma vez, trazendo comida para todos. O mau aspecto da amostra que tinha ficado na mesa era replicado em todas as doses e a minha, então, era um perfeito escândalo! Quando pedi um menu de salsichas (e paguei doze euros por ele), esperava que me servissem uma boa salsicha alemã, daquelas "dos filmes", acompanhada por chucrute (como comi em França, na Alsácia). Ora, o meu "prato" trazia duas salsichas de lata (!!!), das mais banais que se podem meter num cachorro-quente, acompanhadas por uma dúzia de batatas fritas de pacote e um pingo de ketchup!!! Roubo, logro, barrete... é só pensar nas palavras e deixá-las aqui em fila para dar uma ideia do que senti ao olhar para o prato.

O sentimento era geral mas, com um pouco de esforço e uns goles de cerveja (de sabor banal, já agora), a coisa passou. Piada aqui, piada ali, o convívio e a música (que não é exclusiva para pagantes, diga-se) fizeram esquecer o roubo e a desorganização.

Uma empregada diferente passou pela mesa e achou que tinha de trazer mais cerveja (mais tarde, ficámos a saber que tínhamos direito a duas cervejas). Lá se bebeu. Depois, um dos convivas "estranhos" pediu "biscoito" (coisa que ele tinha visto ser servida aos convidados). A empregada disse que já tinha acabado e propos compensar-nos com cerveja. Bebeu-se... A esta altura, já havia canecas a mais na mesa. Esconderam-se debaixo da dita e voltámos todos a parecer que estávamos em seco. Trouxeram-nos umas roscas (pretzls) para matar a fome e alguém se queixou de que não tínhamos cerveja. Veio mais para todos. Bebeu-se...

Chegam mais duas pessoas e mandam vir os seus menus. Como a empregada era, novamente, outra (bem gira, por sinal) trouxe cerveja para os recém-chegados, negou-me outra porque o meu menu não dava direito a mais (sabia lá ela o que eu já tinha bebido) e trouxe a "segunda" canecada a que os outros tinham direito (se não tivessem, também, já passado da sua conta). Uma das pessoas à mesa sacou das suas senhas de refeição (que a empregada julgava serem novas) e pediu para que aquilo fosse convertido em cerveja. E lá veio cerveja para toda a gente! Por esta altura, o "artista" em questão já ostentava à cintura uma espécie de cartucheira de canecas :)

Mas... a coisa não ficou por aqui porque, daí a pouco, escondidas novamente as canecas, passou outra empregada e... já adivinham, não? O processo não acabou aqui e ainda se conseguiu mais uma rodada, só para acabar a noite aconselhados pela última das empregadas que conhecemos a escondermos as canecas que "a alemã vem aí!" :)

Veredito: a Oktoberfest de Lisboa, a "Munique em Lisboa" não vale, sequer, a perda de tempo na deslocação. A menos que consigamos enganar as empregadas!

U3-X ou o triunfo da calanzice

Deixem-me começar com uma piada muito, muito fácil: "Esta é de por os olhos em bico!". Pronto, já está.

Agora, passemos a dizer qualquer coisa mais séria sobre o vídeo ao lado. A rapariga é japonesa e trabalha para a Honda (as duas razões para a piada acima). Aquilo em que ela se senta não é um vulgar assento mas a versão "banco" do Segway. Sim, para aqueles que achavam cansativo deslocarem-se em pé no futurístico (e caríssimo) aparelho, a empresa nipónica inventou, agora, o U3-X. É uma engenhoca mais pequena e muito mais versátil do que o Segway porque anda em todas as direcções, ou seja, acrescenta o andar para os lados.

De preços não sei nada e nem quero saber. Se o meu lado tecnológico fica assombrado perante esta maravilha (apesar de tudo, inferior a um qualquer avião), também não deixo de ficar incomodado com o convite ao menor esforço que andar com uma coisa destas implica. Será que, no futuro, já nem vamos querer nos levantar para irmos, por exemplo, buscar um café? É assustador.

Lembram-se dos humanos do Wall-e? Esses, apesar de tudo, estavam mais avançados porque já nem se sentavam (o que é incomodativo para as costas).

Spam do bom

Há males que vêm por bem. É o caso de uma mensagem de spam que recebi, enviada pela FHM. Como nunca me registei no site deles nem tenho qualquer relação com a revista, nem nunca dou autorização para receber publicidade, é spam!

Mas, esmiuçando a mensagem (que fazer?, a palavra está na moda), apanhei com um link que agradou particularmente aos meus genes que, teimosamente, insistem em fazer-me perder tempo com práticas onanistas (não dá para mais...): as fotos de 27 sessões fotográficas com gajedo do bom!

Isto hoje está um bocadinho por baixo no palavreado - bem o sei -, mas o pequeno-almoço foi fraco e a noite mal dormida e, além disso, é Sábado e apetece-me dar algum descanso às minhas extraordinárias qualidades literárias. "Gajedo" é uma palavra que, atendendo às circunstâncias, me parece perfeitamente aceitável.

Ora, até aparecer a Playboy Portugal, a FHM e a Maxim eram as nossas revistas "eróticas". Depois da filial nacional do império Heffner ter aparecido, continuaram a sê-lo porque as meninas da Playboy PT, com todos os seus pruridos de quem não quer ficar mal-vista lá na rua, conseguem ter menos piada despidas do que as moçoilas da FHM e Maxim com cuidada roupa vestida.

Portanto, é aproveitar para recordar alguns momentos bonitos e esperar que o resto do espólio "efeagaémico" seja posto no ar.

Olhó link, AQUI!

O Canadá não é uma província americana!



Tenho cá para mim que uma das nacionalidades mais ingratas que se pode ter é a canadiana. Não porque o país tenha algum defeito de monta (parece que até é uma terra bem agradável) mas porque ser-se canadiano é, para 90% do mundo, ser-se americano. Deve ser por isso que os canadianos sentem necessidade de marcarem a diferença colando uma bandeirinha nas suas mochilas quando vão de férias.

Os canadianos são vizinhos dos americanos e, apesar de o seu território ser maior (e talvez mais rico) do que o dos EUA, a sua população é minúscula quando comparada com o irmão do sul. Para além disso, os EUA apropriaram-se do continente: são "americanos" ou "norte-americanos". E, para aumentar a confusão, americanos e canadianos falam todos da mesma maneira. Entre uns e outros, para o comum dos cidadãos, não há a mais pequena diferença.

Como se as semelhanças culturais e geográficas não fossem suficientes para ofuscar os canadianos, ainda vemos que quase todos os súbditos norte-americanos de Isabel II que sairam do anonimato à escala mundial, o conseguiram dando o salto para a terra dos cowboys, vingando na indústria cinematográfica ou musical, quantas vezes adoptando manifestações culturais tipicamente estado-unidenses, como é, por exemplo, o caso da música Country.

Os canadianos "famosos" residentes nos EUA devem viver num constante dilema existencial, provavelmente incapazes de se recordarem de que nem sequer são naturais do país onde vivem, um pouco como acontecia à personagem interpretada por Sandra Bullock na comédia "A proposta" quando lhe recordavam que não sendo cidadã americana, se tinha esquecido de renovar o visto de trabalho...

Ainda há quem fale de os portugueses serem confundidos com os espanhóis. Pobres canadianos!

Instantâneos urbanos



Lisboa: interior de um quarteirão junto à Av. Columbano Bordalo Pinheiro

Deixem-me ajudar, deixam?...

De vez em quando, também nós - os homens -, fazemos limpeza no roupeiro. Não o fazemos todas as semanas porque o nosso conceito de "ter algo para vestir" é bastante dilatado no tempo mas, ocasionalmente, lá se enche um ou dois sacos com trapos que, na melhor das hipóteses, já não nos agradam ou que, na pior, já não nos servem. :(

No meu caso, tinha em casa três sacos de supermercado cheios de roupa para dar. Camisolas, camisolões, calças, meias e até lenços de assoar (daqueles "à antiga").

Perguntei a algumas pessoas se sabiam onde poderia deixar toda aquela roupa. Normalmente, há a ideia de que as igrejas são sítios que fazem recolha de bens mas fui logo desenganado pelos meus conhecimentos que frequentam os ditos espaços: "nas igrejas já não recebem roupa". Assim mesmo.
Lembrei-me então das associações de solidariedade e enviei um email para a Legião da Boa-Vontade. Não tive qualquer resposta. Depois, tentei o Exército de Salvação por onde costumo passar no caminho para o trabalho. Como estão fechados à hora da minha passagem, mais uma vez, enviei um email perguntando se poderia ir àquelas instalações deixar a roupa (por não dar jeito ir às que estão indicadas no site). Responderam? Não.

Esperei umas semanas, não fossem os serviços das duas associações serem lentos nas respostas. Mas não era questão de lentidão porque as respostas nunca chegaram.

Gosto de ajudar mas, quando sinto que parece que o mundo me faz um favor em aceitar a ajuda, borrifo-me para o assunto. Peguei nos três sacos e fui deixando as coisas junto a vagabundos ou zonas por eles frequentadas (uma delas, também o é pela legião da Boa-Vontade). Que lhes tenha feito bom proveito, a roupa!

Mas a minha dificuldade em querer ajudar os outros não acaba aqui.

Coube-me a tarefa de vender o recheio da casa de uma familiar falecida. A pouco e pouco lá fui conseguindo vender (muito abaixo do valor, é claro) os móveis antigos que havia na casa. No fim, já quase a chegar ao limite da permanência, só restavam um espaçoso roupeiro em estilo "moderno", uma cama de solteiro no mesmo estilo e uma escrivaninha. Como ninguém pegava naquilo (apesar de serem uns bons móveis), escrevi para a REMAR, mais uma associação de solidariedade (drogados) que recolhe móveis, restaura-os e, depois, os vende.

À primeira, não responderam. Insisti. Telefonaram-me perguntando onde estavam os móveis para poderem contactar o centro mais próximo. Finalmente, disseram-me que desse centro me iriam contactar no dia seguinte. Já estão a ver o que aconteceu, não estão? As mobílias ficaram onde estavam e, agora, devem ser uns bons bocados de lenha num qualquer aterro sanitário...

Como diria uma qualquer personagem cómica: "eu só queria ajudar" mas - e agora sou eu que o digo -, FODA-SE que é difícil!!!

À descarada!

Anúncio no site OLX.pt :)



Es gay mas a tua familia nao aceita?

Precisas de um alibi?

Num mundo que esta a mudar cada dia tenho uma hipotese para te propor...

Sou uma rapariga bonita, inteligente, divertida e de um certo nivel cultural... Tenho 20 anos . A mulher ideal para fazeres um figurão, iludir pais, restante familia e amigos.Sou boa actriz. E para alem disso tenho a mente muito aberta no que diz respeito as orientaçoes e praticas sexuais. Prometo ser tua amiga e nao me meter nas tuas aventuras. Tambem sou uma companhia divertida e animada, comigo nao teras de mentir, aceito-te como es.

Em troca quero apenas ter um amigo e companheiro que esteja do meu lado para aquelas actividades que so os homens sabem e tem força para fazer, e alguma ajuda economica. Possivelmente viver no estrangeiro. Nao teremos qualquer tipo de contacto sexual. Seremos independentes nesse ponto.

Se estas palavras te dizem algo, contacta-me...


Se este anúncio lhe aguçou o apetite, então, vá ao OLX.pt e entre na secção de "Encontros". Há todo um novo nível de grotesco à sua espera... E não perca os comentários. Muna-se é de bicarbonato porque pode sentir problemas de estômago...

Manuela Moura Guedes

A dar razão ao ditado que diz "Não há bem que para sempre dure nem mal que não se acabe" e a tirá-la ao que diz "De Espanha, nem bom vento, nem bom casamento", a ordem que o patrão do grupo Prisa deu para acabar com o pseudo-noticiário de Manuela Moura Guedes na TVI podia ser uma verdadeira prenda para o público nacional inteligente (ironicamente, aquele que não via o espectáculo da mulher).

Mas, como não há bela sem senão (a bela não é a MMG, atenção!!!), o fim das bocas da estrela da TVI (isto não foi uma tentativa de piada) veio torná-la ainda mais mediática. É que, se antes só a via quem queria, agora, somos todos forçados a levar com aquele rosto deformado porque ele está em toda a parte! A Sra. Moniz e as suas bochechas andaram a fotografar-se para todos os pasquins nacionais (desportivos à parte que preferem - e bem! - as pernas do DiMaria ou outro equivalente), e eis que o cidadão desprevenido, olha para a direita, olha para a esquerda e só vê Manuela Moura Guedes; olha para cima, olha para baixo e só lê os queixumes da desditada "jornalista".

"Moura Guedes afastada por dono da Prisa", "Espanhóis calam Manuela", "Sócrates admite que fim do jornal de Moura Guedes pode prejudicar PS nas eleições", "Manuela sai mas deixa peça para hoje", "Administrador da TVI votou contra fim do jornal da Manuela", "Manuela em lágrimas garante que não desiste", "Caso Moura Guedes condiciona campanha eleitoral", "Saída do casal Moniz dá 57 milhões à Impresa"... estes são os títulos que andam a circular por aí, sempre acompanhados pelas dispensáveis fotografias da "boneca".

Por mim, fico a pensar o que teria sido pior: continuar a mulher na TV (eu nem a via), envenenando o povinho com a sua falta de categoria, ou ficarmos livres dela (para já) para, agora, termos de levar com a personagem em todos os jornais?

Ó espanhol que a despediste, cá para mim, ainda acabaste foi por nos lixar!...

A noção do ridículo

Há pessoas cuja ausência de noção do ridículo me deixa sem saber bem como reagir. Por um lado, apetece-me chamar-lhes serenamente a atenção para a estupidez dos seus comportamentos (com uma pitada de ironia à mistura); por outro, a água da minha paciência começa a ferver e a dar-me ganas de as insultar das piores maneiras. Na prática, o que fazer? Rir para dentro e não dizer nada?


Caso 1

Pus um DVD à venda no OLX. Um DVD que já não se encontra por aí, de um drama histórico feito por franceses (mas falado em Inglês). Para tentar despachar a coisa no mais breve espaço de tempo, coloquei o disco com um preço de €2 (dois euros).

Imediatamente uma rapariga se mostrou interessada no filme. Mas, como deve ser uma especialista, achou por bem fazer logo uma série de perguntas, para aquilatar da oportunidade de fazer uma despesa de tão grande monta:

1) O DVD é original?
2) Tem selo cor-de-rosa ou azul?
3) Tem muitos riscos?
4) Trabalha bem?
5) Tem legendas em Português?

O anúncio era acompanhado da capa do DVD cujo título era "Terra de paixões" e tinha a indicação de estar num estado de "como novo". Já se vê que não era original, só tinha legendas em Japonês e não funcionava.

Mas a coisa não ficou por aqui...

6) A capa é exactamente a mesma que está no anúncio?
7) O DVD não faz parte de alguma colecção? (a moça não gosta das capas das edições "baratas")
8) Pode tirar-me uma fotografia do DVD?

Optei por não responder ao pedido de fotografia (que só surgiu depois de já estar combinada a hora e o local da venda). Acho que só iria conseguir responder na base do insulto. Tanta coisa por DOIS euros...

Entretanto, a personagem voltou a contactar-me, insistindo numa fotografia da capa

isto para não chegar ao seu encontro e acabar por não comprar o dvd por causa de alguma coisa da capa



Caso 2

Uma outra espécie de imbecis que me saiem variadas vezes na rifa é a daqueles que pretendem receber bens de um ou dois euros, enviados à cobrança! A esses, tento inculcar-lhes juizo, descrevendo o trabalho que é preciso para enviar uma coisa desse modo. Desistem quase sempre, que isto de "arriscar" dois euros é coisa que só um louco faz, "né"?


Caso 3

Um indivíduo telefona-me de uma terra qualquer lá em cima. Está interessado em dois discos de vinil. Após dizer muito rapidamente o que quer, pede-me para eu lhe telefonar, para que ele não esteja a gastar dinheiro...


Caso 4

Um espécime desencantado sabe-se lá onde, envia-me um email dizendo que quer um determinado disco e logo pergunta que outros tenho. Digo-lhe que está tudo online e que pode carregar num determinado link que lhe mostra a lista. Responde-me que isso dá muito trabalho, que eu tenho imensa coisa à venda (atenção que a ortografia tornava a compreensão das mensagens algo complicada, mesmo em coisas tão simples) e que lhe mande uma lista que o que ele quer é QUANTIDADE, não qualidade! E termina logo com um "está difícil de perceber!" (escrito em pitês de segunda categoria).


Não se pode exterminar esta gente?