O mais desejado...

Já não bastava o mau tempo vir juntar-se à seca das obrigações familiares, ainda por cima uma das poucas coisas boas que o Natal ainda tem, este ano, resolveu não aparecer.

Eu sei que a tradição já não é o que era e que o mundo começa a ficar em pantanas mas... custa assim tanto manter alguns costumes? É só um diazinho por ano, que raio! É que a continuar assim, um dia ainda vamos ter este saboroso amigo a brilhar numa nova edição da "caderneta de cromos" feita pelo filho do Markl...

Uma grande verdade...

Comentário deixado no jornal Público, numa notícia sobre a enésima vez em que um responsável benfiquista justifica as falhas do seu clube com as arbitragens...

“É verdade. O Benfica, é objectivamente importante. Porque a relação entre a sua cantada grandiosidade e a sua real pequenez, conjugada com a real dimensão do seu grupo de simpatizantes, é muito da expressão do nosso país. O Benfica, é hoje um espelho de um certo Portugal, que vive de glórias passadas, na ilusão de uma dimensão que quem vê não reconhece ou identifica, e só existe na visão distorcida de quem só sonha e não concretiza. Tem outra virtude o Benfica, é um imenso território de escárnio, que se ajusta na perfeição, á maledicência sustentada e coerente. O Benfica é bom, para aliviar os males do dia a dia. É excelente, para dizermos mal de nós próprios, como quem fala dos vizinhos. O Porto não. O Porto, suscita, inveja, incapacidade de viver com o sucesso, irracionalidade. O Porto ganha, é uma máquina de triturar, avança indiferente à envolvente. O Porto, não somos nós, é uma realidade alienígena neste país. É a expressão daquilo que não conseguimos ser enquanto país e povo. O Porto odeia-se, porque é a verdadeira mostra do que podíamos ser, se não fossemos tão maus."


Para ver aqui: http://desporto.publico.pt/noticia.aspx?id=1472339

Uma noite feliz!...


...ou não...











(...) previsto no nº8 do artigo 123º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Colectivas e regulamentado pela Portaria nº 363/2010, de 23 de Junho, vimos ao abrigo do artigo 59º da Lei Geral Tributária, para efeitos do nº 3 do artigo 5º da referida Portaria (...)


O Governo resolveu acabar com o "juridiquês". E para quando o fim destes textos do próprio Estado?

Conversa de informático (6)

(...) o código é hand made, pelo software developer, from scratch, tudo do mais straight forward (...)

Uma burka para a Heloísa!

Heloísa Apolónia é uma das caras mais conhecidas do nosso Parlamento. Isto poderia parecer paradoxal já que o seu "partido" ("Os Verdes") tem tanta representatividade no panorama político nacional como a secção de damas da sociedade recreativa do meu bairro. No entanto, o partido ecologista não é mais do que uma espécie de filial do Partido Comunista Português que o utiliza para poder concorrer às eleições como coligação, não sendo assim obrigado a mostrar nos boletins de voto o odioso emblema da foice e do martelo. Um perfeito partido melancia (verde por fora, vermelho por dentro) como o descrevia há muitos anos o bom do Gonçalo Ribeiro Telles, pessoa que, como se sabe, não percebe rigorosamente nada de natureza...

É portanto, como deputada comunista encapotada que a Heloísa aparece frequentemente nas nossas TV's, sempre com um ar indignado e a voz a querer ir "lá para cima", como quem diz, "ou me dão atenção, ou ficam com uma dor de cabeça!". É o PCP, repito, que dá tempo de antena a esta personagem.

E a Heloísa aproveita bem os seus momentos para nos fazer lembrar porque razão a maior parte das pessoas não vota nos comunistas: ontem, por exemplo, esta criatura, deputada da Nação e paga com o dinheiro dos contribuintes (deriva populista aqui...) surgiu indignadíssima (era preciso referir isto?) com o (pretenso) facto de o presidente do BCP-Millennium ter oferecido os préstimos da sua instituição para passar aos EUA informação sobre as finanças iranianas caso fosse permitido ao nosso maior banco privado fazer negócios na terra dos Ayatollas.

Como é que isto pode acontecer?! É preciso esclarecimentos! - diz a Heloísa perante as câmaras. O espetador, mais ou menos a medo, já com as mãos perto dos ouvidos (não vá a indignação subir de tom) concorda: como é que se pode fazer negócios com um país onde a lei islâmica é aplicada, as mulheres são humilhadas e tidas como seres secundários, a pena de morte existe para coisas como o adultério, o apedrejamento é forma de execução, o Estado é tirânico, o regime professa a intolerância religiosa, as mais altas figuras políticas negam publicamente o Holocausto enquanto apelam à extinção física de Israel, etc. e por aí fora?! Não se pode, já se vê! A Heloísa tem razão: é preciso esclarecimentos!

Mas, depressa o ingénuo cidadão se desilude porque a Heloísa entra a matar: "passar informações aos Estados Unidos?!" Então, um banco português oferece-se para passar informações ao regime americano? E, ainda por cima - acrescento eu -, um banco privado!

Por esta altura, o espetador tira mesmo as mãos dos ouvidos e, quer a Heloísa puxe pela voz, ou não, as orelhas têm de cumprir bem a sua função: ouvir o que a mulher diz. O cidadão, até ajuda, para perceber melhor... O problema da nossa deputada não é que o BCP queira lucrar fazendo negócios com o Diabo mas sim que, depois, vá contar coisas aos americanos... A incredulidade instala-se no ouvinte mas, tão depressa como veio, surge-lhe a recordação de que esta mulher pertence ao mesmo grupo de indivíduos que tem como líder parlamentar um rapaz que considerou a Coreia do Norte um "exemplo de democracia". E, aí, fica no ar uma pergunta: não devia esta gente ser mandada para o quinto dos infernos? A Heloísa, por exemplo, ficaria maravilhosa numa burka (lenço só não bastava, era preciso tapar tudo) e, se de caminho a proibissem de falar, não só os homens agradeceriam como o próprio Alah se sentiria no céu.

Em casa de ferreiro...

Estão a ver os carros à esquerda ocupando o passeio?

Estão a ver os carros à direita estacionados em segunda fila?

Estão a ver o prédio lá à frente, iluminado pelo sol? É o comando central da Divisão de Trânsito da PSP.

(...) e nada acontecer. E o que é que acontece? Acontece o que sempre acontece em Portugal (...)


Pedro Adão e Silva, no "Bloco Central" de 11 de Dezembro

Publicidade grafiteira

Na Rua de São Sebastião, as novas instalações do Assuka têm uma das paredes exteriores pintada desta maneira. Gosto.

Pior do que o Emplastro

Depois de andar a passear a sua carinha laroca por programas de TV e de se fazer passar pelo presidente do Sporting, agora temos o Pedro Granger enfiado nos Archive, uma banda inglesa da qual recomendo muito este tema (aqui, tem de carregar aqui).

Este tipo é pior do que o emplastro.

Um traidor na União Europeia?



Há algum tempo, o Público publicava esta notícia com um título verdadeiramente assustador: uma figura chave do atual panorama europeu "afirmava" que a UE estava em risco "de sobrevivência"!

Terá sido um lapsus linguae ou uma ignorância do "jornalista", pelo menos tão grande quanto a atual crise?

O buraco que nos separa da Europa

Tivessem alguns dos elementos da FIFA responsáveis pela eleição do organizador do Mundial de 2018 ficado com problemas na consciência por terem dado a vitória à Rússia e o seu espírito estaria, agora, mais sereno do que numa sessão de meditação Zen. A atual greve dos controladores aéreos espanhóis, selvagem na sua definição (por ser feita sem aviso) e de uma irresponsabilidade e egoísmo sem limites foi a melhor resposta que aqueles que apontavam a derrota da candidatura "ibérica" como fruto de jogadas de bastidores poderiam ter tido. Estas, se as houve, perderam neste momento toda e qualquer importância perante o cenário caótico gerado pelas reivindicações dos profissionais espanhóis.

Era este o país que pretendia organizar a mais importante competição desportiva mundial? Um estado onde, de um dia para o outro, centenas de milhares de pessoas são impedidas de voar (imagine-se isto durante a competição!), milhares de voos são cancelados, países vizinhos são tremendamente afetados na sua capacidade de ligação ao resto do mundo e tudo isto nos é servido com a desculpa de "direitos dos trabalhadores"? Aliás, esta maneira de estar é em tudo equivalente à dos camionistas e dos seus regulares bloqueios, ataques a camiões estrangeiros e outras tropelias de igual calibre.

Para remediar tudo isto, assistimos ainda ao terceiro mundista espetáculo dos aeroportos terem de ser tomados por militares para assegurar o seu funcionamento.

Era este o país ao qual pretendíamos "alugar" o nosso bom nome de nação tranquila e responsável para que pudessem brilhar na ribalta mundial? Uma vergonha!

Em dois dias, profissionais qualificadíssimos conseguiram causar mais transtornos do que uma enorme coleção de atentados terroristas da ETA (aliás, se quisermos falar de vítimas, bastaria ficar pelas causadas pela incompetência e irresponsabilidade verificadas no acidente de avião da Spanair). É gente desta que nos servem diariamente como exemplo?

Para piorar tudo isto, ainda teremos de levar com o nosso insuportável primeiro-ministro dizendo que agora se viu como o TGV é importante. Um mal nunca vem só...
RÚSSIA! RÚSSIA! RÚSSIA!

:))))))))

A candidatura "ibérica" e a prostituição

Ocorre-me que quase todos os argumentos usados a favor da candidatura "ibérica" ao Mundial podem, também, ser usados para defender a prostituição:

1) dá dinheiro
2) não há necessidade de investimento (o corpinho já lá está)
3) não interessa se um fica por cima e o outro por baixo
4) é tudo uma questão de paixão e bolas...
Farmácia "drive in" (upa, upa): o cliente para e pede uma pasta de dentes para a "cárie". O atendedor traz-lhe uma "oral care". "Não é essa", diz o cliente, é a que diz "kids". "O kit..." repete o empregado para si mesmo.

É a mania das estrangeirices...

Júlia Pinheiro na SIC ?!

Depois da pavorosa notícia da transferência de Manuela Moura Guedes para a SIC, nasce nos mentideros da estação o boato da possível contratação de Júlia Pinheiro (sim, essa mesmo) para diretora de programas.

Verdade, ou nuvem de fumo para desviar a atenção de José Eduardo Moniz?

Seja como for, o futuro parece negro para os lados de Carnaxide...

Dúvida essencial sobre o FMI

Se as medidas de austeridade já foram tomadas, se o FMI permite ter crédito a taxas muito melhores e se, passado o ataque especulativo a Portugal se segue a Espanha, então, quer isso dizer que andamos a fazer das tripas coração a pagar juros cada vez mais altos só para evitar que os especuladores virem as suas atenções para a Espanha?! Como?!

Critérios jornalísticos?

Ainda a questão da cobertura jornalística à nossa vitória sobre os campeões do mundo...

Reparem na imagem da esquerda: é a capa do jornal Metro na manhã após o jogo. Agora, reparem na imagem da direita: é a capa do jornal metro um dia depois. O mesmo jornal que praticamente ignora um resultado de 4-0 sobre o nosso eterno rival, é o mesmo que concede uma página inteira (!) à história de uma criancinha qualquer e do seu basquetebolista favorito que - por mero acaso! -, até é... espanhol.
Quem faz as coisas, fás-lias bem!!!


Comentário deixado no artigo "Renasceu a Lisboa antes do terramoto", no jornal Público.

Sobre o Benfica x Hapoel

Mais uma vez, os judeus fizeram a folha ao Jesus...
Se o Braga hoje voltar a ganhar, será que se vai repetir este fantástico tratamento jornalístico? Reparem na diferença...

PS - o jornal é o Público...

Oportunidade perdida

A recente cimeira da OTAN/NATO em Lisboa deixou-me de pé atrás relativamente a várias coisas:

1) Porque razão começou numa Sexta-Feira (dia útil) e não no Sábado?
2) Porque razão as altas individualidades não foram para o local de helicóptero?
3) Porque razão o resto da canalhada não foi de barco?

Tudo isto teria permitido evitar muitos dos transtornos causados à cidade e aos seus habitantes.

A par disto, acho que se perdeu uma enorme oportunidade de dar ao Porto um cheirinho das "vantagens" de se ser capital. Curiosamente, não apareceu ninguém a reclamar...

A arte da manipulação

O Jornal de Notícias bota na sua capa de hoje uma foto de uma "ação" de pacifistas (termo que hoje em dia se confunde com "dreads" e "anarcas") sob o título de "Fronteiras barradas a pacifistas". Não sei se entre estes pacifistas se contam o casal luso-espanhol que se fazia acompanhar de uma catana e mais outras armas brancas, cartazes com polícias portugueses e motes escritos em Castelhano (delicioso este pormenor); ou ainda aqueles rapazes de negro que costumam - por amor à paz -, andar a partir montras de lojas e a incendiar carros. Agora, o que eu sei de certeza é que, por mero acaso, a fotografia do Jornal de Notícias foi tirada em plena Praça do Rossio, o "centro mais central" da capital de Portugal... al.

As pulseiras

Segundo o jornal Público, a Espanha é o país onde mais se venderam as célebres pulseiras eletromagneticonãoseioquê que adornavam os pulsos de tanta gente conhecida, prometendo dar-lhes mais "equilíbio" e bem-estar. Nada de novo porque, há uns bons anos, eram aquelas outras pulseiras com bolas nas pontas que (não) faziam exatamente o mesmo. Quando muito, estas agora são mais "fashion".

Bom, mas para além da tremenda mostra de ignorância e saloíce dos nossos vizinhos, um organismo de defesa dos consumidores conseguiu que a empresa responsável pelas pulseiras fosse multada por publicidade enganosa. Um tribunal decretou uma multa de 15.000 euros como castigo de uma fraude que deverá ter rendido cerca de 10 milhões de euros aos espertalhões. Não bastava os espanhóis serem uns saloios, também têm uma justiça que é uma tanga e que protege os xicos-espertos.

Mas a coisa não para por aqui. É que uma das criaturas que andava a passear-se em público com uma das pulseiras era nada mais, nada menos, do que a ministra da saúde do reino vizinho! Quando uma responsável pela saúde alinha em coisas destas, podemos ter uma boa noção do que é o resto da população... De alto a baixo, um terceiromundismo que até arrepia...

E querem vender-nos esta gente como exemplo? Dispenso, obrigado.

Candidatura "ibérica" 3 - o vídeo da tanga



Uma rápida análise ao vídeo da grande tanga mostra-nos o seguinte:

1) É dado mais destaque às cidades espanholas do que às portuguesas

2) Os nomes das cidades aparecem escritos em Espanhol (Oporto)

3) A bandeira portuguesa está mal, com as proporções dos diversos elementos todas erradas

4) As cores nacionais são esbatidas no logotipo

5) Os jogadores espanhóis são entrevistadas num cenário cuidado, com direito a grafismo, enquanto que os portugueses são filmados num corredor de hotel

6) Há muito mais filmagens da Seleção espanhola do que da portuguesa

7) Porque raio andaram a entrevistar brasileiros na rua? Porque as bestas dos espanhóis nem percebem a diferença...

Candidatura "ibérica" 2 - o desleixo com a bandeira


Imagem retirada do vídeo oficial da candidatura "ibérica" à organização do Mundial. Vídeo oficial!
Repare-se no desleixo na apresentação da bandeira portuguesa onde as armas nacionais mal se vêem, desrespeitando por completo as proporções...

Candidatura "ibérica" 1 - a imagem da desigualdade


Repare-se no pormenor: enquanto a amigável portuguesa pinta a cara com as bandeiras dos dois países, a espanhola mantém-se orgulhosamente... "espanholista". Misturas? Está bem está...

Portugal 4 - Espanha 0: a reação da imprensa "portuguesa"


O (não) "destaque" dado pelo jornal Público à vitória da Seleção sobre os espanhóis. Deve ter sido uma azia danada naquela redação...

Agora, compare-se com a capa do Diário de Notícias...



Quanto à TSF, a situação é verdadeiramente aberrante: não só ontem anunciava o jogo com um grande plano das armas espanholas como não fez qualquer tipo de pós-reportagem ao jogo (na realidade, "enfiou" uma entrevista a um estagiário português na estrutura da NATO!!!) Após a "oportuna" entrevista, limitou-se a recolher uma frase de Paulo Bento na conferência de imprensa. Hoje, dá preferência ao que os espanhóis acham da sua própria seleção...



O jornal "i" alinha no encobrimento da vitória (e se julga que há alguma referência ao jogo na parte do écran que aqui não se mostra, desengane-se...). Para saber da vitória nacional, é preciso carregar naquele numerozinho 3 que está junto ao Obama...




O jornal gratuito Metro, prefere dar o destaque a uma notícia negativo (claro) e à foto de uma loura qualquer enfiada num carro...



Triste revista de imprensa...

Sem bolas...

A capa de hoje do jornal "A Bola" ou "a razão porque a merda da tugalhada nunca será ninguém na vida"...

Para ser um chefe...

Extrato do livro "Para ser um chefe" (A. C. da Silveira Ramos), editado pela Mocidade Portuguesa.

Apetece perguntar: e isto não são bons princípios?
Falta um mês e tal para o Natal e as ruas de Benfica já estão iluminadas. Aliás, a freguesia até conseguiu ter com os fundos públicos o que a cidade viu recusado por uma entidade privada (BCP): uma árvore de natal na rua. É a crise, senhores? Se é, não parece...

Afinal, ganharam!

No dia seguinte à catástrofe nas Antas, ficamos a saber pelo destaque no site do "Glorioso" que, afinal, quem perdeu foi o Porto, mas em Andebol... (e logo por uma expressiva margem de um golo!

Piada hereticó-seca

Esta coisa do tempo ficar mau e começar a chover cada vez que Jesus se lixa, já começa a irritar...

Quem sabe, sabe!



O grande Simão Rubim dá-nos aqui uma enésima lição da arte de fazer rir...
29 de Outubro e o Picoas Plaza já tem uma enorme árvore de Natal cá fora...

A morte do adivinho

Morreu hoje no seu país natal - provavelmente devido a uma crise de remorsos -, o famoso polvo Paul, a criatura que "deu" a vitória no mundial aos nossos vizinhos.

Espero que tenha tido dores naqueles ventosas todas, o filho da mãe!

Mão Morta: Quero morder-te as mãos




Acordar e, de repente, ter o espírito invadido por esta música. É normal?
Para contrariar os argumentos dos (falsos) patriotas da língua quando falam do Acordo Ortográfico, nada há de melhor do que ver como se escrevia "há uns anos" (1941 - "Gazes hilariantes", por Nelson de Barros)

Paz Vega

Uma das poucas coisas em Espanha que me faria soltar um grande "olé!".
Ocorreu-me há pouco que o interesse dos homens nas mulheres é de natureza puramente altruística: dar uma volta, dar um beijinho, dar um miminho, dar um abraço, dar uma queca...

Dar, dar, dar...

E que nos dão elas em troca? A volta ao miolo?

Lusobirras...


É com birras de merda como a da imagem que as pessoas perdem o seu tempo.
Depois, queixem-se...

A festa, os foguetes e as canas

A comunicação social é uma sonsa. Aliás, para ir melhor com a letra pequena, devo escrever "sonsinha". E das muitas publicações que enchem os escaparates costumo acompanhar mais o "Público", na sua versão internética onde, por puro masoquismo (assumo-o), me dou ao trabalho de ler a muita lixarada que por lá se publica. A que hoje me assaltou mal liguei o computador foi um "cínico" artigo sobre a dimensão mediática do "caso dos mineiros chilenos". Aparentemente, segundo o jornal, desde o 11/9 (aquela coisa na América que matou uns milhares de pessoas) que não se via tamanho acompanhamento mediático de um caso. É capaz de ser verdade.

Mas... como de costume, a comunicação social faz a festa, lança os foguetes e, no fim, apana as canas. A tragédia acontece, a notícia espalha-se, o Público alimenta o "interesse" com textos atrás de textos (há que arranjar conteúdo) perdendo-se em pormenores sem o mínimo interesse, fazendo dos pobres mineiros uma espécie de "estrelas" publicando, inclusivamente, "perfis pessoais" (como se a pequena vida diária deles tivesse algum valor no meio disto tudo); arranjam-se alcunhas para os homens (como se fossem os sete anões), acompanha-se ao minuto o seu salvamento e, depois... faz-se um texto, de forma inocente, dizendo "vejam... desde o 11/9 que não havia algo tão mediático". É de dar a volta ao estômago. E já nem falo na óbvia imoralidade de comparar dois eventos de causas e consequências tão diferentes (como se o seu interesse pudesse ser equiparado) mas tão-só neste comportamento sonso de avaliar os efeitos como se não se tivesse participado na sua causa...

Notícia no Público: Desde o 11 de Setembro que não se via uma operação mediática como a do Chile

Prato do dia

"Prato do dia" é uma instalação bem engraçada exposta na passagem interior que liga a Travessa do Carmo à Rua Garrett, ali no Chiado. Vale bem a pena o desvio para quem ande pela zona. Aliás, o próprio espaço da passagem - claramente desaproveitado relativamente ao que seria o plano inicial -, vale, por si só, uma deslocação para apreciar alguns enquadramentos.

Conversa de informático (5)


"Sabes quantas layers são para fazer o sombreado dos post-its do footer?"

O autor da frase mantém-se firmemente contra o acordo ortográfico

Falta de calo


Este, provavelmente, era principiante e estranhou...
(Chiado, Lisboa)

Qual será a probabilidade de ir ver dois filmes seguidos, no mesmo cinema, e apanhar com fitas em que os protagonistas vêem e conversam com familiares mortos?

Guns n'Roses em Lisboa (2010/10/06)

Uma, uma hora e meia mais tarde do que o agendado mas, certamente, dentro do horário esperado, a versão 2010 dos Guns n'Roses entrou em palco no Atlântico.

Posso dizer que, embora não tenha propriamente gostado do concerto, saí do pavilhão com algum respeito pelo animal do Axl. Quase três horas de concerto são coisa que merece respeito. Não tanto pela atuação do bicho mas pela vontade e capacidade de impor à banda um espetáculo tão longo e tecnicamente competentíssimo.

No entanto, a duração do "show" não esconde que o alinhamento é medíocre, com a inclusão de alguns temas perfeitamente desinteressantes e a matemática alternância de temas pesados com baladas ou solos. O Axl talvez já não possa com uma gata pelo rabo (parece um gordo boneco de cera) e necessite de descanso a cada música mais puxada... É pena, porque isso nunca permite ao concerto assumir-se verdadeiramente como uma festa de grande Hard Rock.

Algumas músicas sofreram arranjos assassinos (sendo o melhor exemplo a "eletrização" de parte do Patience, um tema que tem na sua simplicidade um valor precioso) e outras parecem ter perdido incompreensivelmente força, como foi o caso de "Welcome to the jungle" que em nada beneficiou do novo-riquismo de ter três guitarristas em palco. Aliás, à semelhança do que acontece com os Iron Maiden, fica-se sem perceber bem onde estará a vantagem de um terceiro homem na guitarra elétrica. Talvez para ajudar a encher palcos demasiadamente grandes...

Do ponto de vista positivo, salta à vista a manutenção da capacidade vocal do Axl Rose e a enorme competência e entrosamento dos músicos. Pode-se contestar os três guitarristas e dois teclistas (sim...) mas a verdade é que aquela gente toca bem e houve alguns momentos a raiar o sublime, como foi toda a introdução instrumental ao Patience, com um lindo duo de violas acústicas (cujo trabalho foi traído mais tarde pela já mencionada inserção de uma herética guitarra elétrica).

A colagem visual de um dos guitarristas à personagem do Slash é tal que não pode ser coincidência e esta ideia ganha força quando reparamos que há outro elemento na guitarra que nos lembra, ocasionalmente, do Izzy Stradlin. Quanto ao terceiro guitarrista (que, individualmente, fez o solo mais fraco, com uma versão da Pantera Cor-de-Rosa mas que, em tudo o resto, se mostrou mais do que à altura), destoava completamente da banda, com o seu ar "informal", guitarra dupla e aspeto de quem vinha de uma banda de Doom Metal britânica. À sua maneira, com a sua simplicidade, acabou por ser um fresco contraponto ao tom "fashion" do resto do grupo.

Resumindo: foi o concerto possível (a sobredose de baladas chegou a causar-me literalmente sono) e, a espaços, foi um concerto muito bom, justificando totalmente o preço do bilhete. Faltaram alguns temas antigos que teriam lugar em qualquer alinhamento mas que, logicamente, tiveram de ser arredados para dar lugar aos "descansos" do vocalista. Falo de canções como, por exemplo, "Think about you", "Outta get me" ou "My Michelle".



Quanto à primeira parte, assegurada pelo ex-Skid Row Sebastian Bach, deu um espetáculo que considero desnecessário. Visto de longe parece uma rapariga de enormíssimas pernas com andar de cowboy e, ouvido, nota-se as muitas falhas que a sua voz já tem. Ao contrário de Axl, o Sebastian Bach - que, como sempre, se refugia demasiado em gritos (onde, aí sim, se mantém a 100%) -, já não consegue estar à altura de alguns temas. E isto acontece não só pelas falhas de voz mas também pela displiscência e tom de "toca a despachar" que se sente em temas tão marcantes como "18 and life" ou "I'll remember you", tocados num ritmo frio e acelerado, desrespeitador da memória que muita gente terá destas duas belas canções. Outras falhas houve que acentuaram a ideia de alguém que talvez só estivesse ali porque, em questiúnculas entre vedetas, se manteve do lado da barricada que organizava o concerto...

Um pormenor curioso associado ao concerto do ex-vocalista dos Skid Row mas que também já se notou noutros eventos foi a pressão de espetadores estrangeiros para que as bandeiras dos seus países marcassem presença em palco. Não há nada de mal nisso e todo o assunto não deixa nunca de ser um "fait diver" quiçá fútil mas há qualquer coisa de irritante em ver forasteiros tentando que as estrelas em palco dediquem "atenção" a outro público que não o da "casa". Sebastian Bach caiu na esparrela uma vez, com uma bandeira brasileira, mas já evitou a segunda gaffe ao ignorar outra que lhe foi atirada mais tarde. Faltou-lhe, ao início, a sensibilidade que, por exemplo, os Metallica mostraram na sua última passagem por cá ao ignorarem sistematicamente os apelos de muitos espetadores espanhóis para tomarem em mãos a bandeira do seu país. Um concerto também se faz destas pequenas "atenções"...

Finalmente, uma nota muito negativa para o sistema de transportes públicos da capital. Compreende-se que este espetáculo acabou estupidamente tarde (01:50) e que a Carris e o Metro têm horários mas, ao mesmo tempo, não se compreende que serviços públicos não sirvam quem deles precisa. E ontem houve certamente muita gente que necessitou de ir para casa a uma hora tardia e se viu confrontada com um metro fechado e uma Carris funcionando à custa de esporádicos autocarros noturnos que, naquele local, pouco mais fazem do que levar as pessoas até ao Cais do Sodré onde eu, por exemplo, apenas pude apanhar novo transporte às 03:30!!! Pecado capital que não se volta a repetir: ir ao Pavilhão Atlântico e não levar o carro.


PS - a foto foi roubada ao Blitz e à sensual Rita Carmo

Santana Lopes já é santo?

Tudo indica que o bom do Pedro Santana Lopes, farto de não ver o seu valor reconhecido em terras lusitanas como secretário de estado, Primeiro-Ministro, deputado, presidente do Sporting, comentador desportivo, etc., resolveu vestir o hábito (o que não faz dele necessariamente um monge...) e rumar a terras de Itália para tentar a sorte como... santo.

A fruta do Brasil

Acabo de receber na minha caixa de correio uma mensagem de um qualquer "Moreno" com o título "Vamos mudar o Brasil". Do pouco da mensagem que o programa deixa antever deu para entender que a coisa anda à volta das eleições presidenciais lá do outro lado do Atlântico.

Passando à frente da óbvia estupidez que é enviar mensagens políticas para endereços de outro país (aquilo vai a eito, já se sabe), gostaria aqui de manifestar o meu inutilíssimo apoio a qualquer candidato que prometa acabar com a maior exportação brasileira da atualidade: o SPAM.

Pior do que os travestis no Conde Redondo, as prostitutas nos bares, as telenovelas na SIC ou os jogadores do Braga, são aquelas mensagenzinhas ridículas que invadem aos milhares a minha conta de correio eletrónico - prometendo-me saúde férrea, juventude eterna, ereções gigantescas, fortunas colossais ou tão-só apelando a uma contribuiçãozinha para não sei que causa perdida no meio da selva - seja ela de betão ou de árvores a sério.

Aos travestis só recorre quem gosta, às putas só vai quem quer, a televisão só liga quem não tem mais nada para fazer e, quanto ao futebol, só paga bilhete quem for masoquista. Agora, o SPAM... essa é que é uma praga à qual não se consegue fugir! Pior do que SPAM, só ser obrigado a escutar o Gilberto Gil cantando o "aêee, aôô, aêê" ou qualquer outra das poesias pela qual é mundialmente conhecido na sua cidade.

Portanto, arranjem lá um candidato que ponha no programa de Governo "acabar com aqueles safado que envia mensagem pró correio dos outro" que eu prometo, desde já, fazer campanha por ele, aqui deste lado do mar.



Pode ser? "Nóis agradece".
Chegou-me agora do Algarve um anúncio de um evento de observação de aves, em Sagres.

Como nenhuma zona do país (com exceção de uma parte do Funchal) é tão "aberta" à modernidade anglófila como o ALLgarve, os organizadores do encontro resolveram chamar-lhe "Birdwatching Festival Sagres".

Birdy, birdy... BARDAMERDA!

Playboy PT: o fim

Pois é, acabaram-se as férias, está-se de volta ao trabalho e, apesar de muita coisa para escrever, a preguiça é tanta que não deixa vontade para mais do que largar aqui umas coisas rápidas.

Por falar, em rapidez... Acabou mesmo por ser rápido o fim da edição nacional da Playboy. Ao que parece, aquilo nasceu torto e, só para confirmar o ditado, nunca se endireitou. É pena, mesmo que o núcleo da revista (as "piquenas" nuas) nunca tenha sido nada de especial (foi fraco, até - e a última edição mostra-o bem).

Para a posteridade, para que todos se possam lembrar de mais uma tentativa abortada de ter uma revista "masculina" aqui no retângulo, deixo o link para um arquivo de capas (e não só...) da Playboy, à escala mundial. Divirtam-se!

LINK: Playboy Cover Archive


PS: a nível de curiosidade, "Rita Mendes" e "Playboy" continuam a ser as expressões de entrada mais comuns para este blog. Convenhamos que houve coisas muitíssimo melhores do que o ensaio envergonhado da apresentadora, não?


A pergunta a fazer é: depois de destruirem a imagem do bom do Eddie, estará Janick Gers a substituí-lo?

Ah pois! E logo agora, que começou a chover...

As tainhas são umas "gandas" doidas!

A Europa-América publicou mais um utilíssimo guia prático capaz de fazer as delícias dos amantes da "arte" da pesca.

Da autoria de Henri Deuil e traduzido pela Ana Maria Castro Gonçalves, é um livro que nos reserva pequenas surpresas como esta, do capítulo dedicado às tainhas:

(...) Há alguns [iscos] que se desmancham mal o peixe lhes dá uma chupadela e, portanto, não chegam a ter utilidade.

O toque da tainha é deveras emocionante, porque não é um toque direto, antes parece que ela se diverte a brincar com o isco. Vem uma e chupa-o com as pontas dos lábios, mordisca-o, cospe-o. Vem outra e faz o mesmo - e o isco a afastar-se de nós...

Mas não tenha presa. Quando uma tainha engole o isco, o
engole mesmo, mergulha a grande velocidade e a bóia afunda-se. Então dê-lhe linha, deixe-a cansar-se antes de ferrar. (...)



Agora percebi o porquê de haver tantos filmes porno passados em barcos de pesca...

Bebedouro para anões

Ter um executivo de esquerda na Câmara Municipal é garantia de que toda a gente é respeitada, e as minorias ainda mais.

Finalmente, alguém com juizo e, acima de tudo, muita sensibilidade, resolveu preocupar-se com essa discriminação gritante que é a ausência de bebedouros para anões. Para já, ainda é só um (ali na estação do Colégio Militar) mas em breve será possível às pessoas muito pequeninas saciarem a sede em mais locais da capital.

Só falta mesmo é ligar a água...

Animal abandonado (imagem chocante)

Como é que possível haver quem faça uma coisa destas?

O Público é um jornal doente ou doentio?

O jornal Público tem uma vantagem em relação à concorrência: a "qualidade" do seu site. A partir daí, o pasquim do grupo Sonae é uma versão "chique" do Correio da Manhã, com a diferença de que o tempo que este último gasta convencendo a população de que vive num cenário de guerra, aquele usa na tentativa de rebentar com a autoestima da nossa população. Veja-se bem - sim, olhe-se e pense-se -, na fotografia escolhida para ilustrar um evento tão pouco importante quanto uma cidadã nacional (Telma Monteiro) ter sido vicecampeã do mundo de Judo. É uma imagem de força? Não É uma imagem de confiança? Não. É uma imagem de energia? Não. É a imagem de uma derrotada, de alguém derreado enquanto o adversário comemora a sua superioridade.

Esta fotografia - que o jornal poderá dizer que foi a única que recebeu (desculpas de mau pagador) -, é apenas mais uma arma numa campanha de denegrimento da nação. Se a judoca portuguesa é a segunda melhor do mundo (feito inegavelmente brioso), então, há que salientar o lado negativo da questão: a derrota. Telma Monteiro, falhou. É portuguesa e morreu na praia. Está ali, caída, impotente, sem ser capaz de mais, e isso é o Povo Português, a gente fraca que nunca vence e toda a vida se recorda de que esteve "quase lá".

Os jornalistas do Público sabem o que fazem. Quem os manda fazer isto, também sabe. E nós sabemos porque eles o fazem, da mesma maneira que nos apercebemos da perseguição a figuras públicas (sem que nunca se chegue a lado algum), da constante exposição dos podres da sociedade, do enaltecimento (!) da conflitualidade, da secundarização de notícias inegavelmente positivas, dos fretes prestados a países estrangeiros, etc.

Pobre Telma que não venceu. E pobres de nós que não nos conseguimos ver livres desta porcaria...

Laranjas no jardim

Há algum tempo atrás, o jardim de São Pedro de Alcântara tinha dois novos pontos de interesse.

A propósito de uns concertos ali realizados, lembraram-se os serviços camarários de pespegar com duas casas de banho portáteis no local. E fizeram muito bem. O que já não se percebe é a escolha da localização. Em vez de porem os cagatórios por trás do palco ou encostados ao muro do lado da estrada ou, basicamente, em qualquer lugar escondido, os artistas da CML acharam por bem fazer uma espécie de "intervenção" botando aqueles dois mastronços laranjas no local de maior destaque do jardim, ou seja, mesmo na zona onde toda a gente para para olhar a magnífica vista!

Enquanto o fenómeno durou, foi quase impossível tirar uma fotografia de Lisboa, em direção ao Tejo, sem que aparecessem duas cabinas laranja ao canto, quais emplastros em versão mobiliário urbano.

A pergunta é óbvia: esta gente bebe em serviço?



A propósito de umas declarações de Stephen Hawkings sobre deus (assim mesmo, que raio!) e a reação beata de alguns desesperados em provar o absurdo, aqui fica uma coisinha divertida para acabar a semana.

Da abjeção aos críticos

A crítica escrita - entendendo-se como etiqueta aglomeradora das críticas a todas as formas de arte -, já há muito tempo que se converteu num subgénero literário onde aquilo que menos interessa é transmitir a opinião do crítico sobre o objeto criticado e mais exercer uma espécie de desfile de todos os recursos estilísticos do autor, sempre fortemente apoiados num fundo cultural convenientemente elitista por forma a que as referências semiobscuras encantem sem por isso virem trazer qualquer luz ao texto que permita ao acidental leitor vislumbrar a resposta à mais importante das perguntas: "Isto é bom, ou não?"

Aliás, a crítica cinematográfica (aquela por onde mais passo os olhos), parece ser como os filmes prediletos dos próprios críticos: coisa feita por uns para gáudio de poucos. Daí terem inventado aquela coisa das estrelinhas, forma concisa de meter 1500 palavras em quatro ou cinco bonequinhos que os críticos pintam ao sabor dos seus, agora desvendados, gostos.

Os críticos não gostam das estrelinhas. O público, adora-as.

Mas as próprias críticas mereciam um sistema de estrelinhas que pusesse de sobreaviso o leitor: uma escala de hermetismo semântico-lexical só possível na internet pelas características interativas desta. Quem ainda se dá ao trabalho de ler jornais, está lixado. Mas, se pagou pelo prazer de sujar as mãos, então, merece-o.

Tudo isto (toda esta verborreia, dirão alguns), vem a propósito de uma crítica deixada no Cinecartaz do Público, a propósito do filme "The box" (Presente de morte), recentemente estreado nas salas nacionais. Ao contrário do que se possa pensar, o texto que me maravilhou (de uma forma perversa, entenda-se) não é o de um crítico mas sim o de um leitor respondendo ao crítico. Mais papista do que o papa, mais crítico do que o crítico, houve alguém capaz de arrasar com toda a concorrência e, acredito, por uma vez meter na ordem os profissionais do setor. Não que o tenha feito como ironia mas sim como autêntica prova da existência de muito talento por aí, gente com a qual nos cruzamos e por quem não damos nada para, no fim, serem capazes de escreverem coisas como esta...

"(...) Talvez haja resquícios de um contágio binário em alguns pareceres cinéfilos; somos herdeiros [homens do século XXI] de uma trama económica que reinventou medidas e reprime contingências, inclusive no campo artístico. As facções que protelam o direito à subjectividade bifurcam (com imperativa lógica) o caminho binário trilhado. No entanto, o que antes era “surreal” e “esquinado”, ou uma facção anti-lógica binária com face própria (estética surrealista), tornou-se apenas o reverso da moeda, a cara oposta à coroa economicista: isto é dizer que, da mescla democrática formada por direitos de expressão e direito ao erro [todo o objecto sem propósitos lucrativos] nasceu a nova facção – a do direito à implementação científica da subjectividade. É a ciência do eufemismo, que ao invés de dizer, por uma, outra coisa, diz por outra coisa, coisa nenhuma – esquema niilista da cultura vigente. Chamemos-lhe a ciência do adjectivo [37, se contei bem]; gramaticalmente é formidável, diga-se, e digno de realce – há aqui um jogo complexo entre dois elementos de criação semântica e sintáctica –, pois do uso aleatório do adjectivo nasce o eufemismo, ou melhor, transforma-se o nada (aquilo que há a dizer inicialmente) noutro nada (resultado da adjectivação); ou seja, o adjectivo funciona enquanto consumação da ciência da subjectividade, ou o seu devir-ciência, que dá ao nada uma forma de nada visível – as matérias criadas são de particular eloquência quando se usa dupla adjectivação ou se reforça, habitualmente no final do texto (quando o eufemismo começa a perder força, desgastado pela transformação operada ao nada), o desgastado adjectivo com um advérbio – ah, que objectos se roubam ao nada quando têm este suporte! Passar-me-ia despercebida – ou catalogada enquanto opinião controversa – esta tentativa de “acordar” estados inorgânicos, não fosse cruzar-se com eufemismos de outra estirpe, no caso corpórea [neste caso, a adjectivação reduz a nada objectos inicialmente corpóreos (...)"


Querem mais? Vão ver aqui !

GMail: caixa prioritária



Uma delícia, este vídeo :)
O que o Arnoldinho (nesta altura, ArnolDÃO) tem na mão dá para perceber (só esperamos que ele não seja de desculpas esfarrapadas como o Clinton) agora... que merda é aquela no prato???

"ja mendingos opinantes sao mais dificeis de livrar... sobretudo aqueles com blogs auto-masturbatorios!" [SIC]


Comentário sobre este blog, deixado no jornal Público.

"auto-masturbatório" deve ser uma coisa absolutamente espetacular!

Capa do catálogo da cadeia espanhola "Ale-Hop".
E vassouras voadoras, também vendem?

Promoção?!

Qualquer coisa não bate bem quando um restaurante apresenta um miserável menu como o da fotografia, chama à coisa "bitoque", cobra € 6,20 e ainda se orgulha de estar a fazer uma grande "promoção"...

"Kurz & Gut", no Campo Pequeno. Só para quem quiser cair nela...


P.S. - e que tal as autoridades começarem a pensar em proteger a denominação "bitoque", para evitar que esse prato tão característico (pelo menos, de Lisboa) seja abastardado pelos chicos-espertos da restauração?

Umas obras em Lisboa ou a prova de que a diversão no trabalho é possível... Uiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii......

Conversa de informático (4)


(...) a partir da CS3 tens de ter uma layer com actions a chamar um button (...)

O autor da frase é opositor do Acordo Ortográfico...

Festa de patos

A festa na Fábrica da Pólvora parece ter sido de arromba. Estará o pato em coma alcoólico?



Para acabar um dia chato com uma música alegre...

Fábrica da Pólvora (Barcarena)

O 'hip hop' também mata

Deixo aqui uns excertos de uma crónica do "às vezes insuportável, muitas vezes brilhante" Alberto Gonçalves, no Diário de Notícias. Com a devida vénia, claro.

(...)No seu primarismo, o hip hop tem pouco a ver com música e muito a ver com uma atitude de confronto face a uma sociedade que é, ou que se imagina, discriminatória. É, vá lá, um estilo de vida, traduzido à superfície no vestuário ridículo e nos gestos animalescos. E nas letras das "canções" (?). As letras, que certa "inteligência" considera "poesia das ruas", são, além de analfabetas, manifestações de rancor social. Por norma, são também glorificações do crime e panfletos misóginos.(...)

(...)Vale a pena lembrar que, em tempos realmente opressores, os pretos inventaram o jazz, um dos maiores contributos da América para a humanidade. E vale a pena lembrar o exemplo de Louis Armstrong, um génio que os "radicais" achavam o paradigma do "traidor". Tudo porque, tendo sofrido na pele a discriminação, Armstrong preferiu combatê-la pelo talento e não agravá-la através de inanidades gritadas por cima de uma caixa de ritmos.(...)

(...)o hip hop é a sujeição dos pretos ao que o "multiculturalismo" em vigor deles espera. Ao trocar a literatura pela "poesia das ruas", a música pelo ruído, a educação pela agressividade, o esforço pela automarginalização, a única afirmação do hip hop é a da inferioridade. Se levado a sério, o paternalismo condescendente limita os membros de uma etnia a uma existência parcial nas franjas da legalidade. E não anda longe do folclore abertamente racista.(...)




Palavras sábias!

Para ler a crónica completa, é só carregar... aqui e aqui
(...)Só é de lamentar a morte das crianças,que nao iram crescer,brincar,dar alegrias as familias isso sim é que se devia de comentar e lamentar.(...)



Comentário deixado por um visitante na notícia "Duas crianças entre os mortos no acidente da A25"


O grau de estupidez contido em semelhante comentário raia o criminoso. E não me refiro aos erros ortográficos mas sim à profunda irracionalidade sentimentalona que leva alguém a achar que, perante um cenário de morte e destruição, apenas as criancinhas merecem ser choradas. Os outros, todos os outros que tenham passado a fantasiosa barreira cor-de-rosa da "inocência" (onde é que ela fica, hoje em dia?), esses, que se fodam em grande porque a idade os tornou não desejáveis. Mesmo que sejam os pais de agora órfãs criancinhas que também não vão poder inundar o mundo com a sua idealizada alegria infantil - e birras, e choros, e manias -, porque os papás bateram merecidamente a bota - eles que já eram adultos, feios e maus...

E esta mentalidade miserável de gente incapaz de ver o mundo para além das suas pífias paixõezinhas e moralismos pacóvios é continuamente alimentada por títulos como o do Diário de Notícias. Afinal, é para isso que serve a informação, certo?
"(...) o helicóptero aparcou na faixa de rodagem"

Um graduado da GNR descrevendo a assistência aos sinistrados de um acidente.

Questão de tostões...

Com esta tabela de preços, é forçoso dizer que alguém na belíssima Fábrica da Pólvora (Barcarena) gosta de fazer a vida difícil aos outros...

Arquitetura portuguesa (ou o enfado como fado)

O que se passa em Portugal que quase nenhuma estrela da arquitetura mundial consegue ver cá construída uma obra sua? Frank Gehry projetou a remodelação/recuperação do Parque Mayer (ainda no tempo do Santana Lopes) e... nada! Renzo Piano projetou a urbanização "Jardins de Braço de Prata" (precisamente nessa zona) e... nada! Norman Foster projetou a recuperação do aterro da Boavista, em Santos (Lisboa) e... nada! Zaha Hadid, provavelmente o grande nome da atualidade, concorreu ao terminal de cruzeiros de Santa Apolónia e... ficou em quinto lugar! Oscar Niemeyer tem um projeto parado na zona de Chelas desde 1999 (e o do Algarve nunca arrancou)...

Resumindo: enquanto o mundo lá fora se enche de obras de nomes consagrados, ciente de que um edifício não vale só pelas suas funções mas, também, pelo aspeto e, consequentemente, deve ser encarado como arte no espaço público e algo de enriquecedor para o património, nós, aqui no retângulo, continuamos entregues ao "cinzentismo" dos arquitetos nacionais e da sua total falta de creatividade. Há lobbies? Há cunhas? Como é que se compreende que apenas existam no território nacional três obras concluídas assinadas por mestres internacionais (Casa da Música, Porto - Rem Koolhaas; Estação do Oriente, Lisboa - Santiago Calatrava; Hotel-Casino da Madeira, Funchal - Oscar Niemeyer)? Não se compreende. Sobretudo se pensarmos que os três exemplos mencionados são absolutamente marcantes nas cidades onde estão e, até, ex-libris das mesmas. Porquê, então, esta espécie de alergia?

Dirão alguns que temos em Portugal bons arquitetos. Dirão, até, que temos dois nomes "sonantes" (Siza Vieira e Souto de Moura). Não contesto a classificação embora possa contestar algumas das obras (aqueles edifícios de Siza Vieira na Rua do Alecrim...) mas isso - a prata da casa -, não pode de forma alguma justificar que o nosso país esteja ficando para trás numa autêntica correria ao "landmark". Há, inclusivamente, destinos que não só utilizam a arquitetura contemporânea como forma de incrementar o turismo mas vão até buscar a ela uma espécie de razão de ser. Portugal não parece estar interessado nisso e hoje, como sempre, remete-se ao orgulhosamente sós e à pútrida mentalidade do "pobres mas honrados".

Que nos oferece a arquitetura portuguesa da atualidade? Refiro-me à arquitetura "grande" e não aquela dos condomínios e pequenos arranjos urbanos. Que nos mostram os artistas do croquis que seja capaz de nos entusiasmar? Pouco, muito pouco e, sobretudo, muito do mesmo. Olhar para uma casa ou um edifício de conceção nacional é um exercício no campo da monotonia. Ele é o betão à mostra, ele é as paredes brancas, ele é os ângulos retos, ele é a negação da curva, ele é os paralelepípedos... O popular termo "caixote" parece ter-se entranhado na mente dos nossos autores à força de tanta repetição de modelos estabelecidos (escola do Porto?). É a velha questão do que se quer fazer e do que querem que façamos. Espera-se o quê de um arquiteto luso? Que faça uma coisinha discreta, simples, que seja luminosa, que mantenha uma escala humana, que tenha muito branco, enfim, que seja chata! Creatividade, se a há, deve estar escondida num poço fundo, com medo de que alguém a roube.

O projeto de Zaha Hadid para o terminal de cruzeiros em Lisboa foi considerado "arrojado" para a cidade de Lisboa. O país que permite a construção de um monumental monstro de mau gosto como a igreja que Troufa Real defecou na prancheta e que reinará no alto do Restelo ou - ainda da mesma criatura -, outra igreja, desta feita em Miraflores, e que parece nascida de um pesadelo de ficção científica, esse país, dizia, permite-se o luxo de tornar em defeito algo que é, normalmente, considerado uma qualidade. Para as brilhantes mentes nacionais, adjetivar de "arrojado" um projeto é uma forma de diplomaticamente mandar alguém às urtigas por não se enquadrar nos monos padrões nacionais. Achar que as belas e definidoras obras da arquiteta iraquiana merecem ser postas de lado por serem diferentes (quando em todo o mundo essa diferença lhe é reconhecida como a maior das qualidades) demonstra à saciedade a força do espartilho que nos impede de caminhar ao lado dos outros.

As monstruosidades de Troufa Real (que, honra lhe seja feita, não é alguém que alinhe no minimalismo vigente), a frieza de Siza Vieira e do sem número de imitadores que o seguem, a chateza quadradona de um Carrilho da Graça, e a massa de autores mais ou menos anónimos que vão enchendo o país de enormes sólidos, tudo isto compõe o muro no qual esbarra o mundo.

Com tanta coisa em que o protecionismo era tão bem aplicado, logo nos havia de calhar a arquitetura!

Burros sem espelho

Uma dupla nacional (Tiago Barros e Jorge Pereira), em resposta a um concurso apelando a ideias para uma ponte para ciclistas em Lisboa, optou por uma abordagem divertida que consistia na recusa da premissa (uma ponte) e na criação de uma alternativa em que seriam os carros a passar por cima da ciclovia. Como? Simples: literalmente saltando.



A coisa (veja aqui) é tão disparatada mas, ao mesmo tempo, tão elaborada que se enquadra perfeitamente naquilo a que os americanos chamaram um "hoax" - informação fictícia mas aparentemente credível. E os próprios patrocinadores do evento (a Galp e a ExperimentaDesign) reconheceram-lhe valor enquanto tal.


O "projeto" anda por aí, pela internet e fui dar de caras com ele no site brasileiro Jalopnik onde, para espanto de qualquer pessoa inteligente, a maior parte dos comentadores à notícia (ver aqui) não só acreditaram que se tratava de um plano real como aproveitaram para chamar aos Portugueses... burros.

Prato nacional brasileiro? Palha com feijão...

Agora, digam lá se, às vezes, não apetece pensar que fomos enganados com aquela coisa do tratado de Tordesilhas?...