Dúvidas existenciais sobre o casamento homossexual

Se, conforme dizem os defensores do casamento "gay", o casamento não tem como fim a procriação (e é verdade), então, porque razão se deve continuar a proibir o casamento incestuoso? Afinal de contas, o grande problema do incesto é a consanguinidade. Não havendo rebentos, não há problema. Curiosamente, os homossexuais não parecem gostar da ideia.

Se o casamento homossexual é a assunção do "direito à felicidade", porque razão se continua a proibir a poligamia (e a androgamia)? Se um homem quiser tomar várias esposas ou uma mulher vários esposos, quem somos nós, quem é a sociedade, para o proibir?

Se o que se pretende é instituir um vínculo patrimonial preferencial entre os cônjuges, então, porque não optar simplesmente por contratos e/ou testamentos?

Se toda esta temática anda à volta do "amor", porque razão parece começar e acabar no sexo? Porque razão se deverá reconhecer como unidade familiar duas pessoas que partilhem o leito (com as consequentes vantagens fiscais) mas não duas pessoas que vivam juntas por necessidade ou laços de afeto que não impliquem relações sexuais? O Estado "paga" para que os cidadãos tenham relações sexuais? Num país de subsidiodependentes, só faltava mesmo mais esta...

Se o reconhecimento de uniões homossexuais é uma questão de direitos iguais, porque razão continua (e continuará) a haver uma montanha de direitos, benefícios, regalias - e também obrigações -, próprios de classes profissionais, nacionalidades, sexo, localizações geográficas, faixas etárias, etc? É ou não é verdade que grande parte dos defensores do casamento homossexual (a Esquerda) também defende coisas tão aburdas como, por exemplo, a existência de quotas para mulheres no parlamento?

Se se permite aos homossexuais casarem - por questões de igualdade de direitos -, porque razão se lhes bloqueia o acesso à adoção? São iguais para umas coisas mas não para outras? Se há receio de que o estilo de vida dos homossexuais possa influenciar os mais pequenos levando-os a tornarem-se, também eles, homossexuais, então, está-se a fazer um juizo de valor (negativo) sobre a homossexualidade... Se não é uma coisa boa, porquê dar-lhe cobertura legal? Se não tem mal, porquê temer a sua propagação?

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