Na rua, uma cadela São Bernardo vê-me e dirige-se para mim, de forma calma mas decidida. A dona puxa-a (com esforço, claro) enquanto diz "Anda cá, não vais a ninguém!". O esforço foi inglório porque o animal lá chegou perto de mim de modo a que eu lhe fizesse a festinha que aquela cabeçorra pedia. Olho para a dona (que continuava no seu esforço) e deixo sair um "É simpática..." em tom de admiração pela atitude da mulher. Que responde a criatura? "Pois... é uma coisa!".

"Pois... é uma coisa!" - só faltou acrescentar: "calcule que ela é simpática com as pessoas, a estúpida!".

Lá dizia Sócrates (o original): "Quanto mais conheço as pessoas, mais gosto do meu cão".

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