Maria Clementina




Tirem-me esta música da cabeça! :)

Estes italianos são danados!



E já nem se fala nos "tetos"...

A pipoca mais amarga?


(...) mas uma pessoa resolve sempre dar o benefício da dúvida, mais não seja para que não digam que não se dá uma oportunidade ao que é nacional. Pois. O problema é que o que é nacional, regra geral, tende a ser mau.(...)


Se fosse preciso resumir num pequeno texto toda a estupidez e futilidade do blog "A pipoca mais doce" e, por consequência, das "ideias" da sua autora...




P.S. - em resposta a um comentário meu, a jornalista Ana Garcia (a autora) respondeu-me com um absolutamente brilhante

"Catinga, não seja pain in the ass. Relaxe, que estamos em Julho. Para além disso, desconhece o significado da expresão "regra geral"? Parece que sim..."


Note-se a sofisticação anglófona, o apelo à pouca exigência estival (ah, mas se o baton estiver caro no Algarve, lá se vai a "relaxação" da pipoca) e, finalmente, a forma como ela julga iludir a crítica com um "eu não digo que é sempre mas quase sempre". É de gritos!

(a questão do "s" que foi de férias deve ter tido a ver com algum problema técnico com as unhas)

Hotfile



...e eu fiquei assim, meio sem perceber se o Hotfile estaria a gozar comigo...
:)

Pessoa e a bandeira

O blog da Casa Pessoa publicou um texto do poeta onde ele bate forte e feio na bandeira nacional escolhida pela República. Fora do seu contexto histórico parece coisa demasiadamente agressiva e, até, ofensiva o que me faz perguntar qual terá sido exatamente a ideia dos responsáveis pelo blog? É um ato de crítica ao atual estado das coisas? Provavelmente. Mas se assim o é, então, as palavras de Pessoa não passam de um exagero populista à luz dos nossos dias. Para populismos e demagogias baratas, já temos muita gente. Não me parece que precisemos de que uma entidade cultural se encarregue de engrossar as fileiras da maledicência.

E o regimen está, na verdade, expresso naquele ignóbil trapo que, imposto por uma reduzidíssima minoria de esfarrapados morais, nos serve de bandeira nacional – trapo contrário à heráldica e à estética, porque duas cores se justapõem sem intervenção de um metal e porque é a mais feia coisa que se pode inventar em cor. Está ali contudo a alma do republicanismo português – o encarnado do sangue que derramaram e fizeram derramar, o verde da erva de que, por direito mental, devem alimentar-se.


Mas não joguemos fora toda a crítica. Numa altura em que tanta coisa se põe erradamente em causa (até a independência nacional!), não seria realmente descabida uma séria reflexão sobre a estética do nosso símbolo maior. As cores nacionais são um verdadeiro pesadelo para quem queira fazer qualquer coisa com elas e Pessoa não foi, nem de longe, a única figura grada da nossa intelectualidade a "embirrar" com a bandeira.

Mudar de bandeira? Porque não?

Ver o post em: mundopessoa.blogs.sapo.pt/409203.html

Se ele o diz...

Faz lá...



Foto retirada do artigo do DN em que se fala da mãe do filho - :) - do Cristiano Ronaldo.

Van Halen




Noutros tempos, amanhã seria dia de Lança-Chamas. Para matar saudades, fica aqui o genérico (entre outros bons momentos). ;)

Falta de condições




Se estiverem interessados, é em Alcobaça, logo ali, ao lado do Mosteiro. Mas não se esqueçam do escadote!

As petições


Esta coisa da internet veio tornal banal um mecanismo de cidadania chamado "petição". Se antigamente, quem quisesse peticionar algo tinha de se dar ao trabalho de andar a palmilhar as ruas e a meter conversa com estranhos agora, com as facilidades cibernéticas, vai-se a um site, põe-se lá um texto e toca a mandar mensagens pedindo que as pessoas assinem a petição. No fim, promete-se, qualquer coisa será enviada a não-sei-quem para que algo seja feito. Pode ser do meu ceticismo militante mas tenho cá a ideia de que esta coisa das petições online não serve para nada. Ele é a renovação do jardim do Príncipe Real, ele é o novo chão do mesmo jardim, ele é as casas em Benfica, ele é o ensino do Português no estrangeiro, ele é os golfinhos no Sado, ele é o isto e o aquilo e até eu, neste mesmo blog já tentei lançar uma petição provocatória para trazer o Mourinho para a Seleção.

A pergunta que faço é: quantas destas petições é que dão nalguma coisa? Se há duas coisas que nunca chegam ao meu conhecimento são: 1) a petição foi entregue - sim ou não?; 2) a petição deu resultado?

Chateia-me isto de andar a "assinar" coisas cujo resultado fica sempre no segredo dos deuses (quando não é demasiadamente óbvio que o esforço foi em vão).

Cadeiras ao largo


O Festival ao Largo, desde há alguns anos, é uma daquelas lufadas de ar fresco que nos refresca as noites quentes de Julho. Música clássica, teatro, dança, tudo de graça e na bela praça junto ao teatro de São Carlos, em Lisboa.

Agradeça-se a quem é de direito, aos patrocinadores, aos organizadores, às entidades, às excelências e a quem mais seja justo pela oportunidade que dão a muitíssima gente de tomar contacto com tanta coisa boa. Aliás, todo o recinto fica à cunha em dias de espetáculo e até me atrevo a dizer que o aluguer de varandas poderia ser um negócio interessante.

Dito isto, há que dizer que numa coisa (apenas numa) a organização falha: nos lugares sentados. Não é que eles sejam poucos (embora um pequeno mar de gente fique em pé), mas ninguém impede que muita gente abusadora vá para o local duas horas antes e ande a espalhar roupa pelas cadeiras contíguas para marcar lugar para os amigos. A situação é perfeitamente escandalosa já que a falta de ética e respeito pelos outros evidenciada por estas criaturinhas faz com que se verifiquem situações tão absurdas quanto haver centenas de pessoas em pé em pleno espetáculo e ainda estarem a chegar os oportunistas que se vão sentar nos lugarzinhos ciosamente guardados para eles pelos amigos. Ora, a organização, através dos vários rapazes engravatados que por lá andam, poderia perfeitamente ir chamando a atenção dos abusadores para o facto de não poderem marcar lugares ou, em hipótese alternativa, apenas poderem guardar um (o que não seria nada do outro mundo) e, inclusivamente, a partir de certa altura, poderiam os mesmos moçoilos dirigir pessoas que estivessem em pé para os assentos vagos. Seria uma forma mais do que justa de "punir" os prevaricadores, creio eu.

Filhos e enteados


2010/07/07
Às vezes há algumas situações que têm o condão de, numa palavra ou imagem revelarem o estado das coisas, de denunciarem tiques e tendências geralmente pouco assumidas mas com muito trabalho por trás. Estas duas capas do jornal Público (esse novo campeão do bota-abaixo) são um bom exemplo: à esquerda, a capa do dia posterior à qualificação da Holanda para a final do Mundial de futebol; à direita, a imagem da edição do jornal no dia depois da qualificação da Espanha. Notam a diferença?2010/07/08