O Público é um jornal doente ou doentio?

O jornal Público tem uma vantagem em relação à concorrência: a "qualidade" do seu site. A partir daí, o pasquim do grupo Sonae é uma versão "chique" do Correio da Manhã, com a diferença de que o tempo que este último gasta convencendo a população de que vive num cenário de guerra, aquele usa na tentativa de rebentar com a autoestima da nossa população. Veja-se bem - sim, olhe-se e pense-se -, na fotografia escolhida para ilustrar um evento tão pouco importante quanto uma cidadã nacional (Telma Monteiro) ter sido vicecampeã do mundo de Judo. É uma imagem de força? Não É uma imagem de confiança? Não. É uma imagem de energia? Não. É a imagem de uma derrotada, de alguém derreado enquanto o adversário comemora a sua superioridade.

Esta fotografia - que o jornal poderá dizer que foi a única que recebeu (desculpas de mau pagador) -, é apenas mais uma arma numa campanha de denegrimento da nação. Se a judoca portuguesa é a segunda melhor do mundo (feito inegavelmente brioso), então, há que salientar o lado negativo da questão: a derrota. Telma Monteiro, falhou. É portuguesa e morreu na praia. Está ali, caída, impotente, sem ser capaz de mais, e isso é o Povo Português, a gente fraca que nunca vence e toda a vida se recorda de que esteve "quase lá".

Os jornalistas do Público sabem o que fazem. Quem os manda fazer isto, também sabe. E nós sabemos porque eles o fazem, da mesma maneira que nos apercebemos da perseguição a figuras públicas (sem que nunca se chegue a lado algum), da constante exposição dos podres da sociedade, do enaltecimento (!) da conflitualidade, da secundarização de notícias inegavelmente positivas, dos fretes prestados a países estrangeiros, etc.

Pobre Telma que não venceu. E pobres de nós que não nos conseguimos ver livres desta porcaria...

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