29 de Outubro e o Picoas Plaza já tem uma enorme árvore de Natal cá fora...

A morte do adivinho

Morreu hoje no seu país natal - provavelmente devido a uma crise de remorsos -, o famoso polvo Paul, a criatura que "deu" a vitória no mundial aos nossos vizinhos.

Espero que tenha tido dores naqueles ventosas todas, o filho da mãe!

Mão Morta: Quero morder-te as mãos




Acordar e, de repente, ter o espírito invadido por esta música. É normal?
Para contrariar os argumentos dos (falsos) patriotas da língua quando falam do Acordo Ortográfico, nada há de melhor do que ver como se escrevia "há uns anos" (1941 - "Gazes hilariantes", por Nelson de Barros)

Paz Vega

Uma das poucas coisas em Espanha que me faria soltar um grande "olé!".
Ocorreu-me há pouco que o interesse dos homens nas mulheres é de natureza puramente altruística: dar uma volta, dar um beijinho, dar um miminho, dar um abraço, dar uma queca...

Dar, dar, dar...

E que nos dão elas em troca? A volta ao miolo?

Lusobirras...


É com birras de merda como a da imagem que as pessoas perdem o seu tempo.
Depois, queixem-se...

A festa, os foguetes e as canas

A comunicação social é uma sonsa. Aliás, para ir melhor com a letra pequena, devo escrever "sonsinha". E das muitas publicações que enchem os escaparates costumo acompanhar mais o "Público", na sua versão internética onde, por puro masoquismo (assumo-o), me dou ao trabalho de ler a muita lixarada que por lá se publica. A que hoje me assaltou mal liguei o computador foi um "cínico" artigo sobre a dimensão mediática do "caso dos mineiros chilenos". Aparentemente, segundo o jornal, desde o 11/9 (aquela coisa na América que matou uns milhares de pessoas) que não se via tamanho acompanhamento mediático de um caso. É capaz de ser verdade.

Mas... como de costume, a comunicação social faz a festa, lança os foguetes e, no fim, apana as canas. A tragédia acontece, a notícia espalha-se, o Público alimenta o "interesse" com textos atrás de textos (há que arranjar conteúdo) perdendo-se em pormenores sem o mínimo interesse, fazendo dos pobres mineiros uma espécie de "estrelas" publicando, inclusivamente, "perfis pessoais" (como se a pequena vida diária deles tivesse algum valor no meio disto tudo); arranjam-se alcunhas para os homens (como se fossem os sete anões), acompanha-se ao minuto o seu salvamento e, depois... faz-se um texto, de forma inocente, dizendo "vejam... desde o 11/9 que não havia algo tão mediático". É de dar a volta ao estômago. E já nem falo na óbvia imoralidade de comparar dois eventos de causas e consequências tão diferentes (como se o seu interesse pudesse ser equiparado) mas tão-só neste comportamento sonso de avaliar os efeitos como se não se tivesse participado na sua causa...

Notícia no Público: Desde o 11 de Setembro que não se via uma operação mediática como a do Chile

Prato do dia

"Prato do dia" é uma instalação bem engraçada exposta na passagem interior que liga a Travessa do Carmo à Rua Garrett, ali no Chiado. Vale bem a pena o desvio para quem ande pela zona. Aliás, o próprio espaço da passagem - claramente desaproveitado relativamente ao que seria o plano inicial -, vale, por si só, uma deslocação para apreciar alguns enquadramentos.

Conversa de informático (5)


"Sabes quantas layers são para fazer o sombreado dos post-its do footer?"

O autor da frase mantém-se firmemente contra o acordo ortográfico

Falta de calo


Este, provavelmente, era principiante e estranhou...
(Chiado, Lisboa)

Qual será a probabilidade de ir ver dois filmes seguidos, no mesmo cinema, e apanhar com fitas em que os protagonistas vêem e conversam com familiares mortos?

Guns n'Roses em Lisboa (2010/10/06)

Uma, uma hora e meia mais tarde do que o agendado mas, certamente, dentro do horário esperado, a versão 2010 dos Guns n'Roses entrou em palco no Atlântico.

Posso dizer que, embora não tenha propriamente gostado do concerto, saí do pavilhão com algum respeito pelo animal do Axl. Quase três horas de concerto são coisa que merece respeito. Não tanto pela atuação do bicho mas pela vontade e capacidade de impor à banda um espetáculo tão longo e tecnicamente competentíssimo.

No entanto, a duração do "show" não esconde que o alinhamento é medíocre, com a inclusão de alguns temas perfeitamente desinteressantes e a matemática alternância de temas pesados com baladas ou solos. O Axl talvez já não possa com uma gata pelo rabo (parece um gordo boneco de cera) e necessite de descanso a cada música mais puxada... É pena, porque isso nunca permite ao concerto assumir-se verdadeiramente como uma festa de grande Hard Rock.

Algumas músicas sofreram arranjos assassinos (sendo o melhor exemplo a "eletrização" de parte do Patience, um tema que tem na sua simplicidade um valor precioso) e outras parecem ter perdido incompreensivelmente força, como foi o caso de "Welcome to the jungle" que em nada beneficiou do novo-riquismo de ter três guitarristas em palco. Aliás, à semelhança do que acontece com os Iron Maiden, fica-se sem perceber bem onde estará a vantagem de um terceiro homem na guitarra elétrica. Talvez para ajudar a encher palcos demasiadamente grandes...

Do ponto de vista positivo, salta à vista a manutenção da capacidade vocal do Axl Rose e a enorme competência e entrosamento dos músicos. Pode-se contestar os três guitarristas e dois teclistas (sim...) mas a verdade é que aquela gente toca bem e houve alguns momentos a raiar o sublime, como foi toda a introdução instrumental ao Patience, com um lindo duo de violas acústicas (cujo trabalho foi traído mais tarde pela já mencionada inserção de uma herética guitarra elétrica).

A colagem visual de um dos guitarristas à personagem do Slash é tal que não pode ser coincidência e esta ideia ganha força quando reparamos que há outro elemento na guitarra que nos lembra, ocasionalmente, do Izzy Stradlin. Quanto ao terceiro guitarrista (que, individualmente, fez o solo mais fraco, com uma versão da Pantera Cor-de-Rosa mas que, em tudo o resto, se mostrou mais do que à altura), destoava completamente da banda, com o seu ar "informal", guitarra dupla e aspeto de quem vinha de uma banda de Doom Metal britânica. À sua maneira, com a sua simplicidade, acabou por ser um fresco contraponto ao tom "fashion" do resto do grupo.

Resumindo: foi o concerto possível (a sobredose de baladas chegou a causar-me literalmente sono) e, a espaços, foi um concerto muito bom, justificando totalmente o preço do bilhete. Faltaram alguns temas antigos que teriam lugar em qualquer alinhamento mas que, logicamente, tiveram de ser arredados para dar lugar aos "descansos" do vocalista. Falo de canções como, por exemplo, "Think about you", "Outta get me" ou "My Michelle".



Quanto à primeira parte, assegurada pelo ex-Skid Row Sebastian Bach, deu um espetáculo que considero desnecessário. Visto de longe parece uma rapariga de enormíssimas pernas com andar de cowboy e, ouvido, nota-se as muitas falhas que a sua voz já tem. Ao contrário de Axl, o Sebastian Bach - que, como sempre, se refugia demasiado em gritos (onde, aí sim, se mantém a 100%) -, já não consegue estar à altura de alguns temas. E isto acontece não só pelas falhas de voz mas também pela displiscência e tom de "toca a despachar" que se sente em temas tão marcantes como "18 and life" ou "I'll remember you", tocados num ritmo frio e acelerado, desrespeitador da memória que muita gente terá destas duas belas canções. Outras falhas houve que acentuaram a ideia de alguém que talvez só estivesse ali porque, em questiúnculas entre vedetas, se manteve do lado da barricada que organizava o concerto...

Um pormenor curioso associado ao concerto do ex-vocalista dos Skid Row mas que também já se notou noutros eventos foi a pressão de espetadores estrangeiros para que as bandeiras dos seus países marcassem presença em palco. Não há nada de mal nisso e todo o assunto não deixa nunca de ser um "fait diver" quiçá fútil mas há qualquer coisa de irritante em ver forasteiros tentando que as estrelas em palco dediquem "atenção" a outro público que não o da "casa". Sebastian Bach caiu na esparrela uma vez, com uma bandeira brasileira, mas já evitou a segunda gaffe ao ignorar outra que lhe foi atirada mais tarde. Faltou-lhe, ao início, a sensibilidade que, por exemplo, os Metallica mostraram na sua última passagem por cá ao ignorarem sistematicamente os apelos de muitos espetadores espanhóis para tomarem em mãos a bandeira do seu país. Um concerto também se faz destas pequenas "atenções"...

Finalmente, uma nota muito negativa para o sistema de transportes públicos da capital. Compreende-se que este espetáculo acabou estupidamente tarde (01:50) e que a Carris e o Metro têm horários mas, ao mesmo tempo, não se compreende que serviços públicos não sirvam quem deles precisa. E ontem houve certamente muita gente que necessitou de ir para casa a uma hora tardia e se viu confrontada com um metro fechado e uma Carris funcionando à custa de esporádicos autocarros noturnos que, naquele local, pouco mais fazem do que levar as pessoas até ao Cais do Sodré onde eu, por exemplo, apenas pude apanhar novo transporte às 03:30!!! Pecado capital que não se volta a repetir: ir ao Pavilhão Atlântico e não levar o carro.


PS - a foto foi roubada ao Blitz e à sensual Rita Carmo

Santana Lopes já é santo?

Tudo indica que o bom do Pedro Santana Lopes, farto de não ver o seu valor reconhecido em terras lusitanas como secretário de estado, Primeiro-Ministro, deputado, presidente do Sporting, comentador desportivo, etc., resolveu vestir o hábito (o que não faz dele necessariamente um monge...) e rumar a terras de Itália para tentar a sorte como... santo.

A fruta do Brasil

Acabo de receber na minha caixa de correio uma mensagem de um qualquer "Moreno" com o título "Vamos mudar o Brasil". Do pouco da mensagem que o programa deixa antever deu para entender que a coisa anda à volta das eleições presidenciais lá do outro lado do Atlântico.

Passando à frente da óbvia estupidez que é enviar mensagens políticas para endereços de outro país (aquilo vai a eito, já se sabe), gostaria aqui de manifestar o meu inutilíssimo apoio a qualquer candidato que prometa acabar com a maior exportação brasileira da atualidade: o SPAM.

Pior do que os travestis no Conde Redondo, as prostitutas nos bares, as telenovelas na SIC ou os jogadores do Braga, são aquelas mensagenzinhas ridículas que invadem aos milhares a minha conta de correio eletrónico - prometendo-me saúde férrea, juventude eterna, ereções gigantescas, fortunas colossais ou tão-só apelando a uma contribuiçãozinha para não sei que causa perdida no meio da selva - seja ela de betão ou de árvores a sério.

Aos travestis só recorre quem gosta, às putas só vai quem quer, a televisão só liga quem não tem mais nada para fazer e, quanto ao futebol, só paga bilhete quem for masoquista. Agora, o SPAM... essa é que é uma praga à qual não se consegue fugir! Pior do que SPAM, só ser obrigado a escutar o Gilberto Gil cantando o "aêee, aôô, aêê" ou qualquer outra das poesias pela qual é mundialmente conhecido na sua cidade.

Portanto, arranjem lá um candidato que ponha no programa de Governo "acabar com aqueles safado que envia mensagem pró correio dos outro" que eu prometo, desde já, fazer campanha por ele, aqui deste lado do mar.



Pode ser? "Nóis agradece".