A bebé transplantada

Oh meu deus! Já não bastava à pequena Ashley (sem comentários) precisar de um fígado novo, agora pegaram nela e transplantaram-na? Para onde? Para o corpo de alguém que precisava de uma Ashley nova?

DN sempre a bombar!

Entretanto: o título já foi mudado para "Bebé portuguesa já conseguiu um fígado e foi operada".

Deusa x Deus

Agora, digam lá: se as igrejas estivessem cheias de coisas assim, não éramos todos fiéis e devotos?



PS - foto retirada do muito recomendável E Deus criou a mulher

O Acordo Ortográfico e a persistência da ignorância

Ontem, pela enésima vez, tive de explicar a alguém que não, "facto" não vai passar a ser escrito "fato" e que "contacto" também não passa a "contato". Que sim, que vai, que o acordo manda eliminar todos os "c" e que eu que o lesse, responderam-me. Apenas o facto de ser alguém de família me impediu de soltar logo ali um bujardo grosso e lá insisti educadamente no princípio geral do AO: a ortografia deve seguir a pronúncia.

O AO foi gizado em 1990. Ou seja, já lá vão 21 anos. VINTE E UM ANOS!!! - e uma mentira largada na primeira hora por mentirosos reacionários (porque quem o fez conhecia muito bem o texto do acordo...) colou-se de tal forma ao imaginário das pessoas que vinte e um anos depois, por mais esclarecimentos que se prestem, por mais campanhas que se façam, as pessoas continuam a repetir, com o ar mais decidido, disparates como o do "fato".

Quando muitos imbecis se desdobram em comentários na internet apelando à resistência ao acordo que nos vai por "a falar à brasileira" (ou, na versão mais estúpida "a falar brasileiro"), eles, na verdade, têm alguma razão. Não porque o AO (que é or-to-grá-fi-co) pretenda ou possa alterar a pronúncia das palavras mas sim porque a ignorância e a estupidez são armas poderosíssimas, quase sempre mais fortes do que o esclarecimento e capazes de fazerem entranhar na consciência coletiva os produtos da sua ação.

Muita gente há que passará, de facto, a escrever "fato" e "contato" e que, consequentemente, passará a ler as palavras conforme aquilo que julgam ser a nova ortografia. Paradoxalmente, portanto, os reacionários anti-acordo serão, eles mesmos, os responsáveis por produzirem os perniciosos efeitos contra os quais se julgam bater.

Sou apreciador de ironias mas, neste caso, o que me fica é uma profunda raiva, mitigada somente pelo desaparecimento da história do "cágado / cagado"... Se calhar, dos vários disparates sobre o AO, este seria o único que talvez nos desse uma boa ideia do que ia pela cabeça das pessoas...

Sinais dos tempos: nem os clássicos escapam

Sinal dos tempos, sinal de ignorância ou, meramente, sinal de preguiça, até um clássico como "Um grande, grande amor" de José Cid, não escapa às calinadas do DN. Neste caso, para título de uma notícia sobre as festas de fim do ano, o autor resolveu alterar a letra da canção e substituir o idioma italiano pelo castelhano.

Bastava cantarolar a música para perceber logo que a própria pronúncia de "adiós" estragava completamente o ritmo do refrão.

Fica aqui o vídeo da participação de José Cid na Eurovisão e que acaba logo com possíveis dúvidas nos primeiros segundos:




Entretanto: o DN online corrigiu a notícia mas o grande mal já está feito e milhares de jornais foram publicados com uma estúpida calinada.

A imagem da PSP

Há muito tempo que penso que as nossas forças de segurança são um dos elementos responsáveis pela decadência cívica no nosso país. Quase sempre por omissão, algumas vezes vergonhosamente por ação, as nossas "autoridades" são mestres em não cumprir o seu papel da melhor maneira.

E quem não sabe agir, também não sabe comunicar: na TV, passa uma reportagem sobre a ação da PSP no Metro de Lisboa. Muitos agentes, muitos controlos e eis que a RTP acompanha dois momentos importantíssimos: um casal de imigrantes romenos que não pagaram bilhete e um "PALOP" acabadinho de sair da prisão e que ainda não tinha os documentos renovados. Algures na cúpula da PSP alguém deve achar que mostrar a polícia a fazer o seu trabalho é uma coisa boa mas seria de parar para pensar se são mesmo estes o resultados que se quer mostrar à população...

A casa dos segredos e o reino do amor


Neste Natal, o habitual futebol foi substituído no par de tardes em família por doses cavalares de Malato. Há Malato nos seus próprio programas, há Malato nos programas dos outros, Malato aqui, Malato ali. Não é um Malato, é uma maleita!

Por à noite o Malato estar a descansar, passámos para "A casa dos segredos". Até aqui só tinha visto uns poucos minutos do "show", o suficiente para sorrir com a profunda estupidez daquilo tudo. "Ontem", foram mais do que uns minutos. Em frente à TV, das sete pessoas que "não veem o programa", cinco estavam dentro de tudo o que por lá se passava e, destas, pelo menos três tinham concorrentes favoritos. Há espíritos assim, com uma fantástica capacidade de análise das situações, mal entram em contacto com elas. Havia ainda uma outra pessoa que, não via o programa mas tinha trazido a TV Guia para ler a história de uma das concorrentes.

Segundo as pessoas que não veem o programa, há por ali gajas ninfomaníacas, gajas putas, gajas de cabaret, gajos de discoteca, gajos da musculação, gajas do striptease, gajas porcas, gajas estúpidas, gajos broncos, gajos chungas, gajas divorciadas e, ainda, uma apresentadora que é uma gaja que não devia ter nascido.

A mim, que não vejo mesmo o programa, ficou-me uma imagem de amor. Toda aquela gente, por mais bizarra que seja a sua história de vida ou mais banal que seja a sua falta de categoria, ama desesperadamente. A "Casa dos segredos" é um hino ao amor. Os concorrentes amam a mãe, amam o pai, amam a irmã, o irmão, o tio, a tia, o cão, o gato, a avó, o avô, o cágado, a terra, o país, a apresentadora, o técnico de luzes, "a voz", o gajo dos hamburgueres, o cabeleireiro, o arrumador de automóveis, o primeiro-ministro, o fornecedor das anfetaminas, o dono do bar da esquina, a professora primária... Enfim, eles amam!

Muitas vezes, no meio de tanto amor, perde-se o sentido da palavra e os concorrentes da casa têm de sublinhar que "amam mesmo", "amam muito", "amam tanto" e - diz-me o meu espírito cínico -, provavelmente, também "amam bué".

"A casa dos segredos" é o verdadeiro espírito de Natal. É o amor enlatado num formato televisivo e que devia ser vendido em qualquer supermercado. É o exemplo de que há esperança no mundo e de que Portugal tem futuro. Não é possível ver aqueles concorrentes, barbaramente isolados do mundo, agarrados às mães (que os puderam visitar) e jurando-lhes amor incondicional banhado a lágrimas, sem achar que aquela gente é um concentrado de paixão maior do que o mais lírico dos poetas. Aquilo, meus senhores, é o êxtase da condição humana, é o mais cristão de todos os programas e devia ser recomendado pelo Papa nas suas prédicas dominicais.

Na casa dos segredos ama-se o próximo com a naturalidade e a intensidade que só os espíritos tocados pela centelha divina podem ter. Teresa Guilherme é, portanto, uma espécie de Espírito Santo que conduz todos aqueles amores (há gente tão querida), amantes (há quem salta de cama em cama) e amadores (há quem tenha essa relação com a inteligência) em direção à redenção pelo amor e isso é muito bonito e espetacular. Mais, é brutal! Bué, mesmo.
     

Um momento belo


O Natal é uma época de paz, amor e... perdão.
Na foto, o Tio Adolfo comemorando o nascimento do mais famoso judeu de todos os tempos.

O milagre de Natal

Há quem diga que eles não existem (os milagres) mas eu acabo de ver um. Mais do que ver, eu fui "vítima" de um. Um colega de trabalho que, em meses de casa, nunca teve sequer a delicadeza de me cumprimentar de manhã (sou a única pessoa na empresa, quando ele chega), acaba de vir ter comigo para me desejar um bom Natal. Com direito a aperto de mão e tudo!

E uma pessoa fica desarmada perante este "espírito natalício", não? Faz-se o quê? Manda-se as pessoas bardamerda? Depois dizem que somos mal-dispostos, mal-educados, mal-com-a-vida, mal-fodidos e mal-paridos. E tudo isso pode até ser verdade mas este tipo de pessoas merece que lhes atiremos às trombas a puta da sua hipocrisia.

Eu sei, é Natal e não se leva a mal. Nunca tinha ouvido esta coisa senão no Carnaval mas hoje já a ouvi/li duas vezes e isso talvez tenha a ver com a crise que põe os nervos das pessoas em franjas e as obriga a sacar de frases feitas e roubadas a outras ocasiões para tentar acalmar os ânimos nas hostes de dentes a ranger. Os meus também rangem e é, sobretudo, de frio porque o meu chefe - o mesmo que andou a distribuir por nós caixas com garrafas de vinho -, não liga o aquecimento da casa e se está marimbando para a visão dos empregados de casacões vestidos ou mantas sobre os joelhos. Mas estamos no Natal e é preciso mostrar que se é um gajo porreiro, seja oferecendo vinho ou bacalhau de cinco dedos. No resto do ano, morre-se à fome e à sede. É a crise...

A prendinha

Cécile de France

De "France", da Bélgica, de todos, tua e minha, aqui e ali, ao Sábado e ao Domingo. E o Natal está aí e eu queria uma prendinha destas...

Aquela altura do ano



O Natal é como a febre dos fenos, a declaração de IRS e o nosso aniversário: uma vez por ano não há como escapar-lhe.

Feminismos

Pergunto-me se o feminismo gramatical que se manifesta, por exemplo, na presidente do Brasil ou na viúva de Saramago alguma vez evoluirá para coisas como:

A presidenta, quando era adolescenta, era estudanta e nas aulas era sempre a primeira a dizer "presenta"

Trabalho x Prisão

Um dos imbecis presos no último Benfica x Sporting foi condenado a seis meses de prisão. No entanto, a pena foi convertida numas largas dezenas de horas de "trabalho comunitário". Fiz a conta por alto e cheguei à conclusão de que 6 meses de choça equivalem a 1 mês a trabalhar...

Há gente para quem trabalhar é o maior dos castigos mas... será de esperar que os juízes cedam a isso?

Estrangeirices

Em Vila do Conde, o "The Style Outlets" está a dar giftcards...

Em Lisboa, o Rock in Rio propõe "Voucher + T-Shirt = Rockstreet"


Foda-se! - perdão... FUCK IT!











iubiquiue

A "iubiquiue" isto, a "iubiquiue" aquilo... e eu à nora tentando apanhar na net o sítio da "iubiquiue". A RTP garante-me que é uma nova rede social, em 3D, blá, blá, blá, feita por "jovens empresários / universitários" de Coimbra, blá, blá, blá...

Finalmente, no cantinho do écran, por cima daquela gaja que passa a vida a gesticular (parece que é para os surdos), lá vejo um pouco do logotipo da empresa (ninguém se deu ao trabalho de indicar o endereço do serviço - notável, não é?): "yoube" e uma coisa que parece ser um Q. Certo: youbeQ, que é um trocadilho com "ubíquo".

Vamos lá procurar a coisa na net. Neste momento, o "cabecilha" do serviço garante-me que é uma coisa magnífica e o jornalista diz que já há utilizadores em oitenta países. Estou em pulgas! Finalmente, encontro o site e... está em baixo.

Foi o primeiro momento "bardamerda" do dia.


ATUALIZAÇÃO - o site já está no ar. Em Português, nem uma palavrinha... A língua dos 200 milhões não para de marcar pontos... Será que quando se trata de pedir apoios ou negociar condições junto das entidades públicas portuguesas, os empreendedores também só escrevem em Inglês ou, aí, já dá jeito dizer "somos portugueses!" ?

Cada um no seu lugar

(carreguem na imagem para ver melhor)

Com os meus agradecimentos à Fada do Bosque

Conversa em família

O filho do suposto "Estripador de Lisboa" veio esclarecer o caso da "involuntária" denúncia que fez do seu pai, a propósito da tentativa de participação num concurso televisivo. Afinal de contas, tudo não passou de uma brincadeira lá em casa onde ele e o seu progenitor se divertiam com o assunto.






Podemos, então, imaginar uma conversa típica no seio desta família:

- Ó Pai, corta-me aí uma fatia de carne
- Cortava-te era o pescoço, pá
- És fodido, tu
- Sou, não sou? Toma lá esta fatia tão bem cortadinha
- Eh lá, é só jeito! Cá para mim, foste tu que mataste aquelas putas em Lisboa
- Podes crer, man! E olha que um dia destes vai a tua mãe, também
- Isso é que era giro de ver!

(galhofa geral)

Lágrimas de crocodila

O novo governo italiano apresentou as medidas de austeridade que quer aplicar ao seu povo e fê-lo, em parte, através da sua Ministra do trabalho e Igualdade de Oportunidades, Elsa Fornero, que fez questão de mostrar, em direto, que as mulheres na política são efetivamente diferentes. A forma de o demonstrar foi interrompendo o discurso para... chorar.



Graciosamente salva pelo seu frio colega "macho" a ministra terá acabado - calculo -, de anunciar as medidas sem voltar a mostrar a sua "diferença", não deixando, no entanto, de deixar por explicar um curioso pormenor: as mulheres, em Itália, têm de trabalhar menos um ano do que os homens. Em nome da igualdade, suponho, aos homens são exigidos 42 anos e, às suas senhoras, 41.

O aumento da "idade de reforma" em muitos países tem sido apresentado como uma medida lógica, consequência do grande aumento da esperança de vida nos países desenvolvidos. Conforme escrevi, é uma medida "lógica" e, portanto, não há nada a dizer sobre algo que faz todo o sentido. Já o facto de as pessoas que mais anos vivem (as mulheres) terem de trabalhar menos tempo para alcançar a reforma é que é coisa que não se consegue perceber.

A Itália não é caso único neste tipo de (des)igualdade e, obviamente, não é só lá que as controleiras da igualdade de direitos se calam sempre que a desigualdade de obrigações joga a seu favor...

Lágrimas de... crocodila...


Deus nos valha!

Ao fim de um ou dois dias de massacre noticioso à volta de uma tragédia que, afinal, não aconteceu (fala-se aqui dos pescadores "lá de cima"), as versões da história começam a adaptar-se às necessidades da crendice saloia da população: os militares da FAP foram substituídos pela Virgem Maria; os verylights foram substituídos por um terço e a balsa salva-vidas foi substituída pelo Espírito Santo.

No meio de tanta estupidez, crendice e asqueroso aproveitamento das misérias alheias, só nos resta esperar que não haja mais nenhum naufrágio nos próximos meses. Deus nosso senhor pode estar de férias...

A lógica das promoções

Um homem anuncia ter comprado dois telemóveis numa feita de descontos, no Porto. Enquanto ajeita o saco, justifica, para a televisão, a compra:

- Temos de aproveitar, é a crise...

É a lógica das promoções. A crise não nos impede de ter o que queremos mas força-nos a ir a feiras comprar o que é supérfluo porque... está em promoção.

Assim, não vale!

A locutora tenta levar a entrevista para um novo patamar de sentimentalismo...

- Sei que, quando estavam no mar, foi a fé que vos aguentou. Sei que rezaram o terço...

O pescador, inocente nestas coisas das necessidades mediáticas, descaiu-se:

- Foi quando apareceu o helicóptero para nos salvar. Foi ai que começámos a rezar...

Assim, não vale!









A Lei é para ser cumprida !!!


A Lei é para ser cumprida, meus senhores !
Dura lex, sed lex

Orgulho nacional !!!


Imaginem se fosse a rolha inteira... Não havia espaço no mundo para tanto orgulho, porra!

Há falta de jardins... ou de pessoas?

Quando se faz algum tipo de estudo em que se pergunte aos cidadãos do que sentem eles a falta em Lisboa, aparece invariavelmente a queixa relativa à falta de "espaços verdes" ou à falta de cuidado com os ditos.

É sabido que a tugalhada, basicamente, vive com meia dúzia de ideias feitas na cabeça e, quando lhes pedem uma opinião, sacam logo das ditas, só para não se darem ao trabalho de... pensar.

Vamos ver umas fotografias de um jardim ali na zona do Parque das Nações, numa bela e soalheira manhã/tarde de Domingo:

Que belo relvado, não?
Ó para as criancinhas correndo e saltando...

Bancos confortáveis.
Um casal de namorados aproveitou este.
Há gente fazendo piqueniques lá atrás.

Nos intervalos da selva que nasceu defronte dos bancos, há vislumbres de bonita paisagem urbana

Um êxito, portanto! Com uma afluência destas, não admira que os lisboetas achem que há falta de espaços verdes na capital. É que não se arranja um cantinho livre...



Coisas que acontecem...

"Catherine estava na escola a fazer exames quando se tornou anorética."

RTP

Andam a fazer de nós burros!

A estupidez jornalística parece um monstro desvairado no qual ninguém consegue por mão. A mais recente barbaridade propagada pelos homens que tinham como obrigação informar diz respeito aos "ataques" com "cocktails molotov" (e "uma lata de tinta") a três repartições de finanças em Lisboa.

Os "cocktails molotov" são garrafas cheias de gasolina e com um pano a arder numa ponta (não são "engenhos explosivos" como também dizem os homens da informação). Ao atingirem o alvo, dá-se uma bola de fogo e aquele é incendiado. Era uma arma comum contra tanques, na primeira metade do Séc. XX. Ora, alguém me consegue explicar como raio é que uma coisa que punha tanques de guerra a arder consegue ser atirada contra montras de repartições, não provocar qualquer fogo e nem sequer uma manchinha escura deixar nas paredes?

Vejam as imagens porque, como diz o adágio "Uma imagem vale por mil palavras". Como deixo várias...

O "ataque com uma lata de tinta".
Reparem, nem uma lasca em todo aquele vidro lá atrás... Foi um ataque aos degraus...


A Repartição de Finanças de Alvalade.
Em Portugal, os cocktails molotov são iguais a pedradas, parece...



E, aqui, temos uma fantástica reportagem da TVI onde um acéfalo jornalista nos tenta convencer do absurdo:
http://www.tvi24.iol.pt/sociedade/greve-geral-cocktail-molotov-explosivos-tvi24-ultimas-noticias/1302040-4071.html

Finalmente, uma reportagem que chama as coisas pelos seus nomes: PEDRAS


E, para conhecimento enciclopédico, fica aqui um vídeo com alguns cocktails molotov

E a quem interessa esta brutal desinformação? A todos, menos ao público. Ao Governo, interessa dizer que há gente "má" que quer causar distúrbios e usar estes "ataques" para justificar eventuais medidas de exceção. E aos parolos "em luta" que têm orgasmos revolucionários em blogs e foruns internéticos, sabe bem imaginarem que alguém, finalmente, está a tornar realidade os seus sonhos anarquistas.

Estamos condenados à desinformação e à boçalidade?



DN: olho para o disparate

Isto é o que acontece quando jornais que eram de referência se tornam em meros retransmissores de outros periódicos...

Triste sina esta em que uma publicação como o Diário de Notícias, não só entulha o seu site com lixo mundano como, ainda por cima, o faz com pouco cuidado.

Talvez o "jornalista" estivesse a esfregar o olho...

(carregue na imagem para ver melhor)

Uma questão de trocos

Entre a imagem de cima (Diário de Notícias) e a de baixo (Público) vão 5,6 milhões de euros. O assunto é o mesmo mas há uma diferença de... trocos.
Podem chamar-me o que quiserem (o que, quando se trata de futebol, é o que fazem) mas eu não acho normal que, no espaço de uma semana, três benfiquistas me digam "Eu quero lá saber da Seleção. O Benfica é que me interessa!"

Excesso de papelada

Vai-se a um comum restaurante, daqueles de centro comercial e pede-se um menu. Paga-se com Multibanco e o resultado são: quatro papéis.

Sai um recibo
Sai um talão de pagamento
Sai um talão de refeição
Sai uma senha para o café

A "burocracia" começa logo à mesa do almoço...

O golo do preto

Ontem, na arrasadora vitória de Portugal sobre a Bósnia, quando o Nani marcou o seu (bonito) golo, ainda antes de nos écrans do Estádio da Luz surgir a animação que comemora os tentos, já lá estava um "Racismo, não, obrigado". Isto só aconteceu no golo do Nani (houve mais sete durante a partida).

A vida é uma coisa lixada: marca-se um golo e a primeira coisa de que o pessoal se lembra é "olha, foi um preto!".
O novo filme de George Clooney é muito bonito. Eu diria mesmo que é lindo!

Fica aqui uma das suas imagens mais marcantes:


Coitados dos fascistas

Segundo Mário Tomé ("capitão de Abril"), as recentes declarações de Otelo Saraiva de Carvalho insinuando a necessidade de um golpe de estado são... "proto-fascistas".

Os fascistas são como o Governo: a culpa é sempre deles.


A Lili Caneças gosta de Metallica?!




Ela sabe lá! Ela quer é que lhe tirem fotografias.

(as coisas que uma pessoa encontra na net..)

O serviço público e os cowboys

Na RTP2, um programa infantil (competente, até), de produção nacional, anda à volta de índios e cowboys. E, pergunto eu, se é para falar de índios, não seria mais interessante falar dos do Brasil? E, porque não, dos povos de Angola ou Moçambique? No fim, teríamos mais ou menos a mesma coisa e sempre seria sobre gente muito mais "próxima" de nós e do nosso passado.

A cultura americana já é suficientemente conhecida para que o serviço público de TV ainda ande a gastar preciosos recursos na sua divulgação. Digo eu...


O vinho e a geografia

Na RTP1, um especialista de vinhos (que edita livros), disserta sobre a exportação daqueles e a importância de alguns mercados. Termina com "O consumo per capita no Brasil é de 1 litro. E é um mercado de 300 milhões de pessoas..."

Certo, o homem pode perceber muito de vinhos mas... os seus conhecimentos de geografia são de fazer saltar a rolha a qualquer um...

O fim do mundo


Hoje é dia 11/11/11. E se isto não vos diz algo, então, deixem-me abrir-vos a mente...


Em numeração romana 11/11/11 seria XI/XI/XI. Ora, isto é mais do que XIXI, isto já é uma mijadela considerável. E hoje já choveu...

Mas... se somarmos todos os dígitos (1+1+1+1+1+1) temos o valor 6 que também é o número de algarismos presentes na data. E hoje é SEXTA-Feira...

E se somarmos as três partes da data? Quanto é 11+11+11? É 33. Ora 3+3 é igual a... 6

Se dividirmos o valor 6 por 3 (as "parcelas" da data), obtemos 2 e dois é, em números romanos, II que, à falta de melhor, é parecido com 11.

11 é depois do 10 e antes do 12. A diferença entre 12 e 10 é 2. Em números romanos, já sabem como é...


A conclusão de tudo isto só podia ser uma: o fim do mundo está próximo!

Cheiros de inverno

No meio de tanta invenção inútil que enche as prateleiras dos supermercados, ninguém se consegue lembrar de imaginar produtos de limpeza com cheiro a... inverno?

Chegar ao trabalho, num dia de chuva e levar com odores frios a alfazema e morango e mais não sei o quê é, no mínimo, desagradável.

Vá lá, inventem líquidos de limpeza com cheiro a castanha assada, a terra húmida, a lareira... Isso sim, são cheiros de inverno.

De quem é o Benfica?

O presidente do Benfica, numa cerimónia à volta da lusofonia, e a propósito de mais uma peixeirada pública à volta de algo tão inócuo quanto a palavra "preto", declarou que o Benfica não é um clube apenas português mas também de Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé, Brasil, Timor e... Guiné.

Para além da "enumeração" exaustiva (própria de quem à falta de coisas para dizer, tem de dizer muitas coisas), o que me chateia é que ele se esqueceu do mais importante: o Benfica, hoje em dia, é um clube essencialmente argentino, uruguaio e espanhol. Racismo, não :)

Kadafi e os tolos

Entre ingénuos, legalistas empedernidos e outras espécies se fez grosso coro de indignação relativamente ao (trágico, dizem eles) fim do ditador líbio Kadafi.

Não me é possível deixar deixar de rir perante o alheamento da realidade que muita gente insiste em ter, como se o mundo pudesse ser uma imaculada construção baseada em ideais defendidos à volta de um bom malte e no conforto da poltrona preferida de cada um.

Dizem os paladinos dos bons princípios que Kadafi deveria ter sido preso e julgado. Mas... julgado por quem? E com base em quê? Kadafi era um criminoso? Mas, então, se o ditador líbio era um patife merecedor de pena, em que pé ficam os governantes e empresários que ao longo dos anos lidaram alegremente com ele?

Estariam os líderes europeus, presentes e passados, dispostos a irem a tribunal dizer "sim, ele era um ladrão mas eu fiz negócio com ele", "sim, ele era um fanático mas eu deixei-o pregar na minha capital", "sim, ele apoiava o terrorismo mas eu vendi-lhe armas", "sim, ele perseguia os seus concidadãos mas eu dei-lhe formação"?

É ou não é verdade que Kadafi era um incómodo? Ao contrário de outros patifes menores que podiam cair sem provocar estragos, este tinha demasiadas ligações, demasiada gente a quem se agarrar e dizer "se eu caio, tu também cais". Um julgamento de Kadafi, a ser honesto, demoraria anos e a sua defesa certamente não enjeitaria envolver toda a gente que ao longo dos anos se aproveitou do patife agora morto, para lucrar para si, para os seus partidos, para os seus países, para as suas empresas.

Kadafi era um criminoso mas, enquanto tivesse o poder, era um criminoso que dava jeito...

A hipocrisia no presente caso atinge limites dificilmente suportáveis. É verdade que é apenas mais uma hipocrisia (todos sabemos que a política internacional se faz de interesses e não de princípios), mas custa realmente ver o despudor com que alguns passeiam a sua indignação pela forma como os Líbios acabaram com o seu monstro.

Se formos frios, o que vemos nas imagens da captura de Kadafi? Um homem ferido? Sim, senhores, ele foi capturado após um combate - é a guerra!; Um homem abatido? Sim, senhores - é o que acontece a quem anda em fuga e aos tiros; Um homem pedindo clemência? Sim, senhores - é o natural em quem teme pela sua vida; Gente exaltada? Sim senhores - é o que acontece sempre que o povo está revoltado;

Afinal, das cenas vistas, o que é que varia de qualquer situação de tumulto? Vivemos num mundo assético e puro onde nada daquilo exista? Não conhecemos nas nossas sociedades revoltas, cenas de pancadaria, tiros, brigas? Basta uma aldeia não gostar do padre, alguém beber uns copos a mais numa discoteca ou a polícia entrar num bairro "difícil" para termos semelhantes situações.

Analisar o comportamento das milícias que capturaram um tirano responsável por sabe-se lá que tormentos causados aos elementos daquelas pelo prisma da legalidade e do "respeito pela pessoa humana" é sintoma de alienação. Kadafi estava para além de tudo isso. E quem o capturou foram homems, gente que sofreu na pele os males por ele causados, gente que combatia em pick-ups e que nunca frequentou academias militares onde pudesse ser iniciada no humanismo da Convenção de Genebra, gente que tinha a plena consciência do que Kadafi era e do que lhes teria acontecido caso a sua causa não tivesse vingado.

Querer ignorar tudo aquilo porque os Líbios passaram passando-lhes um atestado de barbárie por causa de alguns minutos de suave vingança (temos todos imaginação tão fraca que não conseguíssemos imaginar tormentos mil vezes maiores do que alguns pontapés?) é revoltante.

A própria exposição do cadáver e a visita feita pelas gentes (queriam certificar-se de que ele tinha mesmo acabado) é apontada como sinal de fraqueza moral da "nova Líbia". Estivesse Kadafi embalsamado e numa vitrina e talvez muitos dos que agora se queixam pagassem bilhete para o ir ver, como devem ter feito, por exemplo, no túmulo de Lenine.

Kadafi nunca poderia ser julgado. Kadafi nunca seria julgado. Ao contrário de Mussolini ou Ceausescu (igualmente mortos e exibidos pelos civilizados europeus), a Europa estava demasiadamente ligada a este ditador. Serviu-se dos seus crimes para encher os seus cofres e matá-lo seria sempre a forma mais fácil de encerrar a questão. Se ele não tivesse morrido na rua, teria morrido na cela. A julgamento nunca iria, por mais que isso incomode os tolos e os inocentes.

Era nosso amigo, deixámo-lo acampar com o seu circo nos nossos monumentos, permitimos-lhe passear o seu harém de guarda-costas nas nossas cidades (o que aconteceu às bravas guardas quando a coisa se tornou feia?), fizemos-lhe salamaleques, enviámos-lhe as nossas raparigas bonitas para que ele lhes pregasse o Corão, comprámos-lhe o petróleo, vendemos-lhe as nossas armas e, agora, queríamos julgá-lo...

Política de merda, merda de políticos!



Diz a imprensa que cada vez há mais tibetanos a imolarem-se. É uma fantástica forma de luta contra a ocupação chinesa. Ao Império do Meio bastará esperar e ter paciência de... chinês.
Segundo jornal "i", o governo colombiano manifestou interesse em entrar no capital dos CTT.
A expressão "correio da droga" saltou-me logo ao pensamento...
"(...) a derrocada da última barreira natural: as dunas (...)"


No jornal da manhã, da RTP.

O dia dos carneiros

As máscaras do Dia das Bruxas não me assustam. O que me arrepia é ouvir no telejornal que esta "tradição" está a ser impulsionada pelas escolas. Ou seja, o sistema educativo, que devia ter como obrigação preservar e fortalecer a NOSSA cultura, dedica-se a importar e a instalar na cabeça das criancinhas a cultura AMERICANA, para gáudio da borregada dos pais e dos comerciantes que até palmas bateriam se se "implementasse" um dia do vender a mãe.

E, depois, há aquelas alminhas que tentam justificar o impingir da coisa com a sua origem celta (a nossa cultura é essencialmente latina) e com a existência de uma qualquer tradição exótica numa aldeia perdida atrás dos calhaus, como se fosse isso que estivesse na origem de mais esta palhaçada comercial.

Repare-se que eu não tenho nada contra a data e muito menos contra o seu imaginário (que me agrada bastante). Aquilo que me enerva é a BORREGADA, a ausência de espírito crítico, a puta da globalização cultural que nos quer por todos a fazer o mesmo (i.e., como os Americanos fazem). É isso que me põe a ferver. E pensar que são as escolas a incentivar isto tudo...

Criem o Dia dos Carneiros: a tugalhada adere logo!
(...) procuro fazer aquilo que sei fazer melhor: perder peso. (...)

Concorrente do "Peso Pesado"

Rosa Veloso e a ETA

A correspondente da RTP em Madrid passou-se da cabeça ao falar do comunicado da ETA anunciando o fim das suas operações. Quando o locutor da RTP fala em grupo separatista, Rosa Veloso insiste n vezes em "grupo terrorista", refere que o comunicado da organização usa "palavras gastas e muito usadas" (isto é jornalismo?) e, já em velocidade de cruzeiro, anuncia que a ETA causou "oitocentas mil mortes" !!!

Isto é uma correspondente ou uma assalariada da embaixada de Espanha?

A ETA faz atentados terroristas, mas a Rosa Veloso é um atentado à inteligência!

A "implementação" da República

Acabei de ler, num daqueles panfletos de programação cultural à disposição nos cinemas, a seguinte expressão:

"Cinco de Outubro, data da Implementação da República"

Já não nos bastava esta estupidez da implementação (expressão inglesa) substituindo todas as palavras e mais algumas, agora, também acabou com a "Implantação da República"...

Depois, eles andam é preocupados com o Acordo Ortográfico...

A nova sede da Judiciária

Onde antes estava isto...


vai passar a estar isto...


Segundo a Agenda Cultural de Lisboa, 

"(...) Houve a preocupação de criar uma fachada principal que se integrasse na zona envolvente [...] de modo a minimizar o impacto da sua presença (...)"

Estão a gozar connosco, certo?

Ai o Acordo...


"Teaser com 4 previews de temas do álbum Com Todo o Respeito.
Link para compra (...)"


E, depois, embirram com o Acordo Ortográfico...

As alegrias da Júlia

Isto é a sério?! Se é, exige-se já a saída de um livro: "Júlia e a farinheira". O resto, fica a cargo da nossa imaginação...

Quando o bem é um problema...

A situação do mundo está tão mal que as coisas que supostamente seriam boas, já são um mal a evitar. Ou isso ou, mais uma vez, no DN Online não sabem escrever...

Até ouço o pelotão de fuzilamento...

Pergunta: "Em que país fica Macau?"
Resposta: "Hong Kong"

 Isto aconteceu no concurso "O elo mais fraco".

Jeff Waters "guitar clinic" (Set the world on fire)


Jeff Waters (Annihilator), tocando o tema "Set the world on fire", numa "guitar clinic" na loja "O Maestro", em Lisboa (2011/09/23)

Iberia - Hollywood


Se isto não causa em nós um grande sorriso :)

PS: descubram entre estes metaleiros saltitantes um dos papas da música pimba nacional. (eu dou uma dica: lembrem-se dos DaVinci...)

O campeão anti-islão




Conjunto de três videos com um interessante discurso do campeão anti-islamização holandês Geert Wilders

Pretos e pretas

E ainda há quem nos tente convencer de que a palavra é feia de dizer...
Isto, meus amigos, é uma maravilha! Consegue ser melhor do que a Corona.

Tenho dito.
"É querida...A sério, é brutal."

Opinião de um rapaz sobre a sua namorada, na SIC.
Noto, sem ponta de surpresa, que ninguém, mas absolutamente ninguém, seja da "troika", dos partidos do governo ou dos da birra se lembra de, em semelhante contexto de desgraça das finanças públicas, acabar com essa coisa da "profissionalização das Forças Armadas" e repor o velho SMO que saía mais barato ao país, atrasava a entrada na vida ativa de muita gente (menos pressão no mercado de emprego, portanto) e ainda apresentava a vantagem de obrigar as pessoas a conhecerem de perto outras realidades por este país fora.

Bestial!

De vez em quando alguém me atira para a frente com uma expressão arrancada àquele baú para onde vão as palavras que usávamos quando éramos mais novos e que, vá-se lá saber por quê, cairam em desuso. Ontem, alguém disse "É um filme bestial!".

Numa altura em que tudo é "espetacular", soube-me bem lembrar este termo "antigo" e tão engraçado.

Isto não é populismo! (2)

Quando Francisco Louçã diz "É preciso um novo 25 de Abril, na Economia", isto não é populismo...

Isto não é populismo!

Quando Jerónimo de Sousa diz "Camaradas, eles querem é encher os bolsos e colocar os amigos no poleiro", isto não é populismo...
Portugal vence o Chipre (fora) por 4-0 mas a RTP dá o destaque a uma entrevista com Ricardo Carvalho...

Ricardo Carvalho abandonou o treino da Seleção sem dar cavaco a ninguém mas sente-se ofendido por o treinador lhe chamar desertor.

Ricardo Carvalho diz que se ele é um desertor, então, Paulo Bento é um mercenário porque ganha dinheiro para ser treinador.

Ficamos a saber duas coisas com isto: 1) que a birra de um jogador é mais importante do que uma vitória da Seleção; 2) que os jogadores da dita estão lá por caridade e sem ganharem um tostão...

Eu com a mosca

Nunca pensei que o meu destino pudesse estar ligado ao de uma mosca varejeira mas aqui estamos nós: ela a tentar fugir da sala e eu a tentar respirar...
Há qualquer coisa de estúpido quando, para podermos respirar ar limpo, temos de ir lá fora... fumar.



Mais um belo "logo" do Google

Quem avisa...

Conselho de amigo: se não querem ver um passeio de fim de semana mais ou menos arruinado, não confiem nas coordenadas que o Google Maps vos dá.

Era para rir se não fosse triste

O espanholismo do jornal Público é tal que, por vezes, quase ficamos sem alternativa que não seja rir. Mas a coisa é séria...

Multiculturaliza-te ou morre!

Quando confrontado com uma nova biografia do fundador da IKEA onde é exposto o seu nazismo militante, o porta-voz do grupo sueco só conseguiu sair-se com esta pérola de estupidez:

“Todas as pessoas que conhecem o Ikea sabem que é uma corporação multicultural e que pratica estratégias multiculturais”.

Deng

Pus-lhe chapéus e bonés, lenços de velha, óculos escuros e capas que fingia serem de super-herói. Fomos para a praia e para o jardim, corremos e lutámos e juntos comemorámos as vitórias da Seleção no Euro 2004. Ele gostava da festa, da passeota e do golo - a bola no fundo da baliza que o fazia correr para a varanda ladrando ao mundo que o Benfica marcara. Adorava o carro que o levava até qualquer sítio - não importa qual que a graça está na viagem e no ar sempre novo que se cheira. No Natal, de barrete periclitante na cabeça, era ele quem distribuia as prendas, sempre mantendo um olho num qualquer pacote onde adivinhava estar a sua e que era, invariavelmente, um grande osso para roer durante semanas. Ao chegar a casa da família, era ele quem fazia as primeiras honras, com uma volta ritual aos visitantes - "faz-me uma festa e és bem-vindo" e, à saída, lá ficava olhando como quem perguntava "se estavam bem, porque se vão?".

Era belo, de um brilhante negro embalado pelas fofas ondas do pelo. Sentenciado ao anonimato por não cumprir a 100% as normas da raça (tinha falta de "stop" disseram-lhe bem na cara), passeava despreocupadamente a sua falta de estatuto pela rua, arrancando elogios a gente que, obviamente, não percebia nada de testas caninas mas gostava do que via.

O pedigree dizia ser ele filho de um Lord e de uma Lady mas destas pomposidades nada herdou, que bem melhor acharam dar-lhe um simples Deng como nome, em jeito de homenagem a um tal de Xao Ping, igualmente chinês mas de cor amarela e com o stop exigível pelos padrões locais. Dos pais herdou o nariz apurado mas enquanto eles o punham ao serviço da lei e da ordem de Macau, ele optou por o manter alerta para proveito próprio. Era um esperançado e um desesperado: a comida era o seu grande vício. Esperava ansiosamente pela migalha que cai, pela gota que se derrama, pela simpatia que se tem. Desesperava pelo suculento naco que sempre lhe negaram. Vingava-se, de vez em quando, com golpes de mão habilmente executados contra algum embrulho descuidadamente deixado no balcão da cozinha. E, em tempos de grande revolta, optava pelo terrorismo dirigido ao caixote do lixo.

Dizem que era esperto mas, provavelmente, como muitos de nós, guardava as suas capacidades para as coisas verdadeiramente importantes da vida, ou seja, sacar uma bucha.

O vocabulário era pouco desenvolvido mas era firme na ciência de alguns termos: "biscoito", "rua", "carro", "praia" não ofereciam dúvidas na sua sonoridade que anunciava prazeres puros e simples, como são os melhores que há.

Partiu esta Segunda, após uma longa vida.



"(...) o meu palpite é o desejo de muito boa sorte (...)"

Resposta de Brassard quando o jornalista da RTP lhe pediu um palpite para a Final do mundial de sub-20

Pobre D. Aida...




Palavras para quê? A D. Aida já disse tudo...
(Cemitério dos Prazeres, Lisboa)

Dois coelhos de uma só cajadada

Uma reportagem da RTP sobre um protesto contra a introdução de portagens na Via do Infante informou-me sobre duas possíveis repercussões da medida. Segundo um jornalista espanhol (há sempre que entrevistar um espanhol em qualquer reportagem que se preze...), as portagens na autoestrada algarvia irão levar menos portugueses a ir às compras a Espanha e, por outro lado, diminuirá o número de turistas espanhóis em terras algarvias. Confesso que nunca tinha pensado nestas consequências da adoção de uma medida de pura justiça (afinal de contas, no resto do país paga-se para usar uma autoestrada) mas, agora que sei da coisa, só posso dizer PORTAGENS, JÁ!!! Faça-se os portugueses gastarem o seu dinheiro no comércio nacional e mantenha-se ao longe os irritantes vizinhos que nos saíram em (má) sorte.

Outra coisa que a reportagem da RTP me ensinou é que há uma diferença enorme entre uma manifestação pouco concorrida e sem organização política e outra com igualmente pouca aderência mas feita por organizações bloquistas. No primeiro caso, a repórter informa-nos repetidamente sobre o facto; no segundo, omite-se por completo o insucesso. Coisas...

Gamma Ray - Free time




Musiquinha para o fim de semana

Aproveitando a onda palmaníaca, deixo aqui duas fotografias encontradas na net quando procurava uma para ilustrar o textinho anterior. As apreciações ficam a cargo de cada um... :)







Valerá a pena dizer que o concerto de ontem à noite no Casino Estoril foi mais um grande momento de Jorge Palma ou isso já será chover no molhado? Ainda por cima, teve o exotismo de começar matematicamente a horas e de contar com um Palma invulgarmente "contido" (sem que isso lhe tire, por um momento que seja, o virtuosismo).

Estes concertos do Casino são autêntico serviço público, digo eu.

Quanto ao nosso "bardo"... mas, ninguém se lembra de propor este homem para Património da Humanidade?!

O cancro da estupidez é incurável?





Do outro lado do mar, chegam-nos estes comentários à notícia de um ator de telenovelas a quem foi diagnosticado cancro.

O difícil mesmo foi escolher os comentários mais estúpidos para mostrar aqui.

Acabar com os carris

E que tal se, de uma vez por todas, se acabasse com a porcaria dos carris que enxameiam as ruas de Lisboa? Não, não estou a falar de acabar com essa coisa bonita que são os elétricos (os antigos) mas tão só de tapar - TAPAR -, os restos que ficaram por aí de linhas que já não são usadas. É que não é numa ou duas ruas, são dezenas delas, bairros atravessados por carris inúteis mas que, por qualquer razão que eu confundo com desleixo, nunca foram arrancados nem tapados.

Parte desta minha revolta tem a ver com uma recente queda de mota por causa, precisamente, de um carril (ainda me dói um pouco do corpo e, sobretudo, a alma) mas a verdade é que, de uma forma fria, não se percebe o que fazem aquelas coisas nas estradas, obrigando os motociclistas a terem todos os cuidados para não patinarem nos ferros. Se não há carreiras, para quê as suas linhas?

Outra coisinha: nos sítios onde ainda há elétricos passando, não podiam alcatroar devidamente o espaço entre os carris? É que há sítios onde até uma moto-4 parece pouco para nos equilibrarmos.

Tenho dito.

Lisboa antiga




Largo da Achada, ali pertinho da Rua da Madalena (baixa de Lisboa)

Assim, é difícil

Numa simpática conversa com um estranho, queixava-se este de que estava novo demais para a reforma e velho demais para lhe darem emprego. Se ao menos soubesse ler, talvez pudesse arranjar alguma coisa como porteiro...

Disse-lhe que havia cursos para adultos e que ainda podia aprender a ler. Pois sim, já lá tinha andado mas saiu porque só lhe pagavam nove euros... Para ganhar tão pouco, não valia a pena ir à escola.

Com mentalidades destas é difícil, realmente...

Judas Priest - Diamonds and rust (2011/07/27)




Judas Priest no Pavilhão Atlântico (Lisboa), tocando um tema de Joan Baez.
(pena que, quando as guitarras carregam, o som piore... - preciso de uma máquina melhor)
Um dia festes abro uma secção, aqui, dedicada exclusivamente às calinadas do Diário de Notícias online.