A PSP serve para quê, afinal?

Meia-noite e vinte, Gulbenkian: dois agente da PSP conversam amenamente com um terceiro indivíduo que estacionou o carro completamente em cima do passeio de modo a poder sentar-se sobre o capot, de frente para o "casal" de polícias, no portão do jardim mais próximo do Centro de Arte Moderna. Mais à frente (vinte metros), um outro indivíduo, sem qualquer hesitação, dá um pulo sobre o muro e penetra no jardim da fundação. Ninguém viu nada, claro. Nem os agentes que estavam na conversa, nem o amigo que com eles confraternizava... E mesmo que estivessem a cumprir o seu dever, o mais provável era que os polícias continuassem a não ver nada porque o sítio onde gostam de estar é dentro do jardim, numa curva cega que não lhes permite vigiar nada (o jardim tem um muro de um metro de altura) e não cá fora onde poderiam controlar quase cem metros de jardim.

Talvez o penetra apenas fosse aliviar a bexiga... Mas, a pergunta que eu faço é: que raio de agentes são estes que não só não têm qualquer noção de posicionamento como, ainda por cima, se dão ao luxo de se entreterem em conversas às tantas, quando deviam estar ativamente controlando um dos grandes tesouros do país?

Se a pergunta lhes fosse feita, certamente argumentariam com a falta de condições de trabalho, os baixos ordenados, a ausência de subsídio de risco, a qualidade das fardas, a falta de treino com armas de fogo ou qualquer outra das desculpas usadas para explicar o laxismo e a incompetência de tantos dos nossos agentes da PSP.

É irritante! No mínimo...

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