O Brasil, a dívida e a memória



Felizmente, há sempre quem tenha memória.

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Metal do próximo oriente




A banda da esquerda é turca e a da direita é "curda".
E pronto, está lançada a discussão :)

António Barreto sobre a situação do país



Notável!

Preocupações de um anónimo

Comentário deixado numa notícia do Diário de Notícias:

o palinho das feiras ves a vergonha que puseste o nosso pais nen para a gurra da libia prestamos so temos F 16 se tivessemos F18 tom bem que nos agora ficavamos na fotografia a bombardiar a libia e eramos conhecidos mondialmente como gurreiros mas nao tenham pena que se o palinho for primeiroM ele vai conprar subemarinos com asas e depois esses maus que se metam com nosco mas digo ainda bem que nos os portugueses nao etramos nessa guerra porque o nosso govreno temmais em que se procupar agora amdam muito procupados em resolver os problemas do pais vejam la que agora ate ja vao trabalhar ao domigo e triste nao e ums sem faser nada e estes pobres politicus trabalharem tamto ate ja nao tem tempo de ver as comtas deles almentarem no bamco


Entende-se a indignação deste cidadão anónimo perante a nossa não comparência nos bombardeamentos à Líbia (por oposição aos nossos vizinhos). Por mim, oferecia-lhe já uma viagem sem regresso para Tripoli, ao abrigo de um programa de guerra psicológica...

Roger Waters no Pavilhão Atlântico

Primeira noite das duas de Roger Waters em Lisboa. Dia inicial da digressão europeia da obra maior dos Pink Floyd. O pavilhão estava - como se esperaria -, cheio. A mistura de idades e classes sociais era total. À nossa frente, um palco ocupando toda a largura do pavilhão, com o "fatal" muro parcialmente montado.

O espetáculo foi um festival visual, baseado, sobretudo, em conteúdos originais (ou adaptados) e apenas recorrendo a imagens do filme nalguns pontos. Houve, portanto, imensa novidade para nos encher os olhos (eu ia escrever isto no singular mas parecia mal...).

A única coisa que não funcionou na perfeição foi a colocação das cintas suspensas com altifalantes e que tapavam a vista do écran central, de forma redonda (todos o conhecemos, certo?). De resto, perfeição, perfeição, perfeição...


Pontos altos da noite:

1) a acústica: mais uma vez se provou que o Atlântico tem boa acústica. É preciso é que os técnicos saibam do que fazem e não abusem no volume. O som, ontem, estava límpido e, pela primeira vez em muitos anos, não coloquei tampões nos ouvidos.

2) a obra-prima: The Wall é uma obra-prima da música de todos os tempos. É uma daquelas coisas que se entranha em nós ao ponto de todas as notas nos parecerem familiares.

3) o preço: são concertos destes que me fazem recusar terminantemente a ir ver uns Manowar (EUR 38), AC/DC (EUR 50), Madonna (EUR 60) ou Bon Jovi (EUR 50). Há limites para a chulice.

4) a menor demagogia: há que olhar, por vezes, para o lado perante a damagogia barata acerca dos "totalitarismos" económicos e políticos mas também há que convir que o homem já não se limita a olhar para um dos lados da barricada.

5) a execução: com uma ou outra variação, o The Wall foi tocado na perfeição (em termos técnicos e de respeito pelo original). Faltou a voz doce de Gilmour mas o seu substituto portou-se bem. Já Roger Waters canta ao vivo como num disco. Perfeito!

Para nunca mais esquecer!!!

O muro da alegria




Hoje é um dia muito especial: temos à nossa frente um muro lindíssimo que ninguém de bom gosto quer deitar abaixo. Não senhor, este muro é para estar bem erguido, em nome da boa música!

Enquanto afino a voz para cantar uns quantos hinos, logo à noite, deixo-vos aqui um filmezinho muito especial.
Esta história do FMI é como a central nuclear no Japão: faz fumo, muito fumo, mas não há meio de rebentar. Já enjoa!

Protegei a dama!

As crónicas da jornalista Fernanda Câncio, no site do DN são as únicas às quais não é possível deixar comentários. Defesa da periodista por causa das suas relações com Sócrates ou simples regra de bom senso tendo em conta alguns dos disparates facciosos que escreve?

Quando a notícia não convém

O jornal Público noticiava recentemente (ver aqui) que, segundo um estudo da OCDE, Portugal é o país da Europa onde os homens se reformam mais tarde (aos 67 anos).

Acompanhando este dado, ficámos também a saber que as mulheres portuguesas se reformam (em média) mais cedo do que as suas companheiras europeias (63,4 anos contra 65) o que indica uma diferença de 3,7 anos em relação aos homens (a favor "delas").

Como tudo o que se apresenta contra o discurso politicamente correto do "mais direitos", esta clara diferença entre géneros passou absolutamente desapercebida do público em geral e rapidamente se viu encaminhada para o arquivo das notícias. Nenhuma associação feminista se pronunciou, nenhuma comissária europeia ameaçou com represálias, nenhuma alma bem pensante botou discurso apelando à igualdade na sociedade. É sempre assim, não é?

Mais uma brilhante interpretação de Joaquim Monchique, numa dose cavalar de riso. A não perder!

Como nós éramos, então...




Um vídeo para recordar duas coisas: como eles tocavam e como nós éramos... nos anos 80.

Ainda se lembram dele?

Ainda se lembram deste simpático cromo da nossa cidade ou já passou definitivamente à História, atirado para o saco das velharias esquecidas?

Que é feito da tal estátua (e do movimento pela sua construção)?
Que é feito das juras de intervenção artística em memória do homem?
Que é feito de todas as boas intenções demonstradas na altura da morte do "Sr. do Adeus"?

A vida corre e, como de costume, o tempo leva para longe as promessas... E ainda há quem se espante?

Viva a bunda brasileira





Destas não mandam eles para cá, com um catano!

Arte urbana


Exemplo de "arte urbana", segundo a Agenda Cutural de Lisboa...

Uma "pedrada" de Carnaval







Desfile de carnaval na Av. Duque de Loulé, no dia 4 de Março. Uma mancha de alegria jovem que espalhou ruído e riso pela cidade. Mas, como diz a canção, "tudo estava bem até um dado momento". Não foi a sogra que apareceu mas sim uns putos parvos que começaram a atacar os marchantes com balões de água. Apesar do enquadramento policial, a coisa acabou num pequeno combate de balões contra... pedras, lançadas numa sessão que ainda durou uns minutos.

Curtas (30)

Pela primeira vez em onze anos, a empresa onde trabalho "deu" o dia de hoje.

Também não me lembro de ver as ruas tão desertas neste feriado-que-não-é-feriado...

Bom apetite, má digestão

Por indicação de um dos apresentadores do "5 para a meia noite" (via TV, entenda-se) fui à Casa da Comédia para ver a comédia "Bom apetite". Ir a este teatro é sempre um duplo prazer porque, para além da diversão, há ainda a bonita envolvente a pedir um passeio noturno. Desta vez, porém, a coisa ficou-se pela voltinha. A peça "Bom apetite" é a história de um botequim decadente, à beira de fechar por falta de clientes e está indicada como sendo uma comédia. "Indicada", digo eu mas não aprovada como tal. No que diz respeito à capacidade de fazer rir (é isso que se pretende no género), este trabalho (apesar de tudo, razoavelmente interpretado pela única pessoa em palco) é tão eficaz como um vídeo de um funeral. Piadas, se existem, mal se notam porque o texto parece não passar de um infindável contínuo de pequenos nadas e desinteressantes banalidades nascidas da presença de objetos no cenário.

O início da peça, com um faduncho introdutório do tema até prometeu e, provavelmente, arrancou-me os únicos sorrisos da fria noite (pela temperatura na sala e pelo pouquíssimo público presente) mas imediatamente notei que, a partir dali, pouco sumo sairia do desinspiradíssimo texto. Há qualquer coisa de errado quando se permite que coisas tão evidentemente más subam ao palco. Só não saí da sala por um sentimento de vergonha e porque, apesar de tudo, há que respeitar a pessoa que, à nossa frente dá o seu melhor para defender um texto alheio.

Não tivesse o preço da entrada sido tão barato (EUR 5) e a comédia ter-se-ia transformado num perfeito drama. O termo "preço de crise", usado pela publicidade à peça, bem podia acrescentar que a maior das crises é a de qualidade da autora, uma cidadã espanhola que, não contente por não ter jeito para graças, ainda acha que o cartaz de uma peça representada em Portugal, por uma portuguesa, para o público português e patrocinada por entidades portugueses, deve ter parte do texto escrito em... Espanhol. Em distrações destas eu não acredito.

Se não é o árbitro, é a EMEL...