Quando a notícia não convém

O jornal Público noticiava recentemente (ver aqui) que, segundo um estudo da OCDE, Portugal é o país da Europa onde os homens se reformam mais tarde (aos 67 anos).

Acompanhando este dado, ficámos também a saber que as mulheres portuguesas se reformam (em média) mais cedo do que as suas companheiras europeias (63,4 anos contra 65) o que indica uma diferença de 3,7 anos em relação aos homens (a favor "delas").

Como tudo o que se apresenta contra o discurso politicamente correto do "mais direitos", esta clara diferença entre géneros passou absolutamente desapercebida do público em geral e rapidamente se viu encaminhada para o arquivo das notícias. Nenhuma associação feminista se pronunciou, nenhuma comissária europeia ameaçou com represálias, nenhuma alma bem pensante botou discurso apelando à igualdade na sociedade. É sempre assim, não é?

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