Medo dos ladrões!

Das duas, uma: ou esta casa na Rua da Junqueira pertence a alguém que trabalha na Prosegur ou, então, era melhor pensarem em arranjar um bom cão...

(carregue na fotografia)

Desaparece, camarada!

Uma travessia do Marquês de Pombal no 25A foi o suficiente para levar com um dos mais incontornáveis fenómenos mediáticos dos nossos dias: os Homens da Luta. Pedia o camarada Jel a um homem para pegar no megafone, camarada, e dizer, camarada, o que muito bem lhe apetecesse, camarada. O camarada homem, todo contente da vida, lá botou, camarada, umas banalidades revolucionárias, para gáudio de todos os camaradas que observavam.

Fiquei imaginando, camaradas, o que eu teria dito: Camada Jel, quando é que a gente se vê livre de ti, camarada, que já não há pachorra para te aturar, camarada, mais essa pandilha que te acompanha, camarada e que não tem uma porra de piada, camarada?

A Coleção Berardo apoia o Iberismo?



O CCB pertence ao Estado... Português. A coleção Berardo é fortemente apoiada pelo mesmo Estado.

Esta é uma das peças em exibição atualmente.

Quando um povo não se dá ao respeito...

O perigo de Sócrates

O "comício" de hoje no Forum TSF, com José Sócrates, deve ter entrado para a história da rádio em Portugal como um dos mais perfeitos exemplos de despudorada manipulação da opinião pública. Desconheço como eram as coisas no tempo da "outra senhora" mas custa-me a crer que pudessem ser muito diferentes da desavergonhada sucessão de telefonemas laudatórios com que o aparelho do PS invadiu o programa, dando cartas para que o grande líder, numa voz de tom dulcíssimo, expressasse os seus pontos de vista.

José Sócrates, como alguém já o disse, é um homem perigoso. Se até aqui eu sabia que o grande mal vinha da incompetência e do feitio, a partir de hoje sei que há um problema muito mais fundo: Sócrates (e a sua máquina), pura e simplesmente desprezam a inteligência das pessoas e estão capazes de tudo - mesmo recorrer a expedientes infantis (como elogios lidos por estudantes agradecendo a oportunidade de terem entrado para a faculdade) -, para se perpetuarem no poder.

Desconheço qual a responsabilidade da TSF no que se passou hoje mas, quer a estação tenha sido cúmplice, quer tenha sido vítima, fica mal na fotografia. No primeiro caso, por destruir uma imagem de credibilidade que ainda mantinha; no segundo, por não ser capaz de reagir e evitar a transformação de um espaço de debate num tempo de antena ao serviço do Partido Socialista.

Como ouvinte e cidadão, senti-me humilhado.

Dizem que a Rússia é uma democracia. Portugal, por este andar, também o virá a ser...

Conversa de chacha

Farto de estar horas e horas sem nada para fazer, chego perto do meu chefe:

Eu: Tem alguma coisa para eu fazer?
Ele: Mmm... há aquela do XPTO.

Eu: Sim, mas tem de me dar mais informação. Eu não sei o que quer que faça.
Ele: Então, mas já falámos disso há uns meses.

Eu: Boa! Há uns meses...
Ele: Ou semanas... Se calhar foram semanas.


Depois, a culpa é dos políticos...

Um manifestódromo para Lisboa!

Sabem aquela coisa que o Rio de Janeiro tem: o sambódromo? Pois, por cá, deviam arranjar o "manifestódromo" (ou "manifódromo"). É que esta coisa da Av. da Liberdade andar constantemente interrompida por causa das passeatas de uns quantos milhares já começa a chatear. Ele é a "geração à rasca", ele é o PCP, ele é o 25 de Abril, ele é o 1º de Maio, ele é o raio que parta isto tudo...

Eh pá, vão fazer manifestações para o parque Tejo!

O fim da crise!



E pronto, como o prometido é devido, fica aqui o endereço do meu novo blog, com o qual prometo resolver todos os males desta nação. "O fim da crise - 1001 sugestões para tentar melhorar um pouco a terra dos broncos" (ofimdacrise.blogspot.com) é a resposta que a Pátria esperava!

Só neste país



Sabe bem quando vemos que não estamos sozinhos. José Ribeiro Graça assinou, no jornal i, uma crónica onde aborda essa característica canalha dos Portugueses: o "só neste país". Carreguem nas fotos para ler.
Segundo a reportagem do jornal da RTP 2 de ontem à noite, a personagem de Joachim, no filme francês Tournée (que acaba de estrear em Lisboa) é um homem "literalmente engolido pelas mulheres que o rodeiam". Trata-se, portanto, de um filme sobre canibalismo...

A jornalista também aproveita para chamar à personagem "Roaquim". Na dúvida, e apesar de o nome ter tido inspiração portuguesa (e ser dito como Joaquim durante todo o filme), a estupidez faz optar pelo que é estrangeiro. Cada vez mais, a profissão de jornalista pede um teste de QI.

Sobre os direitos de autor

Os detentores dos direitos de autor vivem numa permanente ilusão: a de que, caso as pessoas não puxem as coisas "ilegalmente", vão, logo a seguir, comprá-las à loja. É mentira. Sendo certo que há alguma relação entre os "downloads" e a queda das vendas, a verdade é que, na maior parte das vezes, as pessoas só sentem interesse nas coisas por serem, precisamente, gratuitas. Ninguém vai comprar os DVD's de todos os filmes que puxe, nem os CD's de todos os discos que saque. Era impossível e, na maior parte das vezes, os "downloads" apenas se devem a curiosidade e nunca a um verdadeiro interesse.

Mas as pessoas gostam de ilusões. Fazer o quê?

Para ouvir e chorar de rir



Paredes de qualidade



Se um dia eu mandar construir uma casa, quero que seja este engenheiro a tratar dela!

(...) o caso BPN aparece sistemática e esporadicamente nos jornais (...)


Clara Ferreira Alves (Eixo do Mal, 2011/04/17)
Na sequência do fatídico terramoto e onda gigante no Japão, não parecem ser, apenas, água e partículas radioativas que estão sendo libertadas. Tudo indica que o spam também é uma das consequências do cataclismo. Nunca recebi tanto lixo japonês na minha caixa de correio... Em compensação, a porcaria com origem no Brasil quase desapareceu.

Archive: Controlling Crowds

Já repararam que o Mourinho até diz os nomes portugueses, com pronúncia espanhola? (Alvez em vez de Alves, por exemplo). É caso para dizer "proud to be portuguese", aposto.

Os clubes e as equipas

Muito boa, a passagem de três clubes portugueses às meias finais da antiga Taça UEFA. Muito bom, mesmo. Agora, extrapolar este feito para demonstrar a capacidade nacional para superar a crise, pegar nos jogadores e fazer deles exemplos de tenacidade lusitana, etc., etc., já me parece, mais do que absurdo, algo perfeitamente cómico. Então, ninguém vê que naquelas equipas quase não há jogadores portugueses?

Enalteça-se as direções portuguesas e os treinadores cá da terra mas, sejam também honestos e digam que as equipas propriamente ditas mais parecem uma embaixada do MercoSul!

E já nem falo dos capitais angolanos...

A tourada e o mundo

Sentado à mesa na casa de jantar do albergue onde estávamos hospedados - em Nápoles -, o rapaz finlandês perguntou-me: "A sério?! Também têm touradas em Portugal?". O tom entusiasmado do moço fez-me dar-lhe mais alguns pormenores sobre a nossa forma de corrida de touros. Notei um crescente interesse no meu companheiro de mesa e, pouco depois, apercebi-me de que ele já estava procurando imagens na internet, acompanhando o que via com um sorriso.

Vem isto a propósito de uma sondagem (vale o que todas valem) segundo a qual os Portugueses (ah, essa palavra repetida até à exaustão) acham que a tourada favorece a imagem do país lá fora.

Por mim - e apesar de ter tido antepassados toureiros -, nunca me senti particularmente entusiasmado pela Festa Brava. Acho as corridas demasiadamente longas. Tirando isto - o tempo que traz o tédio -, nada me move contra esta tradição. Admiro os cavalos, as roupas, os touros, as praças, toda a ideia de um tipo de sociedade agrária que está por trás da festa e que vai beber fundo à nossa cultura rural, tão ou mais válida, certamente, do que qualquer ideal urbano.

Ora, um dos argumentos geralmente usados por quem é "contra" é o da má imagem que a "festa" dá do nosso povo, de como ela é uma chaga aberta na nossa civilização e de como nós nos colocamos num patamar indigno perante os olhos do mundo. De vistas estreitadas por só se darem com certo tipo de pessoas, as criaturinhas complexadas que tanto se preocupam com a opinião dos outros, passam ao lado da realidade: a verdade é que o mundo está-se cagando para os direitos dos touros (aliás, está-se cagando para nós, de uma forma geral) e a perspetiva de entrar numa praça e assistir a uma manifestação cultural tão "exótica" e apelativa é coisa à qual uma boa parte dos turistas não foge. A provar isso, os pacotes turísticos feitos a pensar em estrangeiros e as praças esgotadas. Aqui ao lado, sabem bem disso e não perdem uma oportunidade para passar a ideia de bravura inerente à profissão de toureiro, tentando capitalizar o drama do confronto perante a morte como uma fortaleza do povo e, por conseguinte, da nação.

Depois? Depois, há os xoninhas do costume...

Veja a notícia aqui

Pequeníssimas sugestões para melhorar a situação

E pronto, chegou a minha vez. Depois de tanta gente andar por aí editando livros sobre como resolver os problemas do país, é altura de também eu me aventurar no árduo caminho do pensamento construtivo. De bitaites está o mundo cheio (farto, aparentemente não está, porque eles não param de ser dados) e, por isso, tentarei fazer qualquer coisinha melhor do que chafurdar em lugares comuns (que é o que a maior parte das pessoas faz).

A verdade é que basta uma pessoa abrir os olhos para se aperceber imediatamente de imensas coisas que estão mal: na máquina do Estado, no comportamento das pessoas, no funcionamento das instituições (privadas e públicas). Diagnósticos não faltam (embora, como é típico, para cada pessoa o problema seja sempre outro...), soluções - apontam-se algumas mas... quererão mesmo as massas (porque é a elas que cabe executar e sofrer) fazer o que deve ser feito? Temo que não. O cidadão comum é um bronco egoísta incapaz de raciocinar e de tentar ver as coisas "lá de cima". Ninguém está preparado para abdicar de algo para que o próximo prospere e a solidariedade só se manifesta em coisas muito concretas (e, ainda assim, SSE a Sónia Araújo fizer algum apelo na TV). De resto, que se lixem os outros.

Não tenho dúvidas de que a melhor solução para o problema nacional seria o extermínio puro e simples de... para aí um terço da nossa população. Com tantos calões, estrangeirados, vigaristas, corruptos, agressivos, traidores, incompetentes, burros e mais um milhão de defeitos que por esta terra florescem, era preciso cavar um buraco descomunal para por tanto lixo, é certo, mas, no processo, talvez ainda descobríssemos petróleo.

Infelizmente, a falta de verbas para munições, a par de muito sentimentalismo reinante na nossa sociedade, impede-nos de dar curso a este belo sonho pelo que, tendo de conviver com a canalha, há que tentar, pelo menos, minimizar os efeitos da sua existência. É, pois, para isso que irei deixar aqui o fantástico produto das minhas meditações.

Aguardem ansiosamente (mas não vão já a correr para os ansiolíticos)...

Ajude os outros com o seu IRS

Atendendo a que tenho tido várias visitas relacionadas com a oferta de uma percentagem dos nossos impostos a instituições diversas, deixo aqui o link para a lista atualizada.


info.portaldasfinancas.gov.pt/NR/rdonlyres/17F11DE3-3096-467F-B52B-169C7C4936E5/0/mapa_consignacao_IRS_2010.pdf
Agora que o Parlamento finlandês se prepara para votar contra a participação na ajuda financeira a Portugal (sim, foi preciso chegar a nossa vez, para os países se fazerem esquisitos...), é caso para perguntar aos nossos fantásticos dirigentes (os atuais e os antigos) se devemos continuar a ver a Finlândia como o exemplo a seguir. Afinal de contas, eles aprendem Inglês desde pequeninos (como gostava tanto Jorge Sampaio), usam computadores desde tenra infância (como aprecia o nosso PM) e fazem outras n coisas que lhes permitem ser prósperos e maduros.

Portanto, nada a criticar: eles têm razão, certo?
Na conferência de imprensa que antecedeu a partida entre o Real Madrid e o Tottenham não foi possível aos jornalistas portugueses, por imposição do Real Madrid, fazer perguntas em Português. Nas conferências de imprensa da Liga Portuguesa também se passa o mesmo: só se ouve Castelhano. E ninguém se importa, claro.

A culpa disto, também é dos políticos?

"(...) o problema é que estamos com um problema, que é o problema de saber (...)"


Miguel Guedes, no Trio d'Ataque (RTP, 2011/04/13)

E não se pode exterminá-los?



Comentário de um brasileiro, deixado numa notícia do Estado de São Paulo a propósito da recente vinda de Dilma Rousseff a Coimbra.

Mais do que o nome ridículo ou o ódio que escorre das palavras, o que me deixa absolutamente pasmado é que este animal se afirma professor de História. A sê-lo verdade, isso explica tanta coisa sobre o Brasil...

(carregue na imagem para ler melhor)

DN: erros a mais

À esquerda, um bom exemplo do que é o descuido e o desleixo na produção de conteúdos noticiosos: uma notícia, publicada no site do Diário de Notícias (ver aqui), com aparente autoria do próprio jornal (vá lá, não é da Lusa) e onde, num pequeno texto, se contam, nada mais, nada menos do que nove (9) erros ortográficos.

Até ao momento, o artigo continua sem qualquer tipo de correção...

É caso para perguntar: a culpa disto, também é dos políticos?

Manoel de Oliveira - a homenagem

Parece que a Câmara Municipal de Lisboa vai homenagear o centenário realizador nacional, Manoel de Oliveira (o "o" é importante).

Cá por mim, sugeria a edificação de um monumento ao "espetador desconhecido", em homenagem a todos os que morreram de tédio ao ver as obras do "mestre"...

Zurrapa espanhola

Há algum tempo comprei no Continente uma garrafa de vinho espanhol. Fi-lo por duas razões: porque custava menos de um euro e porque o rótulo me chamou a atenção. Este, mostrava um mapa da Península Ibérica, com destaque para a zona de origem da marca (algures ali para o meio do deserto). Até aí, tudo bem. O problema é que a fronteira com a França estava lá mas a com Portugal, não. Estão a ver o esquema, certo?

Pesquisei pela marca na net e fiquei a saber que a "Don Simon" afirma ser a mais vendida em todo o mundo (entenda-se, a marca "espanhola" mais vendida) e, realmente, encontrei inúmeros sites (japoneses, por exemplo) onde este tinto castelhano estava à venda. Em todos eles, se mantinha o rótulo: Espanha é a península toda.

Anteontem, passei no Continente e reparei que os rótulos estão diferentes. Calculo que a zurrapa no interior se mantenha de igual "desqualidade" mas, pelo menos, alguém deve ter chamado à atenção os cabrões responsáveis pelos rótulos. Em boa hora o fez porque eu já estava a preparar-me para perguntar ao Continente se também era partidário da união ibérica...

Resta saber se, por esse mundo fora, os rótulos também foram alterados ou se se trata de alguma edição especial aqui para o retângulo, para apaziguar os "rebeldes".

Ainda assim, independentemente do final, e como não sou propriamente ingénuo, não acredito que estas coisas aconteçam por distração. Estamos a falar de empresas, de cadeias de trabalho e responsabilidade, de muita gente envolvida e de um grau de ignorância extrema que é difícil de crer verdadeira (mesmo num espanhol habituado a consumir as zurrapas que lá se produzem). Portanto, distrações com coisas como fronteiras não me convencem. O problema é que nós, na nossa habitual bonomia, lidamos com estas canalhices com um certo desportivismo quando, na realidade, estes insultos (porque o são) mereciam mão pesada.

Como é que se admite que o Continente aceite ter à venda material onde Portugal é, pura e simplesmente, obliterado do mapa enquanto nação? Como é que se aceita que o Continente continue tendo à venda coisas de uma marca que, notoriamente, desrespeita os consumidores portugueses? Como é que se entende, finalmente, que o nosso Estado não tenha um qualquer departamento jurídico para rebentar em tribunal com os responsáveis por estas brincadeiras de mau gosto? É que não é só esta marca de vinho... ainda há algum tempo, uma loja de chocolates no CC das Amoreiras (junto ao MacDonalds) tinha à venda "moedas" de euro onde, também aí, a península aparecia como um só país (todos os outros tinham as fronteiras indicadas).

Depois, queixem-se...

Speekless



A "ida" de Fernando Nobre para o PSD (ver aqui) parece ter trocado as voltas a muita gente, a começar pelo "Luis Alcobia" que ficou "speekless" com a notícia. Não é só Fernando Nobre que parece ter inventado um novo conceito político (ainda que eu lhe dê o benefício da dúvida - por questões "práticas"), também há quem neste processo invente novas palavras. Conselho de "amigo": fiquem-se pelo Português...

Lisboa, Praça do Comércio

O país de joelhos

Se o país está de joelhos, então, é caso para perguntar: fazemos um minete à Merkel ou uma mamada ao gajo do FMI?

Há que lhes dar troco

"Excecionalmente... Se todos fossem como o senhor, ao fim de semana era um caos." foi o que o empregado da loja de revistas do Saldanha Residence me disse quando lhe perguntei se tinha troco de dez euros para eu pagar o jornal "i". Ainda ensaiei a desculpa (verídica) de que o mínimo que as máquinas Multibanco dão é, precisamente, dez euros (e não podemos pedir que a quantia venha em notas de cinco) mas, um minuto depois, estava arrependido, sequer, de ter tido a simpatia de perguntar à criatura pela disponibilidade de troco. É o mal de fervermos em lume brando: deixamos para depois o insulto que devia ser imediatamente disparado perante a puta da arrogância de um empregado que nos faz a nós, clientes, sentir como que uns necessitados que deviam sentir-se enormemente agradecidos pela suprema simpatia de ele nos vender uma merda de um jornal.

E, depois, começamos a pensar nas possíveis reações: explicar ao animal que, se ao fim de semana é um caos por causa dos trocos, então, é a ele, comerciante, que cabe munir-se de moedinhas para evitar que o tal "caos" se instale na sua loja? Dizer à criatura que, independentemente de questões de trocos, ele tem é de se sentir agradecido por eu ter gasto o meu dinheiro no seu estabelecimento e não no quiosque do outro lado da rua? Fazer-lhe notar que não lhe cabe largar comentários ou apreciações sobre o método de pagamento mas tão só servir e agradecer (o que ele também não fez)? Lembrar-lhe que, se eu pretendesse pagar com Multibanco, ele me diria que não aceitava pagamentos tão baixos?

E, depois, uma pessoa pensa que este tipo de comportamentos não é assim tão pouco comum. É, até, frequente. Porque a culpa é sempre dos outros: do Governo, do patrão, do cliente, do tipo que está ao nosso lado. A merda do tuga nunca é responsável por nada do que faz, nunca acha que lhe caiba a si prever um problema e evitar que ele surja, nunca acha que a responsabilidade seja algo que lhe diga respeito, nunca. Ao típico tuga, como o empregado da papelaria do Saldanha Residence, apenas cabe mostrar enfado perante o facto de as coisas não correrem todas exatamente como ele gostaria, ali, pertinho da perfeição da qual nós somos sempre dignos mas que os outros, por serem uns merdas, nos impedem de saborear.

O jornal "i", bem enroladinho, até dava um bom cacete...

Vêm lá os "cruzadores"

A cena na televisão chamou-me a atenção: um grupo de homens envergando trajos medievais levantava-se rapidamente devido à aproximação de um grupo de cavaleiros. A imagem aproxima-se e vemos que são guerreiros Templários. Neste momento, um dos homens grita, "fujam, que vêm lá os cruzadores"...

Roguei pragas ao tradutor mas, depois, apareceu o Van Damme e então percebi tudo: deve haver uma classe de tradutores ao nível das pessoas que vêem os filmes do Van Damme. E, no fundo, "cruzados" e "cruzadores", para eles deve ser tudo a mesma coisa. Desde que, no fim, haja porrada, "'tá-se bem".



Musiquinha boa "dos antigamente"...
Um aluno da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da UNL (aquela ali na Av. de Berna, para onde vai o pessoal com alergia à Matemática) morre durante uma aula da manhã. Como consequência, a direção do estabelecimento resolve cancelar as aulas nesse dia.

Depois, digam que a culpa é dos políticos...

Os campeões e os mercados

Qual será a reação dos mercados à vitória do Porto? Um país com seis milhões de frustrados é um país com baixa de produtividade e maior conflitualidade social. As taxas de juro irão aumentar? Terá a Nação de recorrer, finalmente, aos famigerados FMI e FEEF por causa do jogo de ontem? E, se isso acontecer, poderão os seis milhões dizer que a culpa é do Pinto da Costa?
A TV digital terrestre já anda por aí e, com ela, a obrigação de fazer despesa para quem ainda não tenha qualquer ligação por cabo. Nessa espécie me incluo.

O Bloco de Esquerda exigiu que, do pacote de canais a disponibilizar gratuitamente, constassem a RTP-Memória e a RTP-N. Igualmente exigiu que a RTP fizesse esforços para que as suas emissões fossem recebidas na Galiza.

Às vezes, por mais que custe, há que reconhecer que até aqueles que mais desprezamos podem ter boas ideias e defender valores corretos. No caso, O BE está de parabéns. Só é pena que, à força de tanto disparate, seja ínfima a hipótese de alguém o escutar...

Vou beber uma água das Pedras...

Sinel de Cordes ao pescoço?




Rui Sinel de Cordes e o seu humor ácido, no especial de Natal que acaba de fazer a Entidade Reguladora da Comunicação social processar a SIC Radical.

Curiosamente, a ERC parece preocupar-se mais com o assunto do que as próprias vítimas (que o são!) da língua fodida do humorista...