João Gobbern é daquelas personagens que é impossível não despertar, em nós, inveja. Falo da inveja que se tem por aquelas pessoas que são capazes de tudo e em tudo são boas.

Lembro-me de quando o Gobbern falava de música e parecia dominar toda a cena com as suas então magras mãos, sabendo sempre o que estava mais na moda e tinha mais êxito nas lojas (nessa altura, vendia-se mesmo discos).

Depois, comecei a ler críticas gastronómicas e não pude evitar querer ser o Gobbern, nos melhores restaurantes, degustando requintados pratos e avaliando-os com o seu gosto exigente.

Agora, vejo um Gobbern crescido, grande... - que digo eu? -, enorme, botando faladura sobre as tricas do futebol nacional e fazendo-o com exatamente a mesma categoria com que nos informava sobre "singles" e LP's ou vichyssoises e tintos.

Coisas destas, nem o "Professor Martelo" consegue, meus amigos. Há que dar valor ao homem.

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