O dia da mulher

Não vale muito a pena perder tempo tentando demonstrar o quão absolutamente ridículo é muito do "feminismo" com que somos confrontados nestas nossas sociedades "igualitaristas", nem a forma indecorosa como ele (o feminismo) se resume quase sempre à obtenção de privilégios sob a capa nobre da igualdade "de direitos". Agora, é engraçado ver como - à semelhança de outras datas (São Valentim, Dia das Bruxas) -, se tenta "puxar para cima" uma efeméride alheia ao cidadão comum e transvesti-la de um significado festivo artificial mais conforme com a futilidade própria de tudo quanto é fruto de decretos ou interesses comerciais e não propriamente reflexo de sentimentos arreigados na população. Ver gente a desejar "Feliz Dia da Mulher" como se estivéssemos no Natal ou a manifestar alegria pela passagem de mais um aniversário de alguém é, no mínimo dos mínimos, pateta (e patético).

Num ginásio de Lisboa, oferecia-se flores às sócias. Quase todas se mostravam surpreendidas pela inusitada simpatia da direção, talvez pelo simples facto de nem sequer fazerem ideia de que ontem era o "seu" dia. Lá dentro, uma treinadora  dirige-se a uma treinanda e...

- Parabéns!
- Então?
- Hoje é dia da mulher...
(a treinanda muda para voz de kidusha)
- Ai é? "biiiigaaaaadoooooo"

Bardamerda!

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