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A asfixia

Segundo Pedro Reis, da AICEP (citado pela TSF), o "oxigénio da economia portuguesa está a ficar asfixiado".

E eu que pensava que quem ficava asfixiada era a Economia por falta de oxigénio...

Nem a trovoada se safa...

Parece que já nem a "trovoada" se safa à arte de complicar (e das traduções à letra). Agora, os raios e coriscos são "tempestades elétricas"...

Todos em conjunto...


Todos em conjunto: "A culpa disto é dos políticos!!!"

O Público volta a atacar

Telma Monteiro é uma das maiores judocas a nível mundial. É, também, das mais brilhantes desportistas que Portugal já teve. Mas há quem tenha dificuldades em conviver com este facto.

O jornal Público escolheu, para ilustrar uma notícia sobre o início da participação da Telma Monteiro nos Jogos Olímpicos de 2012, uma fotografia da nossa campeã sendo inapelavelmente derrotada.

Para o jornal Público, a participação da espantosa judoca portuguesa está - ainda a rapariga não começou os combates, sequer -, intimamente associada à possibilidade de encontrar uma velha rival e de... ser por esta derrotada.

O mais triste, para além deste demente complexo de inferioridade, é que já não é, sequer, a primeira vez que isto acontece (e também com Telma Monteiro). (VEJAM AQUI)

Depois, digam que a culpa é dos políticos...


"Faz o teu ponto"

(diretamente do Inglês "make your point")

Nuno Artur Silva, no "Eixo do Mal"

O Público é contra o AO mas...


... não se importa de publicar disparates destes!

A EDP e os seguranças chineses


Parece que, na EDP (instalações de Sete Rios, Lisboa), os seguranças também já são chineses...

(Domingo, 22 de Abril de 2012)

Puta de pachorra que é preciso ter!...

Segundo o "LeCool", o Museu do Oriente vai dar...

"(...) cursos de Carving [...], conhecida técnica utilizada para talhar e esculpir frutas e vegetais nas mais variadas aparências (...)"




Não tarda nada, ainda nos vão dizer que "Painting" é a arte de pintar paredes ou que "Driving" é o conhecimento das mudanças do carro...



Os pombos abandonam o avião

A Pátria serve-se de muitas formas mas ninguém parece perceber melhor disso do que os militares. Seja na messe beberricando vinho do Porto, na sala de reuniões discutindo política ou algures no cu de Judas patrulhando estradas, os militares dão lições a qualquer um sobre o que é "servir a Pátria". Eventualmente, poderão ter de disparar um tiro (coisa que já pouco se espera) e, aí, passam de "servidores" a "heróis". Seja como for, ter um camuflado ou uma "farda nº1" vestidos são sinais de que devemos bater a pala e apreciar o esforço, a abnegação, a coragem e o elevado sentido de serviço público dos nossos homens de armas.

Se alguém tivesse dúvidas de que os militares são gente de coragem, bastaria pensar nos muitos pilotos da Força Aérea que abandonam a pacífica aviação militar para ingressarem na TAP que, como sabemos, é uma empresa sempre em guerra. E fazem-no pelo puro prazer de servir a nossa "companhia de bandeira" e de levarem o nome de Portugal mais longe, pelos céus do mundo.

Recentemente, dezenas de oficiais da FA pediram para abandonarem "a tropa" para não serem apanhados pelos cortes salariais que entrarão em vigor em 2012 (já chegaram, portanto) e outras medidas de austeridade como, por exemplo, o congelamento das promoções. Mais uma vez, é preciso coragem para tal. Não é impunemente que se abandona uma profissão geralmente muito bem remunerada e, no caso dos oficiais superiores, podemos facilmente imaginar as dificuldades que passaria um general ou um coronel com menos umas centenas de euros por mês. Quanto às promoções, a nossa solidariedade só pode ser total: quem ingressa na carreira das armas para servir a Pátria espera, naturalmente, que a Pátria também o sirva. Se a Pátria se mostra madrasta, então, há que mostrar-lhe o descontentamento... abandonando-a. Nada mais justo.

(segundo a imprensa, um Tia vai substituir um Tareco no comando da Força Aérea, em Monsanto. Não seria, também, de passar o dito comando para Cascais?)

A honra em servir a Pátria é diretamente proporcional ao cheque que a Pátria passa. É por isso que os militares destacados no estrangeiro ganham uns milhares de euros mensais (3.000 para um soldado) e são os que mais orgulho têm em servirem Portugal. E isto é sublinhado pelo próprio poder político quando algum responsável vai visitar "os nossos homens". Aquela gente sorri... de puro orgulho.

Da miríade de profissões essenciais ao funcionamento de um país, apenas aos militares é concedido o direito de servirem a Pátria. Professores, médicos, bombeiros, políticos (sim!), motoristas, operários de todas as espécies, "gajos da informática", polícias, mães e pais, funcionários do Estado... a ninguém mais é concedida a honrosa graça de ser um servidor da Pátria. Toda esta gente - ou gentalha, se preferirem -, é uma massa de criaturas egoístas que se servem, aproveitam, roubam - até -, a Pátria. E, muitos deles, ganham pouco. O que é inteiramente merecido, já se vê.

Costuma-se dizer que, quando um navio afunda, os ratos são os primeiros a fugirem. Aqui não há ratos nem barcos, há, quando muito, pombos que batem as asas quando o avião cai. A todos aqueles que se cansaram de servirem a Pátria quando a Pátria deles precisou e não ofereceu ajudas de custo, promoções garantidas e outras benesses desejo, portanto, que batam asas para muito longe, para longe da crise e, sobretudo, para longe de nós!

PS - o "autor deste texto" tem, na sua família mais próxima, dois oficiais superiores das FA e um ex-soldado e é filho de alguém que, chumbado na inspeção (por doença) pediu para lá voltar e assim poder ser admitido nas fileiras (o que aconteceu). O "autor deste texto" também teve nas mãos os formulários para a candidatura à Academia Militar. Finalmente, o "autor deste texto" abdicou voluntariamente de um quinto do seu ordenado (desde há um ano) para ajudar a empresa onde trabalha.

O Acordo Ortográfico e a persistência da ignorância

Ontem, pela enésima vez, tive de explicar a alguém que não, "facto" não vai passar a ser escrito "fato" e que "contacto" também não passa a "contato". Que sim, que vai, que o acordo manda eliminar todos os "c" e que eu que o lesse, responderam-me. Apenas o facto de ser alguém de família me impediu de soltar logo ali um bujardo grosso e lá insisti educadamente no princípio geral do AO: a ortografia deve seguir a pronúncia.

O AO foi gizado em 1990. Ou seja, já lá vão 21 anos. VINTE E UM ANOS!!! - e uma mentira largada na primeira hora por mentirosos reacionários (porque quem o fez conhecia muito bem o texto do acordo...) colou-se de tal forma ao imaginário das pessoas que vinte e um anos depois, por mais esclarecimentos que se prestem, por mais campanhas que se façam, as pessoas continuam a repetir, com o ar mais decidido, disparates como o do "fato".

Quando muitos imbecis se desdobram em comentários na internet apelando à resistência ao acordo que nos vai por "a falar à brasileira" (ou, na versão mais estúpida "a falar brasileiro"), eles, na verdade, têm alguma razão. Não porque o AO (que é or-to-grá-fi-co) pretenda ou possa alterar a pronúncia das palavras mas sim porque a ignorância e a estupidez são armas poderosíssimas, quase sempre mais fortes do que o esclarecimento e capazes de fazerem entranhar na consciência coletiva os produtos da sua ação.

Muita gente há que passará, de facto, a escrever "fato" e "contato" e que, consequentemente, passará a ler as palavras conforme aquilo que julgam ser a nova ortografia. Paradoxalmente, portanto, os reacionários anti-acordo serão, eles mesmos, os responsáveis por produzirem os perniciosos efeitos contra os quais se julgam bater.

Sou apreciador de ironias mas, neste caso, o que me fica é uma profunda raiva, mitigada somente pelo desaparecimento da história do "cágado / cagado"... Se calhar, dos vários disparates sobre o AO, este seria o único que talvez nos desse uma boa ideia do que ia pela cabeça das pessoas...

Coitados dos fascistas

Segundo Mário Tomé ("capitão de Abril"), as recentes declarações de Otelo Saraiva de Carvalho insinuando a necessidade de um golpe de estado são... "proto-fascistas".

Os fascistas são como o Governo: a culpa é sempre deles.


"(...) a derrocada da última barreira natural: as dunas (...)"


No jornal da manhã, da RTP.

Era para rir se não fosse triste

O espanholismo do jornal Público é tal que, por vezes, quase ficamos sem alternativa que não seja rir. Mas a coisa é séria...

Multiculturaliza-te ou morre!

Quando confrontado com uma nova biografia do fundador da IKEA onde é exposto o seu nazismo militante, o porta-voz do grupo sueco só conseguiu sair-se com esta pérola de estupidez:

“Todas as pessoas que conhecem o Ikea sabem que é uma corporação multicultural e que pratica estratégias multiculturais”.

Acabar com os carris

E que tal se, de uma vez por todas, se acabasse com a porcaria dos carris que enxameiam as ruas de Lisboa? Não, não estou a falar de acabar com essa coisa bonita que são os elétricos (os antigos) mas tão só de tapar - TAPAR -, os restos que ficaram por aí de linhas que já não são usadas. É que não é numa ou duas ruas, são dezenas delas, bairros atravessados por carris inúteis mas que, por qualquer razão que eu confundo com desleixo, nunca foram arrancados nem tapados.

Parte desta minha revolta tem a ver com uma recente queda de mota por causa, precisamente, de um carril (ainda me dói um pouco do corpo e, sobretudo, a alma) mas a verdade é que, de uma forma fria, não se percebe o que fazem aquelas coisas nas estradas, obrigando os motociclistas a terem todos os cuidados para não patinarem nos ferros. Se não há carreiras, para quê as suas linhas?

Outra coisinha: nos sítios onde ainda há elétricos passando, não podiam alcatroar devidamente o espaço entre os carris? É que há sítios onde até uma moto-4 parece pouco para nos equilibrarmos.

Tenho dito.

Assim, é difícil

Numa simpática conversa com um estranho, queixava-se este de que estava novo demais para a reforma e velho demais para lhe darem emprego. Se ao menos soubesse ler, talvez pudesse arranjar alguma coisa como porteiro...

Disse-lhe que havia cursos para adultos e que ainda podia aprender a ler. Pois sim, já lá tinha andado mas saiu porque só lhe pagavam nove euros... Para ganhar tão pouco, não valia a pena ir à escola.

Com mentalidades destas é difícil, realmente...
Um dia festes abro uma secção, aqui, dedicada exclusivamente às calinadas do Diário de Notícias online.