Para quem gostar de Sigur Rós e das suas ambiências melancólicas de fim de tarde, ficam aqui os "imitadores" suíços Nyctalgia.
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Nyctalgia
Para quem gostar de Sigur Rós e das suas ambiências melancólicas de fim de tarde, ficam aqui os "imitadores" suíços Nyctalgia.
Overkill: poderosos!
De vez em quando aparece um daqueles temas que nos vai diretamente ao estômago, pega em nós e nos atira de um lado para o outro, fazendo-nos em cacos. Direto, poderoso, este "Bring me the night" dos novaiorquinos Overkill (uma daquelas bandas que, incompreensivelmente, nunca atuou por cá) é daqueles temas que nem um morto deixa quieto!
Iron Maiden: nova colheita
| A maior banda do mundo e arredores já está a tratar do lançamento do seu novo álbum "The final frontier" e, contrariamente ao que é natural, primeiro começou uma digressão e só depois lançará o disco (coisas do pessoal do marketing). Para já, podemos todos ouvir o primeiro tema a ser conhecido, de seu nome "El dorado" (pois...), uma coisa perfeitamente "maideniana", em nada feita para inovar ou supreender (também, ninguém lhes pede isso) mas que cumpre os mínimos com algumas reservas... Digamos que, como música principal (ou, pelo menos, anunciadora) de um longa-duração dos Iron Maiden, é coisa assim para o fracote mas, ao mesmo tempo, se apenas pensarmos nela como algo para "encher", então, encontraremos pontos de valor no tema, nomeadamente as guitarras, um pouco mais marcadas do que tem sido costume. (O anterior parágrafo não deixa de me fazer sorrir ao pensar que os Iron Maiden, até quando não parecem estar nos seus melhores dias em termos de composição, conseguem produzir heavy metal que, na pior das hipóteses, é "interessante". Abençoados!) Se a música não nos traz grandes novidades, a nível gráfico, os IM parecem estar apostados em fazer algo de diferente. Note-se no vídeo de cima a capa do single (ainda se pode falar em singles?), e a sua total colagem aos comics de meados do século XX. Já a capa do álbum, mantendo um Eddie alterado ao ponto de se ter tornado estupidamente irreconhecível, parece adotar um visual consideravelmente mais moderno. Podem vê-la aqui. Enfim, um aperitivo para o que aí vem. E que vem sempre em boa hora! \m/ | |
Satyricon: King
Para quem julga que as bandas de Black Metal norueguês não são capazes de mais do que (quase) insuportável barulho, fica aqui uma coisinha MUITO melhor...
Morreu Ronnie James Dio
O cancro calou uma das melhores vozes que o Heavy Metal já teve.Ronnie James Dio, o pequeno homem que se agigantava através da música deixa muita gente órfã de uma referência incontornável no universo metálico. Ainda há pouco tempo, após ver um vídeo de um concerto, me espantei com a energia de um "velhote" de 67 anos saltando em palco e, naquele momento, invejei-lhe a forma física. Ironia, das ironias, já nessas imagens Dio estava gravemente doente. Do meu conhecimento da sua doença até ao acidental encontro com uma notícia sobre a sua morte, não passaram mais do que duas semanas.
Fossem verdade as ingénuas fantasias que muitos cantam, neste momento Dio estaria banqueteando-se à farta mesa dos "nossos" heróis caídos, como seria direito de quem fez do Metal, do bom Heavy Metal, a sua sina.
Ficamos mais pobres, nós os que acompanhámos os belos anos 80 e o pico de forma da carreira de Dio e, de uma forma geral, a cultura deste género músical estupidamente tão incompreendido como é o Metal.
Ao que tudo parece indicar, para além de um músico, morreu, também, um homem bom, responsável, por exemplo, pelo erguer do projeto Hearn n'Aid - a contribuição metaleira no movimento para matar a fome em África.
Que cada um escolha a sua música de fundo para o luto que se impõe. Por mim, sempre gostei muito desta...
Multem este homem!
Ele diz que nos vai ensinar a tocar guitarra a toda a brida mas a verdade é que me deixou completamente desmoralizado... :)
Xeque-Mate: Ás do volante
Antigamente, não eram só as bandas pop/rock que não tinham vergonha de cantarem em Português. O heavy-metal também marcava presença. E que presença!
Iron Maiden - The prisoner
Uma das (imensas) grandes canções da maior banda de Heavy Metal do nosso sistema solar.
Que solos!
Destruição, destruição, destruição, destruição!
Quem é que ainda se lembra dos CTT (ou C.T.T.)? Não estou a falar dos "Correios, Telégrafos e Telefones" mas sim dos "Conjunto Típico Torreense", a banda que na altura da explosão do rock português, pos toda a gente a cantar "destruição, destruição, destruição, destruição". E era giro!
W.A.S.P. - Wild child
Anos 80, sempre os anos 80... Costumava ouvir isto com as colunas da aparelhagem (hifi) encostadas aos ouvidos, como se fossem auscultadores (fones). E que bem que sabia!
Para os mais novos (teenagers), que se perguntam quem raio são estes foleirões que aparecem no teledisco (videoclip), eu respondo que são os W.A.S.P. (ou WASP), uma banda de Heavy Metal muito à americana que usava de bastante provocação para se afirmar. Mas, ao contrário do que acontece com tanto artista, estes também sabiam fazer grandes músicas.
Embora algumas pessoas mais esclarecidas possam pensar que W.A.S.P. vem de "White Anglo Saxon Protestants" o nome vem sim de "We Are Sexual Perverts". Se o eram ou não, isso era lá com eles mas de certeza que gozavam bastante a vida :)
Os W.A.S.P. ainda vivem, embora sejam uma sombra do que eram nesta altura. Ainda assim, vale a pena ouvir algumas coisas. Para já, para aguçar a curiosidade, fica aqui este Wild Child.
Música boa
Esta foi uma daqueles descobertas que fiz quando andava a saltar de link em link no myspace: Norberto Lobo.Senhor de uma técnica apreciável, não se deixa deslumbrar por ela e contrói temas que sabe bem ouvir, intrincadas redes de acordes, por vezes, tecidos suaves de outras.
Quem tiver o bom gosto de gostar de Tó Trips, certamente que gostará, pelo menos, tanto de Norberto Lobo. Não há aqui o "exotismo de fim de tarde" do último disco de Trips mas há música muito, muito boa!
Ouvir música: aqui
Tó Trips no Chiado
Tó Trips é uma "figura" do nosso panorama musical. Metade dos Dead Combo, parte inteira de si mesmo, lançou recentemente um disco intrumental onde aborda a viola como Carlos Paredes abordava a guitarra: com uma quase raiva de quem exige ao instrumento a entrega da música que tem dentro de si. Disco bonito, feito de entardeceres lânguidos em cidades quentes, adivinha-se nos temas de "Guitarra 66" viagens, sabores e exotismos mais ou menos distantes.Ontem à noite, no Museu do Chiado, por duas ridículas moedas de um euro, foi possível sentarmo-nos em frente a um homem vestido de negro, bronzeado intenso, que parecia não querer fitar o público numa timidez que se confundia com a entrega à interpretação. No ar, uma brisa fresca na medida certa levantava do solo o cheiro da relva onde todos os que não tiveram assento se instalaram e onde, como que para vincar um ambiente de intimidade entre a pequena multidão, crianças ocupavam a zona mais próxima do artista.
O concerto durou cerca de uma hora e apetecia que tivesse durado mais. O ambiente era óptimo e deu uma boa noção do muito que anda por aí para que possamos gozar a nossa cidade. Antes do espectáculo (e incluída no preço!), uma visita de médico ao Museu do Chiado para passar os olhos pela exposição que lá está agora e onde é possível ver obras de Almada Negreiros, Amadeo de Souza Cardoso e Mário Eloy, entre muitos outros.
Bela maneira esta de acabar o dia! O Museu do Chiado continua com a sua programação especial de Quintas-Feiras e acredito que vou aproveitá-la ainda mais.
Ler entrevista com Tó Trips: aqui
Ouvir música de Guitarra 66: aqui
Jorge Palma e o Trio Odemira
Decididamente, esta semana é a do Jorge Palma...
Reparem nesta situação absolutamente inesperada: Jorge Palma (novinho), cantando o Porto Covo (de Rui Veloso), acompanhado pelo Trio Odemira e Carlos Alberto Moniz, num programa do Júlio Isidro.
Ó meus amigos! Isto é o YouTube!!! :))
Reparem nesta situação absolutamente inesperada: Jorge Palma (novinho), cantando o Porto Covo (de Rui Veloso), acompanhado pelo Trio Odemira e Carlos Alberto Moniz, num programa do Júlio Isidro.
Ó meus amigos! Isto é o YouTube!!! :))
Jorge Palma em Belém
Se os meus dois textos anteriores foram sobre as diversões em Lisboa e Jorge Palma, então, é mais do que justo que se fundam os dois temas para falar no concerto de ontem junto à Torre de Belém.Jorge Palma foi convidado pela Câmara para animar o relvado de Belém (numa noite que dispensava aquele vento frio que por lá andava) e fez o mesmo a uns quantos amigos seus: eh pá, venham tocar comigo! Rui Reininho, Cristina Branco, Marisa, JP Simões, Adolfo Luxúria Canibal, Gaiteiros de Lisboa, Fausto e Sérgio Godinho foram os nomes que lá apareceram.
Os duetos foram de nível desigual. "Frágil" (com Rui Reininho) foi forte e cheio de energia, combinando-se os dois artistas optimamente. Marisa entrou mal no seu tema (Canção de Lisboa) e teve de se "cortar" ao tom demasiadamente agudo com que iniciou. Cristina Branco foi límpida e cheia em "Estrela do mar". Sérgio Godinho mais valia não ter lá ido se nem sequer sabia a letra de "Jeremias, o fora-da-lei". Adolfo Luxúria Canibal sussurrou qualquer coisa ao seu estilo. JP Simões cumpriu com "Bairro do amor" e Fausto tinha tudo a ver com "Dá-me lume".
Os Gaiteiros de Lisboa eram só paisagem e as meninas dos tambores e bombos com que o espectáculo abriu e fechou serviram para ocupar o vazio musical do tempo dos agradecimentos e palmas.
O concerto foi bom e o Palma estava bem. Mas aquele não era o seu público. Notava-se desconhecimento das músicas, as palmas não "entravam" a tempo e eram poucas, muito poucas para aquilo que se estava a ver. É o mal destes concertos "populares": vai toda a gente, desde as marias que passam a noite na conversa falando da novela, até aos velhotes que ao fim de duas ou três músicas desistem por causa da barulheira, passando pelos bêbedos e pelos chicos-espertos do "'Tá na hora! Vamos lá começar com essa merda! Eh, eh, eh...".
Outra coisa que, paradoxalmente, "estraga" um pouco um concerto são as cadeiras. É certo que sabem bem e dão apoio aos penduras (os tais que nem deviam lá estar) mas retiram inapelavelmente muito do gosto que dá ver música ao vivo. É uma coisa assim como que "à japonesa" (os japoneses são conhecidos por verem concertos de heavy metal sentadinhos, apenas levantando os braços).
Quanto à organização: a coisa estava arranjadinha, o concerto foi bom (claro!) mas, para a próxima, duas coisinhas: arranjem vários vídeos com que entreter o pessoal - estar a ver um mesmo vídeo promocional de cinco em cinco minutos ao longo de duas horas é coisa capaz de levar ao desespero um santo; e acabem com essa fantochada dos lugares "vips" - centenas de cadeiras numa área reservada que invariavelmente acabam por terem de ser ocupadas pelo poveco... que chega atrasado ou seja, chegar tarde e a más horas (atrasando o espectáculo) compensa porque acabamos por nos sentar nos melhores lugares... :|
Saldo da noite: mais um belo concerto, de um Jorge Palma cheio de energia e quase sempre muito bem acompanhado. No final, "A gente vai continuar", com o palco completamente cheio de gente em festa. Eu também vou continuar gostando de ti, ó Jorge! :)
Tira a mão do queixo não penses mais nisso
O que lá vai já deu o que tinha a dar
Quem ganhou ganhou e usou-se disso
Quem perdeu há-de ter mais cartas para dar
E enquanto alguns fazem figura
Outros sucumbem à batota
Chega a onde tu quiseres
Mas goza bem a tua rota
Enquanto houver estrada para andar
A gente vai continuar
Enquanto houver estrada para andar
Enquanto houver ventos e mar
A gente não vai parar
Enquanto houver ventos e mar
Todos nós pagamos por tudo o que usamos
O sistema é antigo e não poupa ninguém
Somos todos escravos do que precisamos
Reduz as necessidades se queres passar bem
Que a dependência é uma besta
Que dá cabo do desejo
A liberdade é uma maluca
Que sabe quanto vale um beijo
Recordar é bom!
O YouTube é um tesouro de coisas ignoradas, memórias esquecidas sob a avalancha mediática a que estamos sujeitos. É como a caverna do Ali-Bá-Bá, cheia de riquezas inimagináveis porque nunca antes vistas. É assim que me sinto quando começo a vaguear pelos incontáveis vídeos de música portuguesa que gente muito boa coloca no ar.
Viva a pirataria que nos permite manter viva a recordação dos nossos anos mais jovens, viva o desprezo pelo espartilho do negócio que impede o acesso generalizado a tudo aquilo de bom que a nossa cultura produziu no século XX.
Como de costume, entregando-me ao acaso, tendo apenas como ponto de partida a vontade de ouvir uma canção das Doce, tropecei neste momento único: Jorge Palma (novinho) e Lena d'Água (bonita), interpretando uma das obras-primas do nosso génio maior.
É de ouvir o dia todo!...
Viva a pirataria que nos permite manter viva a recordação dos nossos anos mais jovens, viva o desprezo pelo espartilho do negócio que impede o acesso generalizado a tudo aquilo de bom que a nossa cultura produziu no século XX.
Como de costume, entregando-me ao acaso, tendo apenas como ponto de partida a vontade de ouvir uma canção das Doce, tropecei neste momento único: Jorge Palma (novinho) e Lena d'Água (bonita), interpretando uma das obras-primas do nosso génio maior.
É de ouvir o dia todo!...
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