A apresentar mensagens correspondentes à consulta meninas da net ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens
A apresentar mensagens correspondentes à consulta meninas da net ordenadas por relevância. Ordenar por data Mostrar todas as mensagens

As meninas da net

Já aqui deixei, noutra ocasião, uma amostra da minha opinião sobre o tipo de pessoas que nos arriscamos a encontrar nos sites de "encontros". Não vale a pena repetir o que escrevi então mas valerá relatar alguns exemplos das prendas com as quais nos deparamos. E porquê fazê-lo agora? Porque me apetece e, sinceramente, não me estou a lembrar de nada melhor. :)





Caso 1: a psicóloga clínica

Uma rapariga a meio dos trintas, solteira, de aspecto chamativo (o que não é, necessariamente, sinónimo de beleza), presente em quase todos os sites de procura de uma cara-metade, aparentemente muito bem na vida...
Conversa-se com ela no MSN, diariamente, várias horas por dia, chega-se à conclusão de que há uma sintonia quase total de gostos e pontos de vista, somos soterrados em fotografias (dela, da família e dos cães), marca-se um encontro e, dois dias antes do grande momento, comete-se uma falha monumental: no meio de (mais) uma conversa, digo à moçoila para ser ela a puxar um assunto porque era quase sempre eu a fazê-lo. O que eu fui escrever! Que julgava que estava a falar com uma pessoa adulta, que éramos iguais, isto e aquilo e... silêncio.
Continuo a vê-la nos sites...


Caso 2: a comercial da multinacional

Mais uma trintona, de aspecto agradável, muito bem na vida, divorciada após um casamento de vários anos, vivendo numa zona moderna da cidade, quadro comercial numa multinacional do sector informático. Fala-se com ela algumas vezes, a coisa corre muito bem, e eis que, no meio de uma troca de banalidades (o que estás a fazer? o que estou eu a fazer?) escrevo que estou a tratar das fotos de alguém. "Mas, que relevância é que isso tem para a nossa conversa?!", dispara ela à queima-roupa.
Depois do "tiro", nem mais uma palavrinha...


Caso 3: a brasileira lusófila

Desta feita, o apelo foi do outro lado. Uma mensagem enviada e começa-se uma troca regular de mensagens e conversas no MSN. A rapariga é atrevidota (claramente à procura de noivo no lado de cá), o assunto é esclarecido e continua-se a conversar, inclusivamente sobre um bigodado pretendente à pequena. Passam-se semanas e meses e vai-se mantendo o contacto. Chega-se inclusivamente à fala propriamente dita. A rapariga resolve vir a Portugal (passando por Lisboa) para conhecer a terra de que diz tanto gostar e passear na companhia do pretendente. Pois bem, julgam que teve qualquer interesse em conhecer-me pessoalmente? Nada disso. Afinal de contas, vir a Portugal deve ser como ir ao café da esquina. Meses de conversas e nem a curiosidade de se estar à frente de alguém com quem se discute todo o tipo de assuntos.
Um dia muito mais tarde, perante uma "brincadeira" minha relativa ao esquecimento do meu nome, finge-se ofendida e "desliga".


Caso 4: a constipada

Cachopa atraente, a menina nos vintes, administrativa (?) numa empresa nas Olaias. Um bocado abaixo da idade para mim (ou eu acima, para ela) mas, ainda assim, tenta-se a coisa. Fala-se uma ou duas vezes e eis que me lembro de perguntar à rapariga se estava melhor da constipação. Bruto como só eu, pergunto se ainda estava "entupida". Ai credo, o vilão mal-educado! Corte imediato.


Caso 5: a professora universitária

Moça culta e cheia de histórias, do tipo palrador, divertida pela capacidade de conseguir falar sem parar sobre si e as coisas de que gosta. Encontramo-nos duas vezes. Não há atracção física mas a personagem é "engraçada" e interessante no acesso a um nível cultural pelo qual me sinto atraído. Trocam-se mensagens mas falho em ficar com o telemóvel da catraia (já repararam nos sinónimos de "mulher" que vou usando? - aprendam, que ficam com o vocabulário mais rico). Um dia "insinuo" que ela mo pode dar para nos podermos encontrar "acidentalmente". Como assegura já mo ter dado e eu não ter ficado com ele por falta de vontade, exige que eu lho peça explicitamente. Que não seja "naquela de saber" - não! -, tenho de o pedir.
A coisa fica por ali. Eu sem o número da menina e os dois sem (aparentemente) falarmos mais.


Caso 6: a brasileira ressabiada

Brasileira, 26 anos, estudante de psicologia na Universidade Lusófona. Bom aspecto...
Envia-se uma piscadela através do Match.com, recebe-se outra de volta, começa-se a conversar...
Na terceira linha, a miúda diz o que faz; na quinta, já está a dizer mal da maneira de ser dos Portugueses; na oitava chama-me nomes por eu dizer que não gosto do ensino universitário particular.
Corto a comunicação mas ela não gosta. Faz questão de continuar a vomitar o seu ressabiamento e má-educação em dois ou três emails irados.
Uma das coisas de que esta estudante universitária (futura "psicóloga") me tenta convencer é que, no Brasil, "mas" se escreve "mais"... Dá bem a noção da animalária...


Caso 7: a infeliz

Uma cara muito bonita chama-me a atenção num site. Como o email dá para ser percebido, adiciono-a ao MSN. Um dia, lá a apanho. Foi das conversas mais tristemente estúpidas que tive com alguém: a rapariga afirmava-se uma desgraçada, possuída por uma tristeza sem fim e até pedia desculpa por estar a escrever-se comigo, a pobre. Sem instrução, sem alegria, sem dinheiro, sem nada...
E eu sem pachorra...


Caso 8: a cantora pop

Parte de um trio pop, mais conhecido pelo aspecto das garinas do que pela sua música, esta moça passou largas horas de conversa comigo. Falou-se de muita coisa, trocámos números de telefone, SMS de Boas-Festas, ela enviou-me fotos em que aparecia nua, etc. Pois nunca consegui encontrar-me com a rapariga!
E uma pessoa fica assim, a modos que a pensar... se nem fotos de nudez significam alguma coisa...


Caso 9: a inquisidora

Uma vez, arranjei o contacto de uma rapariga que trabalhava num escritório de advogados perto de mim. Já não me lembro da origem do contacto mas lembro-me da absoluta frieza indagadora da criatura. Após os "olás" da praxe, a mulher ataca-me com um questionário cerrado: "Altura, peso, cor dos olhos, emprego (...)". A coisa morreu ali, naquela altura. Noutro dia, recuperada a paciência para aturar malucas, voltei à carga. E o cenário repetiu-se. :)

Como as cerejas

É a tal história das cerejas: uma vai puxando outra...
Nunca percebi porque razão escolheram este fruto em particular para ilustrar a forma como umas coisas se vão ligando a outras, até porque a verdade é que o mesmo se passa com os amendoins, o caju, as castanhas torradas, as cervejas, os pistachios, as batatas fritas, os bolinhos em miniatura, os bonbons, os tremoços, os copos de vinho tinto e sei lá que mais.

Na verdade, até sei: os blogs. Andava eu a ver as estatísticas de acesso ao meu, os quase inexistentes ganhos com os anúncios do adsense onde ninguém carrega, os locais improváveis de onde tenho visitantes... e saltei para o Rapsódia (semnadademomento.blogspot.com). Li algumas coisas (o estilo é giro) e percorri com o olhar os links para outros blogs. Parei num que dizia "não compreendo as mulheres". Como eu também padeço da mesma dificuldade (ver "As meninas da net" ), resolvi dar um salto até ao blog... Pois bem, este é daqueles casos em que dizer mal das mulheres e da sua tortuosa psique deixa de ser uma necessidade do tipo "desabafar para não rebentar" e passa ao capítulo da fina ironia, do humor iluminado, da "denúncia" desembaraçada. Por mim, fico cliente. E fica aqui também o link: Não compreendo as mulheres (naocompreendoasmulheres.blogspot.com).

Um abraço para Aveiro!