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planeta agostini: a saga continua...


Após o último post contactei a Planeta Agostini devido ao livro trocado. Após algum tempo, informaram-me de iriam enviar o livro correcto para o quiosque. Pelo texto da mensagem, imediatamente desconfiei de que aquelas sumidades da incompetência iriam reenviar o livro errado. Prontamente lhes escrevi indicando em letras garrafais o nome do volume correcto. Não responderam... Passadas duas semanas, vou ao quiosque e... confirmam-se as minhas suspeitas: voltaram a mandar para o vendedor o livro errado, o mesmo que tinham enviado antes e que eu lhes tinha dito que estava mal!!! E, para cúmulo, o sujeito do quiosque ainda teve de pagar esse livro, não podendo, agora, devolvê-lo devido a umas quaisquer regras de serviço. Ou seja, os imbecis da Planeta Agostini enviam dois livros (iguais) errados e, quer eu, quer o vendedor tivemos de pagar por eles. E eu continuo sem o livro correcto e a colecção completa!!!
Já não volto a pedir nada para ir buscar ao quiosque porque, senão, ainda voltam a cobrar mais um livro ao infeliz e, provavelmente, voltará a ser o livro errado...

A Planeta Agostini parece-me ser um caso bizarro: ou só trabalham depois da hora de almoço, ou aquilo tem empregados vindos da CERCIS ou não dormem o suficiente. O facto é que "incompetência" já me parece pouco para este caso. Estupidez ou imbelicidade serão o mínimo que se pode utilizar referindo-se àquela empresa.

Há coisas que são más demais...
planeta agostini: uma incompetência de... outra galáxia

Já lá vão mais de dois anos, esta editora italo-espanhola, especialista em encher os quiosques com colecções dos mais variados tipos, lançou uma colecção de 45 romances de Alexandre Dumas. Fan como sou dos clássicos do autor, comecei a juntar os ditos romances, a € 7,99 cada um (o honesto homem do quiosque tinha sempre o cêntimo de troco). A certa altura, i.e., ao fim de 29 semanas, o livro que comprei vinha com umas páginas trocadas. Prontamente o devolvi no quiosque e esperei que me dessem um em condições. Esperei, esperei, esperei... até que, passados meses, no quiosque me disseram que tinham deixado de enviar livros e que, não só não devolviam o que eu já tinha pago como também não podia comprar os que ainda faltavam para acabar a colecção. Mais algum tempo e dão-me a notícia de que tinham começado a reeditar os romances e que, portanto, seria de ir esperando até que chegasse a altura dos livros que nunca tinham sido enviados para o quiosque. Quanto ao volume devolvido, nada.

Meses e meses se passaram, passei a ir ao quiosque com grandes intervalos de tempo e as notícias eram sempre as mesmas, ia chegando algum livro (que eu comprava) mas nada de "A esfinge vermelha" (o livro devolvido).

A colecção chegou ao fim, e, no quiosque, a informação de que continuavam a ignorar os pedidos de devolução. Resolvi ser eu a tratar do caso: pedi os dados do vendedor e enviei um email para a Planeta Agostini. Fiz isto em Fevereiro de 2007. Não tive qualquer resposta (a não ser do servidor da PA indicando a recepção da mensagem). Em Março, envio nova mensagem com o mesmo resultado. Em Maio, começo a enviar todos os dias uma mesma mensagem, indicando a quantidade de vezes que já lhes tinha escrito. Quando já ia na 11ª mensagem (!), respondem-me à 7ª dizendo que tinham tido um problema de servidor, etc. (quem paga são sempre os computadores - já agora, o servidor não lhes dava as mensagens mas enviava-me o recibo das mesmas...).
Finalmente, a promessa de que os livros seriam enviados para o quiosque. Insisto pedindo um prazo. Uma semana, respondem-me. Pelo sim, pelo não, dou-lhes duas.

Chega então o dia em que, passados alguns três anos, eu espero ter completa a colecção de romances de Alexandre Dumas. Dirijo-me ao quiosque com aquela sensação de quem se vai ver livre de uma chatice. O vendedor reconhece-me à distância e faz-me sinal. Entrega-me os livros (o que faltava e o devolvido) e eu abalo, contente.
Ao chegar a casa, confirmo que o livro devolvido está em boas condições mas, ao reparar bem no titulo do segundo romance, vejo que se tinham enganado e não me tinham enviado o volume que faltava!

O que se passará no Planeta Agostini? Apetece fazer piadas do estilo "viverão na Lua?" mas, na realidade, a coisa já nem se presta a piadas. O mais engraçado é que eu já tinha sido avisado da péssima qualidade do serviço da PA.
Bastou-me uma curta pesquisa na internet para encontrar gente a queixar-se de colecções que ficam a meio, má qualidade dos conteúdos, etc. Já houve uma pessoa que levou a empresa a tribunal por ter sido deixada com um barco de montar incompleto (isto depois de gastar uma pequena fortuna). O consumidor ganhou, diga-se.

Para cúmulo, os romances parecem ser de pouco interesse (Dumas terá esgotado a "veia" nos clássicos) e, pelo menos uma das traduções é autêntico terrorismo cultural com gralhas em quase todas as linhas.

Da Planeta Agostini não volto a comprar nada! Serviu de lição, que esta incompetência é, verdadeiramente, de outra galáxia!

Irra!!!
planeta agostini: aleluia!

Cantam os anjos no céu, tocam os sinos nas igrejas, rejubila a minha alma pela ventura de, finalmente, ter conseguido acabar a colecção de romances de Alexandre Dumas editada pela Planeta Agostini. Mais de um ano depois de o último volume (da reedição da colecção !!!) ter sido lançado, meses depois de começar com reclamações constantes com dezenas de emails enviados (nos quais acabou por ser necessário recorrer a coisas próximas do insulto), a PA forneceu-me o livrinho que faltava. Mas a coisa andou torta até ao último momento...

Tal como eu esperava e dei conta num texto anterior, a funcionária da PA que ficou de me avisar da chegada do livro anotou realmente mal o meu email e, em vez de X.Y entendeu X Ponte Y. Exactamente, no pacote deixado na portaria do edifício do Campo Pequeno lá estava escrito "Ponte" entre o meu nome e o apelido. Não há palavras...

Depois de receber o pacote (verificando que era o livro correcto) já nem me preocupei com pormenores como a qualidade de impressão, páginas em falta ou fosse lá o que fosse. Acobardei-me e guardei o precioso item na mala. Já cá cantava e a novela tinha acabado.

Fica a lição: produtos da Planeta Agostini, nunca mais!
planeta agostini: ainda não foi desta

Em Junho coloquei aqui um texto contando a minha aventura com a Planeta Agostini no sentido de conseguir acabar uma colecção de livros de Alexandre Dumas (veja aqui). Em Julho, escrevi mais um texto sobre a continuação do caso e eis que, agora, em Outubro, me vejo forçado a continuar a história...

No dia 3 de Outubro, após dezenas de mensagens enviadas, sou informado pelo apoio ao cliente de que o livro que me faltava já tinha chegado. Aparentemente, teria sido necessário ir buscá-lo a Espanha. Como eu fazia questão de ir buscar o livro às instalações da PA, como forma de me assegurar de que o volume chegado era o correcto - para além da PA não cobrar, à cabeça, mais um livro ao homem do quiosque -, fui, então, às instalações que ficam perto do Campo Pequeno (Lisboa). Isto foi no dia 8.

Ao chegar e dizer ao que vinha, a recepcionista manifestou algum espanto. Não tinha nada em meu nome... Consultou emails e percebeu a situação. O livro, o tão aguardado livro tinha ido para as instalações da PA mas... em Alcochete.

Aproveitei para dizer que com aquela empresa nada funcionava direito mas contive-me de expressar o que me ia, realmente, na alma.

A recepcionista propôs mandar vir o livro, de Alcochete para Lisboa e avisar-me de tal quando a encomenda chegasse. É justo, pensei eu. Pediu-me um contacto e dei-lhe o meu email que é na forma X.Y@gmail.com - Vi, claramente, a rapariga escrever xPONT?y@gmail.com (onde o ? é a minha dúvida sobre se teria sido PONTO ou PONTE...).
Chamei-lhe a atenção para o facto, que estava a escrever por extenso o ponto mas olhou para mim como se não estivesse a ver bem do que é que eu falava...

Portanto, neste momento, não sei se a PA me vai conseguir avisar da chegada do livro porque suspeito que nem o meu email conseguiram anotar bem.

E, quando o livro que devia ter vindo para Lisboa mas foi para Alcochete chegar, ao fim de muitos meses, ainda é preciso que seja, realmente, o que me falta e não mais um engano (o quarto, parece-me) da Planeta Agostini.
E, se o livro for o correcto, é necessário que venha em Português.
E, se o livro vier em Português, é preciso que esteja em boas condições.

Ou seja, tenho cá a impressão de que isto ainda vai durar...
Para já, ao fim de cinco dias, a encomenda ainda não aatravessou, sequer, o rio. Ou, se calhar, atravessou mas, lá está, o email não está bem...

Não há palavras!

O preço dos livros

António Lobo Antunes, durante a cerimónia de entrega à sua pessoa do prémio do Clube Literário do Porto, disse achar "indecentemente caros" os livros em Portugal. É uma opinião e há que respeitá-la, até porque vem de alguém que está no meio, ainda que do lado da criação e não do da publicação. Mas, não deixa de parecer estranho um certo alheamento do escritor relativamente à lógica de mercado que, naturalmente, preside ao estabelecimento dos preços. Dizer assim, de forma desbragada, que os preços em Portugal são indecentemente elevados é uma afirmação estemporânea que, à boa maneira portuguesa, evita a razão em prol do choque. Lobo Antunes foi mais longe e comparou Portugal com países como a Alemanha, Holanda e Noruega, alegando que, apesar do maior poder de compra dos seus habitantes, os livros lá eram mais baratos. Não vou aqui contestar estas duas afirmações: acredito que os livros tenham preços mais reduzidos e tenho a certeza de que o nível de vida nesses países é superior ao nosso. O que eu ponho em causa é que não se tente perceber as razões de semelhante "fenómeno" e se remeta o assunto para o departamento das bizarrias nacionais. Acredito haver razões muito simples que justifiquem os preços dos livros e digo simples porque se baseiam no bom-senso, escusando-me de conhecer os meandros das casas editoras e das teias urdidas pelos homens do negócio. Basta, portanto, ter em conta alguns - poucos -, factos:

1) O tamanho do mercado

Portugal tem 10 milhões de habitantes e, apesar dessa quimera chamada "Língua Portuguesa", o nosso mercado possível não vai além deste pedaço de Europa e dos PALOPS (mais Timor). Isto, porque o Brasil tem edições próprias. Ora, se por cá o poder de compra não é famoso, imagine-se o de africanos e timorenses. Não serão, certamente, os mercados "internacionais" que trarão rendimento às obras impressas em Portugal. Portanto, quando do prelo sai um livro, já se sabe que ele se limita a ser vendido unicamente em Portugal. Se o mercado é pequeno, os custos de produção têm menos hipótese de se esbaterem, logo, o preço final aumenta. O mercado de língua alemã abarca pelo menos dois países chegando quase aos 90 milhões de pessoas. Se para além desta multiplicação por nove ainda tivermos em conta factores culturais que possam levar a um maior consumo de livros na Alemanha e na Áustria, facilmente poderemos compreender que os preços possam ser menores. A própria Holanda tem um mercado maior do que o nosso. E a Noruega, se, de facto tem menos de metade da nossa população, não deixa de ser o país apontado como tendo o maior desenvolvimento humano do planeta. Compensará com o interesse o que lhe falta em massa de gente.

2) Despesas de tradução

Qualquer obra estrangeira tem de ser traduzida para Português. Como os hábitos, as normas, as birras e os orgulhos impedem uma verdadeira unificação da língua (nem que fosse a um nível "formal"/literário), o "espaço português" e o Brasil não partilham traduções (nem mesmo edições em Português!) pelo que, mais uma vez, o custo de uma tradução feita em Portugal tem de ser suportado na totalidade pelos consumidores portugueses. Pessoalmente, devo dizer que já deixei de comprar traduções de obras anglófonas e, vingando o desígnio do Governo de transformar em bilingues todas as criancinhas, é fácil perceber que, nalgumas (poucas) dezenas de anos, o mercado das traduções de originais "ingleses" irá desaparecer. Nessa altura, muitos livros ficarão mais baratos mas serão lidos em Inglês... Não deixo de invejar os povos anglófonos que, com uma excepção aqui ou ali, partilham efectivamente (e apesar das diferenças) uma mesma língua, a ponto de, pondo de parte orgulhos parvos, se venderem edições inglesas escritas à americana.

3) Tipos de edição

Compare-se, para uma mesma obra, uma edição inglesa e uma portuguesa. Haverá grande probabilidade de a edição britânica ter o formato de livro de bolso, ser feita com papel aparentemente de pior qualidade e ter uma capa atraente. Por seu lado, a edição portuguesa terá um formato maior (fica melhor na estante), será feita com papel "finório" e terá uma capa apenas minimamente atraente. É certo que os ingleses costumam lançar edições de bolso (paperback) e "de mesa" (hardcover) mas não deixam de oferecer ao consumidor a escolha e é no segmento "de bolso" que os preços mais caem. Todos estes pormenores ajudam a determinar o preço de um livro. Se o formato é mais pequeno, gasta-se menos papel e tinta, se o papel é mais "fraco" - ainda caberia discutir se assim é, de facto -, fica mais barato e, finalmente, se a capa é mais atraente, haverá mais gente a ser "puxada" para o objecto aumentando, assim, as vendas.

Não há, portanto, que procurar explicações complicadas ou fatalmente diminuidoras da autoestima nacional para algo que pode ser explicado com o recurso ao bom-senso. Mas, se quiséssemos basear a explicação do "fenómeno" em factores meramente "comportamentais" (pelo lado do desinteresse do consumidor e da ganância do editor/vendedor) também teríamos de adiar os juízos categóricos até termos feito uma exaustiva comparação de preços com outras actividades e produtos onde, aparentemente, os preços são equivalentes aos dos livros mas o consumo é feito "sem queixas". Serão 15 euros um exagero por um livro quando um bilhete de cinema já se aproxima dos 6? Quando qualquer menu do MacDonalds ultrapassa os 5? Quando um bilhete para um concerto começa nos 25? Quando uma entrada para um jogo de futebol implica um gasto mínimo de 20 euros? Quando umas calças reles custam 15?

Nunca li nada de António Lobo Antunes. Confesso que ocasionais entrevistas me desmotivaram de o fazer. Mas não deixarei de, na devida altura, comprar uma obra sua para lhe apreciar o estilo que, espero, seja melhor do que o raciocínio demasiadamente "popular" que se lhe notou neste assunto dos preços...

...E eu com isso?!

Quando olho para trás e tento recordar-me dos muitos dias da minha pobre existência ocorre-me pensar que não deve ter havido um só deles em que os problemas entre israelitas e palestinianos ou israelitas e jordanos ou israelitas e sírios ou israelitas e egípcios ou israelitas e libaneses (uf...) ou israelitas e iranianos ou israelitas e a que os pariu não tenham constituído um dos pratos servidos nos noticiários de todas as estações de televisão. Pura e simplesmente, não passa um dia sem que os conflitos na "Terra Santa" e arredores não apareçam nas notícias... como se isso fosse muito importante para nós.

Se não são os israelitas a bombardear um campo de refugiados palestinianos, são os palestinianos a rebentar com um autocarro israelita, se não são os soldados israelitas a atingir uma criancinha libanesa é o Hamas a mandar para o Senhor um qualquer transeunte judeu... Irra!

Problemas há em todo o mundo, conflitos insanáveis há muitos mas, por qualquer razão, os jornalistas deste planeta resolveram que os problemas entre israelitas e toda a macacada que os cerca têm de ser engolidos diariamente pela população terráquea como se isso a afectasse em muito!

E pergunto eu: que relações políticas de monta temos nós com os países daquela zona? Que produtos de primeira necessidade importamos nós de lá? Que influência cultural têm eles em nós (esqueçam lá a religião que isso é coisa de há dois mil anos)? Que personalidades marcantes têm eles? Em que é que eles regem o nosso dia-a-dia? Em nada. Em absolutamente nada! Se Israel e os seus vizinhos desaparecessem da face da Terra, nós continuaríamos exactamente na mesma! Portanto, porque cargas de água temos nós de levar com os problemas deles diariamente, como se isso fosse uma coisa importantíssima para nós? É um continente diferente, são culturas diferentes, é gente diferente... Chiça!!! O que é que me interessa que o soldado "A" tenha dado um tiro no rabo de um árabe ou que um "ciganão" a dar palmadas na cabeça tenha jurado matar todos os judeus em troca de não sei quantas virgens no céu?


Cada vez que alguém dá um peido naquela área, é logo notícia à escala global!

Chega!!! Estou farto! que se danem os judeus e os muçulmanos e os israelitas e os palestinianos e o camandro!!!