Eu acho que deviam dar um prémio de produtividade aos ciganos romenos (formalmente, turistas) que pululam por Lisboa. Em pleno 5 de Outubro, no hipermercado Continente do Colombo, uma destas forasteiras andava importunando as pessoas, pedindo dinheiro para o champô do bebé. Ah pois! Julgavam que, desta vez, não havia bebé? Não senhor, eles também trabalham nos feriados...
Eu acho que deviam dar um prémio de produtividade aos ciganos romenos (formalmente, turistas) que pululam por Lisboa. Em pleno 5 de Outubro, no hipermercado Continente do Colombo, uma destas forasteiras andava importunando as pessoas, pedindo dinheiro para o champô do bebé. Ah pois! Julgavam que, desta vez, não havia bebé? Não senhor, eles também trabalham nos feriados...

Sintra decadente
Fui a Sintra. À partida, semelhante acontecimento não devia evocar mais do que a memória de uma agradável tarde a deambular pelas ruas desse (pequeno) oásis nacional. Mas, a verdade é que a imagem que Sintra deixa ao visitante mais atento está longe de corresponder à que nos é transmitida pelos panfletos turísticos. É certo que as belezas estão lá: o castelo continua a olhar-nos sobranceiramente, o palácio domina a Volta do Duche, o verde inunda-nos a vista e o tutti-fruti arquitectónico embala-nos em sonhos de pequenas salas onde se come biscoitos e se bebe um chá quente. Sintra está lá, como sempre esteve. O problema são os pedaços de Sintra que começam a deixar de estar lá ou a querer ir-se embora, abandonados pela incúria, ajudante involuntária da ganância e da especulação imobiliária. Passear por Sintra é, para quem respeita o património e o bom-gosto, de uma maneira geral, para quem tenha bom-senso, uma verdadeira tortura, tantos são os exemplos de abandono e decadência nos quais tropeçamos pelos principais caminhos da bonita vila. Alguns dos (belos) edifícios cuja decadência somos forçados a contemplar, ano após ano, começam a entrar num estado de ruína do qual será difícil sair. E a pergunta salta-nos à garganta: e ninguém faz nada?!
Mudou-se a gestão autárquica: de PS passou-se para PSD (que já vai no segundo mandato consecutivo) mas Sintra continua a não ver melhoras. Muito pelo contrário, alguns perfeitos atentados têm sido cometidos, como, por exemplo, a pavimentação da rua que leva ao Museu, com placas cinzentas e algum mármore escuro à mistura no que constitui um flagrante caso de arranjo pimbalhão do espaço público. Sintra é Património Mundial mas isso não impediu a Câmara Municipal de Sintra de fazer algo que, em Lisboa, talvez só se visse num bairro social. E já nem se fala dos contentores para o lixo, feitos em metal cinzento (e já enferrujados) ou do repuxo de água (em estilo urbano-industrial) deitados pelo chão (provavelmente por algum skater mais desajeitado.
Junto a esta calçada pimba, temos, pelo menos quatro vivendas/casas abandonadas, estando duas em estado de ruína/pré-ruína. Uma delas, há longos anos deixada à sua sorte, está a ser alvo de uma intervenção que já lhe acrescentou dois avançados (para garagens?) e encurtou uma janela (tudo se espera, portanto...) mas, as outras lá estão... Num dos casos, trata-se de uma vivenda com colunas, azulejos, maneirismos neo-manuelinos... enfim, aquela bric-a-brac que dá graça a tantas construções na área. Quem vale a este património?
Mas, o visitante, resolve continuar em direcção à Volta do Duche e, ao chegar ao miradouro, repara num busto ali colocado "homenageando" o general Firmino Miguel. E a palavra "homenageando" encontra-se entre aspas porque, das duas uma: ou o senhor tinha cara de palhaço ou o escultor é um perfeito amador que devia reduzir as suas intervenções a bonecos feitos em pasta de papel... E, depois, o tamanho despropositado do busto (enorme)... Um atentado ao bom gosto (e não entramos pela oportunidade - ou não -, da "homenagem").
Um pouco mais à frente, entramos numa rua onde, à esquerda temos edifícios de vários andares e, à direita, casas e casarões. Quanto aos edifícios, temos coisas em estilo Português Suave de má qualidade, outras em estilo "sintrense" e, finalmente, um pavoroso e deslocado exemplar de arquitectura "moderna" e amorfa cuja construção em semelhante local só pode ser explicada pela estupidez ou pela corrupção. Do outro lado da rua - na zona das casas -, existem, pelo menos, duas construções devolutas, sendo uma delas uma amorosa casa. E voltamos a perguntar: como é que isto é possível?
Mas o tom de "há aqui qualquer coisa que não bate certo" continua um pouco por todo o lado. Na Volta do Duche andaram a semear esculturas de mau-gosto, na vila velha, há caixas de correio de todo o tipo (saloio) penduradas à porta de edifícios que deviam ser protegidos, há árvores que rebentaram com os passeios e os peões que saltem para a estrada porque os carros não deixam espaço para aqueles se esgueirarem. Nas ruas mais estreitas, em pleno centro turístico, os peões são obrigados a conviver com os automóveis ali estacionados (e que, nalguma altura, hão-de circular), os popós - mais uma vez, eles -, estão estacionados por todo o lado, e, como não podia deixar de ser, há mais edificios em decadência acelerada. Ao lado do Palácio da Vila, um hotel foi construido (anos 80?), manchando a panorâmica do lado de Seteais e ninguém se preocupou em minimizar o efeito do monstro (com plantas trepadeiras nas paredes exteriores, pintura das partes coloridas, colocação de telhados, etc), nada!
Sintra é mais um exemplo (como a zona histórica do Porto) de um tesouro que caiu nas mãos de piratas!...
Domingo, o dia mais estúpido da semana. Que se lixe a paranóia anti-Segundas-Feiras de que falava Bob Geldof (I don't like mondays - The Boomtown Rats). Depois de um Domingo comum, a Segunda é uma libertação! Ao Domingo, tudo fecha, as ruas ficam desertas (os centros comerciais, não) e a cidade reveste-se de um tédio que é difícil de sacudir. Dá-se as voltas à imaginação para inventar formas de matar o tempo mas a verdade é que, ao Domingo, também a originalidade está de baixa. O Domingo não é um dia, é uma fatalidade. Fala-se constantemente em reduzir a semana de trabalho mas, na realidade, é o fim-de-semana que devia ser reduzido. Para compensar, trabalhava-se menos nos outros dias. Era bem pensado...
Tarde de Sábado (no caso, 16h30 de 23/09), cinemas Alvaláxia...Preparo-me para queimar mais hora e meia do meu tempo livre a ver um qualquer filme que me promete a chacina de um bando de jovens deliquentes. Como, no dia em questão, a minha tolerância para com adolescentes chungas já está abaixo de zero, alinho sem pestanejar...
Ainda gasto os últimos minutos antes da sessão, tentando ler um chatérrimo conto de fantasmas (em Inglês) quando vejo entrar na sala um indivíduo com duas crianças e um adolescente. Fico a pensar se teria sido uma ilusão induzida pela minha leitura e guardo a confirmação para mais tarde...
O filme em questão chamava-se "O coleccionador de olhos" e, durante cerca de 90 minutos, brindou-nos com: fanatismo religioso, gente morta (à machadada, à pancada, aos tiros, empalada, atirada da janela, perfurada com barras de ferro pelos olhos adentro, comida viva por cães), fracturas expostas, linguagem obscena (*), mutilações, corpos em decomposição, consumo de droga, masturbação, etc., etc.
Já agora, diga-se que o tema principal da obra era a obsessão de um maníaco por arrancar olhos às pessoas (enquanto vivas, claro). Os olhinhos, com nervo à mistura, eram, depois, guardados em boiões e ficavam para colecção numa mesa de uma sala do hotel onde a acção se desenrolava. O hotel estava abandonado e as suas paredes cobertas de imundície, sangue e, claro, baratas...
Em todo o filme a violência é assumida e explícita. Temos até direito a uma pequena viagem ao interior do corpo humano para observar os efeitos de uma queda de muitos metros de altura, com perfurações de diversos tipos. Uma verdadeira iguaria!
Bom, mas, ironias à parte, eu não contesto a existência destes filmes. Eu fui vê-lo! O que me deixou revoltado foi que, ao sair da sala, e fazendo eu um compasso de espera propositado, pude confirmar a minha desconfiança. Efectivamente, um energúmeno tinha levado duas crianças (8-12 anos) e um adolescente (14/15?) a ver o filme em questão. Ora, não é possível, pelo car taz, pelas descrições disponíveis em grande quantidade, etc., que aquele indivíduo desconhecesse o conteúdo da película e, mesmo que tal sucedesse, ele era sempre livre de, a qualquer momento, se levantar e sair. Não o fez. A razão para tal comportamento só pode ser uma total irresponsabilidade, um "deixa-andar" entranhado, uma falta de sentido crítico que tudo permite. E, pensa-se: quando crianças (repito, crianças) são levadas, de propósito, ao cinema, para ver coisas destas (havia filmes infantis e juvenis no mesmo espaço), o que se pode esperar que seja o seu crescimento? Qual será o desenvolvimento do seu carácter? As esperanças serão poucas. Mas, o mais assustador é que o patife do pai (?) não está sozinho. Está acompanhado de quem lhe vendeu os quatro bilhetes, de quem lhos recebeu à entrada, de quem se sentou junto dele e o viu, na sala, com as crianças. Ninguém se mexe e esta é a imagem do nosso povo, um povo de bandalheira onde tudo vale, onde ninguém faz nada, onde nada interessa.
E, com esta, já é a segunda vez que vejo menores (crianças) numa sala de cinema, vendo um filme de terror. Da outra vez, foi nas salas VIP das Amoreiras e o menu era consideravelmente menos nocivo: lobisomens comendo mulheres (em vários sentidos...).
Está tudo bem, portanto. E, se não estiver, a culpa é do Governo, obviamente!...
(*) - aqui, há que dar os parabéns à tradutora que teve o cuidado de não ferir susceptibilidades, trocando a palavra "puta" por "meretriz", o que faz todo o sentido no contexto do filme e ainda mais se pensarmos que as personagens eram adolescentes condenados por tráfico de droga, agressões, roubos, etc. Pensou nas criancinhas que estavam a ver a fita, concerteza...
Há pragas que são passageiras, há outras que vêm para ficar. Entre as primeiras contam-se coisas tão nocivas quanto efémeras como sejam as Spice Girls ou um número da Caras; entre as segundas, ocorre-me, assim de repente, as empresas de segurança.
Já não me lembro de quando foi mas recordo-me de quando os lugares de porteiro e recepcionista eram ocupados por pessoas de meia-idade que não usavam uniformes de mau-gosto. Também me lembro de ir aos incipientes centros comerciais da altura (ah pois, já os havia!) e não ver vigilantes. Não eram necessários ou, como diriam os iluminados da Economia, havia um nicho de mercado à espera de ser preenchido? Provavelmente, os chatarrões de fato teriam razão, a julgar pela explosão de empresas de segurança que, em todo o lado e para todo o lado, espalharam hordas de homens - e mulheres... (fica a concessão ao igualitarismo de Esquerda) -, para nos atenderem ao balcão, prestarem informações, tomarem conta dos nossos valores, entregar senhas nos serviços públicos ou, como me parece que é o caso em demasiadas ocasiões, se passearem simplesmente com os seus intercomunicadores.
Recentemente, tive três oportunidades para constatar que a inutilidade das empresas de segurança é um facto em muitas situações e não apenas embirrância minha...
Situação nº1 - Alvaláxia, Lisboa
Na zona de comidas, um grupo de três casais na casa dos vinte, aparentando pertencer à classe média, parecia festejar um aniversário na zona comum de restauração. Passemos à frente do pormenor de mau-gosto que é celebrar os anos de alguém numas mesas de centro comercial e concentremo-nos no "depois da festa". Este ocorreu quando eu me preparava para morder um suculento hamburguer (numa das minhas raras incursões ao sofisticado universo gastronómico da comida de plástico) e se começou a ouvir vozes exaltadas de mulheres. Tento perceber o que se passa, dou descanso aos dentes e afino os ouvidos para tentar escutar melhor. Não era preciso: em poucos segundos passa por mim uma rapariga com sangue a escorrer pela cara, seguida de mais duas ou três que a tentam acalmar. Pelo caminho por entre as mesas, em direcção à casa-de-banho, a revoltada moça vai soltando ameaças. Aparentemente, alguma coisa tinha corrido mal no salão de jogos... Passam longos minutos. A jovem volta a cruzar a zona de restauração, voltam-se a ouvir gritos e vão aparecendo seguranças. Mais gritos, mais discussão e mais alguns seguranças. E assim se foi mantendo a coisa durante, pelo menos meia-hora. Acabo de comer, vou dar uma volta pelo centro e sempre ouvindo gritos e discussão. E o molho de seguranças, lá. Sento-me a ler e a fazer tempo para ir ao cinema e a discussão continua. Acabo a leitura, vou para o cinema e... a discussão continua... (adivinharam: os seguranças lá estavam). Aqui, já se tinha passado mais de uma hora desde o começo das "hostilidades"!
Desta vez, a PSP já estava no local. Ora, como sabem, a PSP tem uma reputação a manter e, por tal, apresentou-se, falou e... não resolveu nada.
Bom, sentei-me na sala, vi o filme e, ao sair da sala, preocupado por ter perdido 90 minutos a ver uma péssima fita, sou brindado pelo doce som de restos de discussão. Aqui, já se tinham passado duas horas e meia! Duas horas e meia durante as quais os seguranças do Alvaláxia deixaram que os utilizadores do espaço fossem incomodados por gente aos gritos, a soltar imprecações e ameaças, a passear-se com sangue na cara e, como parece óbvio, a agredir-se.
E pergunta o tolinho: para que raio é que servem os seguranças?!
Situação nº 2 - CC do Campo Pequeno, Lisboa
Ah, o prestígio da renovação dos espaços, a centralidade, a sofisticação... Passemos à frente do facto de, do ponto de vista estritamente comercial, o CC do Campo Pequeno ser absolutamente desinteressante ("trapos" são coisa que me interessa pouco) e concentremo-nos no que interessa: o CCQP tem uma zona de restauração! (não estavam à espera desta, pois não?)
E como o que interessa é matar a fome, aquele é um sítio como qualquer outro para o fazer. Para além disso, confesso, o prestígio é uma coisa que sabe bem e não me parece que a tasca da esquina o tenha. Ainda assim, hei-de falar com o dono para saber se ele o vai adquirir nos próximos tempos. Isso e Sumol porque eu não bebo Fanta.
Bom, estava eu e dois colegas a comer a nossa comidinha de franchising quando, por entre as notas de piano ao vivo, somos contemplados com o assédio mendicante de duas mulheres romenas. Ah pois, nada como ouvir o "My way" com uma letra do tipo "senhor, senhor, para o menino, senhor...". As mulheres, vestindo-se como ciganas, uma com o habitual bebé ao colo (já repararam como os bebés romenos são uns santos?, sempre a dormir, não dão trabalho nenhum) e a outra com um rebento já autónomo que apresentava a vantagem de poder ir de mesa em mesa pedindo qualquer coisa. Ora, como se a situação não fosse já irritante, ainda por cima, estas criaturas dedicavam-se a importunar os clientes do centro comercial à vista de diversos seguranças a quem elas passavam literalmente debaixo da cara (eram pequenas, as mulheres), sem que eles fizessem o que quer que fosse.
E pergunta o tolinho: para que raio é que servem os seguranças?!
Situação nº 3 - CC do Campo Pequeno, Lisboa
Exactamente, outra vez o CCQP. Desta vez eram só duas mulheres, tentando disfarçar a sua origem com um aspectozinho melhor mas entregues ao mesmo trabalho: andar a pedir esmola a quem almoçava. E, para variar, os seguranças nada faziam. Como isto já me estava a causar azia, dirigi-me à recepção do centro para apresentar reclamação. Santo milagre! Ainda a reclamação não estava assinada (livro de reclamações, nunca esquecer a sua existência!) e já as mulheres eram postas na rua. Reclamar compensa SEMPRE!
Mas o tolinho pergunta: e se eu não tivesse reclamado?
Estou cansado. Dormi quase o que devia mas, mesmo assim, sinto-me moído.
Para poder ver a dita série tive de levar com alguns longos minutos de telenovela o que me fez pensar que, antigamente (não, não, já depois do 25/04...), as telenovelas passavam à hora do jantar ou um pouco depois. Posteriormente veio um período em que passaram a ser ao almoço, durante a tarde e ao jantar. Agora, das duas uma, ou as donas de casa (que ainda são o grande público destas coisas!) não se despedem do marido no outro dia de manhã ou as TV's já só passam telenovelas. Devo
E isto desenrola-me na cabeça uma pequena listagem. Confiram:
| Antigamente | Agora |
| Comunicado de imprensa | Press release |
| Salão de exposições | Show room |
| Orçamento | Budget |
| Item | Item (leia-se "áitame") |
| ID | ID (leia-se "aidí") |
| Verificação | Check, checking, checkage (???) |
| Gestor de produto | Product manager |
| Rascunho | Draft |
| Impressão |
Em boa verdade, a lista é enorme mas não me apetece estar a pensar muito agora. Isto foi só em jeito de desabafo.
Só não substituem a palavra imbecil porque, em Inglês, se diz quase da mesma maneira...
O Natal está aí. Na realidade, está ali, melhor, lá ao fundo, a um mês de distância. Já esteve ainda mais longe mas, já nessa altura, estava pertíssimo de nós. O milagre é conseguido pelos comerciantes, essa raça sempre pronta a dar cabo do sentido e dos valores de qualquer data em nome da sacrossanta Economia. É curioso este termo - Economia -, na realidade é uma contradição de si mesmo. Para a Economia o que é bom é que se gaste. Economia x Consumo? Não, Economia=Consumo.
Bom, voltando ao Natal: a um mês do dito já me sinto bombardeado com publicidade sorridente acerca da confortável alegria da quadra. As ruas
Uma grande parte do mundo cristão (o único que devia comemorar o Natal)
Quando eu era miúdo, ansiava pelo Natal. Um pedaço antes já só pensava nos brinquedos que iria receber e nas coisas que iria comer. É claro que havia sempre um "engraçado" que, em vez de um belo brinquedo me oferecia roupa ou ainda pior (naquela altura), um envelope com dinheiro mas mesmo que a coisa corresse mal, havia sempre as broas para adoçar a noite. Hoje em dia, o concentrado de Natal diluiu-se. Aquele curto período, agora transformado em mês e meio perdeu a graça. É difícil aguentar o "espírito" durante tanto tempo. Quando se chega ao que interessa mesmo já se está cansado e a querer que tudo aquilo passe depressa. É triste. É mesmo muito triste. Porque, num mundo cada vez mais bruto, o Natal ainda era aquela época com alguma doçura em que a família se juntava com gosto. Agora, cumpre-se uma data.
Natal é quando um homem quiser: aparentemente, muitos homens querem que o Natal comece no princípio de Novembro. Para vender, para ajudar à Economia. E isto não é esquisito? Por um lado as pessoas queixam-se da falta de dinheiro, os comerciantes queixam-se da falta de vendas e, por outro lado, aumenta-se o período de campanha intensiva de vendas... Já se sabia que o Natal vinha envolvido em toda aquela hipocrisia do amor e fraternidade quando se resumia a prendas e comida. Agora, a máscara começa a cair de forma definitiva. Um dia destes, o Natal há-de começar em Agosto, para aproveitar os turistas que cá estão. É pô-los a fazer as comprinhas de Natal à vinda da praia, ó gente!
Já estou nesta empresa há mais de 5 anos e nunca tive qualquer tipo de formação profissional...
Percebem agora a piada?