Não se pode exterminá-los?

De vez em quando (i.e., cada vez mais frequentemente) somos acordados do "sossego" do nosso dia-a-dia por algumas criaturas que parecem ter vindo ao mundo a contra-gosto e, por tal, sentem um impulso para, basicamente, lixar o juizo aos outros.
Por vezes, as criaturinhas associam-se em empresas e - ó diabólica combinação! -, resolvem contratar outros igualmente terríveis seres (vulgo adolescentes/jovens adultos), desesperadamente à procura de dinheiro, e põem-nos sentados à mesa com a missão de chagar o máximo de pessoas que for possível tentando vender-lhes um qualquer serviço ou produto.

As agências de viagens e de timesharing cheiram e enxofre à distância e só podem ser filiais infernais tal é a birra que fazem em irritar os pobres possuidores de um telefone.
Em tempos, andei a ser "perseguido" por uma das mais activas empresas de timesharing cá do burgo e a coisa só se resolveu com ameaças de processo judicial. Há pouco, foi a NextTravel que se ergueu da fossa pestilenta onde estas empresas medram e resolveu atacar os meus nervos...

Recebo um primeiro telefonema e, como já começo a ser "rato", imediatamente pergunto onde é que tinham arranjado o meu telefone e que, se ele está numa base de dados, quero que o apaguem. Sem direito a contemplações, a mulher responde-me com um "Sei lá onde está!!! É um programa que vai tentanto os números todos!". Fim de conversa.

Passa uma semana e, em 2007/05/02, volto a receber um telefonema da NextTravel (961509258), da parte de uma tal Lena. Digo-lhe que já os tinha informado de que não queria publicidade e pergunto porque é que me estão a telefonar novamente. Responde-me a boa da Lena: "é porque não apagaram o seu número da lista, hello?! É mesmo dah...". E desliga-me o telefone. Com os nervos em franja, vou ao site da empresa, arranjo o email e escrevo uma mensagem apresentando queixa e exigindo um pedido de desculpas, proibindo-os de guardar os meus dados e, mais uma vez, perguntando-lhes onde arranjaram o meu telefone.
No dia seguinte, e como ainda ninguém me tinha dito nada, volto a enviar-lhes um email e, milagre, passadas umas horas telefona-me um Pedro Santos pedindo desculpa pelo sucedido, blá blá blá, e dizendo que não voltaria a ser incomodado porque o meu telefone iria ficar de parte. Não me disse onde o arranjou... Digo-lhe para me enviar um email (em resposta ao meu) para eu ter por escrito a declaração de que não me voltariam a incomodar e levo com o espanto da personagem "Por email?!". Com pouca vontade lá me diz que sim. Nunca recebi nada, claro.

Passam duas semanas: a meio do trabalho, toca-me o telelé. Uma chamada do 961509252. Atendo e, supresa!, é da NextTravel. E quem é, quem é? A Lena! Ponho o telefone em alta voz, chamo a atenção dos meus colegas e digo à pequena que sou a pessoa a quem ela ofendeu da outra vez (aproveito para chamar a atenção para o facto de estarem duas outras pessoas a ouvir a conversa). Que lamentava, que não julgava que me tivesse insultado (pasme-se!) e pedia desculpa de me incomodar. Desligo.

Dia 11 de Julho. Toca o telefone e é da NextTravel. Fala um tipo com voz de panilas. Repito a lenga-lenga de lhes já ter dito várias vezes que não queria telefonemas e que continuavam a aborrecer-me (a expressão foi esta mesma). Responde-me o sujeito - com um tom arrogante -, de que numa empresa como aquela não podiam ter o meu telefone pendurado em todos os cantos (!!!) e que eu era extremamente mal-educado (!!!). Não resisti a chamar-lhe filho da puta (gritando) conforme ambos desligávamos os telefones.
Dia 12 de Julho. Novo telefonema. Pela conversa inicial apercebi-me logo de que era outra vez da NextTravel. Corto a palavra e peço confirmação. Respondem que sim, em tom alegre. Desligo.
Dia 14 de Julho. Mais um telefonema. Desta vez já conheço os números e nem atendo. Três vezes numa semana e após o que tinha sucedido.

Por aqui, já tinha a certeza de que os tipos andam a catar os telefones que aparecem no Jornal Ocasião.
Antes que os meus nervos rebentem, resolvo pedir à TMN para me bloquearem as chamadas vindas dos números da NextTravel (que são da TMN). Respondem que não o podem fazer. Incrível, não é? É.
Procuro um programa que possa por no telefone e que faça aquilo que a TMN não faz. Encontro um chamado "Call SMS Blocker", uma pequena maravilha que até permite a "tropelia" de, ao receber uma chamada de um determinado número, atender e desligar no momento, fazendo o "prevaricador" gastar inutilmente uma chamada. Estava preparado para a merda da NextTravel...
No dia 20 de Julho, chegou o momento do baptismo de fogo. A coisa funcionou. Nem um toque ouvi e o telefone atendeu e desligou. Até ao momento, não voltei a receber chamadas da NextTravel. Mas hão-de tentar novamente. Se for com os mesmos números, estou "protegido"...

Conclusão: a NextTravel é uma empresa que, com comportamentos destes, não merece confiança. Por mim, até podem vender viagens à China por cem euros que eu não vou. São burros (quem é chateado nunca será cliente), são incompetentes (como é que é possível não terem forma de "bloquear" números?) e os operadores são uns chungas de merda que mereciam ser afogados. Infelizmente, eu é que me tramava.

Parece que o governo aprovou ou quer aprovar uma lei que proíbe a publicidade telefónica sem o consentimento prévio do destinatário. Santa lei. Imediatamente apareceu gente a dizer que uns milhares de tipos iam ficar sem trabalho. Notável argumento: é mais importante o trabalho deles do que o direito dos outros a não serem sistematicamente incomodados. Ficava aqui horas a dar exemplos de como este raciocínio (de quem está contra a lei) é boçal mas nem vale a pena...

Para quem quiser puxar o "Call SMS Blocker" e defender-se da NextTravel, ficam aqui os telefones: 961509252, 969841839, 961509258, 961509256

O reino do disparate

O site Portugal Diário é o reino do disparate. Pertencente ao grupo IOL, que pertence ao grupo Media Capital, que pertence ao grupo espanhol Prisa (uf!...), o PD segue a linha editorial comum aos órgãos da Media Capital (TVI, etc.), apostando em informação sensacionalista, títulos enganadores, notícias sem interesse e, claro, uma fidelidade canina aos interesses do dono Prisa que se exibe, por exemplo, na "obrigatoriedade" de, a qualquer momento, haver, pelo menos, uma ou duas notícias sobre Espanha na página inicial do site (por mais desinteressantes que possam ser para o público português). Ainda recentemente pudemos assistir a uma demonstração de quem manda quando, a propósito de (mais) umas declarações estúpidas por parte de José Saramago (grande escritor, péssimo pensador) sobre uma hipotética união ibérica, o PD se desunhou a publicitá-las, alimentando intermináveis discussões à volta do tema, o que veio, como de costume, conferir visibilidade ao assunto e dar oportunidade aos ressabiados e marrecos cá da praça de afirmarem a sua falta de princípios e total subserviência aos nossos vizinhos.

Ainda assim, há que considerar que a estupidez é um direito e quer Saramago quer os asquerosos profetas da desgraça que por todo o lado pululam têm direito a botar palavra, por mais que isso nos dê a volta ao estômago.

Já quanto ao PD, o caso é um pouco diferente. Órgão de má qualidade, só ganha a alguns "rivais" (Sapo, Diário Digital) por ter muito melhor apresentação e facilidade de navegação. Tem também, como já se adivinhou, a possibilidade de se deixar comentários às notícias. E aí..., bom, aí é o vê se te havias. A estupidez, o disparate, a ignorância desfilam em larga parada pela avenida que o PD lhes abre no que é um desafio à sanidade mental de quem resolve ler as pérolas dos leitores. A par disto, a não-publicação de imensos comentários (sem que se perceba porquê) por oposição à repetição sistemática de outros lança uma suspeita de incompetência mas igualmente de censura sobre quem filtra as opiniões deixadas no site.

Curiosamente, e muito provavelmente por engano, aquando de uma notícia recente versando o interessantíssimo tema de uma tempestade que se aproximava de uma qualquer ilha no outro lado do mundo, o censor de serviço deixou escapar um desabafo tronitroante de um leitor que escreveu:
"Façam jornalismo sério e deixem-se de manchetes enganadoras. Vão para a puta que vos pariu. Vou passar a ir ao Sapo que pelo menos é sério. (SIC)"
.
Ora, isto é de aplaudir. Não por o comentário ter ido para o ar (foi engano, só pode ter sido!) mas por o leitor ter escrito tão grande verdade. É que, o comentário deixado por um leitor anterior mostra bem o quão pernicioso é este tipo de "jornalismo" que procura captar leitores utilizando parangonas enganadoras. No caso, o título da notícia era "Tempestade tropical aproxima-se" e imediatamente houve um palerma que comentou:
"(...) mas o Serviço de Protecção Civil ainda nada disse. Estarão à espera de quê? (SIC)"

Como mel na sopa: apesar de o artigo referir que o caso se daria na cidade de Ilan (quem não conhece?) na longínqua Formosa (Taiwan, para o PD), logo um tuga se aprestou a vomitar a habitual revolta contra as instituições, no caso, a Protecção Civil, que assim se viu acusada de não informar a população nacional de uma tempestade perto da China...

Luís de Matos: arranjem-lhe um cérebro

Estava eu deitado, a destilar o calor de uma tarde algarvia, fazendo zapping pela TVCabo quando dou de caras com o "nosso" Luís de Matos num programa da TVGaliza (Galicia, se preferirem a versão espanhola).
Lá estava o simpático rapaz ladeado de um casal de apresentadores galegos, falando galego (os apresentadores), num programa da tv galega, para galegos... etc... etc... Pois bem, o Luisinho, como bom tuga que é fazia questão de tentar falar Espanhol! Exactamente. O homem estava num programa onde se falava Galego (i.e., a origem da nossa língua) e, em vez de se expressar em Português, tentava fazê-lo em Castelhano. Não só isto é sintoma de uma enorme falta de coluna vertebral como, ainda por cima, ia totalmente contra a natureza do programa televisivo, feito para os falantes de Galego e não dessa coisa arranhada e cuspida que é a língua de Cervantes (e, também, do Iglésias - que até é galego...).

Eu simpatizava com o Luís de Matos e até reconhecia nele capacidades que o destacavam da mediania tuga mas, afinal, desce tão baixo quanto os outros e nem o soriso Colgate o safa, a partir de aqui, de gerar em mim um bem amarelo!

Um concerto sensível

Aimee Mann tocou ontem no Coliseu dos Recreios. Ao princípio "receei" que a coisa fosse um fracasso dado a pouca gente que estava na sala mas, afinal, estavam apenas atrasados e o espaço compos-se.
A banda de abertura era nacional e não consegui perceber-lhes o nome (se é que o disseram). Com apenas três elementos, tocavam uma espécie de cruzamento de rockabilly com Mazzy Star e não se pode dizer que tenham desagradado. O baterista surpreendeu-me porque nunca tinha assistido ao "prodígio" de ver alguém tocar bateria e teclado ao mesmo tempo!...

Chegada a vez da estrela da noite, assistimos a um concerto competente, bem cantado e tocado, com um bom som, e que só teve uma falha aquando da apresentação de uma canção "nunca antes tocada ao vivo" e que foi preciso recomeçar. Ninguém se importou com o facto.

Aimee Man é uma autora de canções "sensíveis" (lembram-se desse grande filme: "Magnólia"?) que, naturalmente, apelam a espíritos sensíveis. Talvez daí o facto de a SIC-Mulher ter patrocinado o evento. Como eu estava no "galinheiro" ter-me-ia dado jeito sentar-me de vez em quando mas o patrocinador tinha colocado uns cartazes que me impediam a vista e, por isso, tive de passar o tempo todo em pé o que foi mau para as minhas sensíveis bolhas dos pés.
O público era variado mas havia talvez mais raparigas do que o habitual. Notava-se muitos casais "alternativos" no feminino, o que só reforça a condição "sensível" da cantora já que, como sabemos, se as mulheres são naturalmente "sensíveis", as lésbicas são-no a dobrar...
Picado pela curiosidade, fui à net tentar saber mais da "sensibilidade" de Aimee Mann até porque a moça tem, de facto, ar de ser "sensível". Aparentemente, não foi só impressão do meu espírito masculino degenerado: há muita gente a perguntar-se se Mann é, realmente, "alternativa". Parece que não é e a coisa fica-se por um certo aspecto, um "je ne sais quoi" (ah, a Língua Francesa, tão cheia de sensibilidade). Melhor assim, as hormonas do público masculino ficam mais descansadas.

Interessa esta discussão? Nem por isso. É só uma certa embirração com a SIC-Mulher...

Aimee não se cansou de dizer, no fim de cada música, coisas sensíveis como "vocês são tão incríveis" (faltou um "sei lá" no fim - podia ser em "americano", um "like"), "estou tão contente por estar aqui", "este sítio é lindo", "há tanto tempo que queria vir ao vosso país", "estou cá há um dia e adoro", etc.

Digam lá que um artista "sensível" não é diferente dos outros?...

O vazio de Oliveira

Fui ver um filme de Manoel de Oliveira. Tenho o passe Medeia Card (em Inglês é mais bonito, já se sabe) e já não me restava nada mais para ver. Para além disso é sempre agradável ir ao King Triplex e sentir esse local parado no tempo onde podemos apreciar algumas características de tempos que já lá vão (assassinaram a decoração de uma casa-de-banho mas o resto mantem-se).

O filme "Belle toujours" pretende ser uma homenagem ao filme "Belle de jour" do realizador mexicano Luis Buñuel. Ao contrário do que é comum com os filmes de Oliveira, não é uma película de silêncios e planos insuportavelmente longos e, para um fim de tarde, até se vê bem (num registo calmo, muito calmo...). Mas a fita tem, apenas, 1 hora de duração. E se é verdade que, atendendo à (falta de) qualidade do enredo, isso podia ser uma benção, não deixa de ser menos verdade que, para quem paga (não foi o meu caso), 1 hora é muito pouco para um filme numa sala de cinema.

Passando à frente da curta duração da película, há que analisar o "recheio" do mesmo e este é de uma pobreza monumental. Oliveira entretem-se (com um dos seus amigos - Michel Picolli) a passear uma total falta de originalidade, de interesse e de qualidade pelo écran, numa "homenagem" que mais não é do que a ausência de qualquer coisinha em que se possa pegar. Exercício de desperdício de fundos e de tempo, este "Belle toujours" é um vazio colossal e já imagino o mais elitista dos críticos de cinema a torcer a coluna para conseguir ver nesta hora perdida alguma coisa que valha a pena: os actores são maus, os diálogos são de vão-de-escada, o enredo é inexistente.

Uma merda!

Sumol clássico?

No outro dia, como parte de um daqueles menus "rápidos" com que damos cabo da nossa saúde, pedi uma lata de Sumol de ananás. Quando bebi o sumo até me assustei: aquilo parecia um xarope de açúcar! Pouco gás, pouco "sabor a Sumol"... E dei comigo a pensar "será que estes gajos andam a alterar a fórmula desta coisa?". É que o Sumol de laranja também já não tem (tantas) farripinhas como costumava ter. É a globalização e a conquista de novos mercados? É a ganância do lucro? O que é que se passa? O Sumol está para Portugal como a Coca-Cola está para a América! É certo que não há uma identificação cultural mas há, certamente, um hábito de consumo e de qualidade! O Sumol é a nossa grande bebida não-alcóolica e se começam a mexer na composição que fez a delícia de tanta gente ao longo de não-sei-quantos-anos, então, talvez seja altura de fazer como os americanos e exigir um "Sumol clássico" para podermos continuar a ter a melhor gasosa do mundo!

Fica a ideia....

e-g@to

? - 16/07/2007



[ fotografias ]



Morreu o meu amigo, três meses depois de o ter ido buscar numa solarenga tarde de Domingo. Morto por uma doença estúpida para a qual não há cura. Tirado de mim à força sem que eu o pudesse defender.


A casa está vazia na proporção inversa à minha cabeça, cheia de tantas memórias, de tantos pequenos nadas que me tinham feito adorar aquela criaturinha.

Ainda tenho o cheiro dele nas mãos após horas a fazer-lhe festas, esperando para, juntamente com a veterinária, tomar uma decisão.

Partiu serenamente o meu amigo, da mesma forma como tinha vivido comigo: um gato meigo e calmo.

Ironia das ironias, o PDA acaba de avisar que são horas de lhe dar um comprimido para o coração, o mesmo que parou há uma hora. Apaguei o aviso. Antes pudesse ouvi-lo durante muito tempo...
sexta-feira, 13

Nunca fui de superstições mas, se houvesse dia para começar a acreditar em crendices, ontem teria sido óptimo.

O meu gatinho está para morrer: não só tem a pior das doenças dos gatos como, ainda por cima, é afectado pela pior forma daquela. Vou perdê-lo, vou ficar sem a figurinha que me recebia à porta de casa todas as noites, que se aninhava em mim quando me deitava, que chegava a pousar a cabeça no meu ombro e na almofada, que me acordava de manhã (ah! o pequeno-almoço), que poucas vezes passava por mim sem se roçar, que enchia de calma e serenidade a minha casa, que ocupava tantos dos meus pensamentos...

A doença é uma puta e quer tirar-me um amigo após três meses de convivência. Tempo curto, é certo, mas que foi suficiente para a presença do animal se afirmar no meu dia-a-dia como se ele sempre tivesse cá estado. Por toda a casa há coisas que me lembram dele: os sítos onde se deitava, os objectos, os pelos agarrados a tudo, as marcas das unhas num lençol, as embalagens de comida, as fotografias no computador, as "barreiras" para impedir ele saltasse para cima da TV, um ror de pequenas coisas que, na sua simplicidade, gritam a ausência do meu companheiro.

Hoje vou buscá-lo à clínica porque fecha ao Domingo. Vou ficar com ele dia e meio. Dia e meio a tentar roubá-lo ao destino, dia e meio tentando enganar-me pensando que tudo voltou ao normal, que ele está em casa e que, por isso, está bem.
O relógio não pára. O tempo gasta-se e com ele leva sempre um pouco mais da vida do gatinho. Não sei quanto tempo lhe resta: dias, semanas, alguns poucos meses? Tudo me parece pouco e, ao mesmo tempo, tanto, tal é a dor que sinto. Dou por mim a pensar que queria que tudo isto se resolvesse de forma fulminante, que não tivesse de assitir à degeneração do meu amigo, que não tivesse de passar os dias pensando nele e consumindo-me também.

O meu pai morreu com alguns dos mesmos sintomas. É um filme que vejo pela segunda vez, com a agravante de já conhecer o trágico fim e, portanto, não haver lugar para esperanças quanto a um final feliz. Não importa a espécie, importa é que a doença implanta-se, afirma o seu ódio pelos bons e, implacavelmente, ceifa a vida dos justos e dos meigos.

Merda! Merda! Merda!
a informação faz mal?

Tenho o meu gato doente. A criaturinha que adoptei em Abril, na União Zoófila, tem estado constipada, sem apetite, a desidratar... Levei o bichano ao médico e vim de lá com antibióticos e xarope. A coisa pareceu melhorar para, no dia seguinte, piorar. Lá foi o animal novamente para o veterinário e, desta vez, ficou para observação.
Procuro informação na internet: "contipação gato perda apetite". Em má hora o fiz. Aparentemente, a saúde dos gatos é mais frágil do que cristal e andam por aí n doenças fatais cujos sintomas se assemelham aos que o meu animal tem. A preocupação enche-me a cabeça ao antever um mal grande para ele. Valeu a pena procurar informação na internet? Neste caso, não. Mais valia ficar na ignorância do que a pensar que aquela coisa meiga que todos os dias me vem receber à porta com um miado em estilo de reclamação ("onde é que andaste até agora?") pode ser afectada por algo que a tire de mim.
A casa estava triste, ontem: as coisas do gato espalhadas e a falta da sua presença serena lançavam um véu de solidão que custava afastar.

Merda para a informação!
planeta agostini: a saga continua...


Após o último post contactei a Planeta Agostini devido ao livro trocado. Após algum tempo, informaram-me de iriam enviar o livro correcto para o quiosque. Pelo texto da mensagem, imediatamente desconfiei de que aquelas sumidades da incompetência iriam reenviar o livro errado. Prontamente lhes escrevi indicando em letras garrafais o nome do volume correcto. Não responderam... Passadas duas semanas, vou ao quiosque e... confirmam-se as minhas suspeitas: voltaram a mandar para o vendedor o livro errado, o mesmo que tinham enviado antes e que eu lhes tinha dito que estava mal!!! E, para cúmulo, o sujeito do quiosque ainda teve de pagar esse livro, não podendo, agora, devolvê-lo devido a umas quaisquer regras de serviço. Ou seja, os imbecis da Planeta Agostini enviam dois livros (iguais) errados e, quer eu, quer o vendedor tivemos de pagar por eles. E eu continuo sem o livro correcto e a colecção completa!!!
Já não volto a pedir nada para ir buscar ao quiosque porque, senão, ainda voltam a cobrar mais um livro ao infeliz e, provavelmente, voltará a ser o livro errado...

A Planeta Agostini parece-me ser um caso bizarro: ou só trabalham depois da hora de almoço, ou aquilo tem empregados vindos da CERCIS ou não dormem o suficiente. O facto é que "incompetência" já me parece pouco para este caso. Estupidez ou imbelicidade serão o mínimo que se pode utilizar referindo-se àquela empresa.

Há coisas que são más demais...