adopte um animal - ganhe um amigo

A associação SOS Animal, mais conhecida pelas suas acções anti-tourada (com as quais eu até nem concordo porque reconheço a riqueza cultural da tauromaquia), promove no dia 5 de Outubro, no Terreiro do Paço (Praça do Comércio), em Lisboa, uma exposição de animais para adopção.

Entre as 11 e as 18 horas haverá bichinhos à sua espera para que lhes possa dar um lar (e o que vem junto com isso: ternura, comida, conforto). Se é daquelas pessoas que anda a pensar no assunto mas não há meio de se decidir, aproveite agora e vá ver os nossos amigos de quatro patas. Sexta-Feira é feriado e tudo!

No 5 de Outubro, dia em que se comemora a imposição da República a um país que, na sua maioria, não a queria, você pode optar por comemorar o dia de S. Francisco de Assis que chamava aos animais os seus "irmãos mais novos".

Entre a República e os animais, eu escolho os segundos. E você, porque não faz o mesmo?
seja smart - pague pouco

Quer andar um dia inteiro com um smart por 1 euro?

É preciso reservar e estar atento às condições, mas não deixa de ser uma ideia engraçada (e barata).

O aluguer na promoção €1/dia está limitado a 7 dias consecutivos; é preciso fazer um mínimo de 30km e não ultrapassar um máximo de 100km por dia; não se pode circular fora do distrito da cidade onde o carro foi alugado (controlado por GPS) e só se pode fazer 1 aluguer por mês nesta tarifa promocional.

Apenas disponivel em Lisboa e Cascais por enquanto.

Mais informação em http://www.s2rent.net

Esta notícia foi retirada do Rascunho Virtual
Eva, a destruidora

Já não nos bastava o satânico Dan Brown mais as suas fantasiosas teorias da conspiração acerca da linhagem perdida de Jesus Cristo, agora ainda temos a própria Igreja a dar uma machadada num dos mais belos momentos da Bíblia: Adão e Eva.

Todos fomos educados na crença de que Deus teria criado Adão e, de uma costela deste, teria nascido a preciosa Eva, a mãe de todas essas criaturas que ora nos afagam, ora nos rebentam com a paciência. E no verbo "rebentar" parece mesmo estar o busílis desta questão. É que, segundo as pinturas no tecto da Igreja de Nossa Senhora do Cabo, em Linda-a-Velha, parece que Eva, a primeira, ao invés de nascer da adâmica costela mais se preocupou em escaqueirá-la, aplicando no nosso antepassado um potentíssimo pontapé ao mais puro estilo Kung-Fu.

Temos, portanto, duas revelações simultâneas: a primeira - Eva bateu em Adão e com isso deu origem aos casos de violência doméstica (ou, no caso, familiar já que, à letra eles não tinham casa - "domus"); a segunda - as artes marciais não tiveram origem na China mas sim no Éden.

São coisas a mais para o comum dos mortais. Dan Brown nunca veio a Linda-a-Velha mas se soubesse que em Inglês se diria Beautiful-the-Old Woman, talvez engendrasse uma qualquer ligação a Maria Madalena.

Fica-nos a esperança de ver os arredores de Lisboa como cenário de um novo romance...

a caixinha de pandora

E pronto, abriu-se a caixa de Pandora das recordações. Procura-se, encontra-se.

Esta criaturinha preversa, o Marco, punha-me sempre a chorar mais a porcaria da interminável busca pela mãe.

Aaahhhhh!!!!!

Juro que não meto mais nada aqui hoje. Chega!

Não tarda nada, estou à procura do Verão Azul...

Ó tempo, volta para trás

Aqui fica o genérico da série Dartacão. Essa engraçadíssima adaptação da obra maior de Dumas que, quer em livro, quer em desenho animado, nos enche a imaginação de aventuras.

Ó tempo, volta para trás...

o não de Santana


Santana Lopes (SL) é uma daquelas personagens que me inspira sentimentos contraditórios. Um pouco à imagem de Paulo Portas (não é à toa que estiveram "juntos" politicamente), SL é capaz de nos surpreender com tiradas absolutamente racionais e com as quais é difícil estar em desacordo para, logo de seguida se envolver em polémicas revestidas de populismo barato. Nunca atingindo sequer uma parte do brilhantismo intelectual de Portas (que até sobre cinema escreve bem), SL tem a vantagem de ser mais mediático e de ter por trás um partido maior e aproveita isto para potenciar a projecção da sua figura, alcançada em entrevistas, debates e jornais.

SL é sempre a vedeta esperada dos congressos do PSD, é a personagem cujo discurso é aguardado com ansiedade, é um íman para as câmaras.

Recentemente, uma das ideias defendida por SL ao longo dos anos foi posta, finalmente, em prática dentro do PSD: as eleições directas para a presidência. SL deve estar orgulhoso de tal. Tão orgulhoso como da sua intervenção no noticiário da SIC Notícias onde se recusou a continuar após ser interrompido para a exibição da chegada de José Mourinho a Portugal...

A SIC Notícias, a meio de uma entrevista, achou por bem interrompê-la para nos brindar com algo de absolutamente corriqueiro e que, conforme se provou, não apresentava qualquer interesse. Mourinho nem sequer falou aos jornalistas e tudo se resumiu a um "ali vem ele, ali vai ele". Na retoma da entrevista, SL, numa atitude digna de quem se sente, criticou, em directo, a estação de TV pelo que tinha feito. Fê-lo com toda a razão. Apenas falhou num tique elitista ao referir-se a "um treinador de futebol", num tom marcadamente perjorativo. SL, o político, não consegue perceber que "um treinador de futebol" possa ser mais importante do que ele. Mas pode...

José Mourinho é um daqueles portugueses que devia ser fabricado em série. Devia haver clones de Mourinho na administração pública, na política, nas faculdades, enfim, um pouco por todo o lado onde fosse necessário planear, ensinar e gerir.
Mourinho já transcende a simples qualidade de técnico desportivo de escol e assume-se como um símbolo do que todos gostariam de ser: eficientes, ricos, famosos e respeitados.
O até há pouco tempo treinador do Chelsea pode ser odiado por muitos - como Santana -, mas, se o é, é porque o seu êxito gera invejas. SL apenas consegue ser odiado pelas trapalhadas em que se meteu. É a maior das diferenças entre o "treinador de futebol" e o "político que já foi Primeiro Ministro". Mourinho conseguiu tudo à custa do seu enorme talento para fazer algo de concreto: vencer. SL sempre se afirmou em plataformas pouco estáveis, de forma passageira, nunca como um vencedor de guerras mas tão-somente de batalhas, de "combates" (como o próprio gosta de chamar às etapas políticas).

Mas, independentemente da "birra de classe" por parte de SL, o que convém não perder de vista é o choque entre o que se pode chamar "critérios jornalísticos" e o que se poderia muito simplesmente chamar "respeito". De facto, a chegada de Mourinho ao aeroporto não configurava um evento de especial interesse para o público, sobretudo se pensarmos que a "confusão" da demissão/despedimento do treinador já tinha sido há vários dias e que não havia a esperar qualquer novidade a ser declarada pelo special one. Foi (mais) um momento de mau jornalismo, cedendo a SIC Notícias ao (suposto) espectáculo da notícia que, neste caso, até se veio a revelar inexistente.

SL não gostou e, a julgar pelos comentários da maior parte das pessoas, tem o apoio geral. A SIC, pelo contrário, não reconhecendo o erro (algum jornalista o faz?) ainda colocou mais lenha no fogo ao associar a recusa de SL à sua propensão para deixar coisas a meio. Não só se tratou de um comentário cobarde como, pelo menos no caso da demissão do Governo por Jorge Sampaio, SL foi (bem?) impedido de continuar a exercer funções. Não foi, portanto, da sua responsabilidade o "corte".

No fundo, as partes envolvidas no caso estarão, ambas, contentes. A SIC Notícias conseguiu publicidade e Santana Lopes esteve na origem de mais um "facto", o que lhe permite (a SL) manter-se à tona.

E quem é que perdeu? pergunta-se. O bom senso, de certeza. Quanto ao público, acredito que prefira o circo à "chateza" de uma boa e séria discussão sobre política.



Este vídeo foi retirado do Rascunho Virtual
partilhar o que é bom

Quando encontramos uma coisa de que gostamos temos o dever de a partilhar com os outros. Neste caso, falo de um vinho, um Cabernet Sauvignon da Bairrada, datado de 1991, de seu nome Quinta do Poço do Lobo.

Não percebo de vinhos mais do que aquilo que o paladar me diz e, neste caso, diz-me que este vinho é bom, que sabe a fruta, que não me contento com um copo dele, que a cada ida ao hiper lá tenho de trazer duas garrafas... :)

Aparentemente, não estou só na apreciação da qualidade do néctar. Já encontrei listagens onde lhe atribuiam 17 valores (em 20 possíveis).
Gostava de ter uma garrafeira para a encher de garrafas deste bom vinho.

Coincidência ou não, a Bairrada parece produzir vinhos do tipo que mais me agrada: tintos, encorpados, com sabor a fruta. E a preços bem acessíveis. O Quinta do Poço do Lobo nunca chega a €5. Até o Continente tem uma "série" própria por pouco mais de €2 e que é muito agradável.

Já provei outros Cabernet Sauvignon (eram chilenos) e não me entusiasmaram. Será que, também no vinho, a nossa terra dá melhor fruto? Na fruta, isso é uma verdade incontestável. E a uva não é mais do que fruta...
tropeçar numa jóia

A internet tem destas coisas: andamos à procura de uma coisa e tropeçamos noutra. No caso, andando à procura de um filme, acabei a ver a ficha de outro, exemplo do "Cinema Novo" nacional, "Domingo à tarde". Esta obra de António de Macedo baseia-se no romance homónimo de Fernando Namora, história triste sobre um médico frio que acaba por se relacionar com uma doente sem esperança de cura.

Lembro-me de ver o filme, no seu preto e branco distante, Rui de Carvalho ainda jovem, Isabel Ruth interpretando a rapariga condenada pela doença. Perdida para a vida, perdida na vida...

O livro de Namora, lido depois de ver o filme, encheu-se das imagens da película e acompanhou-me, na sua curta duração, numa etapa de uma viagem pela Argentina. Deixei-o em Mendoza, na prateleira da minúscula biblioteca de uma hospedaria.

Alguém já o terá lido? Se o fez, não o denunciou. Mas espero que sim, espero que aquela edição de bolso da Europa-América tenha acompanhado mais alguém em horas de comunhão com a tristeza de duas pessoas desesperadas.

Até ao momento, foi a única obra de Namora que li. Assumo a injustiça. Após "Domingo à tarde", após as memórias longínquas da série de TV "Retalhos da vida de um médico", devia ter feito desígnio de abraçar a obra de um autor maior.

Hei-de fazê-lo...

Entretanto, fica aqui o link para um blog de alguém que sabe falar muito melhor de literatura: panorama-direitoliteratura.blogspot.com
não se pode exterminá-los? (parte 2)


Após dois meses de "descanso", a NextTravel voltou ao ataque com dois telefonemas. O primeiro foi imediatamente bloqueado mas, o segundo, teve origem num número "novo" que escapou ao programa de bloqueio de chamadas.

Assim sendo, para quem quiser safar-se deste lixo, deverá acrescentar o 961509255 à sua lista de números bloqueados.

No entanto, dado que já foram confirmados os números 961509252/5/6/8, é de pensar que, do 961509251 ao 961509259, é tudo a mesma porcaria.

Protejam-se: bloqueiem!!!
Falhanço

E pronto, a tentativa de criação de um "facto político" com uma petição online exigindo a chamada de Mourinho para a Selecção Nacional falhou.

Falhou porque se baseou no pressuposto de aproveitar contactos existentes para a criação de uma rede (cada um enviando para outros tantos). Alguns dos ditos bloquearam a mensagem com o link, não a retransmitiram e ainda me chagaram a cabeça.

Para esses (e para os outros, já agora) fica aqui a explicação do objectivo da petição...

Sei muito bem que Mourinho nunca viria para a Selecção agora: está em alta como treinador (e, agora, como "vítima"), sabe que terá um emprego milionário à sua espera, sabe que Scolari, provavelmente, já lixou a qualificação e não quer vir comprometer o seu prestígio numa batalha que parece perdida, sabe que treinar uma selecção não é a excitação que é o envolvimento diário num clube, etc.
Por tudo isto, esta ainda não é a altura de Mourinho se juntar às Quinas. Mas, dito isto, também nós sabemos que a Selecção Nacional precisa de levar um safanão e que o "perigo" de Mourinho talvez possa servir para espicaçar as equipas (a técnica e a desportiva). Só por isso (e pela piada de ver no que dava), resolvi tentar fazer alguma coisa. Falhei.

Felizmente não sou político, caso contrário já estavam a pedir a minha demissão... :)