A imensidão do meu tempo livre leva-me a pensar bastante nas coisas do mundo e faço-o a ponto de, por vezes, me ocorrerem verdadeiras pérolas de sabedoria que me apresso a partilhar com os outros. Há que ser altruísta e aceitar que nem todos chegam lá sozinhos...Hoje, resolvi dar a conhecer ao mundo a minha mais recente reflexão sobre o sexo feminino ("espécie" seria mais adequado) que, condensada numa frase simples, daria qualquer coisa como "vale mais roubar uma mulher casada do que procurar uma solteira".
Aviso já que esta máxima (a partir de agora minha e vossa) só se aplica às moçoilas a partir dos 25 anos. Que não vos baralhe a precisão da idade, é a modos que um número redondo. O que interessa para o caso é perceber que, a partir de dada altura, as mulheres bonitas já estão todas comprometidas (habitualmente, com os tipos mais parolos que conseguiram encontrar) e só sobraram as outras...
E quem são as outras? Não há mulheres atraentes entre "as outras", as que não se casaram, juntaram ou, no mínimo, andam para aí enroladas com um tipo qualquer que não nós? É claro que há, apesar de tudo, ainda se está a falar de um número que pode ser considerável (mesmo esquecendo as velhas solteironas). O problema está em que, devido ao dinamismo predatório que caracteriza os homens, a única fruta que fica por apanhar é a que não presta. Mulher bonita ainda solteira aos 30 (número ainda mais redondo - e não é piada aos quilinhos que se começam a acumular...) ou é lésbica ou tem problemas de cabeça. Ponto final. Das feias não se fala aqui.
Diz a sabedoria popular que a fruta mais saborosa é a que tem bicho. Não se entenda por "bicho" uma doença qualquer daquelas que nos faz arrepiar os cabelos mas sim a criaturinha amantíssima que chegou antes de nós. Se uma mulher tem homem, é porque deve valer alguma coisa. Se está solteira, ou portava-se mal (e foi posta com dono - expressão duplamente irónica neste contexto, já se vê) ou portaram-se mal com ela e agora está cheia de vontade de se vingar do que lhe fizeram. Em ambos os casos, é de fugir, minha gente!
Temos, portanto, que as belezas presas são aquelas que mais apetecíveis deveriam ser.
O problema (há sempre um, não é?) está em que, se uma mulher comprometida ceder ao nosso encanto isso quer dizer que acaba por ir parar ao grupo das que se portam mal e que, por isso, não nos deveriam interessar. Se é capaz de mandar à vida o seu actual amor, também nos pode fazer o mesmo amanhã. E isso não seria nada agradável, pois não?
Chegamos, então, a uma espécie de beco sem saída... O que nos sobra afinal?






