Curtas (3)

Segundo o responsável de uma discoteca lisboeta para homossexuais (masculinos), o "quarto escuro" não é uma coisa promíscua porque só lá vai quem quer.

Certo...

O coelhinho da Páscoa

Aparentemente, no famoso comboio para o circo, alguém se portou mal com os coelhinhos. Terá sido o Pai Natal ou o Palhaço?

Chinesices

A imagem que se vê aqui é de um concerto de Iron Maiden, no Japão. Observe-se não a natural alegria do público mas sim o facto de estarem sentados (!). É assim mesmo no país do sol nascente: concertos de todo o tipo mas sempre com muita ordem e disciplina. E há que admirá-los: ver um concerto de Heavy Metal sem se poder levantar o rabinho da cadeira, quase como se estivessemos numa sessão de cinema, é obra digna do mais estóico monge zen!

Enfim, "chinesices" ("japonesices" soava mal...)

Tiro ao alvo

Urinar é uma necessidade mas satisfazê-la não tem de ser apenas uma concessão à natureza e uma perda de tempo. Se é verdade que, quando a coisa aperta, o alívio pode até ser bem agradável (deixem-se lá de piadas sobre homossexuais), também não é mentira que há quem procure entreter-se naquelas longos segundos que a mijinha dura, fazendo desenhos imaginários no urinol, assobiando, tentanto acertar em qualquer coisa que esteja algures... E foi pensando nestes últimos que surgiram os urinóis com a mosquinha, ou com uma vela, para que possamos achar mais graça a verter águas.

Mas, há sempre quem passe da piada ao génio e nos brinde com grandes ideias... As fotos que acompanham este texto mostram a coisa mais engraçada que já vi posta num urinol: uma baliza de futebol. Qual é a ideia? É simples, acertar na bolinha pendurada na baliza! Recomenda-se aos goleadores que se abstenham de livres e remates de fora da área e se restrinjam aos penalties em nome da higiene possível numa casa-de-banho pública cá do burgo.

Melhor do que isto, só imagens de gente detestável (de boca aberta) impressas no urinol (esta ideia, eu ofereço - se for original...), acompanhadas de um detector que emitisse uma queixa sempre que acertássemos no meio. :)

Este é o tipo de coisa que devia ser obrigatória em todos os urinóis dos estádios de uns certos clubes, como forma de os adeptos se vingarem da falta de jeito dos jogadores da sua equipa e aliviarem a tensão, evitando-se assim muito insulto nas bancadas.

Curtas (2)

De acordo com o DN (2008/03/07), Portugal "(...) é o terceiro país europeu com mais mulheres nas prisões", com 7% da população prisional (os "outros" têm 5%). E então, pergunto, isso é mau porquê? Procura-se a igualdade, ou não?

Curtas (1)

Segundo o jornalista Davide (assim mesmo) Pinheiro, do DN (2008/03/07), o canadiano Bryan Adams estudou Português quando viveu (em pequeno) em Portugal. Isso permite-lhe "(...) que hoje se dirija às pessoas com um 'olá' de pronúncia perfeita."

"Olá", essas duas sílabas tão complexas...

Um doce libanês

Quanto mais cinema vejo mais parece cimentar-se em mim a convicção de que só neste país é que fazer um filme é encarado como uma espécie de missão quase divina de doutrinar os pobres de espírito espalhando sobre eles a luz da sabedoria humanista do realizador. Eu bem sei o que me custa usar a expressão "só neste país" (abomino-a!) mas, a verdade é que é difícil voltar de uma película proveniente de um país tão pouco provável como o Líbano e não fazer comparações com aquilo que por cá se faz.

"Caramel" (e porque não "Caramelo"?), é um filme de Nadine Labaki (uma mulher, portanto), passado em Beirute e que tem como centro um salão de beleza à volta do qual se cruzam histórias pessoais. É uma película cheia de sensibilidade cujas personagens oscilam entre a comédia e a tristeza, banhadas por uma luz dourada de fim-de-tarde com cores realçadas pela bonita fotografia. Há cristãos e muçulmanos, há Ocidente e Oriente, há vislumbres da Europa sofisticada de permeio com a desordem que se imagina (mal?) por aquelas paragens, há música boa, há mulheres bonitas...

No Líbano já alguém percebeu como fazer um filme maior sem ter de ceder a estéticas americanas nem, por outro lado, enveredar por argumentos pesados cujo único efeito é afastar das salas os espectadores. Que lição poderiam alguns dos nossos realizadores tirar de um filme como "Caramel". Como já disse, a fotografia é boa, o som também, o argumento é vivo, as personagens - credíveis, as situações - verosímeis, a banda sonora - existente e agradável, feita para realçar os momentos (clique aqui para a ouvir), o interesse - total.

Até quando teremos de esperar por um filme deste tipo, feito em Portugal?

A tourada à galinha

Aviso já que este texto é de indignação. E faço questão de mostrá-la usando todas as prerrogativas que me cabem, nomeadamente a utilização abusiva de vocabulário vernáculo. Ficam avisados...

Eu sei que, no fundo da página, está escrito, em letrinhas pequeninas, que aqui não se fala (entre outras coisas) do Benfica. Mas hoje faço uma excepção. E faço-a porque estou fulo com essa merda de clube. Como antigo benfiquista (curei-me da doença há muito tempo, num ano em que o "glorioso" foi afastado da Europa pelo Bordéus - essa potência do futebol mundial...), consigo hoje em dia olhar para o grémio da Luz com os olhos bem abertos e de forma fria. E, portanto, digo com toda a convicção que estou farto dessa porra que dizem ser o maior clube do mundo mas que, de há vinte anos a esta parte só faz é asneiras!

Esta noite, o glorioso SLB (até a canção das claques é roubada a outras) perdeu, em casa (!!!) com o Gatafe! Com o quem?! O Gatafe, uma equipa saída de um buraco neste deserto aqui ao lado e que veio passear-se até Lisboa para ganhar ao grandiosíssimo Benfica. Aliás, parece que, ultimamente, os motivos da alegria que as equipas pequenas tinham em jogar com o Benfica alteraram-se. Antigamente, era o prestígio e a bilheteira; hoje, é mesmo a possibilidade de ganharem uns pontinhos...
É que esta merda de equipa, comandada por um borrego de um espanhol que, como todo esse lixo, faz questão de cagar na língua que se fala nesta terra, terra onde está o patrão que lhe paga, esta equipa, dizia, não foi, sequer, capaz de aguentar metade do jogo sem comer logo do Gatafe... Podia ser o Real Madrid, o Barcelona, o Valência... mas não, foi o Gatafe... E o Gatafe, coitado, que ainda deve estar a pensar que Deus é espanhol (mais uma razão para eu ser ateu), não só levou consigo a vitória, como também me fez perder 5 eurinhos que eu tinha apostado em como a porra do Benfica ganhava ou empatava nos primeiros 45 minutos de jogo. Reparem que eu nem exigia que os encarnados (ou rosas, em homenagem ao lixo basofe que enxameia as suas claques) ganhassem o jogo. Gato escaldado, de água fria tem medo e com o Benfica já perdi uns trocos. Não, eu apenas pedia que aguentassem meio-jogo, irra! Mas nem isso. Nem de segurar um empate (que é como o jogo começa) aquelas animalárias incompetentes são capazes. E, depois, venham com a história da glória e da grandeza e do número de sócios e das camisolinhas cor-de-rosa e do Eusébio e do estádio e dos seis milhões e disto e daquilo. Eu quero lá saber! Um clube TÃO grande que elege à categoria de salvador da pátria um espanhol que nunca ganhou porra nenhuma (uma Taça de Portugal - uau!), que permite que a besta nos continue a brindar diariamente com aquela língua de trapos cuspida e escarrada, que contrata sistematicamente maus jogadores, que perde para os rivais os bons que ainda lhe vão bater à porta, que é mal treinado, mal dirigido e que, ainda por cima, é incapaz de reconhecer as suas falhas e nos impinge ano após ano a cantiga do desgraçadinho que é roubado por tudo e por todos (se são tão grandes, como é que permitem que os roubem?)... É que não há paciência! Não há paciência!

O Porto foi ontem eliminado após lutar e ganhar em casa. Foi eliminado por penalties e aposto que, imediatamente, os imbecilóides lampiões devem ter começado a festejar. Pois bem, hoje perderam em casa com o Gatafe! O Gatafe... foda-se! O Porto ganhou em casa a uma equipa alemã, o Sporting foi empatar a Inglaterra e, o Benfica, perde em casa com o Gatafe! Uma equipa de borregos venceu uma equipa treinada por um. Aliás, eu acho que esta coisa de andarem a contratar resmas de sul-americanos (entenda-se, hispânicos) deve ter a ver com uma tentativa desesperada de o Camacho se fazer entender. Mas nem assim... deve ser culpa das diferenças de pronúncia... É que o problema só pode ser dos jogadores porque o treinador é o melhor do mundo!

Apesar dos nervos com que estou (foram-se 5 euros e uma levei uma machadada no meu orgulho nacional), ainda consigo lembrar-me de algumas proezas do glorioso:

- Jardel: vinha para o Benfica, deixaram-no fugir para o Porto
- Jardel: prometeram contratá-lo, um presidente foi eleito à custa da treta e, depois, para não serem processados, contrataram o irmão do Jardel, que nunca jogou
- Deco: veio treinar mas não gostaram dele...
- João Pinto: era o menino de ouro mas a especialidade era insultar tudo e todos.
- Mantorras: dois bons jogos e o Record afirmava que era o "novo Eusébio" enquanto que "A Bola" escrevia "nasceu uma lenda". Viu-se... e nem foi preciso esperar pela lesão.
- Mourinho: não o seguraram, deixaram-no ir para o Porto e o homem tornou-se (ele sim!) o maior do mundo
- Simão Sabrosa: um dos poucos craques que o clube tinha. Foi-se...
- Artur Jorge: deixaram-no rebentar com uma equipa excelente.
- Vale e Azevedo: o único presidente preso até hoje. O Benfica à Benfica, que o elegeu e quase reelegia (não fosse a mentira sobre Jardel), acabou na prisão. Os sócios, claro, são inocentes...

E a lista de disparates cometidos para a Luz continuava por aqui fora. Com ou sem pinga, vigaristas ou não, o certo é que os presidentes do SLB, sempre coadjuvados pelos adeptos histéricos que permitem todo o tipo de merda e ainda gritam "viva", construiram de há vinte anos a esta parte uma verdadeira tragicomédia a que se poderia chamar "a galinha que queria ser águia". Muita parra e pouca uva, muito espectáculo, muita coisa mas, depois, no campo, são um asco!

O Gatafe!...

A vogal epentética

Ainda a manhã de trabalho estava a começar e já eu sentia o apetite a ser despertado pelos odores que entram na minha sala provenientes de um restaurante vizinho. Ah... umas febrinhas, que bem que iam...

Lembrei-me de já ter visto em vários restaurantes a palavra "fêveras" e resolvi procurar na net a diferença entre as duas palavras. Fui parar ao Ciberdúvidas da Língua Portuguesa onde me brindaram com o seguinte:

(...)A forma fêvera é uma variante em que a consoante oclusiva -b- se tornou uma fricativa bilabial ou labiodental, representada por -v-; além disso, inseriu-se uma vogal (chamada epentética), à semelhança do que ocorreu com Fevereiro, que tem origem em fĕbruārĭus, forma latina sem 'e' antes da consoante líquida representada por 'r'(...)


Ora bem, o mínimo que posso dizer é que o mundo nunca mais será o mesmo para mim. As febras são um prato importante na nossa gastronomia e esta é parte essencial da nossa cultura. Nos muitos anos que ainda espero que me restem, nunca mais poderei sentar-me à mesa para saborear aquelas tirinhas do santo bicho que é o porco, sem me lembrar da fricativa bilabial, da oclusiva, da epentética...
De todas as "monstruosidades" apontadas à febrinha, a única que ainda me pode merecer alguma simpatia é a consoante líquida que, pela sua natureza, é capaz de dar um acompanhamento interessante (desde que não consumida em excesso).

Ó amarga gramática!

P.S. - uma curiosidade: na Argentina, servem-se comummente febras "à portuguesa", nos restaurantes.

Uns pais lixados

Nos já distantes anos 80, numa cena desse "ícone" cinematográfico chamado "Top Gun", a personagem de Kelly McGillis perguntava à de Tom Cruise o seu nome. O jovem piloto respondia que se chamava "Maverick" (nome de míssil) e logo ouvia um "os teus pais não gostavam de ti?". Que dizer então dos pais do distinto Óscar Alho, aqui mostrado numa participação na Sic Notícias?

Há gente lixada...