Elogio

Há uns meses atrás cheguei à conclusão de que não valia a pena estar inscrito no ACP. Estava a pagar por serviços a que já tinha direito de uma ou outra forma. Fui a uma das lojas do clube e manifestei a minha intenção em desistir. Sem qualquer entrave ou má-cara, aceitaram o pedido. Isto foi em Fevereiro. Na mesma altura informaram-me de que, se por acaso a anuidade já tivesse sido cobrada, ma devolveriam por inteiro (!). Assim foi, o valor foi debitado "à queima" (eu é que tratei da coisa em cima do prazo) e pedi a devolução dos cerca de EUR 79 (que recebi ontem, por correio).

Há muitos, imensos exemplos de más práticas comerciais. No meio de tudo isso, a atitude do Automóvel Clube de Portugal é um oásis de "generosidade". O clube podia ter dito que só podia desistir para o ano que vem, podia ter-se recusado a devolver o dinheiro, podia ter exigido o cumprimento de prazos de aviso, enfim, podia ter dificultado a coisa, como faz a maioria das instituições. Mas optou por ter uma relação cordial e honesta para com os seus sócios.

Ao longo dos anos em que estive inscrito (porque me pagavam a anuidade) só tive razão de queixa por causa de uma publicidade que recebi "indevidamente" e de uma actualização de dados pessoais que tardou muito. À parte disso... tudo bom: aprendi a conduzir com um óptimo instrutor; das vezes em que precisei de ajuda, esta apareceu depressa; quando quis sair, "sorriram-me".

Parabéns ao ACP!!!

Pecados mortais

Nunca percebi bem esta coisa dos pecados mortais. Na minha inocência de ateu (embora oficialmente iniciado nos "mistérios da fé") sempre me pareceu que, pelo nome, seriam pecados que trariam a morte certa a quem os cometesse. Ora, se tal acontecesse, já poucos de nós restariam à face da terra e as igrejas estariam com ainda menos gente (desconta-se Braga, aqui) sentada naqueles desconfortáveis bancos corridos. Não parece então bom negócio que o Senhor crie faltas cujo castigo implique a perda da clientela, por isso, das duas uma: ou os pecados não são mortais (é um nome escolhido só para impressionar) ou Deus não existe. Existe uma terceira via que é o Todo Poderoso ser como os polícias e preferir olhar para o lado para não ter trabalho... mas não entremos por aí.

Os sete pecados mortais (o filme também é engraçado) foram, ao longo dos séculos, a Inveja, a Gula, a Ira, a Luxúria, a Avareza, a Preguiça e o Orgulho. Mas não contente com este septeto, o Papa Pio XVI resolveu criar mais sete:
Poluição ambiental, Manipulação genética, Acumulação excessiva de riqueza, Infligir pobreza, Tráfico e consumo de droga, Experiências moralmente debatíveis, Violação de direitos humanos. Como os tempos mudaram. Da simplicidade dos primeiros, ligados às emoções mais básicas, passámos a pecados que exigem mais do que uma palavra para serem indicados e que reflectem preocupações sociais e ambientais. Alguns deles, atingem mesmo uma elaboração de monta como em "Experiências moralmente debatíveis", por exemplo. Suficientemente vago para conter lá qualquer coisa e, ao mesmo tempo, permitir um florescente negócio de livros a debater o assunto.

Bom, temos que, por força da evolução da humanidade, os sete pecados são agora catorze. Se antes tínhamos um pecado por dia (podíamos variar), agora temos dois, o que permite combinações mais engraçadas e combater de uma forma mais eficaz o maior dos pecados que é, como toda a gente sabe, a monotonia. É certo que existe uma certa sobreposição de conceitos (Avareza + Acumulaçäo excessiva de riqueza; Ira + Violaçäo de direitos humanos) mas o espírito humano é grande e saberá reinventar a prática de modo a conferir novas cores aos pecados enunciados.

Dito tudo isto, devo aqui deixar, à guisa de saudosismo, uma pequenina lágrima pelo tempo em que os pecados eram singelos e simples na execução. É tão fácil enraivecermo-nos, exige tão pouco esforço recusar uma esmolinha ao imigrante romeno (que até nos alegra pedindo em Espanhol) enquanto abana, de forma displiscente, uma caixa à frente do nosso nariz... Mas os novos pecados exigem mais esforço, alguns deles pedem mesmo anos da nossa vida, perseverança nos objectivos. A acumulação excessiva de riqueza, a menos que o Diabo nos tenha abençoado com um 1º prémio num concurso da Santa Casa, não é coisa que se alcance de um dia para o outro, que raio!

Porque estou eu a preocupar-me? Não é de crer que vá ter condições para pecar na forma moderna. Ainda assim, como cidadão decente, faz-me alguma espécie que só agora tenha sido declarado pecado atentar contra o Ambiente. E isto faz-me perguntar: quem é o responsável pela "criação" dos pecados? É o Papa? É Deus? Quem se lembra primeiro? O funcionário católico dir-nos-á que Deus coloca na mente do Papa (após profunda oração) as suas vontades, para que o sucessor de Pedro as dê a conhecer ao mundo. Mmm... e o homem das barbas brancas (Deus, não é o Pai Natal) não podia ter-se lembrado de apelar à defesa do ambiente mais cedo? Digamos... há uns trinta anos atrás? Foi preciso esperar que o tema fosse moda e tanto disparate tivesse sido feito? Há qualquer coisa estranha aqui: se Deus não liga a modas, ligam os homens e, nesse caso, a ideia dos pecados vem inteiramente da germânica cabecinha papal (certo... ou dos seus assessores). A ser esta uma hipótese verdadeira, temos que é o Papa que decide o que é ou não é pecado (tal como o Inferno, que existia, deixou de existir e parece que está aí novamente). Isto não faz confusão às cabecinhas dos fiéis?

Oremos irmãos, pelo fim da fé.

Chiça!

Parecenças

De repente, este blog encheu-se de animais. Não faz mal, muito pelo contrário. Além disso, estes animais são daqueles que nos fazem bem e não dos outros... dos que nos lixam o dia-a-dia. Portanto, riamo-nos (vá lá, quantas vezes viu esta conjugação do verbo?) com algumas fotos bem engraçadas das semelhanças entre animais. :)

Ah! Estas e muitas outras fotos podem ser encontradas no blog Gato de Rua

Eles não têm lata...

Eles não têm lata para pedir... por isso, pedimos nós. É o mote de mais uma "campanha" da União Zoófila para angariação de alimentos para os animais que alberga. Como já fiz antes, deixo aqui o apelo. Custa tão pouco a comida para os animais (que não são esquisitos) e sabe tão bem saber que ajudamos todas aquelas criaturinhas simpáticas.

Vá lá, ajude!

Curtas (4)

Muitas vezes, olhando à minha volta, acho que devia haver uma espécie de subsídio ao suicídio.
Muita gente aproveitaria...

Curtas (3)

Segundo o responsável de uma discoteca lisboeta para homossexuais (masculinos), o "quarto escuro" não é uma coisa promíscua porque só lá vai quem quer.

Certo...

O coelhinho da Páscoa

Aparentemente, no famoso comboio para o circo, alguém se portou mal com os coelhinhos. Terá sido o Pai Natal ou o Palhaço?

Chinesices

A imagem que se vê aqui é de um concerto de Iron Maiden, no Japão. Observe-se não a natural alegria do público mas sim o facto de estarem sentados (!). É assim mesmo no país do sol nascente: concertos de todo o tipo mas sempre com muita ordem e disciplina. E há que admirá-los: ver um concerto de Heavy Metal sem se poder levantar o rabinho da cadeira, quase como se estivessemos numa sessão de cinema, é obra digna do mais estóico monge zen!

Enfim, "chinesices" ("japonesices" soava mal...)

Tiro ao alvo

Urinar é uma necessidade mas satisfazê-la não tem de ser apenas uma concessão à natureza e uma perda de tempo. Se é verdade que, quando a coisa aperta, o alívio pode até ser bem agradável (deixem-se lá de piadas sobre homossexuais), também não é mentira que há quem procure entreter-se naquelas longos segundos que a mijinha dura, fazendo desenhos imaginários no urinol, assobiando, tentanto acertar em qualquer coisa que esteja algures... E foi pensando nestes últimos que surgiram os urinóis com a mosquinha, ou com uma vela, para que possamos achar mais graça a verter águas.

Mas, há sempre quem passe da piada ao génio e nos brinde com grandes ideias... As fotos que acompanham este texto mostram a coisa mais engraçada que já vi posta num urinol: uma baliza de futebol. Qual é a ideia? É simples, acertar na bolinha pendurada na baliza! Recomenda-se aos goleadores que se abstenham de livres e remates de fora da área e se restrinjam aos penalties em nome da higiene possível numa casa-de-banho pública cá do burgo.

Melhor do que isto, só imagens de gente detestável (de boca aberta) impressas no urinol (esta ideia, eu ofereço - se for original...), acompanhadas de um detector que emitisse uma queixa sempre que acertássemos no meio. :)

Este é o tipo de coisa que devia ser obrigatória em todos os urinóis dos estádios de uns certos clubes, como forma de os adeptos se vingarem da falta de jeito dos jogadores da sua equipa e aliviarem a tensão, evitando-se assim muito insulto nas bancadas.

Curtas (2)

De acordo com o DN (2008/03/07), Portugal "(...) é o terceiro país europeu com mais mulheres nas prisões", com 7% da população prisional (os "outros" têm 5%). E então, pergunto, isso é mau porquê? Procura-se a igualdade, ou não?