Curtas (6)
O Holmes Place da Avenida da Liberdade (Lisboa) tem descontos para homossexuais ou é só uma grande coincidência a enorme quantidade deles que lá anda?
O festival
Lisboa já tem um festival de Flamenco. Não, não tem nada a ver com o queijo (que é "FlamenGo"). Antes tivesse, ainda assim. Apesar da sensaboria do famoso Limiano, há por aí muita bola vermelha que faz as delícias de quem a come. E o verbo "comer" vem a propósito porque, agora, temos de "comer" com um festival (com direito a palestras e tudo) de uma... digamos, "expressão cultural" estrangeira que não nos diz nada, que não está difundida nos gostos da nossa população e que, basicamente, serve (o festival) de testa de ponte da penetração espanhola cá no burgo. Desconheço quantas pessoas frequentarão os eventos e, dessas, quantas serão portuguesas (desconta-se as tias e os homossexuais) mas calculo que, por poucas que fossem, o dinheiro injectado pelas autoridades do país vizinho continuaria a afluir, por forma a encher a capital de cartazes e dar a impressão de que o Flamenco é coisa grande, por cá. Se há característica dos espanhóis é a aposta em massacres publicitários. Veja-se a loucura de gastos do Corte Inglês, os postes e paredes cobertos de panfletos de aulas de dança sevilhana, os "muros" de papel com anúncios de cursos de Castelhano...Mas, se tudo isto é importante para reflectir, ainda mais será olhar para o Flamenco e tentar extrair dali coisa que se aproveite. É "arte" que consegue uma mistura esquisita: homens machões e mulheres que se vestem como travestis. Tirando a guitarra (cuja técnica consegue ser sublime), tudo o resto é feito de um minimalismo ridículo: gente a bater palmas, a fazer cara de má, a bater com os pés no chão e a urrar como se lhes tivessem a espetar uma faca. Mau demais. Imagine-se uma "canção" assim:
Aiiiiiiiii
O meu pai tá presoooooooooo
A minha mãe pariu um sapoooooooo
Aaaaaaaiiiiiiii, pobre de miiiiiimmm
(guitarra a fundo, seguida de pancadas no chão)
Olé!
Aaaaaaaaiiiiii, aaaaaaaiiiiiiiiiii
Que vida malditaaaaaaaaaaaaaa
(incentivos do resto da companhia)
Ninguém gosta de miiiiiim, só a desgraaaaçaaaaa
Olé! Olé!
(mais pancadas no chão, novamente a guitarra a fundo)
Se eu pudesse matava-me já à tua freeeeeeente
(Força!!! - diz uma parte do público)
Aaaaaiiiii, e levava-te comigooooooooo
Olé!!!
É uma graça mas não deve estar longe da verdade, tivesse eu percebido alguma coisa da letra gritada e cuspida das coisas que já ouvi.
Francamente, o Flamenco bem podia ser metido num saco juntamente com o Hip-Hop e o Rap e mandado para o mais fundo dos aterros sanitários ou, ainda melhor, colocado num daqueles depósitos para lixo nuclear. Qualquer sítio onde se evitasse sermos brindados com todo o mau gosto da "arte".
Já temos um festival!
Curtas (5)
Em Burgos (Espanha) descobriram os restos mais antigos de um hominídeo na Europa (1,2 milhões de anos). O DN publica uma caixa com o título "Mais velho era espanhol".
Sem palavras...
Sem palavras...
O masoquismo da Selecção
Alguém anda parvo na Federação Portuguesa de Futebol! Quem é o responsável pela calendarização dos jogos particulares da equipa das quinas? Quem?! O povo exige saber o nome da criatura que sujeita o país ao masoquismo de ver jogar a Selecção Nacional com equipas às quais não consegue ganhar! É demais. Quem é que teve a "fantástica" ideia de nos fazer jogar com a Itália, um país ao qual, pura e simplesmente, não conseguimos ganhar, seja nos AA, seja nos recém-nascidos? E quem foi o génio que se lembrou de por os "coxos" de Scolari a jogar contra a Grécia?! Então, não nos bastava ter duas "fatalidades" (Itália e França), ainda tinham de forçar a criação de uma terceira? Já não nos bastava a chacota de romanos e gauleses, agora também levamos com o carimbo de "derrotado à partida", por parte dos helénicos? E já nem falo nos quatro ou cinco euros que perdi ao apostar que os nossos rapazes conseguiam, pelo menos, o empate. Isso é o menos: falo de orgulho nacional. Não se põe a Selecção a jogar, nas vésperas de um Europeu, contra equipas que são autênticos muros para nós! Haja um mínimo de inteligência! Nós devíamos jogar contra a Inglaterra, a Alemanha... enfim, países aos quais conseguimos ganhar! Não é procurar "desforras" estúpidas de campeonatos perdidos em casa ou longas carreiras de derrotas, como se uma pírrica vitória tivesse alguma importância.Irra! E agora? Vamos para o Europeu com uma equipa que é uma porcaria, mal treinada, e com a moral em baixo! Esta gente na FPF não se apercebe das consequências disto?
Não se pode exterminá-los? (3)
Visita ou investigação?
Andava eu contente pelo número de visitantes que este blog teve ontem quando reparei que a maior parte tinha vindo da PSP! É verdade, houve quatro visitas, com acesso a partir da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública, onde foram gastos nada mais, nada menos do que 28 minutos lendo as páginas do "aos papéis".Bom, se foi uma visita de cortesia, voltem sempre que são bem-vindos. Se foi uma investigação, eu só queria dizer o seguinte: NÃO FUI EU !!!!!!!!
Elogio
Há uns meses atrás cheguei à conclusão de que não valia a pena estar inscrito no ACP. Estava a pagar por serviços a que já tinha direito de uma ou outra forma. Fui a uma das lojas do clube e manifestei a minha intenção em desistir. Sem qualquer entrave ou má-cara, aceitaram o pedido. Isto foi em Fevereiro. Na mesma altura informaram-me de que, se por acaso a anuidade já tivesse sido cobrada, ma devolveriam por inteiro (!). Assim foi, o valor foi debitado "à queima" (eu é que tratei da coisa em cima do prazo) e pedi a devolução dos cerca de EUR 79 (que recebi ontem, por correio).Há muitos, imensos exemplos de más práticas comerciais. No meio de tudo isso, a atitude do Automóvel Clube de Portugal é um oásis de "generosidade". O clube podia ter dito que só podia desistir para o ano que vem, podia ter-se recusado a devolver o dinheiro, podia ter exigido o cumprimento de prazos de aviso, enfim, podia ter dificultado a coisa, como faz a maioria das instituições. Mas optou por ter uma relação cordial e honesta para com os seus sócios.
Ao longo dos anos em que estive inscrito (porque me pagavam a anuidade) só tive razão de queixa por causa de uma publicidade que recebi "indevidamente" e de uma actualização de dados pessoais que tardou muito. À parte disso... tudo bom: aprendi a conduzir com um óptimo instrutor; das vezes em que precisei de ajuda, esta apareceu depressa; quando quis sair, "sorriram-me".
Parabéns ao ACP!!!
Pecados mortais
Nunca percebi bem esta coisa dos pecados mortais. Na minha inocência de ateu (embora oficialmente iniciado nos "mistérios da fé") sempre me pareceu que, pelo nome, seriam pecados que trariam a morte certa a quem os cometesse. Ora, se tal acontecesse, já poucos de nós restariam à face da terra e as igrejas estariam com ainda menos gente (desconta-se Braga, aqui) sentada naqueles desconfortáveis bancos corridos. Não parece então bom negócio que o Senhor crie faltas cujo castigo implique a perda da clientela, por isso, das duas uma: ou os pecados não são mortais (é um nome escolhido só para impressionar) ou Deus não existe. Existe uma terceira via que é o Todo Poderoso ser como os polícias e preferir olhar para o lado para não ter trabalho... mas não entremos por aí.Os sete pecados mortais (o filme também é engraçado) foram, ao longo dos séculos, a Inveja, a Gula, a Ira, a Luxúria, a Avareza, a Preguiça e o Orgulho. Mas não contente com este septeto, o Papa Pio XVI resolveu criar mais sete:
Poluição ambiental, Manipulação genética, Acumulação excessiva de riqueza, Infligir pobreza, Tráfico e consumo de droga, Experiências moralmente debatíveis, Violação de direitos humanos. Como os tempos mudaram. Da simplicidade dos primeiros, ligados às emoções mais básicas, passámos a pecados que exigem mais do que uma palavra para serem indicados e que reflectem preocupações sociais e ambientais. Alguns deles, atingem mesmo uma elaboração de monta como em "Experiências moralmente debatíveis", por exemplo. Suficientemente vago para conter lá qualquer coisa e, ao mesmo tempo, permitir um florescente negócio de livros a debater o assunto.
Bom, temos que, por força da evolução da humanidade, os sete pecados são agora catorze. Se antes tínhamos um pecado por dia (podíamos variar), agora temos dois, o que permite combinações mais engraçadas e combater de uma forma mais eficaz o maior dos pecados que é, como toda a gente sabe, a monotonia. É certo que existe uma certa sobreposição de conceitos (Avareza + Acumulaçäo excessiva de riqueza; Ira + Violaçäo de direitos humanos) mas o espírito humano é grande e saberá reinventar a prática de modo a conferir novas cores aos pecados enunciados.
Dito tudo isto, devo aqui deixar, à guisa de saudosismo, uma pequenina lágrima pelo tempo em que os pecados eram singelos e simples na execução. É tão fácil enraivecermo-nos, exige tão pouco esforço recusar uma esmolinha ao imigrante romeno (que até nos alegra pedindo em Espanhol) enquanto abana, de forma displiscente, uma caixa à frente do nosso nariz... Mas os novos pecados exigem mais esforço, alguns deles pedem mesmo anos da nossa vida, perseverança nos objectivos. A acumulação excessiva de riqueza, a menos que o Diabo nos tenha abençoado com um 1º prémio num concurso da Santa Casa, não é coisa que se alcance de um dia para o outro, que raio!
Porque estou eu a preocupar-me? Não é de crer que vá ter condições para pecar na forma moderna. Ainda assim, como cidadão decente, faz-me alguma espécie que só agora tenha sido declarado pecado atentar contra o Ambiente. E isto faz-me perguntar: quem é o responsável pela "criação" dos pecados? É o Papa? É Deus? Quem se lembra primeiro? O funcionário católico dir-nos-á que Deus coloca na mente do Papa (após profunda oração) as suas vontades, para que o sucessor de Pedro as dê a conhecer ao mundo. Mmm... e o homem das barbas brancas (Deus, não é o Pai Natal) não podia ter-se lembrado de apelar à defesa do ambiente mais cedo? Digamos... há uns trinta anos atrás? Foi preciso esperar que o tema fosse moda e tanto disparate tivesse sido feito? Há qualquer coisa estranha aqui: se Deus não liga a modas, ligam os homens e, nesse caso, a ideia dos pecados vem inteiramente da germânica cabecinha papal (certo... ou dos seus assessores). A ser esta uma hipótese verdadeira, temos que é o Papa que decide o que é ou não é pecado (tal como o Inferno, que existia, deixou de existir e parece que está aí novamente). Isto não faz confusão às cabecinhas dos fiéis?
Oremos irmãos, pelo fim da fé.
Chiça!
Parecenças
De repente, este blog encheu-se de animais. Não faz mal, muito pelo contrário. Além disso, estes animais são daqueles que nos fazem bem e não dos outros... dos que nos lixam o dia-a-dia. Portanto, riamo-nos (vá lá, quantas vezes viu esta conjugação do verbo?) com algumas fotos bem engraçadas das semelhanças entre animais. :)Ah! Estas e muitas outras fotos podem ser encontradas no blog Gato de Rua
Eles não têm lata...
Eles não têm lata para pedir... por isso, pedimos nós. É o mote de mais uma "campanha" da União Zoófila para angariação de alimentos para os animais que alberga. Como já fiz antes, deixo aqui o apelo. Custa tão pouco a comida para os animais (que não são esquisitos) e sabe tão bem saber que ajudamos todas aquelas criaturinhas simpáticas.Vá lá, ajude!
Subscrever:
Mensagens (Atom)
