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Parece que, este ano, já houve seis crianças a cairem de varandas. Resultado, apareceu logo uma boa alma ou associação a pedir leis que rejam o desenho das varandas.

Parece que, este ano, já houve algumas crianças que morreram afogadas em piscinas domésticas. Resultado, apareceu logo uma boa alma ou associação a pedir leis que rejam a posse de piscinas.

Há gente (muita, diria eu) para quem tudo na vida se resolve com mais leis, sempre mais regras, entrando sucessivamente nos cantos mais recônditos da vida em sociedade, espartilhando hábitos, gostos, criatividade...

Caiu uma criança a partir de uma varanda? A culpa é de quem não tomou conta dela? Não. A culpa é de quem não colocou protecções na varanda? Não. A culpa é de quem comprou uma casa com varandas demasiadamente abertas? Não. A culpa é do construtor, do arquitecto, do Governo, sei lá. De todos aqueles que não têm rigorosamente nada a ver com o exercício directo dos poderes paternais e de vigilância.

Façam-se leis. Mais e mais, para que tudo fique na mesma, com excepção das taxas de incumprimento das leis que, quanto mais forem, mais dificilmente poderão ser cumpridas.

Um dia destes, é preciso o Código Civil para sabermos se podemos, sequer, respirar...

Bedum a bordo

Uma das poucas razões de queixa que tenho dos transportes públicos é a falta de higiene. Quando penso que boto a mão em sítios onde milhares de pessoas põem as delas e, depois, levo o dedinho ao nariz para aquela limpeza tão necessária...

Mas há situações bem mais evidentes: quando o transporte vai cheio de pessoal "étnico" com aquele cheirinho muito peculiar ou quando entram drogados no autocarro e lá temos nós de levar com dias e dias de bedum acumulado naqueles corpinhos.

Hoje, dois elementos desta espécie eminentemente urbana faziam um pequeno piquenique na zona traseira do autocarro. Quase todos os passageiros se concentravam na parte dianteira tal era o cheiro que os drogados deitavam. Quem ia lá mais atrás, tapava o nariz e sofria... E pergunto eu (acho que já não é a primeira vez): se o regulamento da Carris diz expressamente que pessoas que não se encontrem em condições de higiene não podem andar nos transportes públicos, porque razão os motoristas os deixam entrar? E já nem falo nesse fenómeno que é os drogados não pagarem bilhete!

Dois enfezados entram num transporte empestando tudo à volta e o motorista não diz nada? Eu até podia reclamar para a Carris mas eles, na resposta, dir-me-iam que tinha sido por motivos de segurança o que, sabe-se, é a desculpa para tudo...

Qual será a frequência de limpeza do interior dos veículos? E haverá desinfecção?

Que nojo algumas carreiras!
curtas 016

Na RTP2 acabou de passar um anúncio a um programa de viagens que segue as pisadas de "Fernão de Magalhães, o maior navegador português da História da humanidade"...
As modas estão por todo o lado e a internet não poderia escapar a isso. Quem faz sites sabe que existe sempre uma pressãozinha por parte dos clientes (e do chefe) para fazer "aquelas coisas que se usam agora", por mais descontextualizadas que possam ser. O Flash é uma dessas "coisas", quase sempre usado de forma a dar espectáculo e poucas em ajudar o cibernauta a navegar de forma mais agradável através dos conteúdos.

Deixo hoje aqui, um link para um site, da Mark Magazine (encontrado por acaso no blog Aspirina Light) e que serve para dar um bom exemplo da utilização que o Flash devia ter sempre.

Link para a Mark Magazine
Link para o Aspirina Light

Revisores

Para aqueles que gostam de coleccionar os nomes parvos que se dá agora a profissões que toda a vida existiram, aqui fica mais um: os "revisores" dos combóios da CP passaram a ser "Operadores de Revisão".

É bonito e confere muito mais dignidade à profissão mas, ainda assim, não bate os "Técnicos Auxiliares de Acção Educativa" (antigos "contínuos").

Brasil a 100%

Não, ao contrário do que o título possa sugerir, este texto não é uma qualquer espécie de elogio ao país-filho (essa do "irmão" é coisa politicamente correcta). É mesmo a taxa de rejeição que o Google Analytics indica sempre que este miserável blog tem uma visita a partir do gigante sul-americano. Não sei porquê mas brasileiro que aqui chegue, parte logo. Não vê as fotos, não lê os textos, não procura assuntos, não muda de página, não carrega nos anúncios... simplesmente, foge.

É muito comum que o aospapeis.blogspot.com tenha visitas da família lá do outro lado do mar mas a razão porque nenhuma fica mais do que o tempo necessário para dizer "ups... enganei-me" é que me escapa. Só espero que não tenha nada a ver com as consoantes mudas, coisa que, segundo uma estudante brasileira que apareceu numa reportagem televisiva, lhe dificultava a compreensão dos livros portugueses... (este foi um daqueles momentos em que faltou ouvir um "pum!!! aaaaaaiiiiiiii").

Pelo sim, pelo não, vou adoptar brevemente o acordo ortográfico. O problema é que ainda não percebi bem o que é que devo alterar. Lá vou eu ter de gastar dinheiro num livrinho...

Cães ou melgas?

Há coisas que, por mais que sejam desmentidas, por mais que se prove que não são verdade, por mais que se tente informar as pessoas, voltam sempre à carga, como aquelas moscas que não nos largam quando queremos estar sossegados. A história de uma ninhada de cães de raça Golden Retriever que estão prestes a serem abatidos a menos que umas quantas alminhas caridosas queiram ficar com eles é como as tais moscas. Volta e meia, vem-nos pousar em cima. Este assunto dos cães já me anda a enxamear a caixa de correio há anos! Mas, de quando em vez, lá há alguém que resolve enviar-me - em regime de urgência -, a mensagem com as fotos dos bichanos enfiados ao molho num cesto enquanto a angelical mãe os lambe um por um... Ó pachorra! Mas, será que ninguém pensa duas vezes para perceber que NINGUÉM mata Golden Retrievers ou Labradores ou outros cães destas raças que nos embevecem? Estes cães vendem-se! Nem é preciso dá-los. Mas não... "urgente! lê isto e passa a toda a gente, coitadinhos dos cães...".

Anos... há anos que isto anda a passear pela internet.
Ouvi dizer que até o Elvis Presley telefonou a perguntar se podia ficar com um... lá onde ele está.

Ute Lemper em Tavira

De vez em quando há grandes surpresas que nos animam. A presença da cantora alemã Ute Lemper em Tavira, no dia 2008/07/26, é uma delas. Concerto elegante, com bom som, numa amena noite algarvia, no largo junto à Igreja do Carmo, com um enquadramento de efeitos luminosos e um apoteótico final a cargo da Orquestra do Algarve, em "duelo" com o fogo-de-artifício, este foi um momento para saborear e lembrar. Venham mais assim!

O deserto eléctrico

Segundo a comunicação social (eu sei, é menina em quem não se fia...), surgiu, no seio da União Europeia, a ideia de utilizar o deserto do Sara para abastecer a Europa de energia eléctrica, através da instalação de enormes centrais solares naquela terra inútil. A iniciativa é, em princípio, de louvar: liberta-se terrenos provavelmente férteis e ocupa-se zonas inóspitas dando-lhes um nobre fim. Segundo um estudo, apenas 0,3% do sol que o deserto recebe daria para abastecer a Europa (ao ano? ao mês? - sei lá!) o que dá bem a ideia do potencial que ali está. Até aqui, tudo bem. O problema é que nós já vamos buscar o petróleo a países de pouca confiança, vamos buscar o gás a países de pouca confiança e, agora, também querem que vamos buscar a electricidade a países do mesmo tipo. E eu pergunto: podemos dormir descansados sabendo que toda a nossa civilização assente na tecnologia está dependente de países como a Argélia, Nigéria, Marrocos, Sudão, Líbia, etc.? Será uma medida destas (ou apenas a proposta) responsável? Não me parece. A menos que queiramos fazer como os americanos e partamos de armas e bagagens (talvez só de armas...) para aquela zona de África, de modo a garantir o abastecimento vital ao nosso continente.

Pensando assim muito de repente, que países produtores de petróleo são minimamente fiáveis? EUA, Noruega, Brasil... poucos mais, julgo. E de gás? Novamente a Noruega e...? A Rússia é (infelizmente) uma potência política, capaz de usar os recursos naturais como meio de chantagem, os árabes são o que se sabe, balançando entre o pragmatismo político e o radicalismo religioso, os eufemisticamente chamados "africanos" é mais o tempo em que estão preocupados em matarem-se uns aos outros e em enriquecerem os seus corruptos dirigentes do que aquele em que se viram para o progresso dos seus países... Que mais fica?

Parece-me que no primeiro dia após a instalação das centrais solares, já teria de estar a embarcar o primeiro contingente militar para o Sara. E, mesmo assim, era rezar para que os terroristas A ou os guerrilheiros B ou os separatistas C ou os esfomeados D ou os nacionalistas E ou sei lá quem não conseguissem sabotar as linhas de abastecimento e apagar o nosso continente.

Assim, por assim, instalem as centrais no sul de Espanha que aquilo já é um deserto... Ou então, no Alqueva, porque já se percebeu que para agricultura é que aquilo não vai servir...