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Uma das poucas razões de queixa que tenho dos transportes públicos é a falta de higiene. Quando penso que boto a mão em sítios onde milhares de pessoas põem as delas e, depois, levo o dedinho ao nariz para aquela limpeza tão necessária...
Para aqueles que gostam de coleccionar os nomes parvos que se dá agora a profissões que toda a vida existiram, aqui fica mais um: os "revisores" dos combóios da CP passaram a ser "Operadores de Revisão".
Não, ao contrário do que o título possa sugerir, este texto não é uma qualquer espécie de elogio ao país-filho (essa do "irmão" é coisa politicamente correcta). É mesmo a taxa de rejeição que o Google Analytics indica sempre que este miserável blog tem uma visita a partir do gigante sul-americano. Não sei porquê mas brasileiro que aqui chegue, parte logo. Não vê as fotos, não lê os textos, não procura assuntos, não muda de página, não carrega nos anúncios... simplesmente, foge.
Há coisas que, por mais que sejam desmentidas, por mais que se prove que não são verdade, por mais que se tente informar as pessoas, voltam sempre à carga, como aquelas moscas que não nos largam quando queremos estar sossegados. A história de uma ninhada de cães de raça Golden Retriever que estão prestes a serem abatidos a menos que umas quantas alminhas caridosas queiram ficar com eles é como as tais moscas. Volta e meia, vem-nos pousar em cima. Este assunto dos cães já me anda a enxamear a caixa de correio há anos! Mas, de quando em vez, lá há alguém que resolve enviar-me - em regime de urgência -, a mensagem com as fotos dos bichanos enfiados ao molho num cesto enquanto a angelical mãe os lambe um por um... Ó pachorra! Mas, será que ninguém pensa duas vezes para perceber que NINGUÉM mata Golden Retrievers ou Labradores ou outros cães destas raças que nos embevecem? Estes cães vendem-se! Nem é preciso dá-los. Mas não... "urgente! lê isto e passa a toda a gente, coitadinhos dos cães...".
Segundo a comunicação social (eu sei, é menina em quem não se fia...), surgiu, no seio da União Europeia, a ideia de utilizar o deserto do Sara para abastecer a Europa de energia eléctrica, através da instalação de enormes centrais solares naquela terra inútil. A iniciativa é, em princípio, de louvar: liberta-se terrenos provavelmente férteis e ocupa-se zonas inóspitas dando-lhes um nobre fim. Segundo um estudo, apenas 0,3% do sol que o deserto recebe daria para abastecer a Europa (ao ano? ao mês? - sei lá!) o que dá bem a ideia do potencial que ali está. Até aqui, tudo bem. O problema é que nós já vamos buscar o petróleo a países de pouca confiança, vamos buscar o gás a países de pouca confiança e, agora, também querem que vamos buscar a electricidade a países do mesmo tipo. E eu pergunto: podemos dormir descansados sabendo que toda a nossa civilização assente na tecnologia está dependente de países como a Argélia, Nigéria, Marrocos, Sudão, Líbia, etc.? Será uma medida destas (ou apenas a proposta) responsável? Não me parece. A menos que queiramos fazer como os americanos e partamos de armas e bagagens (talvez só de armas...) para aquela zona de África, de modo a garantir o abastecimento vital ao nosso continente.