Um arquitecto é alguém que não é suficientemente larilas para ir para design, nem suficientemente macho para ir para engenharia.
Do mete-nojo ao mete-medo
Nos fantásticos anos 80, a toda-poderosa máquina anglo-saxónica que, sistematicamente, vai lançando os próximos "não-sei-quê", impingiu ao mundo os Bros. Talvez poucos já se lembrem do duo, composto pelos gémeos Luke e Matt Gross. Uma desgraça nunca vem só... a piada é fácil, mas aplica-se às personagens. Autênticos modelos de catálogo larilóide (versão para o efeminado) os Bros tiveram - como não podia deixar de ser -, bastante êxito junto das jovens que, como se sabe, são a subcategoria mais estúpida que se encontra em qualquer corrente adolescente.
O tempo cura as feridas e o mundo já tinha lançado os Bros para um qualquer sítio, juntamente com as baterias de telemóvel usadas e as meias velhas mas, eis que um deles me aparece à frente, em versão gigante, no cinema. O mano Luke faz de mau da fita na nova película do Hellboy (vale a pena ver), onde encarna um príncipe elfo (deve ser uma fantasia) que quer vencer os humanos e castigá-los pelos maus tratos à natureza.
Contemplemos a fotografia e meditemos sobre a maneira de ir do mete-nojo, ao mete-medo.

Ele está aí! Ele chegou! O muito aguardado navegador (pronto... browser) dessa máquina que é o Google está, finalmente, no ar, se bem que ainda numa versão "beta".
Segundo o Google, este navegador - cujo nome é Chrome -, é mais rápido e leve do que os seus concorrentes e apresenta algumas (pequenas) novidades que talvez possam cativar alguns utilizadores.
Não há nada como experimentar para ver se se gosta. Carregue AQUI !

Lá vai mais um...
Ao que parece, a cidade prepara-se para perder mais um prédio antigo. Este, situado na esquina da Av. Miguel Bombarda com a Av. Marquês de Tomar, há já muitos anos que só abrigava uma mercearia "gourmet" e uma farmácia (que fica no registo da História por ter sido o local onde comprei os primeiros preservativos para impedir que o mundo conhecesse prole minha). Hoje, começou a largar pedaços e a área circundante já está vedada pelos bombeiros.
Não estamos a falar de um imóvel de grande valor arquitectónico mas é, concerteza, um representante digno do estilo aplicado na construção das chamadas "Avenidas Novas" da capital. Sobretudo, é um espaço onde poderiam viver confortavelmente largas dezenas de pessoas, numa zona central da cidade.
Decadência, ruína, abandono: hoje, alguém estará a comemorar em grande o lucro que se avizinha com a construção de mais um edifício de habitação de "prestige" ou de escritórios.
Lisboa está cheia de edifícios assim. Estou, inclusivamente, a preparar um site de imobiliário exclusivamente dedicado a estes casos. Não é possível caminhar dez minutos por Lisboa sem nos depararmos com casos confrangedores de património deixado ao abandono: moradias, quintinhas, prédios, palacetes...

E o mais giro é reparar que continuamos a não penalizar os filhos da mãe que deixam as coisas caírem! No tempo de Santana Lopes, a CML começou a reparar alguns edifícios, tomando posse deles enquanto os senhorios/proprietários não cumprissem com as suas obrigações. Um desses exemplos está na Av. da Liberdade, tendo, na altura, sido colocado um enorme cartaz a chamar a atenção para a medida. A verdade é que os anos passaram e o prédio continua por recuperar. Um dia destes, lá estarão os bombeiros, também...
Um repórter da RTP (Vítor Gonçalves) andava por Nova Orleães (New Orleans, como ele prefere) a entrevistar pessoas. Entrou num bar que era o único estabelecimento aberto em toda a cidade (por causa da tempestade) e "atacou" uma jovem americana com as seguintes perguntas:
VG: Você ficou aqui...
Jovem: Sim, fiquei
(se ela estava ali... era porque não estava noutro lado, certo?)
VG: Não se foi embora...
Jovem: Não, fiquei.
Digam lá se isto não é jornalismo de qualidade? É!
VG: Você ficou aqui...
Jovem: Sim, fiquei
(se ela estava ali... era porque não estava noutro lado, certo?)
VG: Não se foi embora...
Jovem: Não, fiquei.
Digam lá se isto não é jornalismo de qualidade? É!
Bloqueador de telemóveis

O site gadget.brando.com.hk apresenta-nos um dispositivo que, aplicado com parcimónia, pode ser uma verdadeira evolução civilizacional: um bloqueador de telemóveis.
Toda a melga tem um insecticidada à altura e a empresa de Hong Kong dá-nos a hipótese de acabar com o "zumbido" daquelas que vão para o cinema tocar aqueles sons irritantes ou que chegam a interromper um concerto (como aconteceu com a Ute Lemper, no CCB) ou até mesmo o caso da minha colega que "acorda" a empresa toda com a banda Techno que se põe a martelar sempre que o marido e a amiga e a mãe e a prima e mais não sei quem lhe telefonam.
O único problema desta maravilha é o preço (USD 246) e o pouco alcance. Ainda assim, é capaz de ser um investimento a ter em conta para um teatro ou cinema.
Duas pérolas de um dos locutores da Rádio Renascença durante a transmissão do recente jogo de futebol entre o Benfica e o Porto:
Situação 1: um espectador benfiquista salta das bancadas e tenta agredir o fiscal de linha
Situação 2: ocorre uma discussão entre jogadores das duas equipas
Convenhamos que o Gabriel Alves era melhor do que isto...
Situação 1: um espectador benfiquista salta das bancadas e tenta agredir o fiscal de linha
Mas o que é isto?! Parece que estamos no Suriname!!!
Situação 2: ocorre uma discussão entre jogadores das duas equipas
Bom... e agora temos ali no meio-campo uma discussão toda ela em Castelhano: são cinco argentinos, dois uruguaios, três brasileiros (...)
Convenhamos que o Gabriel Alves era melhor do que isto...

Nisto é que somos bons
Ao contrário daqueles que se deixam enredar nas malhas do politicamente correto ("olhó" Acordo!...), eu continuo a achar que ser cego ou feio ou gordo ou velho ou coxo ou anão ou marreco ou perneta ou vesgo ou sei lá que mais não é bom. Por mais campanhas "positivas" que queiram lançar, a mim ninguém me convence de que ter uma anomalia física ou estética faz de nós pessoas melhores ou mais felizes. Esqueçam, não vale a pena. Compreendo que quem as tenha necessite de, como estratégia psicológica de sobrevivência, se autoconvencer de que é "positivamente" especial mas eu não tenho nada a ver com isso.
Portanto, eu tenho pena das pessoas que não podem ouvir música (é que eu sempre posso tapar os ouvidos quando me dão com a Kizomba e o Hip-Hop); tenho dó de quem não consegue ver as muitas coisas belas que existem no mundo (eu ainda posso fechar os olhos quando confrontado com algo que não me agrade); sinto piedade pelos que precisam de alguém que os leve à sanita (porque eu sou livre de fazer merda quando, onde e como me apetecer); tenho compaixão pelos que vivem torcidos sobre si mesmos (porque eu nasci e escolhi ter a coluna direita)...
Ser deficiente é uma desgraça!
Mas, mesmo na infelicidade, é possível estabelecer a diferença entre ser-se um pobre coitado e ser-se alguém. Quando a natureza ou a sorte nos são madrastas podemos atirar a toalha para o chão ou lutar com raiva contra o infortúnio. Os atletas paralímpicos fazem-no: treinam, esforçam-se, sofrem para não se resignarem, para não se renderem às suas falhas físicas. E merecem apoio, respeito e até carinho pelo que fazem. Num povo de gentinha lamechas que mais não faz do que se queixar de tudo e esperar que um salvador caia do céu para lhe tratar das coisas mais básicas, ver gente que tem, de facto, razões para se queixar de muito, fazer das tripas coração para se erguer acima da mediocridade é algo que faz bem e, sobretudo, que tem o sabor de uma lição de vida, um exemplo a seguir.
Mas, se é verdade que os paralímpicos são um exemplo, também não é menos verdade que a atenção que lhes tem sido dada nos últimos anos é exagerada relativamente à representatividade do desporto para deficientes junto da população em geral. Convenhamos: a seleção nacional de Hóquei em Patins tem mais tradição e peso junto do público do que os melhores atletas de Boccia (não sabe o que é? - é sintomático...) e, no entanto, tem-se visto cada vez mais relegada para notas de rodapé na imprensa. Porquê? Porque os paralímpicos preenchem uma falha no imaginário da população, massacrada pelo negativismo "criminoso" da comunicação social: os paralímpicos ganham medalhas, muitas medalhas! Supostamente, a coisa é de tal forma que, agora, até se lançou uma campanha cujo mote é "Nisto é que somos bons". Esta expressão, exagerada, provocatória e, acima de tudo, estúpida, vem na linha, precisamente, da destruição paulatina que se está a fazer do orgulho (autoestima, como se diz agora) nacional. Nada corre bem, tudo dá para o torto, os bons não se esforçam, os outros países são sempre melhores mas!... mas, os paralímpicos, esses sim, são os maiores!
Quando um conjunto de deficientes é apresentado a um povo como sendo o seu melhor, algo está efectivamente podre na sociedade.
Só que os desportistas deficientes não precisam de carregar mais esta cruz. As dificuldades que têm na vida já são suficientes para ainda lhes quererem por sobre os ombros a responsabilidade de resgatar o orgulho ferido de uma nação que persiste em se autoflagelar.
Deixem-nos em paz! Deixem os desportistas deficientes correrem, rolarem, nadarem livremente e sem pressões, como quem faz algo por gosto e não por obrigação! E, já agora, façam o mesmo a todos os outros, os "normais": deixem os Ronaldos e os Quaresmas divertirem-se em campo, deixem as Naídes e os Nelsones saltarem pela alegria do voo, deixem os Zés, os Manéis, as Marias competirem pela paixão do desporto e acabem com esta maldita pressão que ameaça tornar todos os desportistas em falhados e todos nós em frustrados porque, pelo que se tem visto, a euforia da espetativa só nos tem trazido desilusões atrás de desilusões!

Podiam dizer-me que o queijo era de boa qualidade. Podiam dizer-me que o fiambre também. Mas, qualquer coisa que me dissessem não me convencia de que pagar EUR 2,30 por um croissant misto não é uma roubalheira. Não há outra palavra. Quando, numa pastelaria perfeitamente banal me cobram, por semelhante "iguaria", o mesmo que me cobram por um lanche inteiro em muitos outros locais... então, não me ocorre outro termo: roubalheira!
Dois euros e trinta cêntimos. Quatrocentos e sessenta escudos. Qualquer que seja a moeda ou o câmbio, vai sempre parecer-me o mesmo: um roubo.
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